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Sinopse: Um rapaz, que vivia numa casa na praia, adorava tomar banho no mar e brincar nas rochas. Um dia, após um grande temporal, ao passear pelas poças de água, descobre uma menina, com um palmo de altura, a brincar com um polvo, um caranguejo e um peixe. Era a menina do mar que lhe conta a sua história e alguns dos segredos do mar. Voltam a encontrar-se várias vezes para conversar e descobrir como as coisas da terra são diferentes das do mar; o rapaz explica-lhe o que é a saudade e a alegria e mostra-lhe o fogo, a flor e o vinho. Falhada a tentativa de a levar a descobrir como se vive na terra, aceita, bebendo uma poção mágica, descer ao fundo do mar para se encontrar com a menina. A sua terra passou a ser o mar.

Nota: Lido para a #MLVerão2017 na categoria de Livro Infantil

Opinião: Fazendo parte do Plano Nacional de Leitura, A Menina do Mar foi um livro requisitado por professores e por progenitores pela sua simplicidade. Um livro perfeito para espicaçar em qualquer criança o gosto pela leitura, um livro que, mesmo com as suas míseras páginas é capaz de despertar o pensamento. Afinal, o que é a saudade? No entanto, sou a primeira a admitir que, quando escolhi A Menina do Mar para a minha leitura foi, pura e simplesmente, porque não me recordava, de todo, da história. Li e leram-me a história incontáveis vezes - na sala de aula ou em casa - mas, por alguma razão, o seu conteúdo nunca ficou comigo durante muito tempo ao contrário do que acontece com, por exemplo, O Principezinho.
Esta leitura deu-se por iniciativa de uma maratona mas sei que um dia iria rele-lo de qualquer modo. Tal como os livros de Maria Teresa Maia González, acho interessante reviver as páginas de livros que li em criança. Uma forma de tentar perceber quanto o meu pensamento evoluiu e mudou. No entanto, olhando para trás e para a leitura realizada durante o dia de hoje, exceptuando a mensagem de gostarmos de alguma coisa e não a podermos ter, A Menina do Mar não é, para mim, um livro memorável. Fui exposta a ele vezes suficiente para criar algum tipo de ligação e, mesmo relendo agora com vinte e cinco anos de idade, a sensação continua a mesma. É um livro simples e bonito mas sinto que já li melhores livros infantis, livros que me deixaram nostálgica e a pensar.


Sinopse: O terceiro volume de «As Crónicas de Gelo e Fogo», a melhor série de fantasia da actualidade! Quando um cometa vermelho surge nos céus de Westeros encontra os Sete Reinos em plena guerra civil. Os combates estendem-se pelas terras fluviais e os grandes exércitos dos Stark e dos Lannister preparam-se para o derradeiro embate.No seu domínio insular, Stannis, irmão do falecido Rei Robert, luta por construir um exército que suporte a sua reivindicação ao trono e alia-se a uma misteriosa religião vinda do oriente. Mas não é o único, pois o seu irmão mais novo também se proclama rei, suportado por uma hoste que reúne quase todas as forças do sul. Para pior as coisas, nas Ilhas de Ferro, os Greyjoy planeiam a vingança contra aqueles que os humilharam dez anos atrás.O Trono de Ferro é ocupado pelo caprichoso filho de Robert, Joffrey, mas quem de facto governa é a sua cruel e maquiavélica mãe. Com a afluência de refugiados e um fornecimento insuficiente de mantimentos, a cidade transformou-se num lugar perigoso, e a Corte aguarda com medo o momento em que os dois irmãos do falecido rei avancem contra ela. Mas quando finalmente o fazem, não é contra a cidade que investem...O que os Sete Reinos não sabem é que nada disto se compara ao derradeiro perigo que se avizinha: no distante Leste, os dragões crescem em poder, e não faltará muito para que cheguem com fogo e morte!

Nota: Edição 2 volumes da Saída de Emergência


Opinião: A Fúria dos Reis de George R. R. Martin é um livro cuja acção decorre de forma mais vagarosa. Não há uma quantidade absurda de momentos lentos mas, a verdadeira luta, a verdadeira acção, é deixada para algumas míseras páginas. Neste volume os reis multiplicam-se como a praga, havendo um em cada esquina mas, tal como nos seus livros anteriores, é fácil de seguir as motivações das personagens "mais básicas" como Robb, Stannis, Renly ou Cersei, cujas acções se baseiam apenas na ânsia de vencer ou na preocupação pelos filhos mas, as motivações dos personagens mais interessantes, como do Duende, aprofundam-se e a teia de mistérios e de lutas políticas adensa-se.
Na minha viagem por Westeros apercebi-me das mudanças vindouras que chegaram e de outras que estão, por chegar. Novos locais são-nos apresentados e o mesmo acontece com novas personagens e novos pontos de vista, nomeadamente Davos e Theon. O plano de acção adensa-se e torna-se mais interessante - conhecemos o povo vermelho, as ilhas de ferro e Harrendal - e a política mistura-se com a vida quotidiana.
Algo que sempre me surpreendeu na escrita de George R. R. Martin é a facilidade com que ele transforma uma história de fantasia em algo que parece saído directamente de um livro de história mundial - exceptuando os dragões. As políticas, a forma como mulheres e homens são entregues a outros para pacificar grupos de família é-me extremamente interessante, talvez uma das partes mais interessantes de toda a narrativa.  
Ao contrário dos anteriores volumes, A Fúria dos Reis actua mais como um prelúdio daquilo que vai acontecer. É um livro que, apesar das personagens interessantes e da linha temporal interessante, torna-se massudo pela ausência de um motivador. Não sabemos para aquilo que vamos mas esperamos ansiosamente pelo quer que venha.



Sinopse: Mudar de escola no último ano e ser a miúda nova do liceu nunca é fácil para ninguém. Amanda Hardy não é excepção: se quiser fazer amigos e sentir-se aceite, terá de baixar as defesas e deixar que os outros se aproximem. Mas como, quando guarda um segredo tão grande? Quando tenta, a todo o custo, esconder o seu passado e começar uma vida nova?
Para piorar as coisas, apaixona-se perdidamente pelo rapaz mais popular do liceu e tudo o que mais quer é contar-lhe a verdade... Será que ele é tão especial quanto parece? Poderá confiar nele

Opinião: Se Eu Fosse Tua ou If I Was Your Girl, na versão original, de Meredith Russo é uma história comovente e, sobretudo, importante. O livro relata a história de Amanda Hardy, uma rapariga tímida, inteligente, bondosa mas marcada por acontecimentos passados, cujo nome de batismo é Andrew Hardy e que se vê forçada a deixar a sua casa para conseguir sobreviver. 
Desde a primeira página que sabia do que Se Eu Fosse Tua se tratava. Não houve qualquer dúvida para mim de que queria lê-lo pois queria saber mais sobre um tema onde o meu conhecimento é quase nulo e, posso dizer que a autora fez um belíssimo trabalho ao intercalar a vida actual da Amanda com a sua vida passada e as suas experiências porque, para ser completamente honesta, era onde o meu foco de interesse residia. 
Se Eu Fosse Tua contém uma grande carga de emoções. Há uma sensação de impotência, de raiva e de ternura num curto espaço de tempo. Tudo isto, acontece à medida que vamos conhecendo mais e mais da história de Amanda e, consequentemente, mais e mais do que significa a palavra "transexual". Para mim, ver a protagonista a adaptar-se ao mundo à sua volta como uma adolescente "normal", vê-la a fazer amigos e a evoluir enquanto pessoa foi uma das partes mais maravilhosas do livro. Tudo acontece ao mesmo tempo que a autora nos presenteia com flashbacks de um passado doloroso e cruel, dando-nos um ponto de partida. 
No entanto, no passado, nos flashbacks não fui grande apreciadora da forma como a autora decidiu lidar com a tentativa de suicídio de Amanda, principalmente da forma como foi descrito. Penso que, possuindo toda a narrativa uma emoção muito própria, a decisão de tomar fim à vida deveria possuir mais do que uma página com palavras em itálico - compreendo a intenção, nua e crua mas, preferia ter mergulhado na escuridão com Amanda ao invés de ficar apenas à superfície. Para além disso, as primeiras páginas para além daquelas que rodeiam o facto de Amanda ter nascido rapaz, foram difíceis de manter o foco. Amanda conhece imediatamente o rapaz que vai ser objecto do seu afecto e, a partir daí, o romance desenvolve-se demasiado rápido e, principalmente, demasiado previsível e, a meu ver, não credível. 
Se Eu Fosse Tua é uma leitura rápida, as linhas são espaçadas, há muitos diálogos e a escrita acaba por ser muito simples mas com uma mensagem de extrema importância. Sou da opinião de que a autora conseguiu traduzir na perfeição o que é ser uma rapariga presa num corpo de rapaz, mas faltou-lhe espaço para - e aqui realço - a construção das relações porque, uma vez estabelecidas, eram bonitas e perfeitamente reais. Infelizmente, o fim algo abrupto deixou-me a desejar por mais, a desejar ver como tudo o que acontece nas últimas páginas, se ia resolver. Queria mais, muito mais daquilo que me foi dado.

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