Sinopse: Para Sempre, Talvez conta-nos a história envolvente de um amor contrariado por um destino que teima em brincar com os seus dois protagonistas. Alex e Rosei atravessaram a infância e a adolescência juntos, sempre presentes na vida um do outro como melhores amigos. Mas, quando chega o momento de começarem a descobrir as alegrias das noites na cidade e das primeiras aventuras amorosas, o destino resolve pregar-lhes uma partida ao colocar entre os dois a vastidão do oceano Atlântico quebrando assim a evolução natural e espontânea de uma relação de amizade para algo mais profundo. A família de Alex muda-se da Irlanda para Boston, e Alexa vai com ela, para sempre. Rosie não consegue imaginar a vida sem o seu companheiro de todas as horas e decide ir também para os Estados Unidos. Só que, mais uma vez, o destino, com o seu fino sentido de ironia, intervém nas suas vidas, obrigando Rosie a permanecer na Irlanda. Mas poderão o tempo, a distância e o próprio destino ser mais fortes que um grande amor?

OpiniãoPara Sempre, Talvez, de Cecilia Ahern é um livro peculiar; nele, seguimos a história de Alex e de Rosie dos 5 aos 50 anos de idade explorando o verdadeiro valor da amizade, do verdadeiro amor e da capacidade de resistência do ser humano. Contado de uma forma diferente - através de bilhetes passados em segredos nas aulas, cartas, postais, e-mails, chat's e mensagens, - conhecemos a vida de Alex e de Rosie, assim como daqueles que lhes são queridos e, por entre uma página e outra, avançamos meses ou até mesmo anos. Essa passagem rápida do tempo fez com que demorasse um pouco mais a habituar-me à escrita, pois ora estamos a ler na perspectiva de duas crianças de sete anos de idade, ora o diálogo muda completamente para o de um adolescente.
Cecilia Ahern deu-me algo que simultaneamente adoro e odeio. Uma história de amor que está, constantemente a ser impedida pela vida. Alex e Rosie têm o pior timing de que há memória. E, embora seja uma leitura rápida, apesar da quantidade de páginas, quando comparado com uma narrativa em prosa, em alguns pontos chega a cansar de tão repetitiva. As primeiras páginas que abordam a infância e a adolescência são o suficiente para nos agarrarmos com força ao livro mas as páginas seguintes, até às últimas (mesmo últimas), demoram a passar. As escolhas, decisões, acções, mentiras, segredos, e omissões drenaram-me a energia. E, embora eventualmente soltasse alguma gargalhada aqui e ali, o crescimento dos personagens afastou-os de mim. Depressa, percebi que não gostava da pessoa que o Alex se tornara, porque ainda tinha fresca na memória a sua imagem enquanto criança e adolescente, visto que há menos de 100 páginas Alex ainda passava bilhetes a Rosie por debaixo da mesa.
Com Para Sempre, Talvez, queria mais. Não sei até que ponto é que o livro perdeu por ser contado sobre a perspectiva de bilhetes passados em segredos nas aulas, cartas, postais, e-mails, chat's e mensagens, porque, embora a razão para tal seja explicada nas últimas três páginas, nunca chegamos a ter uma verdadeira conclusão. Mas por outro lado, o facto de ter sido escrito sob a forma de bilhetes passados em segredos nas aulas, cartas, postais, e-mails, chat's e mensagens, é o que o diferencia dos outros livros contemporâneos. Posso dizer, sem sombra para dúvida, que neste caso, o filme é melhor do que o livro, mas isso é uma opinião para outro dia.
Outros títulos da autora: 
*PS: Eu Amo-te
*Para Sempre, Talvez
*Se me pudesses ver agora
*Um lugar chamado Aqui
*Obrigada pelas Recordações
*A Prenda
*O Livro do Amanhã
*A Rapariga e o Espelho
*O Meu Encontro com a Vida
*Amor da tua Vida
*One Hundred Names (ainda não publicado em Portugal)
*The Year I Met You (ainda não publicado em Portugal)
*The Marble Collector (ainda não publicado em Portugal)



OpiniãoDepois da leitura de Delirium, decidi que era a melhor altura para ver o único episódio da "falecida" série com o mesmo nome do livro homónimo. Depois do episódio-teste (piloto) a série foi descontinuada e o primeiro episódio esteve disponível em stream pela própria rede televisiva até ao final o verão.
Em Delirium o amor é considerado uma doença mortal e, portanto, ao atingir a maioridade rapazes e raparigas são submetidos a uma cirurgia que elimina a capacidade de amar seja o que for, de forma a que o coração não sofra qualquer tipo de sobressaltos, que se mantenha constante até à última batida. É este o conceito por detrás do livro. Um conceito forte e arrebatador, que me levou a devorar as páginas com a ânsia de saber mais sobre este mundo onde amar é considerado um pecado capital, punível com pena de morte. Mas, ao contrário do que acontece com o livro, apesar da qualidade de alguns dos actores, o episódio não se destacou pela diferença, apesar da escrita mágica da autora, Karyn Usher, responsável pelo guião, não possui o mesmo talento ou não teve oportunidade de o mostrar.

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Sinopse: Houve um tempo em que o amor era a mais importante de todas as coisas. As pessoas eram capazes de ir até ao fim do mundo para o encontrar. Faziam tudo por amor. Até matar. 
Finalmente, no século XXII, os cientistas descobrem a cura para o declínio do amor, uma perigosa pandemia que infecta milhões de pessoas todos os anos. E o governo passa a exigir que todos os cidadãos recebam o tratamento ao cumprirem 18 anos. 
Lena Holloway não quer sofrer um destino semelhante ao da mãe. É por isso que mal pode esperar pelo dia em que será curada da doença que ataca a mente e o corpo e deixa todos à sua mercê. Poderá finalmente, viver segura, tranquila e feliz. 
Mas quando faltam apenas noventa e cinco dias para a tão aguardada cirurgia, Lena faz o impensável e sucumbe a uma irreprimível e incontrolável paixão. 
Num mundo onde já existe cura para o amor, o que fazer quando a paixão acontece?

OpiniãoO amor é considerado uma doença mortal e, portanto, ao atingir a maioridade rapazes e raparigas são submetidos a uma cirurgia que elimina a capacidade de amar seja o que for, de forma a que o coração não sofra qualquer tipo de sobressaltos, que se mantenha constante até à última batida. É este o conceito por detrás de Delirium. Um conceito forte e arrebatador, que me levou a devorar as páginas com a ânsia de saber mais sobre este mundo onde amar é considerado um pecado capital, punível com pena de morte.
A escrita de Lauren Oliver é simplesmente maravilhosa. A forma como descreve as emoções da protagonista, como enuncia um simples pôr-do-sol, fez-me sentir que estava lá e, de alguma forma, durante a leitura, fundia-me com a mente de Lena, sentindo as suas emoções, sentindo o próprio desconforto físico provocado pelo calor e pelos cheiros, vendo uma cidade que nunca conheci a aparecer-me à frente dos olhos. Ler Delirium foi uma experiência sensorial. Lauren Oliver é uma escritora fantástica. Delirium tem um ritmo quase poético, a escrita fluí por vezes suavemente como uma brisa de outono e outras de forma quase violenta como a corrente de um rio.
Foi lindo.

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Sinopse: Mia é um poço de infelicidade!
Tem de prende a comportar-se como uma Princesa... mas nem tudo corre a seu favor, e a comprova-lo estão as terríveis descomposturas da terrífica Grandmère. Mia consegue ir aprendendo a compostura e faz alguns progressos, o problema são as aparições públicas...
Mas as regras de etiqueta não são o pior dos problemas. 
Apesar de ser uma Princesa, Mia tem de passar a Álgebra... continuar com as reais lições da Grandmère, e acabar de uma vez por todas de roer as unhas!
Mia interroga-se se conseguirá ser realmente boa em alguma coisa... pois pensa que o que lhe resta de bom é ter um título real!

OpiniãoEm, O Diário da Princesa IV - A Princesa Desespera o cenário muda drasticamente e, em vez da barulhenta cidade de Manhattan, damos por nós a conhecer em primeira mão o pequeno principiado que um dia Mia Thermopólis há de governar. Genóvia que, o meu querido teclado, insiste em chama-lo de Gengiva. Tecnologias.
Este quarto volume foi, à falta de melhor palavra, uma leitura a correr e, não no melhor dos sentidos. Porquê? Bem, apesar de todo o glamour que possa parecer, Genóvia é aborrecida. Os deveres de princesa, os jantares, as dezenas de divagações sobre parquímetros fizeram-me devorar o livro o suficiente para regressar a Nova Iorque, ao mundo conhecido e onde a história de Mia começou.
Mais uma vez e, como já vem sendo habitual, prevemos o momento/dia em que o livro culmina e, regra geral, trata-se de algum baile ou festa com um final mais ou menos feliz e, embora O Diário da Princesa IV - A Princesa Desespera gire em torno do poder feminino e da não subjugação aos homens, chegou, em alguns pontos, a ser cansativo e, apesar das dezenas de referências a clássicos da literatura, não consegui apreciar A Princesa Desespera como queria. Mas, pela primeira vez, não há exactamente uma linha temporal que possamos adivinhar para o próximo volume a não ser talvez a jornada criativa que Mia poderá tomar.
O que continua em bons termos é a escrita da autora. A forma perspicaz como relata alguns factos mesmo sobre a forma de um diário, as metáforas e comparações, o sarcasmo e a ironia tão intrincados na personalidade da protagonista quase tanto como a sua bondade e inocência. O que não gostei, foram as inúmeras listas, algumas delas desnecessárias, quase como se começassem lentamente a perder a piada. Porquê? Tirando um ou outro, não faço ideia de quem estão a falar e essa alienação é frustrante.
Porém e, embora as críticas, a história da princesa mais americana não perdeu a piada, não perdeu a sensação de vício que tenho vindo a sentir com os volumes anteriores, o que continua a parecer-me surreal visto que estou na casa dos vinte e dou por mim em sítios públicos com O Diário da Princesa IV - A Princesa Desespera na mão. Ora aí está uma coisa que não se vê todos os dias.


Opinião: Enquanto alguns festejavam os ganhos futebolísticos de um dado clube, depois de um longo dia de trabalho, decidi que era mais do que tempo - e, uma vez que estou a reler os livros homónimos, - de rever o filme, O Diário da Princesa com Julie Andrews e Anne Hathaway nos papéis principais. 
E qual o veredicto?
Para mim, O Diário da Princesa é um filme ambíguo.
Porquê?
Não consigo deixar de adorar o filme. O Diário da Princesa desperta em mim muito boas memórias de um tempo mais inocente, de uma vida quase passada, de um período mais doce da minha adolescência. Mas, por outro lado, se o virmos com olhos de ver, reparamos que há muitas diferenças em relação ao livro original. Não é, de todo, a mais fiel das adaptações, pelo contrário.
Há muitas mudanças e, para aqueles que, como eu, já se encontram familiarizados com O Diário da Princesa II (livro e filme), sabem que as mudanças são abismais. O filme não segue a linha cronológica do livro e, na maior parte das vezes, muda completamente de caminho, apesar do coração da história estar efectivamente lá. Mas, como em todas as adaptações, há mudanças que, simplesmente não sou capaz de compreender e, a principal, é o facto de Phillipe, o pai de Mia, ter morrido num terrível acidente, o que fez com que a jovem de 15 anos de São Francisco, e não de Nova Iorque, se tornasse na única herdeira do trono do principiado fictício de Genóvia.
No livro, há uma grande exploração das relações interpessoais de Mia e da sua forma de ser um tanto ou quanto para o passiva mas, no filme, vemos uma Mia não tão sarcástica ou irónica mas, cuja passividade é rapidamente camuflada por ingenuidade e, claro que tudo o que Mia passa para o público: a sua inocência, a sua confiança nas outras pessoas, a fé, o medo - se deve à maravilhosa interpretação de Anne Hathaway. E, embora prefira a versão original, quase maquiavélica de Clarisse Renaldi, confesso que a relação entre as duas, a única, para ser sincera, é enternecera. Para além disso, algo em que o filme pecou foi no guião de personagens fora do leque Mia-Joseph-Clarisse porque, há uma maior proximidade, uma maior relação entre estas três figuras do que entre Mia e Lilly e Michael - queria mais.
O que passa - e passa bem - é a clara mensagem contra a crueldade entre os adolescentes, a dificuldade que é aceitar mudanças e crescer, aceitar que há uma diferença entre ser a pessoa que os outros desejam e aquela que podemos e queremos ser. Para mim, O Diário da Princesa dá-me uma mensagem de esperança. O vulgar pode, rapidamente tornar-se no extraordinário.
Mas, apesar das críticas, do facto de ser uma adaptação pouco fiel ao seu conteúdo original criado por Meg Cabot, O Diário da Princesa é um filme maravilhoso. É divertido, emocionante e belo. Mesmo depois de ler o primeiro livro e de, neste momento, ir a meio do quatro volume de uma série de onze, não consigo deixar de apreciar o filme pelo que é. Torna-o uma das poucas adaptações que posso - e consigo - separar da sua adaptação, o que é raro.


Sinopse: Ela é uma Princesa. Vive em Nova Iorque. Pode não ser uma top model, mas os espelhos não se partem quando olha para eles. 
Mas o melhor de tudo, arranjou finalmente um namorado!!!
Mia gasta todo o seu tempo livre a fazer uma destas três coisas: preparar-se para superar a crise de nervos que lhe provoca a ideia da entrada na sociedade de Genóvia pelo braço da sua inflexível mas elegante Grandmère, atravessar o trânsito horrível de Manhattan em Dezembro, evitar os joguinhos do seu desastrado namorado, Kenny. 
Apesar disso, a verdade é que só deseja um pouco de paz e silêncio... e outro rapaz para namorado. Para Mia, se tornar uma princesa apaixonada não é o conto de fadas que ela supunha... ou será que é?

OpiniãoComo já disse nas opiniões dos dois volumes anteriores, a vida de Mia Thermopólis é extremamente viciante. Tragédias. Traições. Amor.
São tópicos comuns. Tragédias adolescentes. Traições principescas. Amor juvenil. Claro. Regra geral, Mia começa por dizer que a sua vida acabou e, a partir daí conseguimos perceber o destino do livro, e a data da respectiva conclusão porque, escrita sobre a forma de diário, dá ao leitor a oportunidade de fazer a contagem decrescente até ao momento em que tudo se desvenda. Pelo menos, até agora.
A história de Mia não muda por aí além, no entanto, fica mais intrincada e, embora estejamos familiarizados com cada um dos personagens, há desenvolvimento interessantes - muito interessantes e, embora seja da mesma opinião de Lilly de que Mia tem de aprender a fazer "finca-pé" às suas opiniões e àquilo em que acredita, de página para página há, efectivamente um desenvolvimento. O que é estranho de se dizer, visto tratar-se de um livro bastante juvenil e as minhas últimas experiências não têm sido as mais positivas. Mas há um crescimento da personagem, o que é muito a ter em conta, visto que o primeiro livro começou em Outubro e este terceiro volume culmina a 20 de Dezembro.
A jornada principesca de Mia continua com muitas peripécias, sarcasmo e metáforas para lá do hilariante, mas, pela primeira vez, não achei o livro tão viciante quando comparado com os dois anteriores. Não me interpretem mal, continuei a gostar - bastante - mas não houve aquele faísca do: preciso de saber o que acontece a seguir caso contrário não vou conseguir viver as restantes vinte e quatro horas da minha vida como deve de ser.
Neste, O Diário da Princesa III - A Princesa Apaixona-se mais do que nos dois volumes anteriores, houve uma grande frustração para com a protagonista e uma maior - mais do que o normal - repetição de pensamentos e acontecimentos, nomeadamente relativos a Kenny. Mas claro, tudo isto aconteceu apenas na primeira metade do livro porque, a partir do momento em que vejo a conclusão a aproximar-se, pousar o livro torna-se fisicamente impossível. A gravidade deixa simplesmente de existir.
Meg Cabot criou esta história extraordinária, com uma rapariga que é tanto de princesa como um elefante é uma tarte. Uma rapariga que, se não fosse princesa, podia ser qualquer rapariga pré-adolescente neste mundo- cheia de inseguranças, medos, sonhos e ideais. São, agora, onze livros, com algumas mini-histórias pelo meio, que faço intenção de completar. É esse o poder de Meg Cabot, autora de outras milhares de histórias que, sem dúvida, planeio ler.


Sinopse: Desde que Mia foi coroada princesa de Genóvia  a sua temível Grandmère - indomável rainha-viúva - tomou a cargo a educação da neta e, para a apresentar ao povo, preparou uma entrevista a nível nacional. 
Devido à falta de experiência, Mia acaba por magoar os amigos, nomeadamente Lilly, e praticamente arrasa os professores, alienando assim o país de Genóvia (população 50000 habitantes, mas mesmo assim!!!)
Passado o furacão da polémica entrevista, começa a ter lições de boas maneiras intensivas e de como deve comportar-se uma princesa. Mia sente-se miseravelmente infeliz e enrodilhada numa tal intriga que começa a desejar ardentemente não ter sido coroada princesa. 
Ao seu infortúnio soma-se a notícia bombástica de a mãe lhe comunicar que vai ter um irmão. Quando tudo parece correr mal, a princesa Mia começa a receber cartas anónimas de um admirador secreto...
Mia deseja ardentemente poder abdicar da sua condição de princesa...mas o que faz um herdeiro real nestas circunstâncias?????

OpiniãoBem , é oficial, isto vai de mal a pior. Depois de O Diário da Princesa vejo-me incapaz de colocar de lado a história de Mia Thermopolis pelo que, provavelmente, as leituras dos volumes seguintes vão ser todos de empreitada, com alguns diferentes pelo meio para desanuviar - vamos lá ver. Mas, aqueles que, na adolescência ou pré-adolescência não tiveram oportunidade de ler a história da princesa americana que um dia governará o país fictício de Genóvia, não se acanhem. O Diário da Princesa pode, e deve, ser lido por adultos.
Em O Diário da Princesa II - A Princesa na Ribalta, a forma como a autora expõe a história de Mia não muda. Continuamos na forma de um diário mas, tal como o volume anterior, tal não implica um maior distanciamento quer à protagonista, quer aos personagens secundários, pelo contrário. Ao termos aceso directo aos pensamentos de Mia, a proximidade é maior. O acesso às suas memórias e estranhas metáforas, levaram-me a ler o livro de uma assentada. Não há forma de parar. A não ser pelas responsabilidades da vida e, mesmo essas, por vezes passaram para segundo plano.
Para mim está a ser estranhíssimo. Comecei recentemente a reler a Colecção Profissão Adolescente de Maria Teresa Maia Gonzalez e, a experiência que estou ter, está a ser completamente diferente. Não estou a gostar minimamente, nem sequer me estou a conectar com os personagens mas em O Diário da Princesa as coisas são diferentes - muito diferentes. Meg Cabot tem a facilidade de me agarrar desde a primeira página.
O Diário da Princesa - Princesa na Ribalta é uma continuação directa do primeiro volume, O Diário da Princesa mas, ao contrário do primeiro, o foco de Mia muda drasticamente. Mia já sabe que é princesa e está a habituar-se lentamente à ideia e, personagens como Josh ou Lana são um pouco colocados de lado. Confesso que a forma directa como Mia expõe a sua nova paixão me fez um pouco confusão tendo em conta que no primeiro volume a rapariga estava obviamente à nora com tudo o que se passava. Mas, a linha temporal que este segundo volume segue, faz sentido e é simplesmente deliciosa.
Meg Cabot criou uma protagonista com uma personalidade forte e cujas tiradas irónicas ou sarcásticas me fazem rir desalmadamente e dou por mim a citar passagens às pessoas que estão à minha volta - conhecidas, claro.
O Diário da Princesa é, sem dúvida, um livro divertido, de leitura rápida e, apesar de contado sobre a forma de diário, é incrível como a autora consegue colocar tanto nas entrelinhas, nos apontamentos dos trabalhos de casa, ou na descrição dos trabalhos de casa por fazer. Há pequenas pistas, aqui e ali, que levam ao desfecho da história e, como gostei! A autora criou, ao mesmo tempo, um leque de personagens fantásticos e com personalidades díspares que se aglomeram numa história sobre a amizade, o amor, lealdade e crescimento.


Sinopse: Acho que já percebo porque é que a minha mãe se deixou levar por ele quando andava na universidade. Ele era assim uma espécie de Alec Baldwin. Um PRÍNCIPE? de um país INTEIRO? Quer dizer, eu sabia que ele estava metido na política e, claro que tinha dinheiro - quantos miúdos da minha turma têm casas de Verão em França? Em Martha's Vineyard, talvez, mas não em França! Se o meu pai é um príncipe, por que tenho eu de estudar Álgebra? 
A SURPRESA DO SÉCULO: Quer queiram quer não Mia Thermopolis é uma verdadeira princesa. 
A PIOR PARTE: Mia tem de receber lições da temida Grandmère, a princesa-viúva de Genóvia, que pensa que ela tem ainda muito que aprender antes de subir ao trono. 
O pai bem pode fazer-lhe sermões sobre os seus deveres de princesa até lhe caírem os reais dentes. Nem pensem que ela vai deixar Manhattan para ir para Gengiva. Mas que pode fazer uma miúda que se chama PRINCESA AMÉLIA MIGNONETTE GRIMALDI THERMOPOLIS RENALDO?

OpiniãoEstava apenas à procura de alguma coisa para ler quando, por impulso, peguei em O Diário da Princesa de Meg Cabot e, no chão, junto à minha estante, dei por mim a ler quase de forma obsessiva. Nestes anos todos que passaram desde a última leitura, esqueci-me do quão divertida, sarcástica e sensível esta estranha personagem de 14 anos de idade é e, mais importante, esqueci-me do quão viciante é a história de Mia Thermopolis!
Meg Cabot escreve - como o próprio nome indica - sobre a forma de um diário, com referências a datas, locais, e afins mas enganem-se aqueles que pensam que a autora descreve os acontecimentos ou diálogos de forma fria ou factual, pelo contrário. A autora consegue passar todos os sentimentos, acontecimentos e diálogos, da mesma forma que um livro com uma narrativa mais comum, à falta de melhor palavra, consegue.
Mia é uma protagonista extremamente interessante por ser alguém fácil de perceber, com as suas próprias inseguranças e medos, com os quais lida com muito humor, - pelo menos para nós leitores; e, embora seja contada sobre a forma de um diário, conhecemos a fundo o núcleo de personagens que rodeia Mia e, ao contrário de livros do mesmo género, eles não servem apenas como pano de fundo, eles têm importância e a forma como a protagonista lida com elas é uma das partes mais importantes do livro.
O Diário da Princesa lida com temáticas comuns: a popularidade, inseguranças, a importância da amizade, o primeiro amor e a malícia dos jovens adolescentes. Mas fá-lo de uma forma leve e, por vezes, algo divertida. Algo pelo qual Mia é a única responsável. Uma rapariga comum que, de um dia para o outro vê-se princesa de um país fictício. Uma rapariga comum que só queria ter maminhas e salvar as focas bebés da Islândia - segundo as suas próprias palavras.
Meg Cabot escreveu um pequeno tesouro e, embora seja, sem dúvida, um livro juvenil, posso dizer que qualquer adulto com um pingo de humor no corpo, seria facilmente puxado para a vida de Mia em duas páginas. É essa a força das palavras de Meg Cabot. Para além disso, se nos afastarmos um pouco, podemos ler nas entrelinhas, algumas lições sobre o poder das nossas crenças, da amizade e do sacrifício pelos outros. Ou então podemos apenas deleitar-nos com a vida de uma rapariga de 14 anos, que não sabe o que a vida ainda tem para lhe oferecer. Parece-me que as minhas próximas leituras vão ser intercaladas com um pouco da história de Mia.


SinopseCassia sempre confiou nas escolhas dos Funcionários. É um pequeno preço a pagar por uma vida longa, um emprego perfeito, um companheiro ideal. Quando o seu melhor amigo aparece no ecrã da União, Cassia tem a certeza absoluta de que ele é o certo… até ao momento em que vê um outro rosto aparecer no ecrã, por breves instantes, antes de este ficar negro. Agora Cassia vê-se confrontada com escolhas impossíveis: entre Xander e Ky, entre a única vida que conhece e um caminho que nunca ninguém ousou seguir - entre a perfeição e a paixão.

OpiniãoUnião de Ally Condie é apresentada como uma utopia mas, como é natural e comum na literatura, a utopia não existe realmente pelo que a perfeição rapidamente se transforma em caos. Mas, União é um livro com algumas peculiaridades sendo, uma delas, a ausência de uma protagonista com um objectivo específico, com uma antagonista definida, com um plano que faz sentido mas, por algum motivo, não deixou de ser uma leitura interessante, não me deixou de fazer pensar e de sentir e, por isso, não deixou de ser um bom livro.

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