Sinopse: Tomás, um adolescente igual a tantos outros, bom filho, bom aluno, vê a sua vida completamente alterada por um acidente que lhe destrói a família mais chegada. As modificações que a sua vida sofrerá vão obrigá-lo a rever tudo o que até então tinha dado como certo: o amor filial, a amizade dos outros, a sua mais profunda noção de inserção no quotidiano habitual. 
Apesar do apoio desinteressado, e desde a primeira hora, de um familiar afastado, será a mais inesperada das "aparições" que o irá ajudar a ultrapassar esta terrível fase. Uma parente saída de um passdo até aí obscuro (e no que a ele diz respeito muito mal explicado) permitir-lhe-á, lenta mas seguramente, recuperar o gosto pela vida e o entusiasmo pelo amor. 

OpiniãoTomás e Bianca faz parte da colecção Profissão Adolescente que, de há umas semanas para cá, comecei a reler, para ver até que ponto a minha opinião mudou, para perceber qual é a diferença entre a percepção de uma criança e a de um adulto face a livros que constam no Plano Nacional de Leitura, livros esses que devorei em criança de forma quase obsessiva e que, portanto, tiveram alguma influência no meu percurso literário.
Posso dizer que, ao contrário do que aconteceu, por exemplo em Parabéns, Rita! onde afirmava que a escrita era demasiado simples e minimalista, em Tomás e Bianca, gostei da descrição das emoções que, na apresentação de uma situação tão trágica, não podiam de forma alguma ser minimizadas ou postas para segundo plano uma vez que têm influência no desenvolvimento da história e do personagem em si.
No entanto, continuo, e penso que se irá manter constante, a ter um grande problema com os diálogos da autora, principalmente no que toca aos personagens mais jovens porque, eu fui uma adolescente, e não foi assim há tanto tempo quanto isso, e nunca ninguém utilizou o palavreado que a autora insiste em colocar nos seus diálogos.
Para além disso, apercebi-me que não há espaço para o desenvolvimento de relações para além das personagens ditas principais. Pedro, Bárbara, o primo Joaquim, estão lá apenas como fogo de vista e para criar um contexto porque a história podia continuar sem qualquer um destes. Outra coisa que me incomoda é a rapidez com que se cria uma relação, sem qualquer tipo de base para ela existir. Aqui, refiro-me propriamente a Bárbara, a irmã do homem que matou a família do Tomás que, ora lhe dá um estalo, ora segue-o pelas escadas para o beijar sem terem trocado mais do que uma frase entre eles durante o livro inteiro - que não é grande, eu sei. E aqui, o facto de ser um livro com pouco mais de 100 páginas é um obstáculo, sobretudo quando se cria uma história em torno de um assunto tão trágico onde a abertura do personagem é, naturalmente, mínima.
Outros títulos da Colecção Profissão Adolescente: 
*Dietas & Borbulhas
*O Geniozinho
*Ricardo, o Radical
*A Ana Passou-se!
*Poeta (às vezes)
*A Sara mudou de Visual
*Pedro Olhos de Águia
*O Tiago está a pensar
*A viagem do Bruno
*O álbum de Clara
*Estrela à chuva
*Alguém sabe do João?
*Noites no sótão
*O irmão da Joana
*Inês e o Ministro da Educação
*Tão cedo Marta!
*O Salvador
*O ombro de Cláudia
*Raimundo
*Entre irmãs
*David, um herói entre as chamas
*A família da Nazaré


Sinopse: Neste livro de contos, são narradas diversas aventuras do feiticeiro imortal Magnus Bane, das séries best-seller de Cassandra Clare. Para Magnus Bane seria impossível contar todas as suas aventuras. Ninguém acreditaria... Onze histórias que revelam alguns dos seus segredos que de certeza não gostaria que fossem divulgados. Entre o misterioso Peru e resgates na Revolução Francesa, os fãs terão oportunidade de saber pormenores da vida do enigmático feiticeiro. 
Passado em diversos países e períodos históricos, Magnus Bane com a sua personalidade sedutora, estilo exuberante e inteligência resolve problemas e interage com Clary, Tessa, Will e Alec, de Caçadores de Sombras e As Origens. 


Opinião: Para qualquer fã de Os Instrumentos Mortais ou As Origens, As Crónicas de Bane são uma óptima adição à colecção - não é essencial, é verdade, mas é uma oportunidade de saber mais pormenores sobre não só Magnus Bane, mas outros personagens, alguns dos quais iremos ver daqui a uns meses/anos sendo, um dos exemplos, James Herondale, um dos protagonistas de The Last Hours. Para além disso, revemos algumas caras conhecidas e, confesso, que foi isso, mais do que qualquer outra coisa que me atraiu para as As Crónicas de Bane.

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SinopseTeresa tem premonições desde criança. Depois de ter previsto as mortes de toda a sua família, incluindo a de Henrique, o seu melhor amigo de infância, Teresa refugia-se no seu dom. 
Mas a maldição que a marca vai persegui-la. Num dia cinzento, em que os seus próprios livros de feitiços parecem amaldiçoá-la, Teresa é salva por um jovem aparentemente desconhecido. Mas as semelhanças entre este estranho e Henrique levam-na de volta ao passado, quando tinha ainda muito a perder. 
Teresa conhece os destinos daqueles que lhe são próximos. No entanto, dá por si a apaixonar-se por este novo homem, cujo passado lhe é menos estranho do que imaginava. Na luta para alterar as malhas do destino deste jovem, que sabe ser fatal, Teresa descobre que a sua súbita aparição não foi fruto do acaso.

OpiniãoFoi a própria autora que me deu a conhecer este seu trabalho e confesso, estou numa onda de creepy things portanto, foi de bom grado que comecei a leitura de Sonhos Malditos. Sou a primeira a confessar que conheço pouco do trabalho da autora e do que li, Olhos de Vidro, gostei, também ele com o seu elemento louco, à falta de melhor palavra.
Sonhos Malditos tem como premissa, Teresa, uma mulher com premonições trágicas, cujo final nunca conseguiu alterar. É um conto e, portanto, só por aí estamos limitados à número de páginas e ao nível do desenvolvimento da história e, embora aplauda a autora pela forma como nos deu algo com um início, meio e fim, dos dois trabalhos de Carina Rosa (que li, até agora), não é o meu preferido.
Fui fã do início, das menções a um passado sombrio, da forma como a autora descreveu a maldição da protagonista, no entanto, não gostei da forma como o personagem masculino apareceu, não gostei de algum do seu diálogo (esta cena, blah) e, sobretudo, não gostei da forma como continuou a insinuar-se apesar de Teresa ter pedido (e gritado) para parar e que a deixasse sozinha e, embora não o fizesse de forma convincente porque estava obviamente atraída, esse tipo de personagens não é dos meus favoritos.
Para além disso, toda a situação da ressurreição fez-me alguma confusão, porque os limites da "magia" de Teresa não me pareceram bem delineados, porque embora afirme que: «Jamais tentara que qualquer defunto regressasse da morte» e «O mundo da vida e da morte tinha que ser separado por uma cortina de ferro e ela respeitava-a como a um Deus», também afirmou que «Era através deles (dos livros) que procurava ajuda, quando os clientes lhe pediam uma salvação impossível: a cura para uma doença terrível, a união a um amor perdido, o emprego pretendido, o regresso de um ente falecido.»
Não vou afirmar que o final foi uma surpresa, porque não o foi, de todo, no entanto, a forma como a autora o dá, como o descreve, a sensação de desespero e até mesmo de frustração e impotência passaram para mim, enquanto leitora. É um daqueles cenários em que, sabemos o que vai acontecer, mas procurámos por pistas que nos digam o contrário.
No entanto, a personagem de Teresa, lembrou-me a protagonista de Insaciável de Meg Cabot nas suas premonições, o que apreciei bastante, e a forma como a autora fazia as suas descrições fez-me sentir que estava na pequena casa acolhedora da vidente o que é um dos aspectos que mais gosto aquando a leitura de um livro: sentir que estou lá, e Carina Rosa colocou-me directamente junto de Teresa.
Outros títulos da autora: 
*Olhos de Vidro
*As Gotas de um Beijo
*O Intruso
*Na Sombra de um Passado
*A Rapariga do Lago
*Um Presente Inesperado
*Sonhos Malditos


Sinopse: Na deslumbrante conclusão da série Caçadores de Sombras, Clary e os amigos enfrentam a mais terrível expressão do mal que alguma vez tiveram de combater: o irmão de Clary. 
Sebastian Morgenstern está ao ataque e volta Caçador de Sombras contra Caçador de Sombras. Com a ajuda da Taça Infernal, transforma Nefelins em criaturas saídas de um pesadelo, separando famílias e amantes enquanto engrossa as fileiras dos seus Ensombrados. 
Acossados, os Caçadores de Sombras refugiam-se em Ídris... mas nem os poderes demoníacos de Alicante conseguem manter Sebastian à distância. E com os Nefelins encurralados em Idris quem protegerá o mundo contra os demónios?
Quando é desmascarada uma das maiores traições de toda a história dos Caçadores de Sombras, Clary, Jace, Isabelle, Simon e Alec são obrigados a fugir - ainda que a sua viagem os leve até ao coração dos reinos demoníacos, onde nunca nenhum Caçador de Sombras fora e de onde nenhum ser humano alguma vez regressara. 

OpiniãoA Cidade do Fogo Celestial conclui a série Os Instrumentos Mortais de Cassandra Clare e, logo no prólogo, somos imediatamente apresentados às personagens e protagonistas da próxima série da autora no Mundo das Sombras, nomeadamente a série The Dark Artifices, sendo o primeiro livro Lady Midnight. Foi uma jogada extremamente inteligente porque, apesar de já conhecermos alguns dos personagens como Helen Blackthorn e Aline Penhallow, não sabíamos nada sobre a nova protagonista Emma Carstairs e, imediatamente cria-se uma ligação entre leitor-personagem ainda antes da publicação do próprio livro.

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Sinopse: O demónio Lilith foi destruído e Jace liberto do cativeiro. Quando os Caçadores de Sombras chegam, porém, nada encontram além de sangue e vidros partidos. O rapaz que Clary ama desapareceu, bem como o que odeia: o irmão, Sebastian, determinado a vencer os Caçadores de Sombras. 
A magia da Clave não consegue localizar o paradeiro de nenhum dos jovens, mas Jace não pode ficar afastado de Clary. Quando se reencontram, Clary descobre o horror causado pela magia de Lilith - Mal. A Clave está determinada a destruir Sebastian, mas é impossível atingir um dos rapazes sem destruir o outro. 
Apenas um punhado de pessoas acredita na salvação de Jace. Juntos, Alec, Magnus, Simon e Isabelle negoceiam com a sinistra rainha Seelie, ponderam acordos com demónios e recorrem, por fim, às implacáveis Irmãs de Ferro, que poderão forjar uma arma capaz de destruir a ligação entre Sebastian e Jace. Se as Irmãs de Ferro não puderem ajudar, a única esperança reside em desafiar o Céu e o inferno - um risco que poderá reclamar-lhes as vidas. 
E terão de fazer tudo isto sem Clary, mergulhado num perigoso jogo, na mais completa solidão. O preço da sua derrota não será apenas a própria vida mas também a alma de Jace. Ela está disposta a fazer o que for necessário por Jace mas poderá continuar a confiar nele? Ou estará irremediavelmente perdido? Haverá um preço demasiado alto a pagar, ainda que por amor?

OpiniãoAo contrário dos outros livros da colecção senti que A Cidade das Almas Perdidas era o mais desnecessário. A ideia central por detrás do livro cansou-me. Penso que podia ter havido uma extensão de A Cidade dos Anjos Caídos ou uma maior centralização no que era realmente importante em vez de vermos capítulos dedicados a preparações para concertos ou a provas de vestidos. Basicamente, queria uma espécie de fusão entre A Cidade dos Anjos Caídos e A Cidade das Almas Perdidas. Teria sido agradável.

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Sinopse: A Guerra Mortal acabou e Clary Fray está de regresso a casa, em Nova Iorque, entusiasmada com o que o futuro lhe reserva, Está em treino para se tornar numa Caçadora de Sombras e saber usar o seu poder única e a mãe vai casar-se com o amor da sua vida.
Os Habitantes-do-Mundo-à-Parte e os Caçadores de Sombra estão, finalmente, em paz. E, acima de tudo, Clary já pode chamar «namorado» a Jace.
Mas tudo tem um preço.
Anda alguém a assassinar Caçadores de Sombras que pertenciam ao círculo de Valentine, provocando tensões entre os Habitantes-do-Mundo-à-Parte e os Caçadores de Sombras, o que pode levar a uma segunda guerra sangrenta. O melhor amigo de Clary, Simon, não pode ajudá-la. A mãe acabou de descobrir que ele é um vampiro e expulsou-o de casa. Para onde quer que ele olhe, alguém quer a sua aliança, bem como o poder da maldição que lhe destruiu a vida. E estão dispostos a fazer o que for necessário para obter o que querem. Ao mesmo tempo, namora com duas belas e perigosas raparigas, sem que uma saiba da outra.
Quando Jace começa a afastar-se de Clary sem qualquer explicação, esta vê-se forçada a mergulhar num mistério cuja solução se revela o seu pior pesadelo: ela própria desencadeou uma terrível cadeia de acontecimentos que podem levá-la a perder tudo o que ama. Até Jace.


OpiniãoDepois dos acontecimentos de A Cidade de Vidro, Cassandra Clare queria escrever sobre a vida de Simon Lewis e respectivas aventuras mas, como escrever sobre um elemento essencial de A Cidade dos Ossos, A Cidade das Cinzas e A Cidade de Vidro sem mencionar os restantes personagens?

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SinopseNaquele dia quando Clay regressou da escola encontrou à porta de casa uma estranha encomenda com o seu nome escrito, mas sem remetente. Ao abri-la descobre que, dentro de uma caixa de sapatos, alguém colocara sete cassetes áudio, daquelas que já ninguém utiliza, com os lados numerados de um a treze. Graças a um velho leitor de cassetes, Clay prepara-se para satisfazer a sua curiosidade... É sobressaltado por uma voz que já não ouve há duas semanas porque pertence a Hannah Baker de dezasseis anos, que se suicidara recentemente e por quem ele estivera apaixonado. Na gravação, Hannah explica que vai enumerar os seus treze motivos para pôr fim à vida, que a cada um deles corresponde uma pessoa e que todas elas podem descobrir o seu contributo pessoal para aquele trágico desfecho. O autor usa intencionalmente esta estratégia para criar uma grande intimidade entre Hannah e Clay (e o leitor) e conferir um grande realismo ao desespero e sofrimento daquela jovem, com notável intuição para captar os problemas e vulnerabilidades da adolescência. 

OpiniãoEsta é uma opinião difícil de escrever e que requer alguma ponderação. Por Treze Razões retrata a história de Hannah Baker, uma rapariga que cometeu suicídio e, através de Clay Jensen, o narrador, conhecemos as razões para o fim de Hannah através de cassetes previamente gravadas pela mesma e no qual cita as treze razões que levaram à sua decisão de pôr termo à vida.

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Sinopse: É uma noite igual às outras a bordo da Ícaro, os passageiros divertem-se. Tarver convida Lilac para ver as estrelas. Então, a catástrofe abate-se sobre a enorme nave de luxo: de súbito é puxada para fora do hiperespaço e despenha-se no planeta mais próximo. Lilac Laroux e Tarver Merendsen sobrevivem. E estão sozinhos. 
Lilac é filha do homem mais rico do universo. Tarver é de origens humildes, um jovem herói de guerra que aprendeu há muito tempo que as jovens como Lilac só dão grandes problemas. Mas sozinhos têm de confiar um no outro e trabalhar juntos, encetando uma jornada tortuosa pelo misterioso e lúgubre planeta para procurar ajuda. Enquanto lutam para salvar as vidas no meio do enigmático planeta começam a descobrir que, apesar das diferenças, as estrelas começam a iluminar os seus corações com a luz do amor

Opinião: Primeiro que tudo, tenho de mencionar o óbvio. A mudança de capa. Porquê Planeta? Porquê? A primeira capa, a original, era lindíssima, penso que está inclusive, na edição brasileira. É belíssima, apelativa e, quase é certo que nenhum leitor seria capaz de passar por ela sem, pelo menos, ler a sinopse. As capas de Starbound tiveram, em edições estrangeiras, o jackpot do design.
Quando as Estrelas Caem faz parte de uma trilogia, como já referi, Starbound, três livros que penso que são stand-alones no mesmo universo, pelo que não sei se voltaremos a ver os personagens deste primeiro volume, nos próximos dois - mais uma vez, não tenho a certeza mas, considerando que Lilac é a filha do homem que basicamente governa o universo, a resposta é provavelmente positiva? I don't know.
Quando as Estrelas Caem foi um presente de Natal e, sinceramente, não sei porque é que demorei tanto tempo para começar a sua leitura visto que era um livro que queria e que desejava ler há muito tempo, pelo comentários, pelo burburinho há volta desta colecção mas, assim que os meus olhos pousaram nas primeiras linhas. PUM. Agarrada. Infelizmente, devido a uma coisa chamada responsabilidades (uff), vi-me obrigada a ler a passo de caracol mas, sempre que tinha oportunidade vi-me imersa na vida destes personagens e, atenção, não sou sequer uma grande fã de livros no espaço ou com naves, ou tecnologia para lá da terrena.
Quando as Estrelas Caem é vendido como, e passo a citar, O TITANIC DISTÓPICO. Não sei quanto a vocês, mas eu cresci a ver o filme no natal e no ano novo e adoro o filme de James Cameron. Venderam-me um Titanic no espaço. Eu queria um Titanic no espaço. Infelizmente, não é, de todo, um Titanic no espaço, pelo contrário. Passamos um tempo relativamente pequeno em Ícaro, antes de este se despenhar. Eu queria mais tempo, queria conhecer a nave mais luxuosa do universo, queria andar pelos seus convés, queria perceber o que correu mal, queria momentos agonizantes de um casal apaixonado a tentar salvar-se.
Mas não.
Após o desastre temos uma história de sobrevivência e, embora os capítulos curtos, e algumas passagens curiosas em forma de inquérito antes de cada um dos capítulos que nos dá um maior contexto, foram os personagens, Tarver e Lilac que marcaram a leitura porque são, à semelhança do filme que vendem na capa, parecidos com os eternos personagens criados por James Cameron, mas mais orgulhosos, mais sarcásticos, mais interessantes. Contudo, mesmo com a beleza dos personagens, à medida que as páginas passam e as acções repetem-se, dou graças pelos capítulos pequenos porque o clímax teima em surgir.
Mas surge.
Infelizmente para mim, as descobertas não têm o factor UAU. São interessantes? Sim. Lêem-se com facilidade? Sim. Não há realmente uma explicação para a minha quase indiferença pelo planeta e pelo mistério que o rodeia a não ser os personagens. Penso que estava mais interessada na sua relação e no seu desenvolvimento e na questão da sobrevivência que não foi o suficiente para me interessar. As autoras prenderam-me nas emoções e a parte lógica e racional deixou de importar. Não compreendi algumas das questões finais e, a verdade, é que a história ficou estranha.
Mas irei continuar?
Com certeza. As autoras criaram vida para lá do nosso planeta. Uma vida que quero continuar a seguir.
Outros títulos da colecção Starbound: 
*Quando as Estrelas Caem
*This Shattered World
*Their Fractured Ligth 

*This Nigth so Dark (short-storys)


OpiniãoThe Revenant ou O Renascido, é baseado no livro homónimo de Michael Punke que, por sua vez, baseou-se na história real de Hugh Glass, um explorador e comerciante de peles que é atacado por um urso e deixado à sua sorte durante uma expedição por território inexplorado, corria o ano de 1823.
Não podemos negar que o filme de Alejandro Iñárritu tem andado nas bocas do mundo pelas melhores razões, ganhando prémios atrás de prémios. A verdade é que é um filme com um visual impressionante: é limpo, é claro, é perfeito. Há um sentimento de comunhão com a natureza e foram vários os momentos em que dei por mim a sentir-me parte daquele mundo e, pelo esforço e pela qualidade, merece cada um dos prémios que recebeu. Leonardo Dicaprio enquanto Hugh Glass é para lá de brilhante. A sua interpretação é exímia e tenho quase a certeza que é desta que irá receber a famosa estatueta dourada. Leonardo Dicaprio fez-me sentir o seu desespero, a sua angustia e a sua dor. Claro que Tom Hardy não fica atrás, nem por sombras!
Mas agora, a questão que realmente importa: gostei do filme?
Não. Mas, mesmo não apreciando a história em si, consegui apreciar e admirar a qualidade cinematográfica do mesmo e até mesmo alguns dos efeitos, nomeadamente o ataque do urso que foi, à falta de melhor palavra, traumático. Não gostei porque senti que, para lá das paisagens deslumbrantes e da interpretação de Leonardo Dicaprio e de Tom Hardy, a história é demasiado básica. Não mostraram muito do passado de Hugh, de onde veio, da sua relação ou até mesmo da história do seu filho e, mesmo assim, percebo o porquê.
É uma história de sobrevivência e de vingança. Não é preciso um diálogo de duas páginas, uma vez que são emoções que, por serem retratadas tantas vezes e por fazerem parte da condição humana, entendemos. Não eram precisas frases para compreender as emoções de Hugh. O facto de seremos humanos bastava.
Simplesmente, não é o meu tipo de filme.