E o ano está quase a terminar e, com ele, o meu completo falhanço nos dois desafios a que me propus. 
No entanto, não sou derrotada com facilidade porque sei que 2016 vai ser o meu ano! 
Mas, no que toca ao ano de 2015, houve uma predominância da fantasia e dos autores estrangeiros, coisa que quero muito mudar no ano de 2016, assim como a quantidade de leituras em língua estrangeira.
Foi um bom ano para livros e para filmes, num total de 93 opiniões, 78 e 15, respectivamente. 
Muita coisa aconteceu no ano de 2015, houve uma imensa quantidade de leituras, num total de 27185 páginas! Estou realmente contente com a minha perseverança não só no que diz respeito às leituras como à manutenção do próprio blogue, o que, para mim, é a primeira vez. Pelo que, em primeiro lugar, agradeço aos 80 seguidores do blogue e às 158 pessoas que gostam e que seguem a página do deliriousbeautifulmind no Facebook. Por esta altura em 2014, estava a pensar no nome para o blogue e, a única coisa que associo ao acto de ler, é escrever - imaginação.
Às pessoas que seguem as minhas opiniões, seguidoras ou não, obrigada!
No meio das milhentas páginas e das milhentas palavras, há três livros que sobressaem pela positiva. Foram as minhas leituras preferidas do ano, pelo conteúdo, pela história e, não podiam ser mais diferentes. Uma delas passa-se em Marte, outra num LOOP algures na Irlanda e outra num universo fantasioso com uma protagonista fantástica. Não foi, de todo, difícil escolher o favorito, uma vez que Celaena Sardothian infiltrou-se na minha cabeça com uma facilidade quase descarada.
Por isso, sem mais demoras, aqui está o TOP 3 DE 2015:



Espero que 2016 me dê, no seu esplendor, uma enorme quantidade de leitura, histórias fantásticas, protagonistas maravilhosos e um incontável número de aventuras para mais tarde recordar. Em 2016 quero voar num dragão, lutar com uma espada e apaixonar-me mas no espaço. E, claro, isso só é possível através dos livros. O que há de mais maravilhoso no mundo?
Boas Leituras, e Bom 2016!


Sinopse: No submundo mágico de Londres vitoriana, Tessa Gray encontrou por fim a segurança com os Caçadores de Sombra. Mas esta torna-se efémera quando forças desonestas na Clave se revelam para destruir a sua protectora, Charlotte, e substitui-la como chefe do instituto. Se Charlotte perder a sua posição, Tessa será posta na rua - e presa fácil para o misterioso Magister, que deseja usar os poderes de Tessa para os seus fins obscuros. 
Com a ajuda do bonito e autodestrutivo Will e do devotado e dedicado Jem, Tessa descobre que a guerra do Magister contra os Caçadores de Sombra é pessoal. Ele culpa-os de uma tragédia íntima que lhe destruiu a vida. Para desvendar os segredos do passado, o trio viaja através das névoas do Yorkshire para uma mansão que contém horrores indizíveis, dos bairros-de-lata de Londres para um salão de baile encantado, onde Tessa descobre que a verdade sobre a sua paternidade é mais sinistra do que alguma vez imaginou. Quando encontra um demónio mecânico com um aviso de Will, apercebe-se que o Migister sabe de todos os seus movimentos... e que um deles os traiu. 
Tessa descobre que o seu coração está cada vez mais atraído por Jem, apesar do seu anseio por Will e dos sombrios estados de alma que continuam a abalar a sua confiança. Mas algo está a mudar em Will... a parede que construiu à sua volta desmorona-se. Conseguirá o Magister libertar Will dos seus segredos e dar a Tessa as respostas sobre quem é e para que nasceu?
A verdade leva os amigos para o perigo, e Tessa descobre que quando o amor e mentiras se misturam podem corromper até o coração mais puro. 

Opinião: Primeiro que tudo, admito que batalhei para escrever esta opinião. Cassandra Clare maravilhou-me com um mundo fantástico e criou em mim a ânsia de saber mais, a paixão pelos seus personagens e o desejo irascível de pertencer a este universo fictício. Mas, um olhar mais afastado dos meus gostos pessoais, permitiu-me ver algumas falhas. O meu amor e interesse pelos personagens camuflaram "o que não se passa".

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Sinopse: O Natal é uma época para a família, em que os membros que não se vêem há muito tempo, se reúnem à mesa, partilham histórias, sonhos, alegrias e uma refeição tradicional. Mas neste Natal a ceia é tudo menos convencional. Uma delícia que poucos têm oportunidade de provar. 
Um jovem aborrecido e descontente, em busca de aventuras nocturnas numa casa perdida à beira-rio, irá encontrar muito mais que prendas debaixo da árvore de Natal. 
Uma refeição pode esconder muito segredos...

OpiniãoNo espírito da época natalícia, decidi que era uma boa altura para ler um conto de uma autora portuguesa, e que conto melhor do que um que um conto natalício?
Não estava familiarizada com os trabalhos da autora Ana C. Nunes ou com a sua escrita, no entanto, achei-a fluída e cativante e, a verdade, é que se lê o conto em três tempos. Confesso, contudo, que não apreciei o título ou a capa, no entanto, o facto de ser narrado na primeira pessoa facilita o avanço na leitura.
Esperava algo ligeiramente mais natalício mas, fiquei surpreendida com a conclusão, pelo rumo drástico que a história tomou e pelo aspecto fantasioso. Tudo o que eu pensava que seria, caiu-me ao chão nas poucas páginas que o conto durou. Fiquei presa à leitura até à conclusão do mesmo que, como disse, durou pouco.
Porém, apesar da surpresa, preferia que houvesse mais elementos de terror, mais da sensação de paranóia que provocam os contos ou livros do mesmo género. Por outro lado, a ideia final do livro, deu-me a sensação de que podia ser mais explorada. Talvez num conto maior. Talvez num stand-alone.
Outros títulos da autora: 
*A Última Ceia
*Anjo Gabriel - Pacto de Sangue
*Um Toque de...


Sinopse: Quando Tessa Gray, uma jovem de dezasseis anos, atravessa o oceano para se reunir ao irmão, o seu destino é a Inglaterra do reinado da rainha Vitória e aventuras aterrorizantes aguardam-na no Mundo-à-Parte de Londres, onde vampiros, bruxos e outras personagens sobrenaturais partilham as ruas iluminadas a gás. Apenas os Caçadores de Sombras, guerreiros que se dedicam a livrar o mundo de demónios, conseguem manter a ordem no caos. 
Raptada pelas misteriosas Irmãs Escuras, membros de uma organização secreta chamada Clube Pandemonium, Tessa fica a saber que também pertence ao Mundo-à-Parte e que possui uma habilidade rara: o poder de se transformar, quando quer, noutra pessoa. Além disso, o Magister, a figura misteriosa que dirige o clube, tudo fará para reclamar o poder de Tessa para si. 
Sem amigos e perseguida, Tessa refugia-se junto dos Caçadores de Sombras do Instituto de Londres, que lhe juram encontrar o irmão se usar o seu poder para os ajudar. Em breve se sente fascinada e dividida entre dois amigos: James, cuja beleza frágil esconde um segredo mortal, e Will, um rapaz de olhos azuis cujo humor caústico e temperamento volúvel mantém toda a gente à distância... ou seja, todos menos Tessa. Enquanto a investigação os vai arrastando para o âmago de uma conspiração tenebrosa que ameaça destruir os Caçadores de Sombras, Tessa percebe que poderá ter de escolher entre salvar o irmão e ajudar os seus novos amigos a salvar o mundo...e que o amor pode ser a magia mais perigosa de todas. 

OpiniãoAnjo Mecânico foi uma surpresa. A GOOD ONE. Cassandra Clare maravilhou-me com o seu Mundo das Sombras em Os Instrumentos Mortais, e continuou a fazê-lo com As Origens ou The Infernal Devices, no título original.
Para os mais familiarizados com o primeiro trabalho da autora, Anjo Mecânico, o primeiro livro de três excede as expectativas. Pelo menos, foi o que aconteceu comigo. Ao passo que em Os Instrumentos Mortais a história decorre em Nova Iorque nos tempos actuais, As Origens passa-se em Londres em Abril de 1878. Isto dá mais ao livro, dá um contexto histórico, dá relevo e dá um sentido mais real ao Mundo das Sombras.

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Sinopse: Para salvar a vida da mãe, Clary tem de ir à Cidade de Vidro, o lar ancestral dos Caçadores de Sombra - não a incomoda que a entrada nesta cidade sem sem autorização seja contra a Lei e que violá-la possa significar a morte. Piorando ainda mais a situação, ela vem a saber que Jace não a quer lá e que Simon foi encarcerado na prisão pelos Caçadores de Sombras que suspeitam de um vampiro que tolera a luz do Sol. Ao tentar descobrir mais pormenores sobre o passado da sua família, Clary encontra um aliado no misterioso Sebastian. Com Valentine a reunir toda a força do seu poder para destruir de uma vez por todas os Caçadores de Sombras, a única possibilidade de estes o derrotarem é combater ao lado dos seus eternos inimigos. Mas podem os Habitantes do Mundo-à-Parte e os Caçadores de Sombras pôr de lado o seu ódio mútuo e aliarem-se? Embora Jace compreenda que está pronto a arriscar tudo por Clary, poderá ela utilizar os seus poderes recentes para ajudar a socorrer a Cidade de Vidro - custe o que custar? O amor é um pecado mortal e os segredos do passado provam ser letais quando Clary e Jace enfrentam Valentine no último volume da trilogia Os Intrumentos Mortais. 

OpiniãoEm A Cidade de Vidro, é-nos dada, pela primeira vez, a imagem do país natal dos Caçadores de Sombra, Ídris, e da sua única cidade, Alicante. Uma imagem para lá de um pedaço de espelho, com uma descrição real. Não é exactamente um mundo fantástico, mas é um local misterioso e recheado de histórias e que podemos imaginar com facilidade, desde o Lago Lyn até à Praça do Anjo ao Pavilhão dos Acordos. A forma como a autora transforma Alicante às necessidades dos Caçadores de Sombra, recheando-a de mitos e de maldições é altamente apelava.

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Naquilo que é uma iniciativa fantástica, o unheard-voice, decidiu eleger o melhor livro do ano, publicado em Portugal no ano de 2015, à semelhança do que acontece no Goodreads. A votação iniciou-se dia 1 de Dezembro e termina dia 31 de Dezembro, pelo que ainda têm muito tempo para votar naquele que é o vosso livro preferido de 2015 em categorias que vão desde o Fantasia até Romance Erótico. A lista de livros escolhidos foi feita em colaboração com vários blogues, e TCHAM TCHAM TCHAM, podem ver agora o resultado final no blogue unheard-voice - podem carregar aqui, ou na imagem. 
Deixo-vos aqui a introdução da votação para que, caso eu não os convença, a mente por detrás do projecto, o faça. 

"Agora que chegámos a Dezembro, é mais que natural olhar em retrospectiva para o ano que está quase a terminar. Para quem gosta de ler (óbvio!) é quase sagrado o olhar para todas as leituras realizadas, as boas, as más, as assim-assim, as que eram para ter sido e as que entraram para a wishlist. E este ano que as novidades foram tantas e tão boas! Ah!
Não sei quanto a vocês, mas eu fico sempre curiosa em saber o que as pessoas acharam dos livros que foram saindo. E, dentro desta linha de raciocínio, que tal descobrir-mos quais os melhores livros lançados em 2015? Estou mesmo curiosa e vocês?"



Opinião: Lembro-me de que, quando vi o official trailer pela primeira vez, caiu-me tudo aos pés. Adorei cada aspecto, parecia uma adaptação fiel, o que é raro, especialmente quando há vários elementos fantásticos, os actores pareciam interpretar a essência dos personagens, a introdução é maravilhosa, foi de provocar arrepios e a banda sonora estava no ponto. A expectativa estava para lá da estratosfera.
E depois, veio o filme.
Quando o vi pela primeira vez, no dia de estreia, a minha desilusão não era sequer, mensurável. Tudo o que eles podiam estragar, estragaram. Valentine Morgenstern, o antagonista da história, alguém descrito nos livros como carismático, atraente e manipulador é, no filme, uma versão de rua do Capitão Jack Sparrow, de Os Piratas das Caraíbas. Não posso sequer, "culpar" o actor que é, fantástico, mas o guião, o script, que devia ter sido revisto pelo menos mais umas vinte vezes. É o que acontece quando a autora não está envolvida nos projectos MOVIE PEOPLE!
Num tom mais positivo, adorei a sequência de acção do rapto e a do Hotel Dumont (Dumort). Uma cena que não pareceu mecanizada, mas sim natural e, não tenho nada a apontar. A adição de Isabelle e Alec foi bem-vinda, já que houve a possibilidade de vermos Isabelle e o seu chicote em acção, MAS, os produtores, as pessoas responsáveis pelo filme, criaram uma quantidade incrível de cenas desnecessárias, uma delas, a pior, é a cena do Portal, com a bolha de água flutuante.
O QUE É AQUILO? E essas pessoas, acharam por bem explicar que Bach, foi um Caçador de Sombras e adicionaram uma forma melodiosa de desvendar demónios (*atiro as mãos ao ar em desespero*) Não percebo porque é que o "pai" de Clary teve de morrer quando ela tinha 2 anos e não antes de nascer, ou como é que ela ainda diz que "em todos os anos que conheceu Luke, nunca teve na casa dele" WTF?
Há alguns diálogos cómicos, outros nem tantos. O foco do livro é sobretudo Clary e o Mundo das Sombras, no entanto, penso que o filme baseou-se demasiado na relação entre Clary, Jace e mesmo Simon e, vi algures uma entrevista que houve a preocupação de explicar, desde cedo, a "relação" entre Clary e Jace para os espectadores mais novos.
PORQUÊ PESSOAS?
PORQUÊ ESTRAGAR UMA ÓPTIMA SURPRESA?
PORQUÊ ESTRAGAR UM PLOT TWIST PERFEITAMENTE RAZOÁVEL?
PORQUÊ?
Não percebi a personagem do Hodge. Agorafobia? A maldição da Clave é justificada por uma fobia? PORQUÊ?
É impossível ver o filme A Cidade dos Ossos como fã do livro. É impossível. Não percebo como é que mesmo antes do filme estrear, já estavam a prever uma sequela. COMO? Questiono. COMO? Até mesmo Magnus, um dos personagens mais magníficos, especiais e brilhantes criados por Cassandra Clare apareceu em meia dúzia de cenas e, em cada uma delas, tinha tanto "sal" como um copo de água da torneira.
A forma como as explicações são dadas, de o Portal ser como o Triângulo das Bermudas ou a forma como ela escreveu Magnus Bane no chão, até mesmo a forma como exploraram a situação vampírica de Simon foi, à falta de melhor palavra, ridícula. Não percebi a explosão de luz no céu de Nova Iorque, ou a entrada de demónio no Instituto, ou até como Simon sabia que os lobisomens eram bons quando não teve qualquer contacto com eles. De repente, Jace também tem um bloqueio na mente, nem sequer sei de onde é que isso veio. Luke nunca vê Valentine. Clary deixasse ser consolada por Valentine e Jace é o primeiro a saber da relação dos dois. E, para cúmulo, Valentine desaparece ao estilo de Elsa em Frozen.
Em relação ao final, lembro-me que não conseguia parar quieta na cadeira, as minhas mãos não paravam de voar em direcção a todos os cantos da sala. A cena em que Jocelyn, maravilhosamente interpretada por Lena Hadley, mexe o dedo, eu perdi o controlo. E, quando Clary limpa a casa à Harry Potter style, a fé que ainda existia, evaporou. RIDÍCULO. ABSOLUTAMENTE RIDÍCULO. Sinceramente, preferia que tivessem deixado o livrinho na prateleira, com os seus direitos de autor quietinhos.
Para atenuar o desgosto, houve bons momentos cinematográficos, a maior parte deles, incidiu sobre a paisagem de Nova Iorque e sobre a Cidade dos Ossos e os Irmãos Silenciosos. Por outro lado, houve mudanças de cenas onde cabelos desgrenhados tornam-se perfeitos e, sim, estou a pegar em tudo, porque nada me fez sentido e os livros são excelentes.
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5