| Review | Hades de Alexandra Adornetto

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Sinopse: O anjo Bethany  Church está prestes a cometer um grande erro e não tem qualquer razão para o fazer. 
Neste momento tem uma vida tranquila com o amor do namorado Xavier Woods e dos irmãos Gabriel e Ivy, mas decide que todos devem ter uma segunda oportunidade e é aliciada por Jake Thorn, para um perigoso passeio de mota. 
Nem Xavier nem os irmãos conseguem impedir nem demover Bethany de ir para a frente com o seu plano e tarde de mais ela percebe que o passeio acaba no Inferno. 
Uma vez lá, Jake Thorn negoceia a libertação de Beth para que esta possa voltar à Terra. Mas o que ele lhe pede em troca não só a vai destruir como também aos seus entes queridos. Mas poderá Bethany voltar a confiar em Jake? 

OpiniãoPrimeiro que tudo, a sinopse. A minha experiência com o livro anterior Halo, cuja opinião podem ver aqui, não foi a melhor e, a minha percepção da protagonista Bethany, ainda pior, pelo que, ao pegar em Hades e ao ler a sinopse, fiquei ainda mais frustrada pela, imaginei eu, estupidez, da namorada de Xavier.
Mas, qual é a minha surpresa, quando percebo que o mal está todo e inteiramente no resumo na contracapa. Ora vamos lá ver, nele, vemos uma Bethany que decide dar uma segunda oportunidade a Jake e tive a sensação de que ela decidiu ir dar uma volta de mota com o mesmo numa espécie de passeio. Tal não podia estar mais errado.

Na Sombra das Palavras de Ângelo Teodoro, João Ventura, Mário Seabra, Fábio Ventura e David Camarinha

domingo, 23 de agosto de 2015

Sinopse: Na Sombra das Palavras reúne cinco contos de autores portugueses, combinando thriller e fantástico em histórias de amor, memórias esquecidas e encontros com a Morte e Deus. As palavras transportam o leitor para labirintos, panópticos, livrarias e memórias longínquas. 

OpiniãoPara mim, um bom conto é aquele que prende a atenção do leitor do início ao fim e, penso que grande parte das dificuldades em relação à elaboração de um é fazer com que haja um princípio, um meio e um fim visíveis e com algum desenvolvimento num curto número de palavras e, em relação a este ponto em particular, dou os parabéns aos cinco autores portugueses, assim como à iniciativa da Editorial Divergência.
O meu conto favorito foi, sem dúvida, o de Fábio Ventura, o único autor que conhecia de antemão, uma vez que tenho a sua obra - Orbias - As Guerreiras da Deusa e Orbias - O Demónio Branco cá em casa e que, confesso, não fui de todo fã, no entanto, o conto de Fábio, O Livreiro, intrigou-me e conquistou a minha atenção. Uma pessoa tem a liberdade para interpretar um livro a seu bel prazer e, para mim, O Livreiro foi realmente a pérola Na Sombra das Palavras e foi algo que apelou à minha pessoa porque, para mim - e a minha opinião que, mais uma vez, vale o que vale, - é uma metáfora para a criação de personagens e de uma história e a obsessão consequente. Ter-lhe-ia dado, individualmente 5 estrelas no Goodreads.
A seguir a O Livreiro de Fábio Ventura, o meu preferido foi O Panoptico de David Camarinha. A escrita é muito diferente dos outros quatro contos, mais poética, à falta de melhor palavra, no entanto, tal pode actuar como uma bênção ou uma maldição e, para mim, foi difícil de perceber o cerne do conto MAS, fiquei muito surpreendida com o desenrolar da acção e o final está perfeito e adorei e, mais uma vez, interpretei como uma metáfora à criação de um mundo fictício e, se tivesse de dar uma classificação ter-lhe-ia dado 4 estrelas no Goodreads.
No entanto, para além destes dois contos que, como já referi, adorei, o conto Tábua Rasa de Mário Seabra foi, provavelmente, aquele em que eu desejava um maior desenvolvimento e achei o limite das 2000 palavras injusto. O conceito dos Tábua Rasa é interessante e queria ler mais sobre os personagens e como chegaram aquele ponto e o que aconteceu antes, algo que não senti com os dois contos anteriores, ou seja, o conto bastou-me, mas aqui, foi frustrante. Eu queria mesmo saber mais. Ter-lhe-ia dado 3 estrelas no Goodreads.
Os contos de Ângelo Teodoro e de João Ventura, O Labirinto de Papel e A Lista de Deus, ficaram aquém, quando comparado com os outros três, no entanto, pode ser algo positivo porque, apesar de não se relacionarem com os meus gostos em particular, podem apelar a outras audiências, no entanto achei O Labirinto de Papel confuso e, não percebi o conceito da história, provavelmente problema meu e, em relação à Lista de Deus, apesar de ter gostado do conceito achei que não foi muito bem explorado e não apreciei a conclusão. Ter-lhes-ia dado 2 estrelas no Goodreads.
Na Sombra das Palavras foi uma óptima iniciativa e, sinceramente, valeu a pena.
Outros títulos da Editorial Divergência: 
*Na Sombra das Palavras
*Por Mundos Divergentes
*Nos Limites do Infinito

Scarlet de Marissa Meyer

sábado, 1 de agosto de 2015

Sinopse: Cinder elabora um plano para fugir da prisão e, se for bem-sucedida, irá tornar-se a fugitiva mais procurada da comunidade. Do outro lado do mundo, a avó de Scarlet Benoit desapareceu. Scarlet entra em pânico e, na sua busca, acaba por descobrir que existem muitas coisas sobre a avó que desconhece, assim como ignorava o grave perigo que correu toda a vida. 
Quando Scarlet encontra Wolf, um lutador de rua que poderá ter informações sobre o paradeiro da avó, sente-se relutante em confiar nele, mas ao mesmo tempo sente-se inexplicavelmente atraída. Scarlet e Wolf tentam desvender o mistério do desaparecimento da avó, mas deparam-se com outro quando encontram Cinder. Além de todos os problemas que estão mergulahdos, ainda terão de anticipar os passos da maléfica rainha Levana, que fará qualquer coisa para que o belo príncipe Kai se torne seu marido, seu rei, seu prisioneiro. 


Book Trailer: 

OpiniãoScarlet é o segundo volume das Crónicas Lunares, seguido de Cinder, cuja opinião podem ver aqui, e que são, sobretudo, retailings de histórias de encantar bastante conhecidas. Enquanto Cinder se focava em Cinderela, como o próprio nome indica, Scarlet, segue a história do Capuchinho Vermelho. Spoilers adiante.
Neste segundo volume temos, ao contrário do que eu esperava, mais do que um ponto de vista porque, apesar do nome, Scarlet, segue a história de uma protagonista com um nome homónimo ao livro, mas continua igualmente a seguir Cinder que, por esta altura afastou-se completamente da imagem de Cinderela ou da história da mesma, mas também de Kai, o príncipe imperador - além de que temos um capítulo dedicado apenas à Rainha Levana.
Para além das nuances dos contos populares ao longo do livro - desde a avó desaparecida, ao lobo, à procura na floresta, à camisola de capuz vermelho, - percebemos rapidamente que as protagonistas dos diferentes livros vão encontrar-se nalgum ponto da história e, um dos aspectos positivos, é o facto de podermos "viajar" pelo mundo, ou seja, não estamos num lugar estático.
Kai está em Nova Pequim, na Comunidade Oriental.
Scarlet numa vila pequena em França, na Europa.
Cinder viaja pelo espaço em fuga com o seu companheiro americano.
O Dr Earland aparentemente está por África.
Mas, em relação a este segundo volume, confesso que só começou a ficar realmente interessante lá para o meio e, os capítulos dedicados a Scarlet foram, para mim, os mais interessantes, devido à personalidade algo impetuosa e um pedacinho para o arrogante da protagonista. E, fosse com Cinder ou com Scarlet tenho de realçar as cenas de acção dominadas pelas protagonistas femininas em diferentes pontos do livro porque foram elas que controlaram a situação para o bem ou para o mal. No entanto, em relação a Scarlet, como havia a necessidade de uma constante mudança de ponto de vista, não houve um desenvolvimento tão grande como aconteceu com Cinder e mesmo a relação que se estabelece entre Scarlet e Wolf é uma relação "fogosa" movida pela atracção, enquanto que Cinder e Kai eram mais comedidos e "fofinhos", à falta de melhor palavra.
E aqui tenho de enaltecer a estupidez dos homens humanos da história. Kai, o querido Kai não percebe ou sequer se questiona do porquê de uma demandada tão grande em busca de uma Lunar à muito esquecida, e não junta os pontinhos, para perceber quem Cinder realmente é. Por outro lado, Thorne, o infame companheiro de Cinder, na minha imaginação, ligeiramente comparável ao Capitão Jack Sparrow, com a sua ânsia constante de afirmação e tiradas sarcásticas, VÊ, efectivamente uma imagem da Princesa Selene, sem braço e sem uma perna e, mais uma vez, não junta os pontinhos, já que a rapariga que tem ao seu lado, não tem um braço e uma perna.
Mas falando de Thorne, chato, arrogante, convencido. A relação entre ele e Cinder foi um dos pontos altos da leitura (aquando do ponto de vista de Cinder) e a forma como se desenvolveu ao ponto de se tornarem uma equipa, o que me faz questionar a quem no fim, irá pertencer o coração de Cinder porque, sinceramente, neste momento estou a torcer por Thorne.
Marissa Meyer, a autora, fez um bom trabalho com a parte do lobo e a relação com o capuchinho vermelho, transformando-o em amante. Confesso que gostei bastante da personagem de Wolf embora, mais uma vez, fosse previsível a direcção que a história tomava com o pequeno plot twist de que Wolf afinal é Lunar e pertence aos soldados geneticamente modificados da Rainha Levana. A previsibilidade, mais uma vez, deve-se à qualidade de retailing e ao facto de ter pontos em comum com o conto infantil porque nele, o lobo é obviamente mau.
Para mim continua a ser um pedacinho complicado adaptar-me ao mundo futurístico e robótico, mas o facto de haver tantos detalhes e de não serem histórias independentes facilita a imersão no universo criado pelo autora e começamos a perceber que há uma relação entre as protagonistas dos quatro livros, Cinder, Scarlet, Cress (Winter ainda ligeiramente desconhecida), e o seu background lunar, uma vez que sabemos que Cinder é a Princesa Selene, Scarlet é 25% (?) Lunar, Cress é uma Hacker da Rainha Levana e Winter será alguém, eventualmente.
Gostei particularmente da forma como a autora tirou a avó de cena e a transformou em alguém importante para o aparecimento da Princesa Selene na Terra, ou da forma como Iko subitamente entrou em cena como uma nave espacial e a sua insegurança quanto ao facto de estar «enorme». Questiono-me apenas como terão ultrapassado a barreira da língua, ou será que há apenas uma língua universal?
Outros títulos das Crónicas Lunares
*Cinder
*Scarlet
*Cress
*Winter

*Fairest: Levana's History
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