| Review | Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los de J.K.Rowling

sexta-feira, 17 de abril de 2015


Sinopse: Em quase todos os lares de feiticeiros há um exemplar do livro Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los. Agora, apenas por um período limitado, os Muggles também têm oportunidade de descobrir onde vive o Quintaped, o que come o Puffskein e porque razão é melhor não deixar leite no quintal para o Knarl. Os lucros obtidos com a venda deste livro reverterão a favor da instituição de solidariedade Comic Relief, o que significa que os Euros ou Galeões que tu gastares ao comprá-lo produzirão um efeito mágico superior aos poderes de qualquer feiticeiro. Se achares que esta é uma razão insuficiente para gastares o teu dinheiro, só espero que nenhum feiticeiro seja menos caridosos se um dia te vir a ser atacado por um Manticore.

OpiniãoNão consigo expressar por palavras a minha felicidade quando, numa ocasional e habitual visita à Bertrand, encontrei Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los. Eu passeava calmamente a ver as novas edições do Harry Potter à procura dos próximos livros do Percy Jackson, quando vejo este tesouro a gritar o meu nome. Isto porque, não sei se para outras pessoas aconteceu o mesmo mas eu NUNCA, repito, NUNCA, fui capaz de encontrá-lo nas livrarias, quaisquer que elas fossem. Era uma coisa rara e diziam-me que nunca havia, que nunca tinha sido publicado, que não sabiam o que era. No que toca a Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los, obtive todas as respostas que se pode obter quando se pergunta por um livro EXCEPTO: está aqui.

| Cinema | Uma Vida a Teu Lado

sexta-feira, 10 de abril de 2015

OpiniãoSe formos comparar com outros livros do mesmo género, incluindo os inúmeros romances de Nicholas Sparks já adaptados ao grande ecrã, Uma Vida a Teu Lado é, provavelmente, uma das piores adaptações, MAS ESPEREM, isto porque as parecenças não só em termos de conteúdo mas a níveis práticos quando comparada a relação entre personagem-história, é muito fraca porque aquilo que li nas muitas páginas, não foi, muitas vezes de forma nenhuma, transcrito para o ecrã, muitas delas, cenas chave.

O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares de Ransom Riggs

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Sinopse: Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de dezasseis anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde vai encontrar as ruínas do lar para crianças peculiares, criado pela senhora Peregrine. Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tenham sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar vivas...






Book Trailer

OpiniãoTinha este livro em vista há muito tempo de tal modo que, quando o adquiri, não perdi tempo nenhum e devorei-o num instante. A verdade é que é um livro muito fácil de ler porque há muitas páginas sem texto, preenchidas por imagens ou pela mudança de capítulos, pelo que se lê com muita facilidade. Confesso que, tirando a sinopse, não sabia bem o que esperar, mas a premissa das crianças ainda vivas e de estarem enclausuradas numa ilha deserta chamou-me a atenção. Foi uma surpresa maravilhosa e lê-lo é, por si só, uma experiência única porque nunca, NUNCA, li um livro em que podemos, de algum modo, relacionar as imagens com a própria história e, inclusive, o mais extraordinário, com as personagens.
Ransom Riggs encontrou um conjunto de fotografias, algumas bastante assustadoras, diga-se de passagens e arranjou-as de forma a ter uma história fenomenal para contar que me deixou a salivar por mais. Mas o mais extraordinário, é a franqueza com que retrata as situações, mesmo as passadas, porque uma grande parte do livro, principalmente no início, diz respeito a remanescências a um passado ligado a um avô excêntrico (?) e, apesar de ser um livro maioritariamente concentrado na parte de "suspense" e "o que é verdade e o que não é" há um sentido de realidade, daquilo que acontece na nossa sociedade, nomeadamente com os idosos, e Ransom Riggs consegue-o muito bem com a personagem de Abraham, ou Abe, o avô de Jacob e, apesar de não ter apreciado a desconfiança de Jacob, há também a presença de um sentido de amadurecimento e da transição criança-adulto e do que é que essa transição faz ao nosso imaginário e às pessoas que estão à nossa volta porque, quantos de nós não foram já julgados porque acreditarem em determinada coisa ou adorar dado livro?
Ransom Riggs construiu um conjunto memorável de personagens, nomeadamente as crianças peculiares e a Sr. Peregrine ou Ave. Confesso que não fui muito fã da transformação humana/ave e preferia que a Sr. Peregrine fosse apenas uma humana com o poder de criar as "mutações temporais", mas o resto dos poderes dos peculiares eram fascinantes e adorava as passagens de Emma, Millard, Olive e de Wyn e era-me difícil, por vezes, imaginá-las como crianças, principalmente os mais pequenos, pela forma como falavam. Mas todos eles, sem excepção, tinham traços de personalidade muito bem marcados e adorei cada uma das suas interações com Jacob, principalmente Emma com a sua paixão por Abe (coisa que, confesso, deixou-me um tanto ou quanto desconfortável quase do mesmo modo como deixou a Jacob) e Wyn, com a sua força e poder de resolução dos problemas, mais para o final do volume. Olive era, provavelmente a única que eu conseguia visualizar como uma criancinha adorável.
O aprisionamento no tempo, durante a II Guerra Mundial deixou-me fascinada, confesso. O vórtice e a perpetuação naquele dia em específico, um dia solarengo com um final abrupto provocado pelas bombas é brilhante porque eu estava à espera de uma coisa completamente diferente - esperava uma casa assombrada com espíritos ou fantasmas e não um vórtice em que uma data de pessoas estão presas num tempo completamente diferente.
Jacob é um óptimo protagonista e nenhuma das suas acções é forçada, pelo contrário. Ransom Riggs consegue transpôr para o papel as emoções que vão desde o encanto ao puro terror. A morte de Abe e a visão do assassino foi muito bem explorada. Normalmente os protagonistas já passaram pela "fase má" e os livros começam a partir daí, ou então dá-se apenas enfoque durante um capítulo ou dois. Mas a forma como Ransom Riggs transfere uma cena para outra, intercalando pelo meio pequenas pistas é brilhante.
A reviravolta com o Dr. Golan era esperada, principalmente a partir de um determinado ponto no livro quando a Sr. Peregrine diz que os errantes podem assumir formas importantes como médicos, político, etc (...) e fiquei a matutar na questão. Mas, nenhuma ideia ou pressuposto tira a magia do livro. Um dos pontos que menos gostei, no entanto, foi a "dada de informação" quase esbofeteada na cara do protagonista e, para mim, mesmo no fim, era difícil a diferenciação entre os errantes e os sem-alma e os propósitos que eles têm de atingir a imortalidade.
O livro é sim interessante pela parte dos peculiares e, sinceramente, podia ter passado muito bem sem os sem-alma/monstros/errantes. Claro que dá a sensação de perigo iminente, mas podia ser da parte de outros peculiares porque há uns que têm uns poderes um tanto ou quanto assustadores (ressurreição) e, vendo ou não, a própria Sr. Peregrine tem umas atitudes um tanto ou quanto questionáveis (Victor).
É um livro incrivelmente bem conseguido, não só pelo mundo pacato, "rústico" da ilha, e pelas próprias personagens que o habitam, e aqui refiro-me às crianças. Um dos pontos negativos ou, menos bons, é a relação pais-filho que não é tão bem explorada, ou é deixada de parte, vamos dizer assim, e aquando o final, pouca ou nenhuma emoção é transcrita para as páginas, mas , por outro lado, desde o início que vemos um certo grau de desprezo da parte de Jacob em relação aos pais e à situação familiar, quase como se fossem apenas "colegas de casa". Mas, pormenores à parte, é um livro que recomendo, não percam tempo, é óptimo.
Outros livros da colecção: 
*O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares
*Cidade Sem Alma
*Library of Souls

Desejar de Carrie Jones

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Sinopse: Zara White suspeita que há um indivíduo estranho a persegui-la. Ela é tabém obcecada com fobias. E é verdade que ela não tem estado bem desde a morte do padrasto. Mas exilar-se no frio Maine e ir viver com a avó? Parece algo extremo. É suposto que a mudança a ajude a manter-se sã... mas Zara tem a certeza que a sua mãe, no imediato, é incapaz de lidar com ela.
Não podia estar mais enganada. O perseguidor está longe de ser um produto da sua imaginação. Ele está a persegui-la, deixando atrás de si um estranho rasto de pó. Algo não está certo - não é humano - nesta sonolenta cidade do Maine, e todos os sinais apontam para Zara. 

OpiniãoAo contrário do que aconteceu com Uma Vida a Teu Lado, em que 1 dia bastou para terminar a leitura, pensei, sinceramente, que Desejar, iria passar a voar. Em vez disso, demorei 4 dias, para ler 292 páginas. Porquê? Desejar tem alguns pontos positivos, principalmente lá para os últimos capítulos, mas o início foi, não há outra palavra para descrever, doloroso, principalmente porque a premissa era tão boa e, para ser sincera, a ideia geral é inteligente e adorei. Mas, e há sempre um "mas", houve tantos pontos negativos no início que foram, basicamente, uma espécie de "desmotivador" para o resto do livro. Para mim, um livro "forte" é aquele que prende desde o início, onde, mesmo que exista falhas, não colocam em causa a natureza, a essência da história e, principalmente, a motivação do leitor.
É um livro juvenil? É. Mas há um limite entre ser direcionada para um público jovem e fazer o leitor passar por estúpido. Um dos pontos mais positivos - para além da ideia geral - é as fobias. Zara, a protagonista, para sentir que tem algum controlo sobre as coisas que a assustam, dá-lhes nomes, neste caso, enumera fobias e isso dá, sem dúvida, um tom interessante ao livro, é algo original, pelo menos para mim. Mas depois há cenas que, juro, atirei literalmente o livro contra a secretária. Qual é o estranho que se vira para uma rapariga e diz: "Não quero ofender, mas você está bem? Parece um bocadinho zombie?". Eu percebo que é para passar a mensagem de que ela está apagada depois da morte do padrasto, não reage, não sente nada, mas era sinceramente preciso tamanho diálogo? Mas continua «Você passou o voo todo em piloto automático; a escrever cartas, a salvar o mundo, mas parece uma zombei.»
Para aqueles que adoraram Crepúsculo de Sthephnie Meyer, podem tentar Desejar, as parecenças (ao início) são mais do que muitas: rapariga pálida, de uma zona solarenga, muda-se para um local frio para viver com outro familiar numa cidade pequenina, é a nova miúda na escola onde não há miúdas novas, recebe um carro novo, recebe as atenções de dois rapazes diferentes que lutam para a levar a casa e afins, sem qualquer tipo de intervenção por parte da protagonista como se ela fosse um pedaço de melancia. Parece familiar?
Quão ridícula é a personagem de Issie? Eu tentei sentir algum tipo de compaixão pela rapariga, mas ela estar ali ou não era a mesma coisa. É quase uma personagem acéfala. E a forma como Nick e Devyn se relacionam com ela é quase como se tivessem sempre a dar uma palmadinha no ombro da moça por ser da forma como é, que eu aceito, mas quem diz: «Ela prefere ser minha amiga do que da Megan». Falando em Megan é a clássica mazinha da história, mais uma personagem sem conteúdo, sem qualquer tipo de background, sem encanto absolutamente nenhum. Para o romance não é preciso esperar muito. Já na página 45 Zara pensa «Estou apanhadinha». Para aqueles que apreciam uma boa dose de romance juvenil sem nenhum tipo de base, este é o livro a escolher.
Outro ponto SUPER negativo, é a personalidade de Zara. Numa fase pós Bella, nasceu um lote enorme de livros com protagonistas que não se acham boas o suficiente, que se acham feias e gordas e que não param de repetir, "ele não gosta de mim" ou que não param de perguntar "mas gostas de mim?" "porque gostas de mim?". É irritante e desagradável. Mas, aceita-se quando há algum tipo de evolução, que não se verificou. A única coisa que evoluiu foi o seu pseudo-gosto por Maine, pelos amigos e por Nick.
A revelação do que o perseguidor, (uma situação muito mal explorada no início do livro), pode ser um pixie é hilariante. Ri muito, enquanto passava por essas páginas, porque não há qualquer preparação. Percebemos logo que Devyn e Issie sabem alguma coisa sobre o assunto, mas a forma como o abordam é muito pobre, quase como se a autora não visse como abordar o assunto de forma casual e portanto resolveu espetar com a informação na cara da protagonista. É, uma informação correta como se vem a descobrir, mas baseada em MUITÍSSIMA pouca informação: ele viaja depressa (não podia ter apanhado o mesmo avião) e deixa pó. Conclusão óbvia? É um pipie.
Mas o que mais me irritou, para além da parte do "limite entre juvenil e estupidez", foi o pouco realismo, até nas aulas, nomeadamente na aula de Artes Plásticas em que a professora chama a atenção de Zara, PELO NOME, mas depois diz: «Vamos deixar o Nick E A MIÚDA NOVA em paz». Qual é a professora que tem a desconsideração de tratar uma aluna por MIÚDA NOVA? Mas, passando esta parte, os diálogos interiores que são para lá de infantis, não havia maneira de interlaçar o que ela diz com os pensamentos? Ninguém, numa situação de perseguição, resmunga para as árvores e fala em voz alta, pelo que provavelmente seria mais proveitoso fazer uma avaliação da situação de forma mais introspectiva. O mesmo para quando ela cuida do cão/Nick. Os diálogos infantis foram para rir, numa situação que devia ser tensão.
Nick é obviamente o metamorfo, que se transforma em lobo ou cão, o que for. Desde o início que há a menção aos cheiros da floresta e a cão, não fiquei surpreendida. O que me deixou surpresa? A quantidade de metamorfos que uma pessoa pode conhecer. A secretária é um urso. A avó é uma tigresa. O amigo é uma águia. O namorado é um lobo. Issie, infelizmente porque podia ter adicionado algum "picante" há personagem, é humana.
A relação mãe-filha foi um ponto forte e toda a situação com o rei dos pixies. A situação da revelação de Ian e Megan até à situação do Rei dos Pixies cujo nome não me lembro de ler, podiam ter sido mais extensas, muito melhor exploradas, ao invés de passar por um capítulo e pronto. Podia haver muito menos divagações adolescentes sem sentido e muito mais "recheio" porque é uma das melhores partes de Desejar. Toda a situação pixie-rei, e os impulsos, e a relação com o padrasto/pai de Zara e da mãe, e do beijo que suga a alma género Dementor é bastante interessante mas é quase colocado para segundo plano com os devaneios de Zara.
Não gostei. Desejar deixou demasiado a desejar, passo a redundância. A escrita é demasiado infantil. A protagonista é demasiado passiva, mas quando decide fazer alguma coisa, é demasiado estúpida e vai em direcção ao perigo, porque a autora quer mostrar uma mártir, quando nada, nas ações de Zara, mostram essa sua faceta. É quase como que, nos momentos em que a autora quer mostrar um lado heróico de Zara ou um lado mártir ou, até mesmo depressivo, mete uma cena ao acaso, que não condiz com a personalidade que nos é apresentada desde o início, ou mete um diálogo a referir a depressão ou até mesmo o suicídio quando Zara não se encaixa em nenhum dos dois. O que salvou mesmo o livro foi a ideia principal, a relação Zara-mãe, e Zara-padrasto e até mesmo a presença das fobias.
Outros livros da autora
*Desejar
*Captivate
*Entice
*Endure
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