Sinopse: Starr tem 16 anos e move-se entre dois mundo: o seu bairro periférico e problemático, habitado por negros como ela, e a escola que frequenta numa elegante zona residencial de brancos. O grácil equilíbrio entre estas duas realidades é quebrado quando Starr se torna a única testemunha do disparo fatal de um polícia contra Khalil, o seu melhor amigo. A partir daí pairam sobre a Starr ameaças de morte: tudo o que ela disser acerca doc rime que presenciou pode ser usado a seu favor por uns, mas sobretudo como armas por outros. Um poderoso romance juvenil, inspirado pelo movimento Black Live Matter e pela luta contra a discriminação e a violência

Opinião: Qual é a definição de racismo? "O racismo é a discriminação social baseada no conceito de que existem diferentes raças humanas e que uma é superior às outras. (...) Consiste numa atitude depreciativa e discriminatória não baseada em critérios científicos em relação a um grupo social ou étnico." The Hate U Give ou O Ódio que Semeias na versão em português é um livro que retrata uma situação - infelizmente - real do que a discriminação pela raça ou pelo background podem fazer num ambiente policial. Inspirado pelo movimento #BlackLivesMatter, um movimento ativista que luta contra a brutalidade policial e contra as condições sociais e políticas que oprimem os negros dos EUA, Angie Thomas apresenta-nos um livro importante e que deve ser lido por todos.

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Opinião: Imaginem um jogo de Verdade ou Consequência mas onde a única resposta possível é a Consequência, no entanto, podem decidir ser jogadores (players) ou observadores (watchers). No primeiro caso, executam os desafios. No segundo caso, não só observam, como filmam e ainda decidem os desafios dos jogadores. O objectivo? Um monte de dinheiro por cada tarefa cumprida para aqueles que têm a coragem de jogar.

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Opinião: Não sou a pessoa mais familiarizada com as obras e as adaptações de Stephen King, no entanto, IT, ao contrário de A Torre Negra, chamou-me a atenção pela quantidade de críticas, algumas das quais impressionantes e, sendo uma apaixonada irremediável por filmes que me deixam na ponta da cadeira e com o coração nas mãos, vi-me obrigada a assistir. Realço que não li o livro IT, não vi a mini-série com o mesmo nome e conceito, nunca vi nada remotamente revelador do final ou do conteúdo do próprio filme.

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Assim como no Verão, neste Outono e Inverno vou participar na Maratona Literária Outono | Inverno 2017 (#MLOutonoInverno2017) que é organizada pelo blog Flames e Agora que Sou Crítica e que vai começar no dia 15 de Outubro às 23h59 e termina dia 15 de Janeiro às 23h59. 
O objectivo continua a ser o mesmo: ler no período da maratona o maior número de páginas possível e, para adicionar "páginas" ao nosso contador, ainda podemos fazer desafios extra que incluem a fotografia.

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SinopseO que é o verdadeiro amor?
Para Eduardo, de 17 anos, é a mãe e o irmão mais velho, Simão. Este, porém, tem um segredo que o empurra para a bebida e Eduardo receia que o seu irmão se suicide, tal como o pai de ambos o fizera, dez anos antes.
Júlia acredita que passou ao lado de um grande amor. Em busca da verdade que mudará a sua vida, regressa à vila de Apúlia para reconstruir um passado de que não se consegue recordar.
O caminho desta mulher perturbada está prestes a cruzar-se com o de Eduardo, trazendo à tona segredos, paixões agressivas e remorsos intemporais, com consequências devastadoras sobre a vida da outrora pacata vila piscatória.
Uma alegoria moderna de um clássico, onde os humanos se destroem sem precisarem de intervenção divina.

Opinião: Em primeiro lugar tenho de agradecer à autora, Andreia Ferreira por, muito gentilmente, ter disponibilizado o seu livro e apesar de ter conhecimento dos seu livros anteriores, Maresia e Fortuna marca a minha estreia com a autora e foi um estalo na minha reticência a novos autores. Enquanto leitora fiquei muito impressionada.

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Sinopse: Dustwalk is an unforgiving, dead-end town. It's not a place to be poor or orphaned or female. And yet Amani Al'Hiza must call it "home". 
Amani wants to escape and see the world she's hear about in campfire stories. 
Then a foreigner with no name turns up, and with him she has the chance to run. 
But the desert plains are full of dangerous magic. The Sultan's army is on the rise and Amani is soon caught at the heart of a fearless rebellion...

Opinião: Com Rebel of the Sands foi a primeira vez que me debrucei sobre uma leitura cujo setting resulta de uma mistura da mitologia árabe e das vivências do médio oriente com o faroeste. É uma mistura que não pensei que fosse deixar uma sensação tão entusiástica como a que deixou, mas a verdade é que o fez. Para qualquer leitor, é fácil de perceber que Rebel of the Sands possui demasiadas influências - árabes, gregas, irlandesas - e que há uma base forte e estrutural por detrás das palavras da autora. No entanto, a minha ignorância no folclore era tal, que dei por mim sem saber o que era mitológico e o que foi originalmente criado pela autora. Fui obrigada a consumir Rebel of the Sands como um todo, uma coisa própria, esquecendo qualquer base mitológica que pudesse haver porque pura e simplesmente não a conhecia. Rebel of the Sands foi uma autêntica surpresa. 

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Opinião: The Handmaid's Tale ou A História de uma Serva é baseada no livro homónimo de Margaret Atwood. É uma série que vai provocar um conjunto de emoções que vão desde o choque, à revolta, passando pela indignação e pela náusea, apresentando uns Estados Unidos da América distópico - agora chamados de A República de Gilead - onde, após uma vaga de infertilidade e uma diminuição da taxa de natalidade, as mulheres férteis - as Handmaid's - são obrigadas a conceber os filhos e filhas das famílias mais ricas e influentes do governo, servindo sobretudo como concubinas. 

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Sinopse: No one knows why Juliette's touch is fatal, but The Reestablishment has plans for her. Plans to use her as weapon. But Juliette has plans of her own. After a lifetime without freedom, she's finally discovering a strength to fight back for the very first time - and to find a future with the one boy she thought she'd lost forever. 

I have a curse. I have a gift. 
I'm a monster. I'm more than human. 
My touch is lethal. My touch is power. 
I'm their weapon. I will fight back. 

Opinião: Depois do The Unbecoming of Mara Dyer de Michele Hodkin, chegou a vez de Shatter Me de Tahereh Mafi. À semelhança do primeiro, Shatter Me relata as aventuras e desventuras de uma protagonista capaz de provocar a destruição e a morte daqueles que a rodeiam com um simples toque. Esta não é uma ideia nova, tendo sido já reciclada múltiplas vezes ao longos dos anos, seja nos livros ou no cinema, nomeadamente na saga X-Men com Rogue - embora de forma diferente. Na verdade, para os últimos capítulos, Shatter Me assemelha-se bastante ao mundo dos X-Men com a multiplicidade de poderes, a sensação de rejeição, seguida da sensação de pertença.
Shatter Me é um livro de emoções. Num mundo distópico onde a busca por poder reina sobre o bem-estar dos cidadãos comuns, somos apresentados a uma protagonista mentalmente instável. Aqui, a autora faz maravilhas com a repetição sistemática de frases e com o uso das "palavras rasuradas". Fá-lo para evidenciar as verdadeiras emoções da protagonista ou a verdade por detrás de palavras fingidas. É uma dinâmica que nunca tinha experimentado durante uma leitura - refrescante. As emoções variam ao longo das páginas à medida que Juliette Ferrars aprende mais sobre si mesma e sobre a sua história e daqueles que a rodeiam. 

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Opinião: O Diário da Nossa Paixão de Nicholas Sparks, ou The Notebook na versão original, é um filme que depressa se tornou um clássico. As personagens já são nossas conhecidas das vezes que o filme passou na televisão e já somos capazes de antecipar os nossos momentos favoritos e, talvez, adivinhar algumas das falas. É um filme capaz de transpor a barreira do tempo e mesmo há vigésima terceira vez, provocar umas quantas lágrimas.

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Sinopse: When Mara Dyer wakes up in hospital with no memory of how she got there, or any explanation as to why the bizarre accident that caused the deaths of her boyfriend and two best friends left her mysteriously unharmed, her doctors suggest she start over in a new city, at a new school, and just hope her memories gradually come back. 
But Mara's new start is anything but comforting. She sees the faces of her dead friends everywhere and now she's started to see other's people deaths before they happen. Is she going crazy? As if dealing with all this isn't enough, Noah Shaw, the most beautiful boy she's ever seen, can't seem to leave her alone. But does he have her best interests at heart, or another agenda altogether

Opinião: The Unbecoming of Mara Dyer permaneceu intocável na minha prateleira durante meses. Por vezes olhava-o de relance, e questionava-me o porquê de não avançar na leitura. As reviews são uma mistura de cinco estrelas e de uma estrela mas, ainda assim, a sinopse continuava a deixar-me ligeiramente intrigada, motivo pelo qual comprei o livro. Por fim, decidi que estava na altura de pegar nesta beleza de 452 páginas. Algo que já devia ter feito há imenso tempo.

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Opinião: Everything, Everything, ou Tudo, Tudo e Nós de Nicola Yoon, é um livro YA que provoca uma leitura compulsiva. A autora descreve na perfeição as emoções que uma pessoa com um corpo doente sente e a vida familiar que se desenvolve devido à presença desta situação estranha e nada recomendável. A verdade é que a impotência e frustração que advém da situação da Madeline são muito bem retratadas no livro, quase de forma palpável mas, infelizmente o mesmo não aconteceu no filme por uma razão muito simples: A imaginação. - Madeline possui uma imaginação fértil que a leva para diferentes locais e, consequentemente leva o espectador a afastar-se da sua condição de prisioneira. Um café. Uma biblioteca. O mar. Tudo isso leva o espectador a quase esquecer a doença que a autora descreve tão bem.

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Sinopse: Molching, um pequeno subúrbio de Munique durante a Segunda Guerra Mundial. Na Rua Hummel as pessoas vivem um dia-a-dia penoso, sob o peso da suástica e dos bombardeamentos cada vez mais frequentes, mas não deixaram de sonhar. 
A Morte, a narradora omnipresente e omnisciente, cansada de recolher almas, observa com compaixão e fascínio a estranha natureza dos humanos. Através do seu olhar intemporal, é-nos contada a história da pequena Liesel e dos seus pais adoptivos. Hans o pintor acordeonista de olhos de prata e Rosa, a mulher com cara de cartão amarrotado, do pequeno Rudy, cujo herói era o atleta negro Jesse Owen e de Max, o pugilista judeu, que um dia veio esconder-se na cave da família Hubermann e que escreveu e ilustrou livros para oferecer à rapariga que roubava livros, sobre as páginas do Mein Kampf recuperadas com tinta branca, ou ainda a história da mulher que convidou Liesel a frequentar a sua biblioteca, enquanto os nazis queimavam livros proibidos em grandes fogueiras. Um livro sobre uma época em que as palavras eram desmedidamente importantes no seu poder de destruir ou de salvar. Um livro luminoso e leve como um poema, que se lê com deslumbramento e emoção.

Opinião: A Rapariga que Roubava Livros de Markus Zusak é um livro belíssimo que, para além de exultar a bondade humana num dos períodos mais negros da sua história, eleva o uso das palavras, tornando-as numa personagens secundária. As mesmas palavras, que nós leitores amamos e odiamos simultaneamente e que são uma bóia de salvação para Liesel e um elo de ligação com o leitor. Este é um livro diferente em vários aspectos, seja pela escrita lírica que nos leva obrigatoriamente a pensar e a sentir, seja pela sua narradora improvável: A Morte. A ideia é simplesmente fenomenal. Markus Zusak usa a Morte como narradora, transformando-a em algo/alguém, digno de compaixão e até mesmo de amor, enquanto nos fornece informações passadas ou mesmo futuras sobre as pessoas sobre quem lemos e depositamos o nosso coração.

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