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SinopseBeing connected to Daemon Black sucks… Thanks to his alien mojo, Daemon’s determined to prove what he feels for me is more than a product of our bizarro connection. So I’ve sworn him off, even though he’s running more hot than cold these days. But we’ve got bigger problems.
Something worse than the Arum has come to town…

The Department of Defense are here. If they ever find out what Daemon can do and that we're linked, I’m a goner. So is he. And there's this new boy in school who’s got a secret of his own. He knows what’s happened to me and he can help, but to do so, I have to lie to Daemon and stay away from him. Like that's possible. Against all common sense, I'm falling for Daemon. Hard.
But then everything changes…
I’ve seen someone who shouldn’t be alive. And I have to tell Daemon, even though I know he’s never going to stop searching until he gets the truth. What happened to his brother? Who betrayed him? And what does the DOD want from them—from me?
No one is who they seem. And not everyone will survive the lies…

Opinião: Onyx é o segundo livro da série Lux de Jennifer L. Armentrout e, apesar de as minhas expectativas se situarem na estratosfera, não fiquei desiludida, pelo contrário. Onyx é, como Obsidian antes dele, um livro encantador, diferente no seu conteúdo paranormal e divertido! Desde a primeira à última página que sentia uma vaga de adrenalina e de felicidade sempre que tinha algum tempo para dedicar à leitura. Onyx é tudo o que um livro deve ser.
Katy, a protagonista, é uma de nós: possui um blog de livros, filma, faz opiniões, bookhauls e o seu amor por livros domina parte do seu pensamento e das suas ações mas, são os sentimentos que ela transmite, as emoções que passa e a sua personalidade divertida com as suas saídas sarcásticas e directas que fazem com que ler Onyx se torne um prazer. Katy é uma heroína forte, determinada, independente e facilmente relacionável e isso não mudou neste segundo volume. Katy é uma adolescente, agora de dezoito anos de idade que parece uma adolescente e não uma idosa num corpo mais jovem, o que faz com que seja uma personagem muito bem pensada.
Na série Lux a componente fantástica situa-se no espectro do extraterrestre, o que é uma novidade e, em Onyx, os nossos conhecimentos aprofundam-se, as complicações adensam-se e Katy vê-se metida numa confusão ainda maior mas que deu conteúdo à história e um propósito para lá do romance. A forma como Jennifer L. Armentrout delineou a narrativa para servir de complemento ao primeiro livro está muito bem feita, havendo espaços para surpresas, algumas desagradáveis e outras de cortar a respiração. A relação entre Daemon e Katy pareceu mais real a cada avanço de página, avançando a um ritmo perfeito, mas por vezes, frustrante e, apesar de apelar aos olhos, desde Obsidian que a relação dos dois roça a luxúria, em Onyx a ligação aprofunda-se com momentos de fazer chorar as pedras da calçada.
No entanto, ao contrário de Obsidian, onde tudo foi do meu gosto, em Onyx, o aparecimento de Blake fez-me revirar os olhos. Por momentos pensei que estava na presença de um "síndrome do segundo livro" onde os protagonista se iriam afastar para dar credibilidade a algum triângulo amoroso de segunda categoria. Mas, Jennifer L. Armentrout surpreendeu-me com as suas segundas intenções.
Mas o que não posso deixar de mencionar é o facto de algumas acções, alguns aparecimentos serem demasiado previsíveis. Sim, há o factor de choque em vários momentos mas, o previsível arruina a surpresa da história. O bom de tudo é que, sendo um segundo livro, já estamos familiarizados com a autora e com as personagens pelo que há espaço para o desenvolvimento das relações e da história, pelo que o elemento surpresa por vezes eliminado, é rapidamente ultrapassado.
Jennifer L. Armentrout possui uma escrita simples (mesmo em inglês) que se lê com facilidade e, tal como com Obsidian, houve momentos em que pura e simplesmente esqueci-me de que estava a ler noutra língua. A história flui com rapidez e prende o leitor da primeira há última página. Para alguém que queira arriscar conhecer a história de Katy, ou que se queira aventurar na leitura em inglês, Obsidian é um excelente começo e Onyx, um segundo volume ainda melhor.




Outros títulos da colecção
*Obsidian 
*Onyx 
*Opal
*Origin 
*Opposition
*Oblivion 
*Shadows (prequel)
*Obsession (sequel)

Outros livros da autora
*Covenant Series (7 livros)
*Titan Series (3 livros) 
*Dark Elements (4 livros)
*Wicked Trilogy (3 livros) 


Opinião: Elementos Secretos ou Hidden Figures é um filme baseado na obra de Margot Lee Shetterly, lançado em 2016 que relata a história até agora desconhecida de três mulheres afro-americanas que tiveram posições de destaque na NASA no início da década de 1960, nomeadamente, na missão de colocar o homem em órbita com o planeta Terra e, mais tarde, na ida do homem à lua.
O filme não assume completamente o seu lado dramático havendo imensos momentos de alívio cómico. No entanto, os momentos mais dramáticos, aqueles onde vemos em primeira mão a verdade por detrás de uma vivência segregada, são poderosos. O racismo, assim como o machismo são trabalhados intensamente e criam no espectador uma sensação de impotência e de revolta que acaba por ser atenuado por personagens como a de Kevin Costner que está à frente do seu tempo, vendo para além do género e da cor. Aqui na NASA todos fazemos chichi da mesma cor.
Enquanto espectador, celebramos as pequenas vitórias e choramos com as derrotas. Baseado em factos verídicos é difícil não gostar das três protagonistas, sendo que Janelle Monáe e Octavia Spencer possuem actuações mais secundárias mas com o propósito de testar os limites da sociedade branca. Ambas as actuações são actuações de valor e com mensagens que, infelizmente, ainda servem para os dias de hoje. Se fosse um homem já o seria.
Elementos Secretos prende o público do início ao fim. O desenvolvimento espacial mistura-se na perfeição com o estado político do país na década de 60 e as descobertas das formulas matemáticas transita com facilidade para uma vida familiar difícil e para a violência a que os afro-americanos estavam - e ainda estão - sujeitos. É impossível não sentir algum tipo de emoção ao ver três mulheres inteligentes, discriminadas não só pelo seu género mas também pela sua cor a conquistar o mundo dos homens, a abrir a passagem para outras tantas como elas.

Here at NASA we all pee the same colour



Outros títulos da autora


OpiniãoNeste momento vivemos numa época em que as séries dominam o tempo livre da maior parte das pessoas. Com canais como o SyFy, Fox, e plataformas como Netflix, Hulu, Tv Series é difícil não nos deixarmos embrenhar no mundo dos policiais, da aventura, do romance e da fantasia. Num mundo onde tudo está ao nosso dispor, é impossível não criar comparações, principalmente no que toca à qualidade do material, não só a nível visual como a nível da narrativa.
A primeira temporada de Shadowhunters foi vítima - ou não - de críticas não muito favoráveis - desde a perda da linha da narrativa, a erros criados pela própria produção às interpretações não muito apelativas, a série acabou por perder um grande número de espectadores por falhar no mais básico: não deu aos fãs aquilo que eles queriam.
Mas isso é realmente necessário?
Não.
Mas, se não criam uma empatia imediata com o espectador não podem esperar que ele fique para os próximos episódios pelo que, nesse caso, a série vai-se apoiar nos fãs do material original. Um dos exemplos mais simples é a opinião dos episódios. Aqueles que seguem de forma mais ou menos fiel os livros, são os preferidos. No caso desta segunda temporada, houve uma melhoria considerável. Neste momento consigo situar-me na história e estou mais ou menos confortável com o que esperar da próxima temporada 2B.
Isto é algo que me faz imensa confusão, mesmo quando se trata de adaptações cinematográficas. Porquê mudar de forma drástica a essência de um personagem quando não há qualquer razão para tal? Será que os produtores ainda não se aperceberam do quanto mais distante dos livros, menor é o sucesso?
É a nostalgia, são as frases como “I would have killed you” "I would’ve let you”, é o juramento de parabatai, diálogos tirados directamente do livro que criam uma ligação com o espectador. Não é mudarem o yin fen para ser veneno de vampiro que vai aumentar a satisfação, quanto mais, aumenta o ultraje porque roça com a base fundamental de outra parte do mundo dos Caçadores de Sombras que, neste momento, não quero que sequer refiram mas que insistem em colocar à disposição, para e passo a expressão, “ver se cola”.
Nesta segunda temporada houve uma mudança a partir do episódio 4. Os escritores mudaram e, com isso, mudaram os diálogos e a própria narrativa. Não notei grandes diferenças a não ser a partir do episódio 5 "Dust and Shadows", onde o sarcasmo natural de Jace - que devia existir desde o primeiro minuto da primeira temporada - começou a surgir, onde há mais um sentido do que é uma conversa real do que o que havia na primeira temporada - pelo menos, já não me encolho quando eles abrem a boca. No entanto, algo que se manteve nesta segunda temporada, foi a falta de sentido para a existência de algumas personagens. Como referi na minha opinião da primeira temporada, Lydia Brandwell apareceu apenas para ser um obstáculo à relação de Alec e de Magnus, tanto que a sua importância ao longo dos episódios foi diminuindo para ser substituída por Aldertree.
Infelizmente, esta segunda temporada de Shadowhunters manteve diferenças que não consigo compreender. Estando especialmente sintonizada com os livros, foi-me difícil ver Jocelyn a não reconhecer Jace e senti que a revelação final dada por Valentine não teve, de forma nenhuma, o mesmo impacto que nos livros e aqui a série perde igualmente ao deixar as maiores revelações para momentos rápidos, quase transitórios. Não cria o impacto esperado. Nos livros a emoção, a infelicidade, a dor dos personagens - que neste momento não existe - que se vêem impedidos de se amar livremente é o que nos leva a desejar de alma e coração um futuro melhor, é o que nos motiva a continuar, na série esse sentimento perde-se.
Mas, ao contrário da primeira temporada, nem tudo foi mau e houve, inclusive surpresas inesperadas que mostram, mais uma vez, que não podemos esperar conhecer todos os pormenores porque a série consegue dar-nos a volta. A principal seria, obviamente, a morte de uma das personagens principais que motivou um dos momentos mais emotivos e que permitiu à protagonista brilhar - a sério - pela primeira vez, assim como a criação de novas relações que levam os espectadores e fãs dos livros a questionarem-se e a formar novos gostos. O que é sempre uma experiência positiva. Do mesmo modo, a relação entre Clary e Simon, mais explorada nesta segunda temporada, atinge patamares que não sabia que desejava. A química funciona e é um dos motivos pelos quais estou ansiosa pela próxima temporada.
Há partes novas do mundo dos Caçadores de Sombras que conhecemos e, mais do que nunca, a fidelidade aos livros deveriam estar em primeiro lugar. Conhecemos as Irmãs de Ferro, Ithuriel e, FINALMENTE, os poderes de Clary começam a ser mais e mais explorados de uma forma que funciona!
Penso que Shadowhunters ganhava em explorar melhor os efeitos especiais e menos avanço tecnológico que, a meu ver, chega a ser verdadeiramente ridículo. Do mesmo modo, penso que deviam abrandar ligeiramente o desenvolvimento dos personagens, nomeadamente de Clary que, no espaço de dois episódios domina na perfeição a arte da guerra que devia demorar anos a desenvolver-se. O facto de Clary ser uma protagonista preferida por muitos está relacionado com o facto de ser uma maria-rapaz, desajeitada mas que sobressai pela sua teimosia e sentido de justiça e lealdade, desajustado para alguém do seu tamanho.
A verdade é que, quando visto o quadro geral, Shadowhunters melhorou imenso e, tendo em conta o final do último episódio, posso afirmar que estou, mais ou menos desejosa pelo retorno da segunda parte da temporada. Esta é uma opinião pessoal e até certo ponto, generalizada mas, para quem quer conhecer ao pormenor outras opiniões mais específicas, aconselho vivamente EmmaBooks, deixo o link aqui. Cada opinião é uma opinião e é válida de qualquer maneira. Não pretendo de modo nenhum, passar uma mensagem de ódio para com a série porque não é essa a minha intenção MAS, também não faço questão de relativizar o que, para mim, está errado e, neste caso, penso que ainda é possível evoluir - e muito - na esperança de que chegue a uma terceira temporada.
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aqui; adaptação televisiva aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5


Opinião: O meu coração está cheio. A Bela e o Monstro não é o meu filme preferido da Disney - o troféu vai para O Rei Leão - mas anda lá perto. Bela, com a sua inteligência, personalidade e amor por livros conquistou-me desde tenra idade, mostrando que não nos devemos diminuir para conquistar o coração de outros. Bela reage, procura, e luta. Um exemplo para todas as crianças.
A verdade é que gostaria de ter visto a versão animada antes de ir ver o live action, mas o tempo não era muito e o entusiasmo em excesso, por isso, apenas, fui. Para aqueles com receio de que esta nova versão de A Bela e o Monstro possa estragar a imagem que têm do original: não se preocupem. A linha da história é a mesma, se não melhor. A banda sonora e as músicas mantém-se, imaginadas num mundo real, interpretadas maravilhosamente por cada um dos actores, levando o mais forte dos corações às lágrimas. Quem não se recorda da música "Beauty and the Beast"?
Para mim, a maior surpresa, foi o Príncipe Adam como o Monstro. Bill Condon e a equipa do CGI conseguiu torná-lo real. Dan Stevens, o actor por detrás da voz, deu-lhe as suas expressões faciais, desde raiva, a frustração, amor e medo, e nunca, até então, a relação entre Bela e o Monstro me pareceu real e, mais importante, sincera. Foi a primeira vez que compreendi a forma como o amor surge neste conto-de-fadas.
A interpretação foi um dos pontos fortes. De uma forma ou de outra, os actores conseguiram personificar as personagens na perfeição e, uma surpresa muito boa foi Josh Gad, como LeFou. LeFou nesta nova adaptação não é um seguidor "cego" de Gaston, pelo contrário. Ele questiona-se quanto às acções e mostra remorsos quando executadas. É, também, oficialmente o primeiro personagem homossexual da Disney e esperemos que não seja o último.
Bill Condon conseguiu, ao mesmo tempo, passar da animação para o real, a aldeia de Villeneuve e a magia do castelo. Quer fossem as pequenas casas rurais, as avenidas estreitas, os montes verdes, o castelo com as suas linhas curvas e elegantes, ou a icónica biblioteca capaz de satisfazer o mais difícil dos leitores, por momentos, acreditei que aquele era um local real, capaz de ganhar o meu coração.
Claro que A Bela e o Monstro não se trata apenas de uma história de amor. Tendo lido no dia anterior, uma das versões originais de Jeanne-Marie LePrince de Beaumont, a ideia de amar para além das aparências, continuava a incomodar-me, uma vez que não me recordava com exactidão da forma como o amor era retratado no filme original, mas preocupei-me em vão. Bela, interpretado por Emma Watson apaixona-se lentamente da mesma forma que o espectador e quase desejei que o Principe Adam não se alterasse com medo do resultado. Mas, não há qualquer tipo de conhecimento por parte da Bella da maldição e, portanto, o seu amor é puro e verdadeiro. Mas claro, para além disso, e algo que não me recordava com exactidão, A Bela e o Monstro de Bill Condon explora a ideia do que é ser-se diferente num mundo ignorante e analfabeto, concluindo-se - e bem - que a ignorância gera violência.
Esta nova versão de A Bela e o Monstro não deve tirar, de todo, a experiência maravilhosa que é a versão animada mas, para crianças mais velhas, ou adultos, é outra forma de reviver um dos melhores contos alguma vez adaptados pela Disney. Não é um substituto, mas complementa a história do filme de 1991, acrescentando uma maior dimensão às personagens, dando-lhes um passado credível e expandindo o mundo criado em 1740.
Para crianças, adultos ou seniores, - quaisquer que forem as idades, - aconselho vivamente. 

She warned him not to be deceived by appearances, for beauty is found within.

Outros contos-de-fadas
*A Bela e o Monstro - adaptação cinematográfica aqui


Sinopse: Beauty and the Beast is one of the most classic tales ever written. A beautiful daughter dreams of meeting a handsome prince, but in order to save her father's life, she leaves home to live with a terrible, frightening beast. Though her patron is hideous, his disarming generosity slowly leads to a surprising connection. Generations of children have been fascinated by the story of the girl named Beauty, who grows to love a fearsome beast by learning to see and cherish his kindness, generosity, and intelligence.

OpiniãoA Bela e o Monstro é um conto-de-fadas intemporal que povoou a infância de um número demasiado grande de adultos, um conto-de-fadas que ainda consegue maravilhar crianças pelo mundo fora e que é, neste momento, mais conhecido pela sua adaptação animada.
Para além dos livros infantis que são uma cópia transcrita do filme da Disney, não conhecia a versão de Jeanne-Marie Leprince de Beaumont que rescreveu o conto de Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve, a autora original, em 1756. O conto original La Belle et la Bête, data de 1740, pelo que é realmente antigo, um pormenor que escapava ao meu conhecimento, pelo que foi uma surpresa.
É diferente. É realmente muito diferente. Para os mais familiarizados com a versão da Disney, as semelhanças existem quer seja pela rosa que Beuty ou Bella pede ao pai, quer seja pela transformação do Monstro ou Beast novamente no Príncipe.
No entanto, na versão de Jeanne-Marie Leprince de Beaumont as diferenças são igualmente abismais e é extremamente interessante perceber a forma como Jeanne-Marie Leprince de Beaumont interpretou a história de Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve onde havia apenas 16 anos de diferença, e a forma como a Disney interpretou 252 anos depois.
Penso que, a versão de 1756 dá a Bella uma maior opção de escolha, tendo em conta que para muitos, A Bela e o Monstro representa uma relação baseada no Síndrome de Estocolmo. Mas, em simultâneo, a mensagem do "ama para lá das aparências" está muito, e repito muito, mais marcada na versão de 1756 do que no filme da Disney, agora um live-action.
A Bela e o Mostro de Jeanne-Marie Leprince de Beaumont é um livro pequeno, as páginas voam, a escrita é simples e fluída e, para mim, mais importante, tem a tonalidade de um conto-de-fadas. Ler em voz alta é uma experiência maravilhosa porque quer os diálogos, quer as descrições transportam-nos para um mundo de magia. Mas, ao mesmo tempo, sendo um conto-de-fadas, o desenvolvimento e a própria personalidade da protagonista só nos é dada em pequenos fragmentos ou em pequenas descrições, pelo que apenas podemos aceitar a personalidade de Bella ou Beauty, pelo aquilo que nos dizem.
Mas, para os mais curiosos, aconselho vivamente.
Outros contos-de-fadas
*A Bela e o Monstro - adaptação cinematográfica aqui



Sinopse: Riley Bloom deixou a irmã, Ever, no mundo dos vivos e atravessou a ponte que conduz à vida depois da morte - um local chamado Aqui, onde o tempo é sempre Agora. Acompanhada pelo seu cão, Botão de Ouro, Riley juntou-se aos seus pais e está prestes a instalar-se numa morte agradável e descontraída quando a chamam para comparecer perante o Conselho. 
Aí, revelam-lhe um segredo - a vida depois da morte não é só uma eternidade de boa vida e Riley tem de trabalhar. Confiam-lhe, nessa altura, uma tarefa, a de ser uma Apanhadora de Almas, e um professor, Bodhi, um rapaz estranho que ela não consegue compreender bem. 
Riley regressa à Terra com Bodhi e Botão de Ouro para a sua primeira missão: um Rapaz Luminoso está a assombrar uma castelo em Inglaterra há séculos. Muitos Apanhadores de Almas tentaram convencê-lo a passar a ponte e falharam. Mas isso aconteceu antes de ele conhecer Riley.

Book Trailer:



OpiniãoClaridade apresenta um novo conceito do que é a vida depois da morte, um mundo que não é muito diferente do mundo dos vivos. Alyson Noel criou um conceito interessante daquilo que seria o "céu" com o conceito que se traduz no "Aqui & Agora". Um conceito que Riley, a protagonista de doze anos cujo maior desejo era chegar aos treze anos e ser oficialmente uma adolescente, parece ter dificuldade em compreender.
Riley, infelizmente, não é alguém cujos pensamentos sejam interessantes, pelo contrário, chega a ser maçadora pela sua falta de humildade/educação. É difícil discernir os dois quando estão tão interligados. Claridade também perde pela falta de ligação emocional. Para além da relação com a cadela, Botão de Ouro, e com a irmã, ainda no mundo dos vivos, Riley é bastante desligada do resto da família - pais e avós - e vice-versa. É, aliás, apresentado o conceito de afastamento durante a reunião do conselho onde a sua família está a perseguir os seus destinos, em separado. Estão a realizar as oportunidades que não puderam perseguir em vida. Ora, se este fosse mesmo o conceito de "céu", não sei se estaria assim tão interessada - depois de uma vida vívida, o maior desejo seria reencontrar aqueles que perdemos ao longo do tempo, não ir para uma aula de cerâmica. Mas, ainda assim, consegui apreciar o desenvolvimento - pouco - da protagonista e da sua relação com Bodhi que, embora previsível, mostrou possuir contornos interessantes. 
Claridade é um livro direcionado para um público mais jovem: as páginas não são muitas, os capítulos são curtos e a escrita é simples. É fácil de compreender a mensagem que a autora pretende passar. Não é um livro onde seja necessário uma grande quantidade de concentração na procura de detalhes porque eles ou não existem ou são nos dados alguns parágrafos depois. Mas, a verdade é que Claridade, para os leitores já familiarizados com Eternidade, é um spin-off bem conseguido mas que não me deslumbrou.
Outros títulos da colecção Os Imortais
*Eternidade
*Lua Azul
*Terra Sombria
*Fogo Negro
*Estrela da Noite 
*Infinito 

Outros títulos da colecção Riley Bloom
*Claridade
*Shimmer (Riley Bloom #2)
*Dreamland (Riley Bloom #3)
*Whisper (Riley Bloom #4)


Opinião: Não posso deixar de expressar a minha completa surpresa com Fallen. Durante os primeiros minutos do filme fiquei estarrecida com a qualidade, com a forma como decidiram apresentar o conteúdo paranormal da história de amor de Luce e de Daniel e admito que não pude deixar de ficar chocada por estar, efectivamente a adorar cada pedaço do filme. A minha relação com a escrita de Lauren Kate é peculiar e, por alguma razão, achei que esse sentimento ia passar para a adaptação cinematográfica, mas não. A meu ver - apesar de alguns pontos menos bons - Fallen está belíssimo.
Fallen é uma história de amor, portanto, não se deixem enganar pelos efeitos especiais. A essência do livro é efectivamente um romance proibido, um amor maldito e Jeremy Irvine e Addison Timlin foram absolutamente fantásticos. Addison interpretou Lucinda de uma forma profunda. As emoções da actriz eram facilmente contagiantes, a forma como entregava o diálogo adequava-se às situações e, mais importante, a sua evolução pareceu-me realista e não forçada. O mesmo para o actor que interpreta Daniel Grigori que me fez sentir cada pedaço da sua dor como se fosse minha.
A cinematografia deixou-me de boca aberta, a música adequou-se perfeitamente ao ambiente, ao próprio tom da história evoluindo à medida que as recordações surgem, que mortes acontecem e que verdades são expostas, os efeitos especiais não foram os melhores mas também não me fizeram desviar o olhar de horror.
Fiquei realmente impressionada. As minhas expectativas estavam muito perto do zero mas, de algum modo, o casting estava on point, a química existia e Fallen ainda fez algo que quatro livros não conseguiram mas que a autora ainda tentou - fez-me sentir que, por momentos, Luce poderia ficar melhor com Cam e fez-me chorar a morte de um inocente de quem nada sabia e com o qual nunca me importei.
Mas, como na maior parte das adaptações, houve partes que se afastaram do material original, mas, ainda assim, foram alterações aceitáveis que não mudaram de forma ultrajante o coração da história e, apesar de não vermos tanto quanto gostaríamos de personagens como Gabby, Arianne ou Roland eles existem e, mais importante, a sua presença é notada e serve como motor para o ambiente de mistério e de descoberta que envolve a protagonista.
Por outro lado, Fallen pecou - muito - pelo final. Os efeitos especiais não aquecerem nem arrefeceram e uma luta que devia parecer épica pareceu-se mais com uma luta juvenil entre dois seres poderosos mas, ainda assim, o que mais me chateou, foi a falta de "tacto" para a morte de uma das personagens mais queridas e, pelo final anti-climático. Desde o momento da descoberta, demoramos cinco minutos a chegar aos créditos. Não há cúpula, não há aprisionamento, não há medo, apenas uma imensa confusão pela rapidez com que a acção se desenvolve à frente dos meus olhos. No entanto, a verdade é que removendo o final, a viagem, a jornada até à verdade não é senão interessante e misteriosa e Fallen é certamente uma adaptação que merecia mais do que aquilo que provavelmente vai ter.
Outros títulos da colecção:
*Anjo Caído - adaptação cinematográfica aqui.
*Tormento
*Paixão 
*Êxtase
*Unforgiven
*Fallen in Love (short-stories)

Outros títulos da autora
*Lágrima 
*A Cascata do Amor

*Last Day of Love (short-stories)


Sinopse: Em 2003 numa viagem com a família, o pequeno Colton, sentado na sua cadeirinha no banco de trás do carro, começou a falar sobre os anjos que o tinham visitado durante a operação à apendicite agua... O pai sacerdote, nem quero acreditar. Estacionou, respirou fundo, e fez algumas perguntas ao filho. E o miúdo respondeu, sem dar muita importância ao assunto. Falou dos seus encontros com Deus e com Jesus, das visões que teve durante a cirurgia, da mãe e do pai a rezarem enquanto ele era operado. 
Foi apenas o início. Nos anos seguintes, nas alturas mais inesperadas, a crianças recordaria a sua breve passagem pelo Céu. Vinham-lhe à memória imagens de factos que não conhecia, nem poderia conhecer: como o bisavô, que tinha morrido há mais de 30 anos, ou a irmãzinha mais nova - um aborto da mãe mantido há anos em segredo pela família. 
Como era possível? Todd Burpo, pai mas também homem da Igreja, encarou a situação com enorme cepticismo. Consultou elementos da sua congregação, investigou sobre o assunto. E aos poucos teve de se render à evidência: o seu filho tinha de facto visitado o céu, e trazia consigo uma importante mensagem para partilhar...

Opinião: O Céu Existe Mesmo relata a história de Colton, um menino de quatro anos que, no seguimento de uma cirurgia ao apêndice foi ao Céu e de lá trás relatos de aspectos fantásticos capazes de dar esperança ao homem mais descrente. Ao longo dos anos, o menino vai crescendo e, com ele, vão se desenrolando mais pormenores sobre aquela que é a vida depois da morte.
Foi a minha mãe que me ofereceu este livro, pouco depois do seu lançamento por, na altura, estar no topo das vendas, mas, posso afirmar que os anos passaram e O Céu Existe Mesmo permaneceu intocável na estante. Não há um motivo lógico para tal. Na maior parte das vezes, sou incapaz de me negar o prazer da leitura, seja ela qual for, mas o mesmo não aconteceu com O Céu Existe Mesmo. A única explicação que encontro é a falta de interesse ou de descrença que sentia por tópicos desta natureza. Na altura, uma rapariga racional, incapaz de imaginar algo para além daquilo que os meus olhos viam, o que é estranho, considerando que vivo para mundos de fantasia e do imaginário. Pode-se dizer que era uma rapariga sem fé.
O Céu Existe Mesmo é uma narrativa fluída, rápida e bela. É um livro comovente e as emoções são descritas ao pormenor, o desespero e a alegria passam com facilidade para o leitor. São poucas as passagens bíblicas e as mesmas são explicadas de forma simples pois Colton tem apenas quatro anos no início do livro. A história da família Burpo pode ser lida mesmo por pessoas que não acreditam nos seus aspectos mais religiosos. Independentemente da nossa fé Colton, com as suas palavras, pode dar-vos uma paz que não sabiam que precisavam, uma certeza que permaneceu incógnita durante muito tempo.
Mas, a verdade é que, de uma forma ou de outra, Todd Burpo com boas ou más intenções, força a sua religião, empurra-a na direcção do leitor, não se questionando quanto à possibilidade da liberdade de escolha. À possibilidade de que apenas nascemos, vivemos um pouco e depois morremos. Durante toda a narrativa somos levados para a certeza de uma única religião, descartando qualquer outras opções. O Céu Existe Mesmo pode ser lido por alguém com fé, sem fé, por alguém indeciso quanto à sua posição no mundo religioso porque, em primeiro lugar, é um livro e, como tal, pode ser julgado como tal, agora se acreditam ou não, isso fica à responsabilidade de cada um.
Outros títulos do autor:


Sinopse: Mishima, o pai, é especialista em mortes violentas e dirige o negócio com mão de ferro. Lucrécia, a matriarca, é grande adepta de envenenamentos e detém as receitas mais fatais. A prole, composta por Vincent que projecta um parque diversões temático, e Marilyn que se vê obrigada a renunciar ao suicídio para manter o bom nome da família, aumenta com o nascimento de Alan, a criança que traz com ela uma terrível maldição: a alegria de viver. 
O pequeno Alan passa os dias a cantarolar, a consolar os cliente e, pior que tudo, a rir. Sim, Alan gargalha. Alan é um optimista. E prepara-se para saltar com gáudio e devoção o próspero negócio de família.

Opinião: "A sua vida foi um fracasso? Connosco a sua morte será um sucesso!" Esta frase é o lema da Loja dos Suicídios e da família Tuvache e resume na perfeição a essência da história. Jean Teulé criou uma narração diferente, recheada de humor negro, algo que, até agora, ainda não me tinha passado pelas mãos. As personagens são, a bem ver, únicas, com um propósito de vida fora do normal: proporcionar a morte das outras pessoas.
A verdade é que me ri várias vezes em voz alta com a absurdidade da Loja dos Suicídios e, se me afastar o suficiente, consigo perceber até que ponto é que pode parecer ofensivo, uma vez que uma depressão não se cura apenas com uma máscara gira. Mas, Jean Teulé não deu muita importância aos motivos pelos quais os fregueses desejavam a noite eterna, mas sim à forma como eles o iriam fazer ou à forma como Alan, o pequeno raio de sol da Loja dos Suicídios procurava impedir o acto.
A Loja dos Suicídios tem uma mensagem bem definida desde a primeira página: a vida vale a pena ser vivida. Percebemos rapidamente que, com Alan, vamos percorrer um caminho diferente, de revelação e de amor. Os seus irmãos são os primeiros a perceber, seguidos da Lucrécia, a sua mãe. Até lá as tentativas para reajustar a mente de Alan são uma das principais linhas temporais da história.
A Loja dos Suicidios lê-se rapidamente. Os capítulos são curtos, as frases bem espaçadas e é fácil de imaginar-mos a loja com os diferentes objectos porque ela vai-nos sendo apresentada, devagar. É o único espaço que Jean Teulé nos mostra e é o suficiente. No que toca à técnica, a escrita de Jean Teulé é irrepreensível e bela mas, não sei se foi da tradução ou não, por vezes deparava-me com frases completamente unidas pelo que quebrava o ritmo da leitura.
O fim dá-nos exactamente que aquilo que esperávamos e o oposto. Se há algo que não compreendo e que ainda me faz confusão é o motivo pelo qual Alan abriu a mão, porque é que fez exactamente aquilo que abominava. A sua ideia de sacrifício difere da minha e a compreensão ainda não me atingiu como desejava.
Outros títulos do autor


Edição/reimpressão: 2015
Páginas: 546
Editor: Chiado Editora
ISBN9789895130771
Idioma: Português
SinopseSou a Sara, e estou agoniada, desesperada, com suores frios, o mundo ganhou profundidade, está calor, não, é frio, estou tonta. Tirem-me daqui, por favor.
É assim que se inicia o relato de Sara, a rapariga mais comum da cidade de Leiria. É-lhe transmitido pelo seu chefe um segredo de família que lhes trará dificuldades e mudanças.
Em pouco tempo, Sara verá a sua vida dar uma volta de 180º, viverá momentos de pânico, medo e de pura paixão.
Trata-se de um relato divertido, que descreve o desenrolar da trama de uma forma leve, dando a conhecer o ponto de vista de uma jovem na casa dos vinte anos e no auge da sua imaginação, descrevendo as cenas que vive com à-vontade e humor.

Onde Comprar:


Excerto

"Fui a andar bamboleando-me como fazem as modelos nos desfiles de moda. 
Logo aí começou mal, torci um tornozelo, mas lá veio o meu salvador amparar-me, e é aí com um ar muito espantado (pensava eu que por causa da minha figuraça, até dava saltos mortais por dentro de alegria),que me diz com um grande sorriso: 
- Gosto dessa nova moda! Não conhecia. 
- Que moda? Torcer um tornozelo no primeiro encontro? - Respondi a sorrir (namorávamos ou andávamos, como quiserem, há uma semana) 
- Não, desse “chapéu” novo, não conhecia. É a tendência deste verão? - Riu-se 
Não imaginam como me senti. Quando falou parecia que o fazia através de um megafone, de tão alto e nítidas que aquelas palavras me soaram: 
- Chapéu? – Disse eu num fio de voz. 
- Sim! Tens a touca do banho na cabeça! Estou mesmo desactualizado no que toca a moda, mas uma tal coisa nunca me passaria pela cabeça. - Riu 
(...) 
Aquela voz...fina, algo rouca e com uns agudos...Calem a mulher! Se calhar foi por isso que nunca casou. Ninguém aguenta. Para mais acompanhado com aquele feitio. "

Sobre a autora:

Vanessa Santos é natural de uma das freguesias mais antigas da cidade de Leiria, Cortes. Ao longo dos anos, foi descobrindo o gosto pela leitura, tendo concluído, que o seu gosto e género literário pende, essencialmente, para o thriller, terror, ficção científica e, principalmente, histórias de crime e mistério, sendo por isso, leitora de nomes como Agatha Christie e Stephen King. 
A autora de “Mors Tua, Vita Mea – A tua morte, a minha vida”, é licenciada em Direito, e Advogada estagiária, sendo publicada em Portugal e no Brasil nas áreas do direito civil e penal. 
A transição de ano de 2014 para 2015 culminou com a edição da sua primeira experiência no mundo da escrita com um texto que teimava em ficar apenas no fundo de uma gaveta, mas que se espera não ser o último a sair de lá.

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Shatter Me 
The Unbecoming of Mara Dyer 
A Biblioteca de Almas

#um agradecimento especial a Carina Sapateiro por, muito gentilmente, me ter cedido o seu livro