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Edição/reimpressão: 2016
Páginas: 228
Editor: Chiado Editora
ISBN: 9789895131808
Idioma: Português
Sinopse: Diz a lenda que uma terrível guerra entre mundos ameaça causar o fim do Universo. Fairyland, o reino das fadas, encontra-se desprotegido devido ao desaparecimento misterioso da rainha. Aos poucos, o rei dos vampiros vai adquirindo mais e mais poder, corrompendo todas as criaturas dos diversos mundos. A jovem princesa Alexia, abandonada no reino dos humanos ainda em bebé, é a única capaz de salvar o Universo e todas as suas criaturas. Para isso, ela vai contar com a ajuda dos cinco cristais mágicos e de todos os aliados que encontrar pelo caminho.
Katherine nunca acreditou em lendas ou histórias mitológicas. Para ela, tudo isso não passavam de invenções sem sentido. Desde pequena que fora educada a acreditar apenas naquilo que era visível aos seus olhos. Porém, de um momento para o outro, a vida dela muda drasticamente e, ela vê-se forçada a enfrentar uma nova realidade. Uma realidade assustadora que, até então, ela desconhecia ser possível. Ninguém é quem ela pensava ser, nem mesmo os seus amigos e familiares. Como tal, Katherine inicia uma busca pela sua verdadeira identidade. Mas estará ela preparada para saber toda a verdade?

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"Estava a meio caminho quando se deu conta que os passos que seguiam atrás de si desde que saíra do bar estavam cada vez mais próximos. Tentou olhar discretamente, mas apenas conseguiu ver um vulto envolto numa capa preta que caminhava a passos largos na sua direcção. Sentiu um arrepio percorrer-lhe o corpo. Começou a andar mais depressa. À medida que ia aumentando o ritmo, os passos do estranho tentavam acompanhá-la. 
O seu coração estava cada vez mais acelerado e o medo crescia dentro do seu peito à medida que o estranho se ia aproximando. Nunca na vida tinha sentido tanto medo como sentia naquele momento. Começava a sentir-se cansada. Tentou correr, mas os pés começavam a pesar e as forças para continuar eram cada vez menos. A sua respiração começava a ficar ofegante e conseguia ouvir os passos do estranho a aproximarem-se mais e mais. Estremecia só de pensar no que poderia acontecer caso ele a alcançasse.
Estava escuro e frio. Era impossível ver o caminho. Olhou à sua volta e foi aí que percebeu que tinha entrado numa rua estreita ficando cercada por duas paredes. A única solução era correr em frente, não havia outro caminho. [...] Ao longe conseguia ver uma luz brilhante, talvez fosse a luz de um candeeiro da avenida principal que ficava próxima da sua casa.
A sua esperança crescia à medida que se aproximava da luz. Porém, começava a ficar cada vez mais cansada e fraca. Já não tinha energia para correr àquela velocidade. Eram poucas as forças que lhe restavam, mas não podia parar. Não agora que estava tão perto da luz. Tinha de conseguir chegar à avenida, talvez aí conseguisse despistar o estranho que a perseguia e, assim, regressar sã e salva a casa. A luz estava cada vez mais próxima. Faltava pouco para a conseguir alcançar. Estava a poucos metros de distância. Quando parou subitamente. Era o fim do percurso. [...] A luz da sua esperança era agora a luz da sua desilusão. Atrás de si, os passos tinham parado. O pensamento de que ele poderia ter desistido de persegui-la veio-lhe à mente. Calmamente, Katherine começou a virar-se para ter a certeza de que não estava ali ninguém e que tudo aquilo não passara de uma ilusão. Foi então que o viu, o seu pior pesadelo."

Sobre a autora

Carina Sapateiro é uma jovem de 22 anos. Nasceu em Lisboa em Agosto de 1994, mas foi na cidade de Montijo, na margem Sul do rio Tejo, que passou toda a sua infância, acompanhada da sua família, amigos e animais. 
Desde muito cedo, Carina manifestou a sua admiração pelos animais, pela natureza e pelo mundo místico, pelo desconhecido. A leitura e a escrita começaram a fazer parte da sua vida desde que descobriu os cadernos e os lápis nas gavetas da sua casa. 
Aos 10 anos já escrevia inúmeras histórias, sendo constantemente elogiada nas aulas de português pelas belíssimas composições desenvolvidas. Aos 18 anos, ingressou num curso de teatro, descobrindo outra grande paixão, o mundo da representação. 
A "Luz da Princesa" é o seu primeiro romance. Começou a ser escrito quase por acaso, mas depressa se tornou em algo de muito concreto, um sonho tornado realidade.


Sinopse: Starting over sucks. 
When we moved to West Virginia right before my senior year, I'd pretty much resigned myself with thick accents, dodgy internet access, and a whole lot of boring... until I spotted mu hot neighbor, with his looming height and eerie green eyes. Thins were looking up. 
And then he opened his mouth. 
Daemon is infuriating. Arrogant. Stab-worthy. We do not get along. At all. But when a stranger attacks me and Daemon literally freezes time with a wave of his hand, well, something...unespected happens. 
The hot alien living next door markes me. 
You heard me. Alien. Turns out Daemon and his sister have a galaxy of enemies wanting to steal their abilities and Daemon's touch has me lit up like the Vegas Strip. The only way I'm getting out of this alive is by sticking close do Daemon until my alien mojo fades. 
If I don't kill him first, that is. 

Opinião: É oficial. Jennifer L. Armentrout tornou-se numa das minhas autoras favoritas. Não compreendo como é que, no meio do festim que é o género YA, nenhuma editora portuguesa pegou na série Lux.
Obsidian é tudo aquilo que se pode desejar num primeiro livro: diferente, encantador e, mais do que tudo, hilariante! Foi a primeira vez no que parece ser imenso tempo, em que me ri em voz alta, página sim, página não. Obsidian neste momento, apesar de ainda ser muito cedo para fazer previsões, no entanto acho que conhecendo-me posso afirmar que vai ser um dos meus livros preferidos do ano.
Primeiro que tudo, Kat, a protagonista, é uma de nós. Literalmente. Kat possui um blog de livros, faz videos, escreve opiniões, aguarda-os ansiosamente e, para ela, são uma preciosidade. Os sentimentos que ela transmite quando se trata destes tesouros são familiares e facilmente relacionáveis. Mas, Jennifer L. Armentrout fez algo ainda melhor: transformou Kat na minha protagonista favorita. Celaena Sardothien está lá em cima, junto a ela, no topo mas Kat é qualquer coisa de muito bom. A sua personalidade simpática e divertida, as suas saídas sarcásticas e directas, as suas acções, são de uma personagem bem pensada e que reflecte na essência o que é ter dezassete anos de idade. Jennifer L. Armentrout, se possível, fez ainda mais pois cada reacção de Kat pareceu real. As suas descobertas e a forma como lidou com os assuntos não são comparáveis a outro livro ou a outra protagonista do mesmo género. Kat é única.
O aspecto fantasioso de Obsidian é diferente, é a melhor palavra que encontro para descrever. Para alguém que já leu de tudo um pouco, desde anjos a vampiros, parece-me plausível passar para aliens - sexy aliens. Mas gostei bastante do que a autora fez com os poderes de cada um, da forma como os formou e como os escondeu e de como eles existem no mundo porque o governo também os conhece. Mais uma vez, foi diferente. E diferente é bom!
A minha parte favorita foi, sem dúvida, a relação entre Daemon e Kat. Os diálogos entre os dois são divertidos e, apesar de saber para aquilo que vamos - muitos anos a virar frangos - é o oposto daquilo que esperava. Eles são maus um para o outro, sarcásticos, arrogantes mas, ainda assim, parecem não conseguir manter-se afastados durante um grande período de tempo. No entanto, apesar de por vezes, frustrante, a relação deles é a mais real que eu alguma vez li quando falamos de livros do mesmo género - ainda não há amor, não há amo-te, há apenas um gostar, um estar atraído. Há um pouco mais do que uma amizade e do que um respeito. O que é, mais uma vez, diferente daquilo que costumamos ver quando os protagonistas do romance se conhecem.
Obsidian tem um ritmo perfeito entre cenas de humor, de acção e de descoberta. Não há realmente momentos mortos, a autora assegurou-se disso. O leque de personagens que surgem são diferentes, o número em que aparecem é igualmente diferente e, para ser honesta, tudo foi do meu gosto. Desde a mãe de Katy até aos momentos na sala de aula com aquela maldita caneta. E aquele final! "So do I, Daemon, so do I". Perfeição.
Para aqueles que têm facilidade em ler em inglês, aconselho vivamente e, para aqueles que, por vezes se debatem com o significado de uma palavra, aconselho à mesma. No início houve momentos em que tive de ir procurar uma ou outra palavra ao google tradutor mas, à medida que as páginas voavam e me embrenhava na leitura, deixei de pensar se estava a ler em português ou inglês. Foi a primeira vez que tal coisa me aconteceu, de tal modo que estava sintonizada com a personalidade e os pensamentos de Kat. Mas, Obsidian existe tanto em espanhol e em brasileiro e acreditem, enquanto as editoras portuguesas não pegam ou despegam, não querem perder esta beleza.
Outros títulos da colecção
*Obsidian 
*Onyx 
*Opal
*Origin 
*Opposition
*Oblivion 
*Shadows (prequel)
*Obsession (sequel)

Outros livros da autora
*Covenant Series (7 livros)
*Titan Series (3 livros) 
*Dark Elements (4 livros)
*Wicked Trilogy (3 livros) 


Sinopse: Passava pouco da meia-noite quando o monstro apareceu. Mas não era exactamente o monstro de que Conor estava à espera, o monstro do pesadelo que ele tem tido quase todas as noites desde que a mãe iniciou os tratamentos. Este é antigo, selvagem e muito mais perigoso, e aparece sempre que o enorme teixo do cemitério das traseiras da casa de Conor ganha vida e vem bater com os ramos na janela do seu quarto, desafiando-o a contar toda a verdade

Opinião: De uma maneira distorcida, poucas páginas após o começo de Sete Minutos Depois da Meia-Noite é difícil gostar de Conor pelas suas palavras e pelas suas acções mas, com o passar das páginas, senti uma empatia cada vez maior, consequência da verdade que é revelada pouco a pouco. O monstro que surge, quase como uma metáfora à dor de Conor, um pedido inconsciente de uma mente sofrida, é o meu favorito e, os momentos em que são uno, deixaram-me o coração a arder. Os diálogos são belos e profundos, e as histórias do monstro, apesar de inicialmente confusas, fazem sentido com o passar do tempo.
A verdade permanece um mistério até às últimas páginas, no entanto, somos capazes de imagina-la. O monstro escuro que parece consumi-lo durante as noites. A sensação de impotência e de desespero que o atravessa. A imaginação tem dessas coisas. Através dela conseguimos com facilidade colocar-nos na posição de um personagem/de outra pessoa. Nunca chegamos realmente a saber qual é a doença que quer roubar a vida à mãe de Conor mas, mais uma vez, podemos imagina-la, podemos adivinhar.
Em Sete Minutos Depois da Meia-Noite nunca me senti aborrecida e a jornada de Conor até ao inevitável é emocionalmente desgastante e, através das páginas, mais ou menos coloridas, das ilustrações mais ou menos disformes, conseguimos sentir os medos e a dor do rapaz. Estamos em completa sintonia com a escrita de Patrick Ness e posso afirmar que os momentos e os diálogos com a mãe ou com o monstro foram aqueles que despertaram uma maior emoção ou compreensão em relação à própria vivência e personalidade de Conor. As últimas páginas são, sem dúvida, as melhores, a emoção é pura e a conclusão dura.
Uma história belíssima.
Outros títulos do autor
*Sete Minutos Depois da Meia-Noite 
*More Than This 
*The Rest of Us Just live Here 



Opinião: O fim chegou. Harry Potter e os Talismãs da Morte é, para mim, o melhor livro que J.K.Rowling nos proporcionou e Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 2 vive às suas expectativas e, ao contrário do anterior, ganha pelas cenas de acção, umas atrás das outras dando-nos pouco, ou nenhum tempo para recuperar daquilo que fomos obrigados a ver até agora. Momentos movidos pela coragem, pela inteligência e pela paixão.
Claro que é impossível negar as perdas - mais uma vez, há perdas das quais não se recupera e, infelizmente as últimas adaptações perdem pela falta de atenção aos pormenores, no entanto, ganha pela maravilha cinematográfica porque não há nenhum filme que viva para superar a minha reacção ver a Batalha de Hogwarts; não há uma banda sonora que eu aprecie mais.
Entre as perdas podemos realçar a ausência de um aprofundamento da relação de Dumbledore com a família ou com Grindewald - agora possivelmente explorado na prequela Monstros Fantásticos e Onde eles Habitam - mas, pelo contrário, a emoção que me assolou os olhos ao ver e ouvir pelo que me pareceu imenso tempo, Lily e James Potter, não tem comparação. A intensidade das interpretações, de vidas perdidas pelo egoísmo de um único homem levaram-me às lágrimas. Lord Voldemort não morre como um homem, mas como uma pedaço de papel a quem alguém deixou demasiado tempo ao lume, no entanto, as novas memórias do momento em que o mundo mudou, a morte de uns pais que deviam ter vivido para ver o filho crescer, o momento em que o amor de um personagem detestado finalmente surgiu e nos fez compreender, levam a tristeza das mudanças para outro lugar porque, embora a pequena Lily não possua os olhos do Harry e, embora grande parte das memórias se perca no constante movimento e no excesso de cor azul, a interpretação de Alan Rickman supera qualquer coisa quer nos seus gestos quer no seu diálogo porque há um amor que vive para além da morte.
No entanto, há perdas, mais concretamente mortes das quais não recuperamos e outras que aplaudimos, personagens que se tornaram queridas, mas que são obrigadas a existir para representar a perda de um filho, de uns pais, de inocentes que não deviam ter sido sacrificados, de metades que não deviam ter, em momento algum, sido separadas.
Não há um final feliz, não completamente. Como em qualquer guerra ou luta, as vidas perdidas ainda ecoam no nosso cérebro e no nosso coração e mesmo, 19 anos depois, ainda não superamos o que se perdeu. Neste epílogo, a ausência de diálogo e de interação marcou-me mais pela negativa do que pela positiva porque, embora para mim, Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 2 seja o melhor dos filmes, penso que merecia um futuro mais falado, com mais discussão e interação entre os personagens. No fundo, mais parecido com o livro. Tudo se compôs, no entanto, penso que merecia um final melhor.
Outros títulos da colecção: 
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo

*Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives


Sinopse: Lara Jean sempre teve uma vida amorosa muito atribulada, pelo menos na sua imaginação. Ela jamais imaginou que as cartas que escreveu a despedir-se dos rapazes por quem se apaixonou, mas a quem nunca teve coragem de confessar o seu amor, chegassem às maços dos seus destinatários. E por causa disso meteu-se numa grande confusão. Para escapar à vergonha, começou um namoro a fingir com Peter Kavinsky.
Lara nunca esperou apaixonar-se a sério por Peter. E por isso está mais confusa do que nunca.
Agora, ela terá de aprender a estar num relacionamento que, pela primeira vez, é verdadeiro. Porém, quando um outro rapaz do seu passado reaparece na sua vida, Lara percebe que também nutre por ele sentimentos mais profundos. Será possível uma rapariga estar apaixonada por dois rapazes ao mesmo tempo?

Opinião: P.S. Ainda te Amo de Jenny Han segue a vida de Lara Jean após os acontecimentos de A Todos os Rapazes que Amei. Uma sequela de um livro contemporâneo, não é algo que se veja com frequência, no entanto, era precisa. A Todos os Rapazes que Amei possui uma conclusão indefinida e abrupta que deixa espaço à imaginação mas com demasiadas pontas soltas para ser satisfatório. Como no primeiro volume, Jenny Han com a sua escrita simples e descritiva e com os seus capítulos curtos, conseguiu com que me embrenhasse novamente e com facilidade na história de Lara Jean e fez com que ficasse em directa sintonia com as suas emoções.
Mas, em P.S. Ainda te Amo, senti que se perdeu qualquer coisa. Em A Todos os Rapazes que Amei havia a componente de choque, de surpresa de alívio cómico com o envio mistério das cartas de amor e respectivas respostas, no entanto, neste segundo volume, não há realmente esse componente diferente e que elevou o conteúdo e a qualidade de A Todos os Rapazes que Amei. Ao invés, é um livro onde seguimos o que acontece depois e que muitas das vezes não nos é dado a conhecer.
Neste segundo volume há diferenças que são importantes e algumas vezes, divertidas, mas também há aparecimentos previsíveis e acções frustrantes. Em A Todos os Rapazes que Amei somos apresentados a um mundo rodeado de estereótipos que já foi representado demasiadas vezes nos livros juvenis mas, neste caso, as motivações por detrás de algumas das acções dos nossos personagens são dúbias e remontam a um passado que parece longínquo pelo que, para mim, não me fez muito sentido.
Ao contrário de A Todos os Rapazes que Amei, não adorei cada minuto. Houve vezes, mais do que as que queria, onde Lara Jean com a sua ingenuidade me irritou. Mais do que isso, Lara Jean é uma protagonista com uma voz relativamente forte, engraçada e, com motivações puras mas que é facilmente influenciável por vozes externas e que dá demasiada importância aos pensamentos das pessoas que a rodeiam.
Mais do que isso, neste segundo livro, Jenny Han escreve sobre um problema real, o cyberbulling, no entanto, como a descoberta dos segredos de Genevieve, acaba por "roçar" ao de leve a gravidade e as cicatrizes emocionais que muitas das vezes são consequências desse sofrimento. Lara Jean passou apenas ao de leve, numa situação que, noutros casos, podia ter resultados mais desastrosos e, aqui, acho que a autora não fez justiça ao problema que apresentou. Para mim, P.S. Ainda te Amo, não faz justiça ao seu primeiro volume.
Outros títulos da colecção
*A Todos os Rapazes que Amei
*PS: Ainda te Amo
*Always and Forever Lara Jean

Outros livros da autora
*The Summer I Turned Pretty
*It's Not Summer Without You
*We'll always haver Summer 



Opinião: O fim aproxima-se. Não há como nega-lo. As mudanças são mais do que evidentes. Não vamos regressar a Hogwarts, desta vez, não vamos regressar a casa. A procura pelos Horcruxes domina cada minuto do filme, cada pensamento e cada emoção. A cinematografia ao longo do filme é belíssima e somos levados para locais que nunca sequer imaginámos possíveis, regressando ao mesmo tempo a locais familiares. A mistura entre o conhecido e o desconhecido evidencia-se ao longo das horas de filme e, por entre verdades inquestionáveis, amizades e lealdades são testadas a ferro e fogo.
Muito devagar, começamos a entrar no caminho que nos vai levar ao fim, no entanto, por entre muitos percalços, somos obrigados a afirmar que, de todos, Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 1 é a adaptação onde a emoção ganha mais terreno e a acção passa para segundo plano. Claro que, entre alguns minutos aqui e outros ali, algo de extraordinário acontece mas, não é capaz de nos causar arrepios, de nos fazer temer pela vida dos nossos protagonistas. As mortes que acontecem são representações da morte da inocência ou motivadores de algo maior ainda que não possamos ver porque não temos o quadro completo.
Outras histórias enredam-se na principal e contos infantis ganham um maior destaque ao mesmo tempo que a tortura acontece. Há vários momentos de alívio cómico mas, Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 1 serve apenas de prelúdio àquilo que vai acontecer. É como se, mesmo à distância de um ecrã pudéssemos sentir a atmosfera do mundo a mudar vendo, à frente dos nossos olhos, os protagonistas a mudarem também. Algo vai acontecer e, nós sabemos porque sentimos igualmente na pele como se fizéssemos parte daquele universo.
E fazemos.

Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo

*Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives


Sinopse: Madeline Whittier observa o mundo pela janela. Tem uma doença rara que a impede de sair de casa. Apesar disso, Maddy leva uma vida tranquila na companhia da mãe eda sua enfermeira - até ao dia em que Olly um rapaz vestido de preto, se muda para a casa ao lado e os seus olhares se cruzam pela primeira vez. De repente, torna-se impossível para Maddy voltar à velha rotina e ignorar o fascínio do exterior - mesmo que isso ponha a sua vida em risco.

OpiniãoCom Tudo, Tudo e Nós, Nicola Yoon preencheu cada canto da minha mente durante os minutos que durou a sua leitura. Um livro compulsivo ao qual vi-me incapaz de escapar, entreguei-me completamente e, com isso, recebi mais do que aquilo que estava à espera. Pouco ou nada sabia sobre a história de Madeline mas, ainda assim, fui arrastada para o seu mundo pequeno como se a gravidade não me dessa outra escolha.
Não sabia absolutamente nada da autora, no entanto, posso afirmar com cada letra do alfabeto que Nicola Yoon descreve na perfeição as emoções que assolam uma mente com um corpo doente e a vida familiar que se desenvolve ao redor dessa doença.
O último impulso quase obsessivo que me invadiu foi aquando a leitura de Quando Éramos Mentirosos de E.Lockhart mas aí, a compulsão era movida pela curiosidade e com Tudo, Tudo e Nós, independentemente do romance que é uma parte fulcral do livro, a minha obsessão dirigiu-se única e exclusivamente à doença e à forma como a autora descreve o acto de adoecer, de se ver aprisionado num corpo estragado, de ver as nossas opções, anteriormente do número de estrelas que vivem numa constelação, reduzidas ao número de pétalas de uma rosa. Não há nada mais doloroso. Não há nada mais difícil do que retratar para o papel esse sentimento de impotência e de desespero por uma simples razão. Para alguém que nunca passou por isso, é difícil de se colocar na posição da protagonista. Para outros, aqueles que já sentiram na pele alguma das emoções, é uma experiência que nos faz reviver cada detalhe e momento, que nos faz apreciar a vida um pouco mais, porque afinal: a vida é uma dádiva, não a desperdices.
Para além do componente obviamente emotiva, Nicola Yoon retratou na perfeição um primeiro amor e as descobertas e desafios que vêm com ele mas, conseguiu da mesma forma, descrever a relação entre uma mãe e uma filha; uma mãe prestadora de cuidados de saúde e uma filha doente porque, como dizia o outro, a única coisa pior do que estar doente, é ter uma filha doente. As ilustrações, no entanto, ajudaram a aliviar a atmosfera depressiva da leitura.
Noutro tom, Madeline Witthier é uma rapariga cuja descendência é asiática e africana. Finalmente vemos, lentamente, a diversidade a crescer no género YA e só posso agradecer por isso.
O que eu aconselho a cada alma que leia esta opinião é, primeiro que tudo, a ir sem qualquer tipo de expectativas e, por muito que desejem, por muito que as vossas mãos o tentem, não procurem as respostas nas últimas páginas. Não avancem na leitura, somente para ver o que acontece. Se o fizerem, o arrependimento irá dominar-vos como urticária. Tudo, Tudo e Nós, uma óptima aposta pela Editorial Presença e só posso desejar pela tradução dos próximos livros da autora porque é certamente, uma autora que irei seguir religiosamente.
Outros títulos da autora
*Tudo, Tudo e Nós
*The Sun is also a Star


Sinopse: Amares aquele que te matava, deixava-te sem qualquer opção. Como poderias fugir ou lutar, se ao fazê-lo magoarias o teu amor? Se a tua vida era tudo o que tinhas para dar, como recusa-la a alguém que amavas verdadeiramente? 
Para Bella Swan, o amor irrevogável por um vampiro enreda-se de um modo fantástico e terrível, com a realidade perigosamente opressiva. Impelida num sentido, pela paixão imensa por Edward Cullen, e no outro pela ligação profunda ao lobisomen Jacob Black, Bella enfrentou um ano tumultuoso de tentações, perdas e conflitos que agora a irá colocar perante um momento final e decisivo. A escolha eminente entre ingressar num mundo tenebroso, mas sedutor dos imortais, ou prosseguir uma existência inteiramente humana é o fio do qual se suspendem os destinos dos dois clãs. 
Agora que Bella já tomou uma decisão, uma cadeia perturbaste de acontecimentos sem precedentes está prestes a desenrolar-se antevendo efeitos potencialmente devastadores e incomensuráveis. Quantos fragmentos corridos da sua vida, inicialmente desvendada em Crepúsculo e depois estilhaçada e dilacerada em Lua Nova e Eclipse parecem prestes a sarar e a unir-se num todo, poderão ser destruídos...para sempre

Opinião: Stephenie Meyer desenvolveu uma história de amor que é amada por muitos e conhecida por outros, no entanto, independentemente da qualidade do material ou mesmo do realismo embutido à história, um dos seus pontos fortes é, sem dúvida, a descrição das emoções que vão desde a euforia ao puro horror e aqui, Amanhecer surge como o livro perfeito para a autora mostrar essas qualidades uma vez que, ao contrário dos volumes anteriores onde o amor de Bella por Edward, de Jacob por Bella e vice-versa, dominava as páginas, neste último volume, Stephanie Meyer levou a história para outro patamar - um nível acima daquele que qualquer um esperava.
O narrador muda. Isabella Swan não é - definitivamente - a mesma pessoa que era no primeiro livro, seja pelas suas crenças, seja pela sua determinação. O seu pensamento é alterado com uma volta de cento e oitenta graus e, subitamente, somos arrastados para uma situação que não esperávamos e o nosso próprio choque evidencia-se no rosto dos personagens que não conseguimos ouvir. No entanto, é uma mudança que é bem-vinda pois, pela primeira vez, o amor que ela sente por Edward deixa de ser o foco principal do livro. O motivo do seu risco de vida vem de dentro dela e alteração do foco é uma lufada de ar fresco.
Amanhecer é narrado a partir de duas perspectivas - Bella, Jacob e novamente por Bella. Mais uma vez, uma mudança inteligente para demonstrar não só a passagem de tempo, como para nos fazer compreender a personalidade do pequeno lobisomem - transmutante - assim como para aliviar com um pouco de humor - os nome dos capítulos - a atmosfera pesada do ambiente que agora rodeia a protagonista.
Como eu referi na minha opinião de Eclipse, a forma como o terceiro volume acaba não deixa espaço para a imaginação e nada indicava que Reneesme iria surgir como bóia de salvação para um triângulo que parecia que nunca iria deixar de existir. E, apesar da estranheza da questão, de alguma forma, tudo se encaixa e, embora a conclusão algo, insossa, especialmente quando comparado com a adaptação cinematográfica, não fui capaz de não me deixar contagiar pela alegria que parecia emanar de cada um dos intervenientes, especialmente quando eles nos fizeram companhia durante os últimos meses.
Para qualquer pessoa que ainda não pegou nos livros por despeito ou por influência da opinião de outros ou mesmo das adaptações, aconselho vivamente a colocar as divergências de lado e pelo menos tentar deixar-se levar pela história da humana que se apaixonou pelo vampiro porque Amanhecer, apesar do seu tamanho um pouco intimidatório para alguns, vale a pena. Seja pela beleza de um casamento. Ou pela novidade de uma criança. Ou pela possibilidade da morte a cada esquina. Tudo, maravilhosamente narrado pela escrita de Stephanie Meyer. Finalmente, a rainha conquista.
Outros títulos da colecção
*Crepúsculo - adaptação cinematográfica: aqui
*Lua Nova - adaptação cinematográfica: aqui
*Eclipse- adaptação cinematográfica: aqui
*Amanhecer - adaptação cinematográfica: aqui e aqui

*A Breve Segunda Vida de Bree Tanner

*Vida e Morte
*Midnight Sun

Outros títulos da autora

*Nómada
*Danças Malditas
*A Química


Opinião: Mudança. É o sentimento que retiro de Harry Potter e o Príncipe Misterioso. Por esta altura nenhum dos intervenientes nos é desconhecido. Ou alguma das relações. Estamos completamente embrenhados na história. Os factos foram expostos, as verdades contadas e o mundo mudou. No entanto, nesta sexta adaptação há um equilíbrio precário pois ora somos arrastados para o mundo dos Devoradores da Morte, ora somos levados para um mundo onde as hormonas governam os corpos e as mentes dos adolescentes; ora somos arrastados para as memórias de outros, ora choramos com a existência de um coração partido.
Mas, como na adaptação anterior, Harry Potter e a Ordem da Fénix, há perdas que não têm retorno. Enquanto que os primeiros livros foram adaptados o mais fielmente possível, à medida que a história se torna cada vez mais complexa, os pormenores são deixados de parte para seguir uma única linha temporal. No entanto, são perdas que importam, que têm um significado quer fosse para mostrar a verdadeira essência de uma personagem (Ginny Weasley), quer fosse para compreender melhor a história do feiticeiro mais negro de todos os tempos e que serve de prelúdio para as memórias que iremos ver no futuro. Em Harry Potter e o Príncipe Misterioso a forma como as recordações são apresentadas devia ocupar um lugar mais importante, deviam ter dado mais tempo para a própria explicação dos Horcruxes, para a compreensão da mente de Tom Riddle.
O equilíbrio que foi precariamente mantido desde o início, pende, finalmente, para um lado com uma morte que, para mim, era esperada, não apenas nos livros como no filme. Uma morte que faz a diferença e que, mais uma vez, nos faz esquecer as falhas porque, subitamente, somos invadidos por uma tristeza cortante. Não há mais ajuda, ou assim parece. A verdade, tão cuidadosamente escondida, surge na presença de um pedido mas somos demasiados cegos para a ver. Em Harry Potter e o Príncipe Misterioso o auge da cinematografia foi deixado para o fim. Não há dúvida de que é um excelente filme e de que é verdadeiro ao seu material original, no entanto, sinto que ainda podia ser melhor.
Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo

*Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora: 
*Morte Súbita
*Very Good Lives



Opinião: Harry Potter e a Ordem da Fénix é, na mais simples das palavras, um filme confuso. Não há palavras suficientes para descrever o quão longe está do seu material original. É claro que, sendo uma série amada mundialmente é obrigada a seguir alguns requisitos quanto à fidelidade do material mas, sendo uma adaptação cinematográfica está, consequentemente, limitada pelo tempo e, por isso, histórias secundárias como as de Neville, Snape, Lily e James, até mesmo de Petúnia, morrem no conjunto de imagens que são obrigatórias.
Não há retorno destas perdas. Elas não aparecem. Não há uma reacção dos Dursleys. Não há uma explicação por parte de Dumbledore, o grande clímax do filme é meramente a luta entre os dois maiores feiticeiros de todos os tempos, não as mortes ou as descobertas que se desvendam lentamente ao longo das duas horas de filme. Não há uma explicação para muita coisa e, como espectadores, somos deixados à deriva.
No entanto, ao mesmo tempo, Harry Potter e a Ordem da Fénix tem uma componente emocional muito forte, seja nos laços criados entre amigos, seja no amor familiar. O amor é, como no livro, um dos elementos que mais se realça e, dos oito filmes, a força que Harry usa para enfrentar a presença do Senhor das Trevas, as imagens de filmes anteriores, são, de tal modo poderosas, nostálgicas, mágicas que, por uma fracção de segundo, esquecemos as falhas da adaptação porque naquele momento, sabemos sobre o que Harry Potter realmente é. Amor. Amizade. Lealdade. Coragem.
Em Harry Potter e a Ordem da Fénix, o primeiro dos últimos quatro filmes mais negros, os personagens crescem e nós crescemos com eles. As diferenças são notórias no modo de agir e, pela primeira vez, tudo se compõe. A verdade está exposta e com ela, a magia. Para mim, é o primeiro filme onde os efeitos especiais são verdadeiramente fantásticos. Uma beleza para os olhos comuns. O aparecimento de novos personagens como Luna ou Dolores, dois pólos completamente opostos, assim como Tonks ou Bellatrix, ajudam a completar o quadro daquilo que será o fim de uma série que marcou uma geração.
Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo

*Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives