| Review | The Evolution of Mara Dyer de Michelle Hodkin

quinta-feira, 30 de novembro de 2017


Sinopse: Mara Dyer knows she isn't crazy. She knows that she can kill with her mind, and that Noah can heal with his. Mara also knows that somehow, Jude is not a hallucination. He is alive. Unfortunately, convincing her family and doctors that she's not unstable and doesn't need to be hospitalised isn't easy. The only person who actually believes her is Noah. But being with Noah is dangerous and Mara is in constant fear that she might hurt him. She needs to learn how to control her power, and fast! Together, Mara and Noah must try and figure out exactly how Jude survived when the asylum collapsed, and how he knows so much about her strange ability... before anyone else ends up dead!


#Xmas-a-Thon

Opinião: The Evolution of Mara Dyer é o segundo volume da trilogia da Mara Dyer escrita por Michelle Hodkin. O primeiro volume, The Unbecoming of Mara Dyer foi uma surpresa muito boa, possuindo tudo o que adoro num livro do género YA e The Evolution of Mara Dyer não ficou atrás. Na minha primeira review, afirmei que o plot da autora seguia a mesma linha que "uma dezena de milhares de outros livros YA" e, apesar de continuar com a mesma opinião, neste segundo volume, a autora distancia-se de livros como Twilight, Hush Hush ou Fallen. Já não são necessárias apresentações e, portanto não há se não espaço para o crescimento das personagens e para o desenvolvimento da história.
The Evolution of Mara Dyer manteve o mesmo tom negro e pesado. Este segundo livro evidencia o verdadeiro estado mental da protagonista e a autora fez um trabalho excelente ao reflectir muita dessa loucura na escrita: fosse através de descrições vagas ou de saltos temporais que não dão espaço ao leitor para confiar totalmente na narração de Mara Dyer, o que por si só, provoca um impacto tremendo na experiência de leitura. Esta forma particular de narrativa seria impensável noutro livro qualquer mas na série Mara Dyer faz sentido e contribui para a visão assustadora e paranóica da protagonista, actuando quase como uma experiência sensitiva no leitor. A insegurança sobre o que é ou não real passa para o leitor.
The Evolution of Mara Dyer é, na maior parte do tempo, um livro intenso, com uma narrativa obscura mas, também possui os seus momentos de humor e de ternura. Mais uma vez, a amizade, o amor e o ambiente familiar actuam como um personagem secundário e proporcionam alguns dos melhores momentos. Uma dinâmica que é rara na maior parte dos livros de fantasia YA onde, por norma, os encarregados de educação encontram-se mortos, desaparecidos ou ausentes. É uma mudança que é bem-vinda. O romance é intenso, real e "palpavelmente" sincero e Noah Shaw à semelhança de Mara Dyer é uma pérola da imaginação de Michelle Hodkin.
Apesar de possuir uma narrativa mais forte que o The Unbecoming of Mara Dyer, há elementos que tornam o seguimento da história mais confuso, nomeadamente uma reminiscência a um passado longínquo e intercontinental. Há, igualmente, perguntas a que faltam respostas e uma quantidade massiva de informação para decifrar e interiorizar. Mas, tal como no primeiro volume a autora mantém o leitor às escuras no que se refere à continuidade da história e os elementos mais previsíveis não se sobrepuseram aos que foram uma surpresa.
The Evolution of Mara Dyer possui, no entanto, um ponto negativo que era, na melhor das hipóteses, desnecessário. A autora usa uma quantidade excessiva de nomes depreciativos ou de expressões menos positivas para explicar ou para descrever as doenças do foro psicológico. Isto é algo que foi visível no primeiro livro mas, na sequela, escalou proporções épicas com expressões como "batshit crazy" e momentos que definiam a protagonista como demasiado especial para sofrer de alguma doença como esquizofrenia ou doença bipolar, o que mostra uma mensagem um tanto ou quanto ambígua e, sinceramente, desrespeitosa.
The Evolution of Mara Dyer é, porém, um livro com uma escrita muito própria e, apesar de ter um ritmo mais lento que o primeiro volume é uma óptima sequela que atingiu os patamares de cada uma das minhas expectativas. Para os meus compatriotas, é um inglês fácil e esta barreira linguista não deve ser um impedimento para conhecer os diamantes que são a família Dyer e Noah Shaw. Recomendo!

This was the boy I loved. A little bit messy. A little bit ruined. A beautiful disaster. Just like me.

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