Sinopse: When Mara Dyer wakes up in hospital with no memory of how she got there, or any explanation as to why the bizarre accident that caused the deaths of her boyfriend and two best friends left her mysteriously unharmed, her doctors suggest she start over in a new city, at a new school, and just hope her memories gradually come back. 
But Mara's new start is anything but comforting. She sees the faces of her dead friends everywhere and now she's started to see other's people deaths before they happen. Is she going crazy? As if dealing with all this isn't enough, Noah Shaw, the most beautiful boy she's ever seen, can't seem to leave her alone. But does he have her best interests at heart, or another agenda altogether

Opinião: The Unbecoming of Mara Dyer permaneceu intocável na minha prateleira durante meses. Por vezes olhava-o de relance, e questionava-me o porquê de não avançar na leitura. As reviews são uma mistura de cinco estrelas e de uma estrela mas, ainda assim, a sinopse continuava a deixar-me ligeiramente intrigada, motivo pelo qual comprei o livro. Por fim, decidi que estava na altura de pegar nesta beleza de 452 páginas. Algo que já devia ter feito há imenso tempo.

(Continua)

Fui com as expectativas altas. Esperava um divertimento semelhante ao que tive com Obsidian de Jennifer L. Armentrout. Estava enganada. The Unbecoming of Mara Dyer não é melhor. Mas, não é pior, pelo contrário. É a sua própria coisa. Ri-me que nem uma desmiolada. Fiquei paranóica durante alguns minutos após a leitura de algumas passagens. Entristeci-me com algumas linhas. E deixei a ternura inundar a minha mente com Noah. Sim, é verdade. The Unbecoming of Mara Dyer segue a mesma linha de uma dezena de milhares de outros livros YA. Obsidian. Twilight. Hush Hush. Fallen. Nunca os conseguiria nomear a todos. Mas, tal como já disse, é a sua própria coisa. O tom é completamente diferente de outros do mesmo género: o humor é mais negro, o próprio ambiente é mais pesado e, em termos gerais, The Unbecoming of Mara Dyer é creepy . E mais creepy ainda é a origem da história que pode ser encontrada no site da autora: aqui.  
Michelle Hodkin fez algo raro. Até mais de meio do livro, não fazia a mais pequena ideia do que iria acontecer. Sim, via o romance, algumas falas mais previsíveis, tão previsíveis como o nascer do sol. Mas, não sabia qual a direcção que o livro ia tomar e, mesmo quando faltavam 40 páginas, e depois 30 páginas e depois 20 páginas, desconhecia o final que a autora poderia dar, desconhecia o momento em que a leitura iria terminar. O que foi uma surpresa. 
Com The Unbecoming of Mara Dyer o ambiente familiar era quase uma personagem e as emoções foram muitas e a autora conseguiu fazer-me sentir a confusão da personagem principal com saltos temporais e momentos que não faziam muito sentido tendo em conta o local e a situação em que nos vimos anteriormente. Michelle Hodkin fez-me questionar sobre o que podia ser e não ser real e isso, mais do que tudo, deu comigo em doida - no bom sentido - a ausência de certeza sobre um ou outro acontecimento foram o suficiente para me levar a ler que nem uma maníaca. Não conseguia parar. A curiosidade sobrepôs-se a tudo.  
No entanto, há partes menos boas, ou defeitos - o que lhe quiserem chamar. Apesar de cruéis na sua forma de expressar as suas opiniões, as reviews menos boas, apontam para falhas que, mesmo uma pessoa como eu que adorou o livro, consegue ver. Ao longo da leitura, há personagens, como Jamie que aparecem e que vão embora consoante a necessidade da autora. Ele surge quando é necessário e vai embora, desaparecendo inclusivamente da história quando o seu papel já não é necessário. Por outro lado, para além de The Unbecoming of Mara Dyer seguir as tropes comuns, instila o ódio feminino - que infelizmente é grande parte do livro. Mara não possui amigas e, as raparigas que surgem, nada mais sentem do que inveja e ódio pelo afecto que ela recebe do hot piece of ass, do Noah.  
Há outras coisas, pequenas coisas, que aparentemente chateiam outras pessoas, aluindo ao facto de que Mara não é feminista suficiente para uma personagem principal. Mas, a minha resposta a isso é que as pessoas hoje em dia são ofendidas com muita facilidade. Nenhuma das razões foi suficientemente forte para me impedir de ler ou de desfrutar da leitura porque, credo, como aproveitei! Para aqueles que estão em dúvidas de começar, o meu conselho é que comecem! Michelle Hodkin oferece uma leitura semelhante de outras mas que é diferente ao mesmo tempo. É uma leitura dúbia em termos de familiaridade pelo que para os mais corajosos, vão ao BookDepository encomendar esta beleza.

Fix me. I can't. Why. Because you're not broken.



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