Sinopse: Todos conhecem a história profundamente dramática da jovem Anne Frank. Publicado pela primeira vez em 1947, por iniciativa do seu pai, o Diário veio a revelar-se ao mundo o que fora, durante dois longos anos, o dia-a-dia de uma adolescente condenada a uma voluntária auto-reclusão, para tentar escapar à sorte dos judeus que os alemães haviam começado a deportar para supostos "campos de trabalho".
Tentativa sem final feliz. Em Agosto de 1944 todos aqueles que estavam escondidos no pequeno anexo secreto onde a jovem habitava foram presos. Após uma breve passagem por Westerbork e Auschwitz, Anne Frank acaba então por ir a Bergen-Belsen, onde vem a morrer em Março de 1945, a escassos dois meses do final da guerra na Europa.

Opinião: O Diário de Anne Frank não é uma leitura nova para mim. O meu exemplar está mais do que usado. Era uma leitura frequente quando era mais nova mas já se passaram anos desde a última vez que o li e, embora os pormenores continuem frescos, quis relê-lo uma vez mais. Foi uma experiência de leitura completamente diferente, infelizmente baseado em factos mais do que reais, já que fui vendo vários documentários sobre o Holocausto, Anne Frank, Otto Frank  e Miep, relatos que complementaram a minha leitura, que me deram não só uma ideia do mundo exterior, como da vida daqueles que ajudaram a família Frank. Documentários que relataram o dia em que as oito pessoas que viviam no Anexo Secreto foram levadas pela SS.

(Continua)

Como classificar o Diário de Anne Frank? É impossível para mim dar outra classificação que não esta. O Diário de Anne Frank resulta do pensamento de uma rapariga de quinze anos (no final) que, embora quisesse ver o seu trabalho publicado, nunca teve oportunidade de o analisar completamente de forma crítica. E, embora infantil em alguns aspectos - devido à própria idade de Anne - é extremamente eloquente. Lembro-me de ficar espantada com a forma como Anne tinha a capacidade de colocar as suas opiniões de forma tão articulada no papel mas, a verdade é que Anne parecia destinada para a escrita porque, embora os seus erros gramaticais tenham sido corrigidos, não se alterou nenhum ponto do seu discurso.
O sofrimento e a ansiedade são visíveis através das suas palavras e, por incrível que pareça, as suas dúvidas, as suas crises, as suas mudanças, são comuns a outros milhares de pessoas. Anne Frank, para além de ser um símbolo da dor e da perda da Segunda Guerra Mundial é uma filha, uma irmã e foi uma rapariga real com as dúvidas e incertezas próprias da idade. A verdade é que mesmo passado alguns anos da minha última leitura, ainda me choca o facto de Anne Frank ter sido alguém real - seria mais fácil se não o fosse. A minha afeição pela rapariga tagarela cresce com as páginas e, por muitas leituras que faça, o final dói sempre. A morte de Anne Frank já não surpreende mas o sentimento de revolta permanece intocável.
O Diário de Anne Frank é um livro que nunca, em momento algum, deve ser esquecido. As crianças devem lê-lo e rêle-lo. Os adultos devem sentar-se com os filhos e apresentar-lhes a vida de Anne Frank pois só assim, com o conhecimento e com a compaixão que muitas das vezes é passada através das páginas, é que a história não se repete.

Alguns dos vídeos que vi:
*Amiga de infância de Anne Frank conta sobre a sua estadia no Campo de Concentração
*Anne Frank / Miep Gies - The arrest
*Hanneli Goslar speaks meeting Anne Frank in Bergen-Belsen concentration camp
*Otto Frank talks about Anne's Diary

Because paper has more patient than people. 


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