Sinopse: Um rapaz, que vivia numa casa na praia, adorava tomar banho no mar e brincar nas rochas. Um dia, após um grande temporal, ao passear pelas poças de água, descobre uma menina, com um palmo de altura, a brincar com um polvo, um caranguejo e um peixe. Era a menina do mar que lhe conta a sua história e alguns dos segredos do mar. Voltam a encontrar-se várias vezes para conversar e descobrir como as coisas da terra são diferentes das do mar; o rapaz explica-lhe o que é a saudade e a alegria e mostra-lhe o fogo, a flor e o vinho. Falhada a tentativa de a levar a descobrir como se vive na terra, aceita, bebendo uma poção mágica, descer ao fundo do mar para se encontrar com a menina. A sua terra passou a ser o mar.

Opinião: Fazendo parte do Plano Nacional de Leitura, A Menina do Mar foi um livro requisitado por professores e por progenitores pela sua simplicidade. Um livro perfeito para espicaçar em qualquer criança o gosto pela leitura, um livro que, mesmo com as suas míseras páginas é capaz de despertar o pensamento. Afinal, o que é a saudade? No entanto, sou a primeira a admitir que, quando escolhi A Menina do Mar para a minha leitura foi, pura e simplesmente, porque não me recordava, de todo, da história. Li e leram-me a história incontáveis vezes - na sala de aula ou em casa - mas, por alguma razão, o seu conteúdo nunca ficou comigo durante muito tempo ao contrário do que acontece com, por exemplo, O Principezinho.

(Continua)

Esta leitura deu-se por iniciativa de uma maratona mas sei que um dia iria rele-lo de qualquer modo. Tal como os livros de Maria Teresa Maia González, acho interessante reviver as páginas de livros que li em criança. Uma forma de tentar perceber quanto o meu pensamento evoluiu e mudou. No entanto, olhando para trás e para a leitura realizada durante o dia de hoje, exceptuando a mensagem de gostarmos de alguma coisa e não a podermos ter, A Menina do Mar não é, para mim, um livro memorável. Fui exposta a ele vezes suficiente para criar algum tipo de ligação e, mesmo relendo agora com vinte e cinco anos de idade, a sensação continua a mesma. É um livro simples e bonito mas sinto que já li melhores livros infantis, livros que me deixaram nostálgica e a pensar.

A saudade é a tristeza que fica em nós quando as coisas que gostamos se vão embora. 


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