Opinião: A Fonte Misteriosa ou Tuck Everlasting, na versão original, é um filme juvenil que descreve o acto de crescer e das mudanças que acontecem com esse crescimento (viva a redundância) uma delas sendo a percepção da morte e do que ela realmente representa. Winnifred Foster, uma rapariga naturalmente inteligente e curiosa mas protegida pelo dinheiro e pelo prestígio do seu próprio nome vê-se, de repente, no meio de uma família com um estilo de vida mais simples, mas com um segredo: os Tuck não envelhecem e não são capazes de morrer.

(Continua)

A Fonte Misteriosa é contada quase como um conto-de-fadas, a própria narração, simples e doce, mostra-nos que algo de fantástico está prestes a acontecer, que a mudança está ao virar da esquina. Não foi um livro com excessos e o mesmo acontece com a adaptação cinematográfica: tudo, desde a banda sonora, aos actores, ao ritmo da acção está em perfeita harmonia.
Mas, há diferenças óbvias entre o filme e o livro, quanto mais não seja pela idade da protagonista. No entanto, são mudanças que são bem-vindas uma vez que possibilitaram uma maior maturação nas diferentes relações e uma maior percepção da dor passado dos Tuck, o que por consequência aumenta a carga emocional que nos atropela nos últimos minutos do filme. Mas, ao mesmo tempo, ao possibilitar uma relação diferente daquela que é relatada no livro, entre uma menina de dez anos e um rapaz de dezassete, faz com que utilize uma formula já muito usada, ou seja, o romance que surge não é novidade.
À semelhança do seu material original, dá-nos uma ideia do que é uma vida não vivida, de que a morte não deve ser encarada com medo porque no fundo, faz parte de todas as coisas. A Fonte Misteriosa é um filme juvenil, uma adaptação de um clássico e que serviu o seu propósito de entretenimento, pelo que aconselho vivamente.

Don't be afraid of the dead Winnie, be afraid of the unlived life.


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