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Opinião: O fim chegou. Harry Potter e os Talismãs da Morte é, para mim, o melhor livro que J.K.Rowling nos proporcionou e Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 2 vive às suas expectativas e, ao contrário do anterior, ganha pelas cenas de acção, umas atrás das outras dando-nos pouco, ou nenhum tempo para recuperar daquilo que fomos obrigados a ver até agora. Momentos movidos pela coragem, pela inteligência e pela paixão.
Claro que é impossível negar as perdas - mais uma vez, há perdas das quais não se recupera e, infelizmente as últimas adaptações perdem pela falta de atenção aos pormenores, no entanto, ganha pela maravilha cinematográfica porque não há nenhum filme que viva para superar a minha reacção ver a Batalha de Hogwarts; não há uma banda sonora que eu aprecie mais.
Entre as perdas podemos realçar a ausência de um aprofundamento da relação de Dumbledore com a família ou com Grindewald - agora possivelmente explorado na prequela Monstros Fantásticos e Onde eles Habitam - mas, pelo contrário, a emoção que me assolou os olhos ao ver e ouvir pelo que me pareceu imenso tempo, Lily e James Potter, não tem comparação. A intensidade das interpretações, de vidas perdidas pelo egoísmo de um único homem levaram-me às lágrimas. Lord Voldemort não morre como um homem, mas como uma pedaço de papel a quem alguém deixou demasiado tempo ao lume, no entanto, as novas memórias do momento em que o mundo mudou, a morte de uns pais que deviam ter vivido para ver o filho crescer, o momento em que o amor de um personagem detestado finalmente surgiu e nos fez compreender, levam a tristeza das mudanças para outro lugar porque, embora a pequena Lily não possua os olhos do Harry e, embora grande parte das memórias se perca no constante movimento e no excesso de cor azul, a interpretação de Alan Rickman supera qualquer coisa quer nos seus gestos quer no seu diálogo porque há um amor que vive para além da morte.
No entanto, há perdas, mais concretamente mortes das quais não recuperamos e outras que aplaudimos, personagens que se tornaram queridas, mas que são obrigadas a existir para representar a perda de um filho, de uns pais, de inocentes que não deviam ter sido sacrificados, de metades que não deviam ter, em momento algum, sido separadas.
Não há um final feliz, não completamente. Como em qualquer guerra ou luta, as vidas perdidas ainda ecoam no nosso cérebro e no nosso coração e mesmo, 19 anos depois, ainda não superamos o que se perdeu. Neste epílogo, a ausência de diálogo e de interação marcou-me mais pela negativa do que pela positiva porque, embora para mim, Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 2 seja o melhor dos filmes, penso que merecia um futuro mais falado, com mais discussão e interação entre os personagens. No fundo, mais parecido com o livro. Tudo se compôs, no entanto, penso que merecia um final melhor.
Outros títulos da colecção: 
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo

*Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives


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