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Opinião: Quando a notícia de que iria haver um filme baseado no livro Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los admito que a minha primeira reacção foi de espanto e depois de confusão. Para alguém que sente que conhece bem o mundo criado por J.K.Rowling a ideia de que poderia haver um filme baseado naquelas míseras páginas que apenas descrevem criaturas atrás de criaturas, a ideia foi, em primeiro lugar, estranha. Mas Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los relata sim a forma como Newt Scamander, um nome que nos é familiar, encontrou e escreveu o livro que mais tarde iria aparecer nos manuais dos estudantes de Hogwarts e, para aqueles que como eu ficaram para lá de chocados/maravilhados com o final que J.K.Rowling nos dá com este primeiro filme, podemos apenas supor de que haverá algo muito mais interessante do que o simples conhecimento das criaturas mágicas. 
Pela primeira vez, o universo mágico encontra-se fora de Londres. Estamos nos Estados Unidos da América na década de 20, onde há todo um conjunto de novas leis, novas formas de governo, novos conceitos que temos de aprender e que nos são apresentados de forma competente nos primeiros vinte minutos de filme. A linha temporal está incrivelmente bem estabelecida, não havendo realmente tempos mortos porque mesmo as cenas sem qualquer tipo de acção mostram ou a bondade de Newt ou a diversão com as criaturas, algumas bastantes conhecidas para os mais familiarizados com o mundo de Harry Potter. 
Claro que, a magia, obviamente, estava lá, no entanto, e embora tivesse adorado este novo mundo onde seguimos, não crianças/adolescentes mas adultos - uma novidade - , senti uma imensa falta de Hogwarts. Hogwarts era, por si só, uma personagem e foi difícil ver o logotipo da Warner Bros sabendo que não iria voltar lá. Por outro lado, J.K.Rowling deu aos fãs momentos de uma incrível nostalgia, de surpresa e de choque porque, na verdade, tudo o que acontece, nós já conhecemos. 
Amores Desolados em nomes Negros. 
Um professor que possui uma elevada estima por um aluno. 
Uma criança que suprimiu a sua magia até ao ponto de ruptura. 
Dois amigos que vão acabar por lutar, mostrando no final, amor um ao outro. 
Uma varinha, a mais poderosa de todas. 
Um triângulo, com uma varinha, uma pedra e um manto. 
Uma frase: Pelo bem maior. 
J.K.Rowling deu-nos, o que nem sequer sabíamos que queríamos
Mas claro que a maior mudança foi, obviamente a liderança. Newt Scamander, um Hufflepuff de gema, é o nosso novo líder e embora se rodeie de personagens carismáticas ainda preciso de ver mais um pouco de evolução, mais um pouco de personalidade e de conhecimento - preciso de mais. E vou ter, mais quatro, aparentemente. Se fosse outra autora qualquer, ficaria ligeiramente preocupada com o conteúdo, no entanto, como é de J.K.Rowling que falamos, não tenho a menor dúvida de que será absolutamente fantástico





Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo

*Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives



Por Raquel Pereira


Opinião: Depois da opinião de Lua Nova, fiquei a fermentar nas palavras adequadas para traduzir o meu gosto por esta série. Sou a primeira a admitir que não sabia que ao rever a vida de Bella e dos seus respectivos intervenientes fosse arrastada para uma nuvem de nostalgia onde tudo parecia recompor-se com a simples ideia de um amor tão forte - quase obsessivo. Mas, a verdade é que isso aconteceu e estou a tentar estender esse sentimento ao máximo porque, no meio de tantos lançamentos e novidades, a nostalgia e a antiga alegria perde-se. Ou renova-se, depende do ponto de vista.
Eclipse é diferente. Há uma dinâmica diferente. Há uma sensação de que o fim - será? - se aproxima e de que algo maior e grandioso está para acontecer. É também o primeiro filme onde o triângulo amoroso está enraizado na nossa pele e claro que essa ideia se deve à maravilhosa interpretação dos protagonistas, no entanto, admito que a adaptação perde um pouco do humor que é, efectivamente, uma característica de Bella. Não temos acesso à sua cabeça como acontece no livro, além de que - corrijam-me se estou errada, - sinto que, em qualquer um dos filmes, inclusive, dos dois anteriores, sinto que se perde alguma coisa por exemplo, não sinto uma afinidade tão grande por Ashley Greene como Alice Cullen. Porém, qualquer um dos filmes não deixa de ser uma extensão fantástica do trabalho de Stephanie Meyer.
Pela primeira vez entramos em contacto com o passado da família de Edward, com os pensamentos mais profundos de Rosalie, com o passado do próprio Jasper e não fui capaz de deixar de desejar que personagens como Emmet ou Esme tivessem uma história mais interessante ou, pelo menos, mais explorada. Claro que ajudou os efeitos especiais, as montagens de um passado sangrento ou vingativo; imagens de uma morte violenta que nunca deveria ter acontecido logo nos primeiros minutos de filme. Para mim, uma boa adaptação acontece quando há uma extensão do mundo, o que, definitivamente foi algo que aconteceu. Os efeitos especiais, os lobos, as lutas, foram pequenos bónus no grande leque que foi as quase duas horas e meia de filme. O coração da história está lá. É o mais importante.





Outros títulos da colecção
*Crepúsculo - adaptação cinematográfica: aqui
*Lua Nova - adaptação cinematográfica: aqui
*Eclipse- adaptação cinematográfica: aqui
*Amanhecer - adaptação cinematográfica: aqui e aqui

*A Breve Segunda Vida de Bree Tanner

*Vida e Morte
*Midnight Sun

Outros títulos da autora

*Nómada
*Danças Malditas
*A Química



Por Raquel Pereira

SinopsePassaram cinco anos desde que o mundo dos Caçadores de Sombras esteve à beira da extinção.
Emma Carstairs já não é uma criança de luto, mas uma jovem guerreira determinada a descobrir quem matou os seus pais e a vingar a sua perda.
Ao lado do seu parabatai, Julian Blackthorn, Emma terá de seguir o rasto de um assassino demoníaco nas ruas agitadas de Los Angeles e no mar encantado das praias de Santa Monica, onde o amor é uma ameaça tão grande como o ódio do seu pior adversário.
Para tornar tudo ainda mais complicado, o irmão de Julian, Mark levado pela Caçada Selvagem cinco anos antes é devolvido à família como moeda de troca.
As faeries estão desesperadas por descobrir quem anda a matar os seus e precisam da ajuda dos Caçadores de Sombras. Só que o tempo, em Faerie, flui de maneira diferente, e Mark mal envelheceu e não reconhece os seus irmãos.
Conseguirá Mark ajudá-los e regressar ao seio da família? Ou será o apelo da Caçada Selvagem mais forte do que o próprio sangue?

Opinião: Eu sabia desde o momento em que coloquei as mãos neste volume que ia ser arrastada para o mundo dos Caçadores de Sombras em menos que nada; o que não me apercebi na altura, foi o quão investida emocionalmente iria ficar. Claro que, depois de As Origens já era altura de aprender que não há nada relacionado com os Caçadores de Sombras que não me faça ficar completamente viciada no espaço de minutos. 
Primeiro que tudo, fiquei extremamente surpreendida por a Editora Planeta não ter optado por traduzir o título Lady Midnight  - e ainda bem - e, em segundo lugar, sabia que, ao ainda não estar traduzido, e ao não ter optado por ler na sua língua original The Tales of the Shadowhunter's Academy, iria ser surpreendida. Sabia que isso iria ser um dado adquirido. Mas admito, se pudesse voltar atrás, não o teria feito à mesma
A surpresa, os gritos e os guinchos com cada referência às personagens de Os Instrumentos Mortais, as novidades relacionadas com a vida de Magnus, Alec, Clary, Simon, Jace, Isabelle e mesmo com Will, Jem e Tessa, para mim, são pequenos chocolates que me atiram à cara quando estou a morrer de fome. É algo simultaneamente nostálgico e estranho porque, de certa maneira, conhecemos aquelas personagens, conhecemos o seu passado e o seu coração por termos passado tantas horas a ler cada uma das páginas dos seus maravilhosos livros, pelo que é um pouco surreal ler algo, do ponto de vista de outra personagem onde Jace Herondale e Clary Fairchild são descritos como os melhores Caçadores de Sombras e que, aparentemente à, algures no Mundo das Sombras, quadros a retratar a sua história. 
Em Lady Midnight é a primeira vez que temos uma protagonista com um conhecimento mais do que provado do Mundo das Sombras; enquanto Clary era uma Mundana e Tessa uma Habitante do Mundo-à-Parte, Emma é uma das melhores guerreiras. Ela conhece o mundo e sabe como é que ele funciona mas, mesmo assim, a autora dá-nos mais conhecimento sobre o mundo das fadas, sobre os mercados negros, sobre as próprias leis, sobre a existência de uma Scholomance e de Centuriões. É quase como se nos fosse apresentado uma versão melhorada de um mundo que já conhecíamos, mas que parece, ao mesmo tempo, novo. 
Para além disso, já conhecíamos Emma, assim como a família Blackthorn e, para aqueles que como eu navegam pela blogosfera era impossível não ter conhecimento de qual seria, desta vez, o romance proibido e, embora ainda não perceba como é que vamos sair desta, é simpático saber finalmente o porquê de os parasitai não se poderem apaixonar. Mas, cinco anos passaram e as mudanças são visíveis e, apesar de Emma ter adquirido muito da personalidade de Jace e de Will, Julian é a sua própria personagem cuja principal característica - assustadora - é a capacidade de fazer - literalmente - o que for preciso pela sua família; incluindo incriminar alguém inocente, mentir, e um leque de outros feitos não desculpáveis pelo medo. Julian é alguém muito interessante, com gestos maravilhosos mas, ao mesmo tempo, horrorosos. 
Em Lady Midnight admito que, apesar de estar 100% emocionalmente investida não senti uma conecção tão pessoal como quando li, pela primeira vez, o Anjo Mecânico e penso que parte disso deve-se ao facto de, até certo ponto, a familiaridade com a escrita da autora permitiu-me prever, até dado momento, o desfecho e as decisões da protagonista, muito ao estilo William Herondale ou até mesmo Jace Herondale - definitivamente Emma deve ter herdado algum sangue Herondale porque o dramatismo e as más decisões correm no sangue daquela família
algo de maravilhoso em voltar a este mundo que é um dos meus preferidos, sem qualquer tipo de dúvida. E ajuda o facto de Cassandra Clare ter uma escrita maravilhosa e de, aqui e ali, dar-nos algo que nos recorda os bons tempos que passámos e de que as personagens pelas quais nos apaixonámos há tanto tempo ainda existem e cujas vidas avançam felizes, umas mais do que outras. E o último capítulo é um excelente exemplo disso e, embora preveja muitos ataques cardíacos e choques no futuro fico feliz por poder continuar. 




Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aquiadaptação televisiva aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5


Por Raquel Pereira.


Opinião: A primeira coisa que deve ser dita para qualquer alma que leia as minhas palavras é: Outlander é uma experiência maravilhosa. Fui acompanhando os primeiros episódios da série à medida que ia avançando na leituras das 772 páginas que é o tesouro que Diana Gabaldon nos proporcionou. Ao fazê-lo, tive um imensa facilidade a entrar numa história onde nomes da mesma família se misturam, onde há todo um clã numeroso de figuras, cada uma mais especial do que a outra. As personagens ficam-nos presas na mente e as suas expressões tornam-se familiares para nós o que facilitou imenso a imersão na Escócia do século XVIII - conseguia distinguir rostos, familiarizar-me com a localização e com nomes que me eram completamente desconhecidos. 
Mais uma vez, repetindo as palavras da minha opinião em relação ao livro, não sou a maior entusiasta de viagens temporais, pelo contrário, visto que acredito que abrem um leque de questões que preciso de ver explicadas - não sou alguém que lida de forma saudável com pontas soltas mas, citando as minhas próprias palavras, em Outlander a diferença entre o passado, presente e futuro basicamente junta-se num só e algo que Diana Gabaldon faz muito bem é diferenciar cada um deles, dar-lhes uma espécie de "contentor" a cada uma das vidas e depois junta-as, mantendo, ainda assim, a individualidade de cada uma
Mais do que uma vez escrevi que, uma adaptação, seja ela cinematográfica ou televisiva deve ter em consideração o coração da história, deve servir como uma extensão do mundo, mostrar coisas que de outra forma não teríamos conhecimento e, em Outlander - Nas Asas do Tempo, ao seguir única exclusivamente a linha de Claire, perdemos muito do que se passa nos tempos actuais (1945). Contudo, a sua adaptação ganha pontos ao explorar a procura de Frank, o seu desespero em encontrar a mulher, as informações que ele próprio recebe, as suas decisões que certamente vão afectar o futuro. Outlander dá-nos mais do que aquilo que pensávamos que queríamos, dá-nos um passado e um futuro; dá-nos uma sensação de emoção, amor e horror ao mesmo tempo; faz-nos querer agarrar numa almofada e chorar, como rir desalmadamente. Ao contrário de outros do mesmo género, senti que pertencia à Escócia do século XVIII que, como Claire era capaz de atravessar aquelas paisagens deslumbrantes; durante quase uma hora - a duração de cada episódio - senti que estava com Claire. É uma sensação que tive de fazer perdurar, parando um pouco depois do décimo segundo episódio. Foi, a primeira vez, que tive de forçar a minha vontade. Não queria ver mais. Queria guardar para mais tarde quando o tempo ficasse chuvoso e as tardes mais curtas. Outlander é fiel ao seu coração e, como Diana Gabaldon consegue transmitir no livro, a série não falha ao demonstrar com bastante realismo as cenas, não só de amor, como de horror e, pela primeira vez - também, - vi-me a fechar os olhos e a deixar de ouvir, principalmente nos últimos dois episódios onde a minha memória, infelizmente, não me falhou porque queria esquecer que aquilo acontecia. Tal como no livro, vi-me incapaz de continuar sem fazer uma pausa. 
Tive e a fazer. 
Não conseguia ver mais nada para além da água que se formava nos meus olhos. 
Não conseguia ouvir mais nada para além dos guinchos de horror que me saiam da garganta.
Durante dezasseis episódios, que devem rondar mais ou menos dezasseis horas - pelo que se não tiverem nada para fazer podem sempre apoiar-se numa maratona de Outlander, - vi-me forçada a apaixonar, a rir, a chorar e a gritar de medo. Algo me dizia que, assim que colocasse um olho no mundo de Diana Gabaldon não iria ser capaz de sair. Estava certa. Claro que a interpretação de Catriona Balfe, Sam Heaughan e Tobias Menzies ajudaram - e muito. Três actores f-a-n-t-a-s-t-i-c-o-s, com especial destaque para a protagonista que me fez sentir cada uma das suas emoções. Podia continuar o dia todo a escrever sobre o quanto adorei cada segundo mas é daquelas coisas, - é preciso ver para querer.
Outros títulos da colecção: 
*Nas Asas do Tempo - adaptação televisiva aqui
*A Libélula presa no Âmbar 
*A Viajante
*Tambores de Outono
*The Fiery Cross
*A Breath of Snow and Ashes 
*An Echo in the Bone 
*Written in my on Heart's Blood


E este mês de Outubro foi muito especial - pela primeira vez participei numa maratona literária com um conjunto de pessoas que partilham do mesmo gosto - a mesma paixão - pela literatura. Sendo o mês de Outubro, os arrepios e os medos não foram esquecidos. Podem sempre ver o plano da maratona aqui para verem o quanto falhei, - com orgulho
Neste mês de Novembro, espero conseguir aumentar o número de leituras - embora esteja difícil - para pelo menos conseguir atingir o desafio do Goodreads e aprender uma coisa nova aqui e ali; além de que vão se lançados dois livros das minhas duas séries preferidas. Vamos lá ver como corre! 




Por Raquel Pereira.