Sinopse: Noemi é fã de cinema e séries de acção e aventura. Mas nunca imaginou que ela própria faria o papel de uma dessas personagens que de um momento para o outro vêem a sua vida normal dar uma volta de 180 graus. De uma forma pouco ortodoxa descobre que é um Anjo, uma Guerreira ancestral renascida e que, numa dimensão paralela à da Terra, existe um mundo mágico regido por uma Deusa: Orbias. 
Mas Noemi não terá apenas de lidar com os seus novos poderes e responsabilidades. Terá também de se confrontar com perigos e emoções aos quais não estava habituada, especialmente um sentimento em relação a Sebastian, um orbiano sedutor... Conseguirá ela superar a sua fragilidade e conflitos interiores para salvar os dois mundos da destruição

OpiniãoHá um momento durante a leitura em que percebemos que ultrapassámos um qualquer muro invisível; um muro que separa a certeza da qualidade de um livro para a incerteza quanto àquilo que temos efectivamente à nossa frente. Em Orbias - As Guerreiras da Deusa é-nos apresentado um mundo fantástico repleto de possibilidades; há uma boa ideia; há uma potencialidade para excelência que o autor, na minha opinião, desperdiça.
Infelizmente, não gostei. Neste primeiro volume, somos apresentados a um leque de personagens infantis e que, apesar da ideia primordial ser fantástica, não chega para disfarçar os discursos apatetados - "Para proteger os inocentes e indefesos de criminoso como tu, chega o Anjo da Luz Resplandecente". A verdade é que até poderia ser aceitável caso se tratasse de um livro direcionado para um público infantil mas trata-se de palavras proferidas pela boca de uma protagonista universitária que se assemelham a um discurso saído directamente de um episódio das "Navegantes da Lua" cujas comparações são impossíveis de passar despercebidas - seja pelos discursos, seja pelas mudanças de roupa aquando a transformação, seja pelos braços que são usados para o transporte entre os dois mundos.
Para além disso, a própria escrita é muito infantil e muito pouco dada ao leitor. Pareceu-me mais um registo das emoções que cada uma das personagens devia sentir. Foi muito impessoal, por mais aprofundada que fosse a emoção ou o sentimento e, mesmo a própria caracterização das seis guerreiras e restantes companheiros foi fraca. O excesso de palavras como "lolita", de expressões de pudor da protagonista quase repetidas face às acções de duas outras personagens, cansou. Do mesmo modo, o romance instantâneo foi forçado. Para mim, a não ser que se trate de um livro juvenil que retrata uma paixoneta e não um "amor grandioso" não pode ter no mesmo parágrafo "Estava raivosa com Sebastian, já não o suportava, mesmo só o conhecendo há horas! (...) Estava irritada porque ele tinha feito com que estivesse completamente e perdidamente...apaixonada por ele!". Não. Não quando se trata de uma jovem adulta.
Orbias - As Guerreiras da Deusa acentua algo que começo a ver como obrigatório nos livros de fantasia escritos por autores portugueses: por muito infantil que o diálogo possa ser, por muito irreal que as personagens possam parecer, há sempre, sempre, uma cena de sexo para mostrar que afinal é um livro adulto, com personagens maduras e com uma vida sexual activa. O final, confuso, pouco serviu para aumentar o meu gosto. Talvez funcionasse se a história não fosse contada na primeira pessoa, assim pouco mais serviu do que para aumentar a sensação de que me escapou algo de essencial. Senti-me acéfala.
Atenção, não critico o autor mas sim Orbias - As Guerreiras da Deusa. Tive oportunidade de ler um conto do autor para uma antologia publicada pela Editorial Divergência e foi, sem sombra de dúvidas, um dos meus favoritos. A qualidade deste material em especifico é que não despertou nenhuma atenção. Talvez pela minha idade, por não ser facilmente levada por amores instantâneos, ou amizades rápidas, a verdade é que não consegui identificar-me com a escrita do autor. Era demasiado simples e infantil e, por uma vez ofensiva. Não consigo concordar com "a depressão" como uma "doença da moda" ("Porém, o mais grave era a depressão, a doença da moda, nomeadamente nos jovens"). Tenho o segundo volume e faço intenção de o ler na esperança de alguma espécie de melhoria.
Outros títulos da colecção
*Orbias - As Guerreiras da Deusa 
*Orbias - O Demónio Branco



OpiniãoNão tive oportunidade de ler Inferno antes da sua estreia pelo que o meu conhecimento era nulo. Não havia sequer suposições que pudesse fazer. O meu único ponto de familiaridade foi Robert Langdon e o seu incrível trabalho, assim como as suas pequenas peculiaridades que sempre me aqueceram o coração (relógio Mickey). Uma interpretação familiar por Tom Hanks de filmes como O Código Da Vinci e Anjos e Demónios em conjunto com o talento de Felicity Jones de A Teoria de Tudo.

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OpiniãoLua Nova não é, nem de longe nem de perto, o meu livro/filme preferido, pelo contrário. A ausência de um dos elementos - embora necessária, para a criação de um estrutura que fizesse o mínimo sentido e que fosse realista - marcou a minha experiência pela negativa. A verdade é que este segundo filme, como o seu livro homónimo, é marcado por um tom extremamente deprimente, sinónimo do vazio, da dor, da perda da própria protagonista e aqui, a interpretação de Kristen Stewart como Isabella Swan marcou vários pontos. Não havia simplesmente uma falta de acção, mas um desinteresse pela vida que a actriz passou para os espectadores - pelo menos, para mim. O ritmo do filme não é diferente dos livros de Stephanie Meyer, pelo contrário - cada acontecimento, cada ponto, acontece no momento certo, havendo um paralelismo com o seu material de origem - complementam-se bastante bem, com a adição de cenas que expandem a história, nomeadamente a linha temporal de Harry Clearwater e o que motivou o seu fim.
Em Lua Nova, algum do exagero que foi retratado no primeiro filme, desapareceu. O excesso de olhares, provocado quer pela mudança de director e, portanto de visão artística, quer pela ausência de um dos elementos, desapareceu e, de repente, somos apresentados a um núcleo de personagens mais "desenvolvidos" e com uma relação mais "madura". Claro que, aqui e ali, há pequenos clichês, pequenas entradas com uma sonância ridícula que, apesar de idiotas, não removem a alegria da experiência.
Lua Nova é, igualmente, o primeiro filme onde os efeitos especiais são, efectivamente necessários; afinal, somos apresentados a novas personagens, a novas lendas e, de repente, a utilização do CGI é fundamental; utilização que podia, com facilidade, passar para o lado do exagero, para o falso, para o irreal. No entanto, não é o que acontece. O aparecimento dos lobos, a forma como aparecem fazem, de tal modo parte da história que não podiam correr o risco de fazê-lo mal; mas, por outro lado, as visões, o súbito aparecimento provocado pela adrenalina, não seguiu pelo mesmo caminho.
Neste segundo filme, quer fosse pela preferência do director, quer fosse pela presença dos lobos, subitamente, o azul característico do primeiro filme desapareceu e somos apresentados a uma enorme quantidade de castanho, que desaparece apenas perto do fim quando estamos na presença fria, distante e cruel dos Volturi, os antagonistas da obra que fazem a sua aparição pela primeira vez e, sinto que devo realçar a interpretação de cada um dos elementos pela presença forte, pela forma como deram vida a personagens cuja moralidade é bastante questionável, nomeadamente Dakota Fanningan como Jane. Bravo.

Outros títulos da colecção: 
*Crepúsculo - adaptação cinematográfica: aqui
*Lua Nova - adaptação cinematográfica: aqui
*Eclipse- adaptação cinematográfica: aqui
*Amanhecer - adaptação cinematográfica: aqui e aqui

*A Breve Segunda Vida de Bree Tanner

*Vida e Morte
*Midnight Sun

Outros títulos da autora

*Nómada
*Danças Malditas
*A Química


Sinopse: A vida de Rose Hathaway nunca mais será a mesma... O recente ataque à Academia de São Vladimir devastou por completo o mundo dos Moroi. Muitos morreram e os poucos que foram levados com vida pelos Strigoi esperam um destino ainda pior... Porém, apenas uma vítima importa: Dimitri Belikov. Rose vai ter de escolher entre cumprir a sua promessa e proteger Lissa - a sua melhor amiga e a última das princesas Dragomir - ou abandonar a Academia e dar caça ao homem que ama. 
Deverá Rose ir até ao fim do mundo para encontrar Dimitri e cumprir a promessa que lhe suplicou que fizesse? Terá ela força para destruir Dimitri ou sacrificar-se pela oportunidade de um amor eterno?

OpiniãoTive demasiado tempo afastada da vida de Rose mas, a verdade é que com o final de O Beijo das Sombras e o afastamento iminente da Academia de São Vladimir a minha motivação para continuar a leitura diminuiu um pouco. Por algum motivo - talvez a minha personalidade adolescente a vir ao de cima - para além da protagonista, e do próprio universo, o ambiente escolar, as intrigas infantis e as descobertas relacionadas com a idade, fazem parte da minha lista de coisas preferidas, talvez por me recordarem - com alguma distância, - da história do meu feiticeiro favorito. No entanto, face a um desafio para o mês de Outubro, a sorte colocou A Promessa de Sangue novamente na minha lista.
E como valeu a pena.
Em A Promessa de Sangue o ambiente é obrigatoriamente diferente. Depois dos acontecimento do terceiro volume damos por nós no meio de uma turbulência de emoções que vão desde perda, à surpresa, culminando por uma sede de vingança. Subitamente somos arrastados para locais completamente diferentes e estranhos mas, ao mesmo tempo, familiares - o que nem sempre é positivo.
Neste quarto volume, ao mesmo tempo que seguimos a jornada de Rose, vemos pelos seus olhos, a vida de Lissa e é aqui que a familiaridade dos primeiros volumes vem ao de cima. Os acontecimentos que Rose vê, as mudanças na Moroi Dragomir, o próprio núcleo de amigos com quem, de repente, se vê rodeada, traz-nos recordações e, de repente somos capazes de prever exactamente o que vai acontecer nesta metade da história. Richelle Mead não nos deu grandes surpresas no que toca à última descendente de uma das doze casas reais.
Mas, por outro lado, os passeios de Rose, deu pouco espaço para adivinhações. Cada pedaço de leitura foi movido por um sentimento de perda e, a falta de Dimitri, sentiu-se em cada uma das páginas; assim como a tristeza. A acção e as descobertas decorrem de forma igualmente familiar e, apesar do espaço de meses entre a leitura do terceiro volume, não tive qualquer dificuldade em acompanhar a história e, mesmo as novas personagens como Sydney e Abe encaixaram-se na perfeição no tom da história de Lissa e de Rose; embora uma mais surpreendente do que outra. No entanto, de todos, não é o meu favorito, pelo contrário. A falta de algumas personagens e mesmo a previsibilidade de, pelo menos, metade da história removeram algum do mistério e da aura de surpresa que sempre rodeou o universo criado por Richelle Mead.
Outros títulos da colecção
*Academia de Vampiros
*Beijo Gelado
*O Beijo das Sombras
*Promessa de Sangue 
*Spirit Bound
*Last Sacrifice

*Bloodlines
*The Golden Lily
*The Indigo Spell
*The Fiery Heart
*Silver Shadows
*The Ruby Circle

Outros livros da autora
*Soundless


OpiniãoLembro-me que, aquando a leitura, fiquei absolutamente maravilhada com o mundo criado pelo autor, Ransom Riggs e a simples ideia de que havia um conjunto de crianças enclausuradas numa ilha quase deserta com características peculiares atraiu-me quase tanto como as fotografias que marcavam a leitura de tantas em tantas páginas. A verdade é que adoro o peculiar pelo que Ransom Riggs criou o livro perfeito. Mas, quando houve a notícia de que iria, efectivamente, haver uma adaptação cinematográfica, fiquei imediatamente de pé atrás, ainda traumatizada pelas experiências de Insurgente e mais tarde de Convergente, no entanto, ao entrar na sala de cinema, passados alguns minutos, deixei os meu receios de parte.
A verdade é que as semelhanças são muitas e, vendo através de uma perspectiva distante, visto que li o livro há alguns meses, está parecido com o que visionei na minha mente. Os personagens assemelham-se ao transcrito bem, excepto duas. Emma e Olive. Seria impossível escrever uma opinião sem falar do "elefante na sala". Uma troca que me deixou de tal modo confusa que dei por mim a tentar perceber o que raio se tinha passado e, apesar do talento de cada um dos actores na sua interpretação, nomeadamente Asa como Jacob e Eva Green como Senhora Peregrine, sempre que Olive/Emma aparecia, só conseguia pensar:
Devias ter oito anos, estás na capa do livro, porque é que és o interesse amoroso?
Qual é o propósito desta mudança?
O Lar da Senhora Peregrine para Crianças Peculiares é - obviamente - um filme adequado para o director visionário Tim Burton, no entanto, admito que apesar de ter gostado - bastante - não senti os calafrios que me atravessaram com a leitura, ou a negritude que envolvia cada uma das personagens. Os efeitos especiais estavam bem, apesar de não serem muito realistas, havendo um claro exagero. Havia demasiada cor e, mesmo nos piores momentos, demasiado humor. Para ser completamente honesta, esperava algo mais negro e assustador.
Outros livros da colecção: 
*Cidade Sem Alma
*Library of Souls


SinopseA Dama Pé-de-Cabra, conto que dá título ao livro, conta a história de um nobre senhor que, ao encontrar na serra uma dama, por ela se perde de amores; mas a dama não é quem parece ser e muito terá o nobre de sofrer em consequência das suas escolhas. Um conto misterioso, intrigante, marcante pelo tom com que é apresentado (quase como uma história contada em voz alta) e onde os elementos sobrenaturais são soberanos.

OpiniãoNao sou muito dada a lendas, no entanto, aquelas que me captaram a atenção não são, de modo nenhum, nacionais. Se me perguntarem, penso que sou capaz de conhecer uma dúzia a mais de lendas internacionais do que propriamente portuguesas pelo que quando surgiu a oportunidade de ser apresentada ao conhecimento popular criado por Alexandre Herculano, não hesitei. Tinha várias ao meu dispor, apesar do tempo ser escasso para lê-las a todas, pelo que fui por aquela cujo nome me chamou a atenção: A Dama Pé-de-Cabra.
Não posso dizer que tenha gostado, pelo contrário. Como a outra dizia, acredito que cada lenda tem o seu quê de verdade, um ponto ou outro que seja verdadeiro, mas é difícil de apreciar algo onde as mulheres são sempre representadas como uma figura do mal. Há sempre uma bela dama que leva os homens ao desastre. Se há algo que me faz revirar os olhos, é a noção de que as mulheres são fruto do Belzebu.
Para além disso, houve uma constante mudança do narrador, para o filho, para o padre, para outras histórias contadas por meia dezena de vozes diferentes. Um passa a palavra que não me encantou por aí além, pelo contrário. Só me deixou mais confusa. E embora algum tópicos fossem conhecidos pelas intermináveis aulas de história, a verdade é que a lenda não deixou nenhum tipo de recordação para o futuro. Não houve um: e por isso, todos os dias, há quem oiça uma bela dama a cantar na floresta, junto a um belo cavalo. Não houve nada que deixasse uma memória positiva para além do facto de agora saber o que é uma clepsidra e do meu vocabulário ter aumentado um pouco mais.
Outros títulos da colecção
*A Destruição de Áuria
*O Alcaide de Santarém
*A Dama Pé-de-Cabra: Romance de um Trovador
*O Bispo Negro
*A Morte do Lidador
*O Emprazado
*O Mestre Assassinado: Crónica dos Templários
*Arras por Foro de Espanha
*O Castelo de Faria 
*A Abobada
*Mestre Gil
*Três Meses em Calicut 
*O Cronista


Sinopse: No último dia de Fallon em Los Angeles, a sua vida cruza-se com a de Ben e os dois apaixonam-se perdidamente. A química que os une é tão forte e incontrolável que, apesar de Fallon estar a caminho de Nova Iorque, os dois promete encontrar-se novamente.
Durante cinco anos, sempre no dia 9 de Novembro, Fallon e Ben encontram-se para construírem a sua história de amor, entre as várias relações e atribulações das suas vidas separadas.
Apesar de só estarem untos uma vez por ano, os dois envolvem-se cada vez mais e partilham um amor pleno de entrega, paixão e intensidade, capaz de os transformar e de sarar cicatrizes profundas.
Fallon descobre que Ben carregou um enorme segredo durante cinco anos. O choque e a desilusão tomam conta do coração da jovem, devastada com a possibilidade de tudo ter sido uma farsa.
Estarão os dois preparadas para aceitar que as histórias de amor nem sempre têm um final feliz? Ou será Fallon capaz de perder o homem que ama?

OpiniãoPara os mais familiares com os meus gostos, a fantasia prevalece sobre qualquer outro género literário. Sou uma rapariga que adora um mundo fictício, com criaturas que não existem e protagonistas que são obrigadas a lutar pelas suas vidas ou por um ideal. No entanto, ocasionalmente, aparece um livro contemporâneo capaz de me colocar de joelhos, enrolada em mim própria, com o coração nas mãos - 9 de Novembro foi um deles. Colleen Hoover possui um dom. A sua escrita é extremamente introspectiva, fácil de ler e de nos deixar embrenhar na história. Ansiei por cada novo 9 de Novembro com a mesma intensidade que os protagonistas. Precisava de saber o que acontecia. Era quase comparável à minha necessidade por ar.
Foi a minha primeira experiência com a autora. Os seus outros trabalhos a meio que me passaram ao lado, pelo que quando li a premissa de 9 de Novembro, soube que tinha de o ler. Um amor que acontece apenas num único dia, durante escassas horas mas que de alguma forma deixa uma marca para os restantes 365 dias. O amor instantâneo, como a autora, abomina no livro, resulta. Estas duas personagens, ligadas de uma forma que elas próprias desconhecem até um final bombástico que não deixa espaço para a imaginação - surpresa atrás de surpresa e, quando pensei que as coisas más já tinham passado, eis que aparece a bomba que destrói cada pedacinho que ainda se esforçava por unir.
É uma bonita história de amor, contada a partir da perspectiva de dois personagens igualmente belos. Tanto Fallon como Ben possuem características que os tornam apelativos ao leitor. Para mim, os diálogos foram um bónus, quase tão bons como as próprias descrições. Ben conquistou-me com as suas palavras, Fallon com a sua coragem. No entanto, conhecemos igualmente outros intervenientes e, embora seja uma história centrada nos dois protagonistas, há uma sensação de pertença e de família.
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Sinopse: À medida que a cidade de Seatle é devastada por uma série de misteriosas mortes e uma vampira maliciosa continua com os seus planos de vingança, Bella encontra-se mais uma vez rodeada pelo perigo. No meio de tudo isto vê-se forçada a escolher entre o seu amor por Edward e a amizade com Jacob - sabendo que a sua decisão tem o poder de reacender a luta intemporal entre vampiros e lobisomens. Com o fim da escola a aproximar-se velozmente, Bella tem mais uma decisão a tomar: a vida ou a morte. Mas qual é qual?

OpiniãoPara além do último volume, Eclipse é provavelmente o meu preferido. Enquanto que em Crepúsculo são apresentadas as personagens que moveram toda uma legião, em Lua Nova deparamos-nos com um afastamento com o qual ninguém contava pelo que os elos que ligam a protagonista nunca estiveram tão fisicamente presentes como em Eclipse e, se há coisa que Stephanie Meyer faz bem feita, é realmente a construção de triângulos amorosos credíveis - exceptuando Cassandra Clare cuja escrita e personagens me arrebatam, ainda hoje, a mente e o coração.
A verdade é que a escrita da autora não difere significativamente dos dois últimos volumes e a autora continua a mostrar-se fantástica na descrição das emoções - por vezes contraditórias - de Bella, nomeadamente nas últimas páginas onde os sentimentos são, finalmente, revelados. Não posso dizer que tenha saído imune às palavras, pelo contrário: mesmo sabendo o desfecho, mesmo sabendo os acontecimentos, continuei a sentir-me como uma adolescente fascinada, comovida pelas decisões e pela acção de Eclipse.
É também o volume onde aprendemos mais. De repente e, uma vez que conhecemos cada um dos intervenientes, somos apresentados à sua história e, num abrir e fechar de olhos, personagens como Rosalie ou Jasper, passam de meros adornos a alguém com os quais nos preocupamos; do mesmo modo, conhecemos novos intervenientes, como Leah, cuja história é de cortar o coração e de repente, somos levados para um núcleo de personagens cujo coração e motivações já não nos são desconhecidas e ficamos de tal modo embrenhados na leitura que o tempo passa sem darmos conta, aprendendo sobre lendas há muito esquecidas e ansiando pelo fim.
Além de que em Eclipse se há algo que eu absolutamente adoro neste terceiro e penúltimo volume é a forma como acaba. Não há falta de um acontecimento, nada que indique o que vai e o que não vai acontecer em Amanhecer. Não temos qualquer tipo de aviso para o quarto volume porque, tecnicamente, a maior ameaça desapareceu e, portanto, não há qualquer espécie de catalisador para uma possível catástrofe. Stephanie Meyer deixou os seus leitores muito bem presos, ansiosos e ignorantes. Tudo o que uma boa autora deve fazer, afinal, ninguém disse que a vida de leitor era fácil.
Outros títulos da colecção
*Crepúsculo - adaptação cinematográfica: aqui
*Lua Nova - adaptação cinematográfica: aqui
*Eclipse- adaptação cinematográfica: aqui
*Amanhecer - adaptação cinematográfica: aqui e aqui

*A Breve Segunda Vida de Bree Tanner

*Vida e Morte
*Midnight Sun

Outros títulos da autora

*Nómada
*Danças Malditas
*A Química


Agora com o desafio do Goodreads reduzido a 75 livros, as leituras parecem estar a chegar a bom porto e, apesar de estar 8 livros atrás do objectivo, sinto que vou ser capaz - não querendo agoirar, ou coisa parecida
Mais uma vez, senti que não houve tempo para quase nada e dou por mim, muitas vezes, a perguntar para onde é que foi o tempo, no entanto, ainda consegui passar umas boas horas por entre as páginas da vida de Lou, uma rapariga amorosa com um gosto peculiar por roupas, de Landon, um rapaz que descobre pela primeira vez o significado de amor; assim como por entre dois mundos com personagens imortais mas, cujo universo é infinitamente distinto
Mas, posso dizer que mal posso esperar por Outubro, visto que vou participar na Spook-A-Thon, cujos livros podem ver aqui. Enquanto Outubro não chega, aqui estão as leituras do final do verão.  


Por Raquel Pereira.