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Opinião: Harry Potter é, para mim, um sinónimo de infância - de nostalgia. É-me impossível lembrar um tempo em que a história do Rapaz que Sobreviveu não habitasse a minha imaginação e, talvez por estar tão familiarizada, nunca senti a necessidade de rever com frequência cada uma das suas adaptações, embora os possua a todos e tenha ido à maioria das estreias, muitas das vezes à meia-noite. No entanto, na sequência de um desafio proposto pelo grupo Tuga-A-Thon no Facebook - aqui - decidi que já era altura de rever cada um dos oito filmes que fazer parte do universo Harry Potter. 
Harry Potter e a Pedra Filosofal é o primeiro de oito e pela primeira vez - sim, vou adicionar primeiras vezes, - vi a versão mais extensa com cenas que não apareceram na versão original; cenas que adicionaram mais ao filme, que dão mais conteúdo e mais expansão
Para mim, a mais icónica, aquela que estabelece a amizade entre o Golden Trio, após a derrota do Troll na casa-de-banho das raparigas do primeiro andar quando, após a reprimenda/parabéns da líder dos Gryffindor, Hermione agradece aos rapazes, ao qual Ron responde: Para isso é que servem os amigos. Uma cena que devia, obrigatoriamente, aparecer na versão a que a maioria das pessoas tem acesso. 
Foi igualmente a primeira vez que vi o filme sem legendas e posso afirmar que foi completamente diferente. As legendas são, apercebi-me agora, uma enorme distracção. Nunca estive tão concentrada nos pormenores, tão atenta às expressões faciais, à qualidade da actuação, às flutuações de voz, como agora. 
Este primeiro filme é a nossa introdução à magia e, em comparação com os seus companheiros, os efeitos são mais pobres mas aceitáveis para o ano em questão. Um clássico, diriam alguns. Para mim, Harry Potter e a Pedra Filosofal ganha mais pelas interpretações do que pelas cenas de magia seja no Quidditch, na floresta negra, ou nas salas de aula porque, embora cada cena pudesse ser melhorada a cem vezes nos dia de hoje, são as cenas simples como a do espelho de Erised que me partem o coração e me transportam directamente para o ano 2001. 
Devemos ser críticos naquilo que gostamos mas, por vezes, devemos dar-nos ao luxo de apenas gostar, rindo com as cenas menos boas, mas apreciando ao mesmo tempo aquelas que são pura e simplesmente maravilhosas.





Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo

*Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives



Por Raquel Pereira

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