SinopsePassaram cinco anos desde que o mundo dos Caçadores de Sombras esteve à beira da extinção.
Emma Carstairs já não é uma criança de luto, mas uma jovem guerreira determinada a descobrir quem matou os seus pais e a vingar a sua perda.
Ao lado do seu parabatai, Julian Blackthorn, Emma terá de seguir o rasto de um assassino demoníaco nas ruas agitadas de Los Angeles e no mar encantado das praias de Santa Monica, onde o amor é uma ameaça tão grande como o ódio do seu pior adversário.
Para tornar tudo ainda mais complicado, o irmão de Julian, Mark levado pela Caçada Selvagem cinco anos antes é devolvido à família como moeda de troca.
As faeries estão desesperadas por descobrir quem anda a matar os seus e precisam da ajuda dos Caçadores de Sombras. Só que o tempo, em Faerie, flui de maneira diferente, e Mark mal envelheceu e não reconhece os seus irmãos.
Conseguirá Mark ajudá-los e regressar ao seio da família? Ou será o apelo da Caçada Selvagem mais forte do que o próprio sangue?

OpiniãoEu sabia desde o momento em que coloquei as mãos neste volume que ia ser arrastada para o mundo dos Caçadores de Sombras em menos que nada; o que não me apercebi na altura, foi o quão investida emocionalmente iria ficar. Claro que, depois de As Origens já era altura de aprender que não há nada relacionado com os Caçadores de Sombras que não me faça ficar completamente viciada no espaço de minutos.
Primeiro que tudo, fiquei extremamente surpreendida por a Editora Planeta não ter optado por traduzir o título Lady Midnight - e ainda bem - e, em segundo lugar, sabia que, ao ainda não estar traduzido, e ao não ter optado por ler na sua língua original The Tales of the Shadowhunter's Academy, iria ser surpreendida. Sabia que isso iria ser um dado adquirido. Mas admito, se pudesse voltar atrás, não o teria feito à mesma.
A surpresa, os gritos e os guinchos com cada referência às personagens de Os Instrumentos Mortais, as novidades relacionadas com a vida de Magnus, Alec, Clary, Simon, Jace, Isabelle e mesmo com Will, Jem e Tessa, para mim, são pequenos chocolates que me atiram à cara quando estou a morrer de fome. É algo simultaneamente nostálgico e estranho porque, de certa maneira, conhecemos aquelas personagens, conhecemos o seu passado e o seu coração por termos passado tantas horas a ler cada uma das páginas dos seus maravilhosos livros, pelo que é um pouco surreal ler algo, do ponto de vista de outra personagem onde Jace Herondale e Clary Fairchild são descritos como os melhores Caçadores de Sombras e que, aparentemente à, algures no Mundo das Sombras, quadros a retratar a sua história.
Em Lady Midnight é a primeira vez que temos uma protagonista com um conhecimento mais do que provado do Mundo das Sombras; enquanto Clary era uma Mundana e Tessa uma Habitante do Mundo-à-Parte, Emma é uma das melhores guerreiras. Ela conhece o mundo e sabe como é que ele funciona mas, mesmo assim, a autora dá-nos mais conhecimento sobre o mundo das fadas, sobre os mercados negros, sobre as próprias leis, sobre a existência de uma Scholomance e de Centuriões. É quase como se nos fosse apresentado uma versão melhorada de um mundo que já conhecíamos, mas que parece, ao mesmo tempo, novo.
Para além disso, já conhecíamos Emma, assim como a família Blackthorn e, para aqueles que como eu navegam pela blogosfera era impossível não ter conhecimento de qual seria, desta vez, o romance proibido e, embora ainda não perceba como é que vamos sair desta, é simpático saber finalmente o porquê de os parasitai não se poderem apaixonar. Mas, cinco anos passaram e as mudanças são visíveis e, apesar de Emma ter adquirido muito da personalidade de Jace e de Will, Julian é a sua própria personagem cuja principal característica - assustadora - é a capacidade de fazer - literalmente - o que for preciso pela sua família; incluindo incriminar alguém inocente, mentir, e um leque de outros feitos não desculpáveis pelo medo. Julian é alguém muito interessante, com gestos maravilhosos mas, ao mesmo tempo, horrorosos.
Em Lady Midnight admito que, apesar de estar 100% emocionalmente investida não senti uma conecção tão pessoal como quando li, pela primeira vez, o Anjo Mecânico e penso que parte disso deve-se ao facto de, até certo ponto, a familiaridade com a escrita da autora permitiu-me prever, até dado momento, o desfecho e as decisões da protagonista, muito ao estilo William Herondale ou até mesmo Jace Herondale - definitivamente Emma deve ter herdado algum sangue Herondale porque o dramatismo e as más decisões correm no sangue daquela família.
Há algo de maravilhoso em voltar a este mundo que é um dos meus preferidos, sem qualquer tipo de dúvida. E ajuda o facto de Cassandra Clare ter uma escrita maravilhosa e de, aqui e ali, dar-nos algo que nos recorda os bons tempos que passámos e de que as personagens pelas quais nos apaixonámos há tanto tempo ainda existem e cujas vidas avançam felizes, umas mais do que outras. E o último capítulo é um excelente exemplo disso e, embora preveja muitos ataques cardíacos e choques no futuro fico feliz por poder continuar.
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aquiadaptação televisiva aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5


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