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Opinião: Lua Nova não é, nem de longe nem de perto, o meu livro/filme preferido, pelo contrário. A ausência de um dos elementos - embora necessária, para a criação de um estrutura que fizesse o mínimo sentido e que fosse realista - marcou a minha experiência pela negativa. A verdade é que este segundo filme, como o seu livro homónimo, é marcado por um tom extremamente deprimente, sinónimo do vazio, da dor, da perda da própria protagonista e aqui, a interpretação de Kristen Stewart como Isabella Swan marcou vários pontos. Não havia simplesmente uma falta de acção, mas um desinteresse pela vida que a actriz passou para os espectadores - pelo menos, para mimO ritmo do filme não é diferente dos livros de Stephanie Meyer, pelo contrário - cada acontecimento, cada ponto, acontece no momento certo, havendo um paralelismo com o seu material de origem - complementam-se bastante bem, com a adição de cenas que expandem a história, nomeadamente a linha temporal de Harry Clearwater e o que motivou o seu fim. 
Em Lua Nova, algum do exagero que foi retratado no primeiro filme, desapareceu. O excesso de olhares, provocado quer pela mudança de director e, portanto de visão artística, quer pela ausência de um dos elementos, desapareceu e, de repente, somos apresentados a um núcleo de personagens mais "desenvolvidos" e com uma relação mais "madura". Claro que, aqui e ali, há pequenos clichês, pequenas entradas com uma sonância ridícula que, apesar de idiotas, não removem a alegria da experiência. 
Lua Nova é, igualmente, o primeiro filme onde os efeitos especiais são, efectivamente necessários; afinal, somos apresentados a novas personagens, a novas lendas e, de repente, a utilização do CGI é fundamental; utilização que podia, com facilidade, passar para o lado do exagero, para o falso, para o irreal. No entanto, não é o que acontece. O aparecimento dos lobos, a forma como aparecem fazem, de tal modo parte da história que não podiam correr o risco de fazê-lo mal; mas, por outro lado, as visões, o súbito aparecimento provocado pela adrenalina, não seguiu pelo mesmo caminho. 
Neste segundo filme, quer fosse pela preferência do director, quer fosse pela presença dos lobos, subitamente, o azul característico do primeiro filme desapareceu e somos apresentados a uma enorme quantidade de castanho, que desaparece apenas perto do fim quando estamos na presença fria, distante e cruel dos Volturi, os antagonistas da obra que fazem a sua aparição pela primeira vez e, sinto que devo realçar a interpretação de cada um dos elementos pela presença forte, pela forma como deram vida a personagens cuja moralidade é bastante questionável, nomeadamente Dakota Fanningan como Jane. Bravo




Outros títulos da colecção
*Crepúsculo - adaptação cinematográfica: aqui
*Lua Nova - adaptação cinematográfica: aqui
*Eclipse- adaptação cinematográfica: aqui
*Amanhecer - adaptação cinematográfica: aqui e aqui

*A Breve Segunda Vida de Bree Tanner

*Vida e Morte
*Midnight Sun

Outros títulos da autora

*Nómada
*Danças Malditas
*A Química



Por Raquel Pereira

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