Sinopse: Quando Isabella Swan se muda para Forks e conhece o misterioso e cativante Edward Cullen, a sua vida sofre uma viragem emocionante e aterradora. Com pele de porcelana, olhos dourados, voz hipnotizaste e dons sobrenaturais, Edward revela-se tão irresistível como impenetrável. Até ao momento, Edward conseguira esconder a sua identidade verdadeira mas Bella está determinada em desvendar o seu segredo obscuro. 
O que Bella não compreende é que, quanto mais se aproxima dele, mais perigo cria para si e para os que a rodeiam. E pode ser demasiado tarde para voltar atrás...
Profundamente sedutor e extraordinariamente carregado de suspense. Crepúsculo enredará osleitores até ao virar da última página

OpiniãoO primeiro volume de Stephanie Meyer demorou-me a chegar às mãos. Lembro-me que apenas dei de caras com o livro muito depois do frenesim da primeira adaptação. O que mais recordo com nitidez foi da total ausência de conhecimento - a bela e completa ignorância.
Para muitos, Crepúsculo foi o início de uma vida no mundo literário, uma vida, de corações partidos constantemente por personagens fictícios. Não é uma vida fácil, mas é uma vida repleta de emoção. Para outros, representou o início de uma era onde o género YA pôde crescer, uma vez que os admiradores de Stephanie Meyer procuravam avidamente por mais e é impossível de negar a correlação entre o fenómeno que foi Crepúsculo e o aparecimento de dezenas de novos livros, cada um mais diferente que o outro, mas sempre com uma base em comum, destinados à mesma comparação.
Crepúsculo não foi o primeiro do seu género, nem por sombras. O Diário dos Vampiros já andava por cá há algum tempo, assim como A Entrevista com o Vampiro e muitos outros. Não. Mas, foi o que teve maior visibilidade e com isso possibilitou um BOOM de literatura pela qual estou grata. Para mim, Crepúsculo não representou o início de uma vida de leitura, porque já lia avidamente muito anos disso. Para mim, representou as possibilidades. Do nada, vi-me bombardeada com romances paranormais e mundos incríveis quando estava atolada em páginas e páginas de Nicholas Sparks - nada contra.
À medida que devorava novamente as páginas, apercebi-me de que estava de tal modo familiarizada com as adaptações cinematográficas e com o mediatismo à volta dos actores que percebi que me esquecera do quão sarcástica e, até mesmo, engraçada, Isabella "Bella" Swan pode ser - e, para o meu maior choque, Edward Cullen. Ri-me, com algumas passagens, e certamente esbocei sorrisos com outras. Para muitos, um dos piores livros, para mim, algo a admirar. As minhas ideias e lembranças foram de tal modo deturpadas pelas palavras de outros que dei por mim a ficar surpreendida por apreciar a escrita simples, fluída e pessoal da autora. Apenas pelas palavras e pelas descrições, consegui ver-me em Forks, consegui criar uma voz independente dos filmes na minha cabeça e, principalmente, consegui embrenhar-me de tal modo na leitura que não dei pelo tempo a passar e isso, é raro.
O núcleo de personagens que Stephenie Meyer criou, não é nem de longe nem de perto tão ecléctico como, por exemplo, o de J.K.Rowling, contudo, complementam-se de uma forma maravilhosa. A autora conseguiu navegar de uma forma formidável por entre o nosso mundo e o imaginário, recriando os vampiros cujas características ainda hoje são fruto de piadas na sociedade; no entanto, e apesar de preferir a raça "mais popular", aceitei de bom grado a imaginação de Sthephenie Meyer. E, algo que acontece nas segundas - ou terceiras, ou quartas, - leituras, é o aumento da compreensão da história, pois pela primeira vez compreendi a história de Alice Cullen; algo que permanecia um mistério desde a primeira vez que li Crepúsculo; compreendi que havia pessoas no Liceu de Forks que não gostavam de Bella (aka Lauren).
Claro que, um olhar atento, permite ver as falhas. Os pequenos momentos repetidamente utilizados ao longo de múltiplos livros através dos tempos: o romance proibido; o jovem perigoso e a rapariga que se apaixona de forma irrefutável; o início da formação de um triângulo amoroso. Ao longo de Crepúsculo, Stephanie Meyer descreve Bella como alguém forte, corajoso e independente mas, na presença de Edward, transforma-se numa rapariga extremamente dependente que aceita de bom grado ser vigiada e seguida; além de que, ao início não há uma ideia concreta do porquê de Edward se apaixonar por Bella para além do facto de ela "cheirar bem" e de (vice-versa) Edward ser bonito. No entanto, para além do óbvio que se trata de uma história fictícia, trata-se igualmente de uma história de amor que, correcta ou não, existe agora. E, a verdade é que sinto-me extremamente conflituosa com o meu interior por me ver na posição de defender a minha opinião; de defender o meu gosto pessoal; mas claro que desde o início que Crepúsculo está rodeado ou por ódio ou por amor; parece que não existe um meio termo para o seu gosto - ou se ama ou se odeia; e estou estranhamente e para minha própria surpresa, no primeiro grupo.
Outros títulos da colecção
*Crepúsculo - adaptação cinematográfica: aqui
*Lua Nova - adaptação cinematográfica: aqui
*Eclipse- adaptação cinematográfica: aqui
*Amanhecer - adaptação cinematográfica: aqui e aqui

*A Breve Segunda Vida de Bree Tanner
*Vida e Morte
*Midnight Sun

Outros títulos da autora

*Nómada
*Danças Malditas
*A Química


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