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Sinopse: Em 1945 Claire Randall, ex-enfermeira do Exército, regressa da guerra e está com o marido numa segunda lua-de-mel quando inocentemente toca num rochedo de um antigo círculo de pedras. De súbito, é transportada para o ano de 1743, para o centro de uma escaramuça entre ingleses e escoceses. Confundida com uma prostituto pelo capitão inglês Black Jack Randall, um antepassado e sósia do seu marido, é a seguir sequestrada pelo poderoso clã Mackenzie. Estes julgam-na espia ou feiticeira, mas com a sua experiência em enfermagem, Claire passa por curandeira e ganha o respeito dos guerreiros. No entanto, como corre perigo de vida a solução é tornar-se membro do clã, casando com o guerreiro Jamie Fraser, que lhe demonstra uma paixão tão avassaladora e um amor tão absoluto que Clare se sente dividida entre a fidelidade e o desejo... e entre dois homens completamente diferentes em duas vidas irreconciliáveis. 
Vive-se um período excepcionalmente conturbado nas Terras Altas da Escócia, que culminará com a extinção dos clãs na batalha de Culloden, entre ingleses e escoceses. Catapultada para um mundo de intrigas e espiões que pode pôr em risco a sua vida, uma pergunta insistente martela os pensamentos de Claire: O que fazer quando se conhece o futuro


Opinião: Passou quase quinze dias desde a minha última aparição por estes lados. Porquê? Bem, Outlander - Nas Asas do Tempo, não se lê sozinho e, um dos meus objectivos para o mês de Agosto era terminar as 772 páginas de pura acção, amor e, certamente horror. Mas agora, 772 páginas depois, a minha mente batalha para formular frases coerentes, afinal, como sumariar, como explicar a mestria de Diana Gabaldon num número apropriado de palavras
Outlander - Nas Asas do Tempo foi uma experiência maravilhosa. Fui acompanhando os primeiros episódios da série à medida que ia avançando na leitura pelo que depressa, demasiado depressa, as personagens ficaram intrincadas na minha mente, as suas expressões, a sua forma de diálogo que é quase uma personagem por si só, assim como as belas paisagens que Diana Gabaldon descreveu de forma tão perfeita. Foi a primeira vez que não me importei em não criar na minha mente uma versão independente da adaptação já existente. É fiel, mas isso é uma conversa para outra altura. 
Não sou a maior entusiasta de viagens no tempo. Penso que, ao todo, tenho na minha estante, três livros sobre o assunto, incluindo Outlander - Nas Asas do Tempo. É algo que, a meu ver, tem de ser muito bem feito ou então na vale a pena. Porquê? Simplesmente porque as viagens no tempo abrem um leque de questões que preciso de ver explicadas. A diferença entre o passado, presente e futuro basicamente junta-se num só e algo que Diana Gabaldon faz muito bem é diferenciar cada um deles, dar-lhes uma espécie de "contentor" a cada uma das vidas e depois junta-as, mantendo, ainda assim, a individualidade de cada uma. Um conceito confuso, acreditem, mas perceptível para aqueles que leram esta maravilha. 
As primeiras duzentas páginas, apesar de extremamente divertidas e instrutivas, decorrem a um passo mais lento, afinal, estamos a ambientar-nos com a protagonista não só num local diferente mas num local com duzentos anos de diferença do inicialmente apresentado. Claro que, perto do fim, foi quase impossível colocar o livro de lado, o que resultou em várias noites mal dormidas. É a primeira vez em, muito tempo, que sinto que nenhuma das minhas palavras poderia fazer jus ao livro. Não há, nenhuma maneira humanamente possível de explicar o festim de palavras, personagens, magia e emoções que é Outlander
Diana Gabaldon é brilhante. A forma como a autora descreve a importância de uma simples jarra deixou-me de queixo caído e, para aqueles que não conhecem a autora, mas que leram o livro ou porque simplesmente, como eu, sentem uma espécie de fascínio quase hipnótico pela arte da escrita, devem ver isto (aqui). Por outro lado, a arte da escrita não se baseia apenas a uma jarra, ou a uma cena de amor. Diana Gabaldon transmite com um BANG cenas de horror e de cortar a respiração, de tal modo que num determinado ponto do livro vi-me incapaz de continuar sem fazer uma pausa
Sete anos depois de Lord Voldemort, encontro uma autora que me dá um personagem para odiar com cada fibra do meu ser - Jack Randall
Num outro tom, algo que eu adoro no simples facto de pegar um livro é a quantidade de possibilidades que esse livro oferece e, neste caso, senti que aprendi uma quantidade imensa de factos, truques e sobre a própria história de um país que, há umas semanas atrás, não me dizia quase nada. Ler é, na verdade, uma coisa maravilhosamente bela. Durante 772 páginas, fui uma peça fundamental na Escócia do século XVIII, e como adorei cada segundo. 




Outros títulos da colecção: 
*Nas Asas do Tempo - adaptação televisiva aqui
*A Libélula presa no Âmbar 
*A Viajante
*Tambores de Outono
*The Fiery Cross
*A Breath of Snow and Ashes 
*An Echo in the Bone 
*Written in my on Heart's Blood

Por Raquel Pereira.

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