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Sinopse: It was always difficult to be Harry Potter and it isn't much easier now that he is an overworked employee of the Ministry of Magic, a husband and father of three school-age children.
While Harry grapples with a past that refuses to stay where it belongs, his youngest son Albus must struggle with the weight of a family legacy he never wanted. As past and present fuse ominously, both father and son learn the uncomfortable truth: sometimes, darkness come from unexpected places.


OpiniãoQuando crescemos com um livro, com um personagem, qualquer notícia nova, faz o nosso coração bater mais forte. Confesso que, quando a notícia de que poderia sair um novo livro, um oitavo livro, de uma das minhas autoras favoritas sobre uma das minhas histórias de eleição, admito que vibrei com as novidades e, quando o tive finalmente nas mãos, à meia-noite do dia 30 para o dia 31 de Julho, não posso descrever a felicidade que senti. Uma rapariga de vinte e poucos anos que, de repente, se viu novamente com onze anos, à espera de receber uma prenda à meia-noite. É esse o poder dos livros. O poder de nos fazer transpor a barreira do tempo e, ironicamente, o tempo, uma coisa interessante, como o outro o diria, é algo latente neste oitavo, e aparente, último volume.
Harry Potter and the Cursed Child foi uma mistura de emoções. Em primeiro lugar, Harry não é o mesmo. Passaram-se dezanove anos, depois vinte, vinte e um e vinte e dois anos desde que o deixamos pela última vez e, como tal, muito mudou. O rapaz que conhecíamos e com quem vivemos aventuras magníficas ficou um pouco para trás e, à nossa frente, vemos um homem transtornado pelo seu passado, à procura de respostas às quais ainda não sabe as perguntas e, pela primeira vez, Harry Potter é obrigado a ficar a assistir enquanto o seu filho, Albus, toma o seu lugar no leque de decisões mal tomadas e irreflectidas que os jovens Potter têm tendência a tomar.
Houve um sentimento de término. Muitas questões deixadas em aberto foram finalmente respondidas. Quantos de nós, ao longo dos anos, nos questionámos: porquê não usar o vira-tempo para mudar o passado?; porque é que não há ninguém relativamente bom nos Slytherin? o que aconteceria se, se se. ... Muitos e se e muito mais. No entanto, ainda assim, este oitavo volume levanta uma questão, uma questão essencial que me fez mais do que confusão, que me fez colocar em questão tudo o que eu pensava que sabia sobre Lord Voldemort, algo que me fez revirar as tripas e dar um passo atrás de choque.
Para os mais familiarizados com as minhas opiniões, se há algo que eu adoro é uma boa reminiscência a um passado à muito esquecido e se há algo que Harry Potter and the Cursed Child me dá é reminiscências de um passado que eu nem sequer sabia que sentia falta. Não vemos apenas a relação entre Ron e Hermione ou entre Harry e Ginny, mas vemos caras conhecidas, personagens que amámos e odiámos em igual medida; personagens mortas que voltam à vida para mais um diálogo de cortar o coração; personagens que metaforizam o significado de um amor incondicional; personagens que se redimem após anos de ódio e de desprezo através de um simples cobertor.
Harry Potter and the Cursed Child é um livro, uma peça, que dá vida não só às antigas personagens de Harry Potter como à verdadeira questão que me levou a amar tanto uma série de um rapaz de onze anos que não sabia que era feiticeiro. O amor. A amizade. Harry Potter and the Cursed Child é sobretudo sobre o verdadeiro valor da amizade, neste caso uma amizade bastante improvável, diga-se de passagem, e sobre o que somos capazes de fazer por aqueles que amamos.
Um dos poucos problemas que tive com Harry Potter and the Cursed Child foi a coesão. Nos livros, temos espaço para o desenvolvimento da história, páginas para explicações e mil parágrafos para perceber o que está a acontecer mas, neste caso, há decisões, transições de cenas que não fizeram muito sentido - como é que eles foram buscar o cobertor a casa de Lily e James? - e não há realmente uma explicação para elas pelo que vamos ficar para sempre na incógnita.
No entanto, não foi, de todo, algo mau de se ler, pelo contrário. Despertou todas as emoções que os seus antecessores despertaram e o simples facto de dar uma espécie de fecho a personagens que mereciam mais foi, por si só, algo de louvar. Foi um livro emocionante, divertido e, acima de tudo, esclarecedor. Agora sabemos o que aconteceria nos nossos "e se". As explicações estão dadas. Deixem-se levar por Hogwarts outra vez. Divirtam-se. Não sabemos se vamos voltar a ter esta oportunidade no nosso tempo de vida.
Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo
*Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives


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