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Opinião: Eu, o Earl e a Tal Miúda, baseado no livro homónimo de Jesse Andrews relata a história de amizade de Greg e Rachel, uma rapariga diagnosticada recentemente com leucemia. Uma amizade forçada pela mãe do protagonista e que não romantiza, de forma alguma, o cancro, pelo contrário e, como já disse na opinião do livro, por esse mundo fora, existem milhares de Rachel e só espero que para cada uma delas exista um Greg.
Ao contrário do que aconteceu no livro, onde os diálogos eram pouco elaborados, onde a afinidade com Rachel foi quase nula, o mesmo não se passou com a adaptação. Olivia Cooke transformou Rachel numa pessoa de carne e osso, cujas emoções eram quase palpáveis e facilmente passadas para o espectador. Ao contrário do que aconteceu com o livro, senti a dor, a angustia e o medo de Rachel, de Greg e mesmo de Earl, um personagem secundário quase facilmente despercebido no livro. Mais uma vez, apesar da forte qualidade do mesmo, a adaptação de Eu, o Earl e a Tal Miúda ganha, aos pontos, ao livro com o mesmo título. As mudanças que foram feitas, foram bem-vindas e muito bem exploradas e, a voz offline, com diálogos suspeitos para quem leu o livro, estiveram no ponto e, mesmo a cinematografia simples, mas bela,  e a banda sonora (no ponto) levaram-me a colocar Eu, o Earl e a Tal Miúda no topo de filmes do seu género. Adorei.
Mas, tal como no livro, Eu, o Earl e a Tal Miúda é um filme sobre amizade, lealdade e espírito de sacrifício. Não há romance. Zero. E não era realmente preciso. Olivia Cooke e Thomas Mann (Greg) transmitem, com uma facilidade tremenda, uma relação verdadeira, mesmo nos últimos minutos e, na verdade, mesmo depois desses. Sendo o livro algo muito visual - uma vez que Greg e Eral são cineastas e criam paródias de filmes clássicos - a adaptação ganhou por mostrar não só os seus trabalhos, mas também o filme final, com um fim trágico, ultrapassando a falta de percepção que existiu no livro.




Outros títulos do autor
*Eu, o Earl e a Tal Miúda  - adaptação cinematográfica aqui.
*The Haters

Por Raquel Pereira.

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