Sinopse: Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei - cinco, ao todo. 
Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade, não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando as acabo de escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-as na minha caixa de chapéu verde-azulada. 
Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não tiver apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. 
Se o amor é uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos, era para isso que deveriam servir. 

OpiniãoPara ser completamente honesta, para lá da premissa, só por si, divertida, A Todos os Rapazes que Amei não é uma história muito original. Nem por isso. Nele, vemos cada um dos estereótipos de uma escola tipicamente americana que já foi representada mil e uma vezes no mundo do cinema: os atletas, as raparigas populares e bonitas, e tudo o que se passa nos bastidores do secundário, as intrigas e os dramas. No entanto, adorei. Para além do mundo, por vezes criado na literatura, são os protagonistas que movem a leitura e em A Todos os Rapazes que Amei é o que acontece.
Estar dentro da cabeça de Lara Jean era o que me motivava a pegar no livro mesmo depois de já ter percebido o final nas primeiras cinquenta páginas.
Jenny Han cria uma história com uma intrincada rede familiar, com personagens capazes de me pôr um sorriso na cara ou de dar uma valente gargalhada. A escrita fluída, simples e de capítulos curtos, ajuda à passagem do tempo, levando-me a querer que já se passaram meses, ou semanas, o que é um bónus quando se trata de contemporâneos, uma vez que dá espaço para o crescimento e desenvolvimento de novas relações.
Consigo ver tudo o que há para criticar em A Todos os Rapazes que Amei: o clássico estereótipo, o típico e aparente final. Mas, como o outro o disse, o que importa não é o destino, mas sim a viagem e, como adorei cada minuto. Consigo ver tudo o que há para crucificar um livro destes mas, como me aqueceu o coração em alguns momentos, como me fez rir, e como me partiu o coração. Jenny Han conseguiu fazer-me torcer pela protagonista do início ao fim e, mais do que isso, colocou-me em directa sintonia com Lara Jean, algo que não ocorre de forma tão recorrente como seria de esperar.
Mas, o final, aquele final... A verdade é que A Todos os Rapazes que Amei podia ser um stand-alone. Mas rapidamente seria um daqueles livros que temos na estante, para o qual olhamos de vez enquanto a cogitar um final, uma vez que a autora não nos deu um, não propriamente. Por isso, graças aos céus que há um segundo e ainda um terceiro pelo qual ansiar.
Outros títulos da colecção
*A Todos os Rapazes que Amei
*PS: Ainda te Amo
*Always and Forever Lara Jean

Outros livros da autora
*The Summer I Turned Pretty
*It's Not Summer Without You
*We'll always haver Summer 


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