OpiniãoNão sei nada, ou muito pouco, sobre as histórias de Edgar Rice Burroughs que deram origem à Lenda do Tarzan mas, por outro lado, estou bastante familiarizada com a animação que deu muita alegria à minha infância. Posso dizer que, de um ponto de vista mais acriançado, adorei cada minuto do filme e sou a primeira a afirmar que estava à espera de que a qualquer minuto começassem a cantar os clássicos da animação.
Em, a Lenda do Tarzan, as diferenças são mais do que muitas. Pelo official trailer, vemos que Tarzan, agora John Clayton II - Clayton não era o mauzão? - vive em Londres acompanhado de Jane, uma mulher que cresceu em África e que pouco ou nada se encanta com a vida nas terras da nossa majestade. A verdade é que A Lenda do Tarzan possibilitou uma perspectiva diferente da animada vida que vi quando tinha seis anos de idade, de certo modo, uma perspectiva mais realista. Mas, admito que sempre que aparecia um ponto ou personagem conhecida, o meu coração saltava com as recordações.
Não é como a animação, nem pouco mais ou menos. Há cenas de teor mais adulto, assim como violento, e admiro que Margot Robbie me encantou muito mais como Jane do que Alexander Skarfards como Tarzan. Isto porque a adaptação cinematográfica, ao contrário da animada, falta-lhe algum humor e, o que existiu deveu-se única e exclusivamente à personagem de Samuel L. Jackson que foi uma das estrelas do filme. E embora fosse um regalo para os olhos, como muito boa gente gosta de admitir, não apreciei muito a personagem do menino gorila. Não tinha aquele encanto ingénuo e inocente.
Mas claro que algo dirigido por David Yates é uma obra mágica. A Lenda do Tarzan transportou-me directamente para o coração do Congo, para um mundo fantástico e emotivo, e embora haja algumas diferenças óbvias com a versão animada, desconheço as parecenças com a série de livros, mas posso afirmar com toda a certeza de que é um óptimo filme para passar uma tarde.
Outros títulos do autor


Sinopse: There is darkness sweeping across the stars. Most know Androma Racella as the Bloody Baroness: a powerful mercenary whose reign of terror stretches across de Miracle Galaxy. To those aboard her fearsome glass starship, she's just Andi, their captain and protector. 
When a routine mission goes awry, the all-girl crew's resilience is tested as they find themselves in a most unfamiliar place: at the mercy of a sadistic bounty hunter connected to Andi's past and harrowing betrayal. 
Meanwhile, on the far side of the galaxy, a ruthless ruler waits in the shadows of the planet Xen Ptera, biding her time to exact revenge for the destruction of her people. The final pieces of her deadly plan are about to fall into place, unleashing a plot that will tear Miracle in two. 
Ando and her crew embark on a dangerous, soul-testing journey that could restore order to there ship - or just easily star a war that will devour worlds. As the Marauder hurtles towards the unknown, and Miracle hangs in the balance, the only thing certain is that in a galaxy run on lies and illusion, no one can be trusted. 

Book Trailer:

Opinião: Zenith - The Androma Saga - Part 1 co-escrito pela conhecida booktuber Sasha Alsberg (abookutopia) e pela autora, já publicada, Lindsay Cummings. Por norma, não aprecio livros co-escritos. Uma das não tão agradáveis experiências foi, por exemplo, As Crónicas de Bane porque, uma vez familiarizada com a escrita de uma autora, vemos, com facilidade, as diferenças na fluidez de uma história quando há a mão de outra pessoa envolvida mas, a verdade é que em Zenith, à semelhança de Quando as Estrelas Caem, não consegui aperceber-me dessa diferença e, uma questão que me atormenta é: como é que um livro é co-escrito; quanto de uma pessoa está nesse livro; quanto da outra?
Para aqueles que, como eu, seguem, até certo ponto os vídeos do canal abookutopia, foi uma surpresa quando foi anunciado o lançamento de Zenith, uma vez que Sasha já estava a trabalhar noutra história, uma rapariga com superpores depois da queda de um meteorito, se não me engano; algo que ela, de quando em vez, dava uns updates, aqui e ali, relatando as dificuldades da escrita; portanto, é normal para, pessoas como eu, questionarem quanto dela está no livro; quanto dela é que não será marketing pela quantidade de seguidores; quanto dela é que não terá sido um golpe publicitário; e quanto destas suposições não serão injustas?
Questões essas à parte, a verdade é que Zenith - Part 1 não é fantástico. Para começar, não é um livro completo. Será dividido em partes, quatro, que serão publicadas ao longo do ano. Isto é um problema para mim. Porquê? Porque paguei 1,99$ por um segmento de um livro, que não permite, de forma alguma, o desenvolvimento de uma história e de uma personagem e que serve apenas e somente para ajudar financeiramente. Por favor, corrijam-se se estiver enganada, uma vez que não quero supôr erroneamente.
Zenith é, à falta de melhor palavra, uma leitura fácil. A escrita é fluída, simples, mas cliché. Os diálogos, as frases proferidas pelos personagens, já foram repetidas milhares de vezes tanto em livros como em filmes. "It’ll be just like old times, love.” "What’s wrong, Dex? You don’t want to come out and play with me?”. O curso da história foi, até certo previsível e, devido à pouco extensão que nos é dada (140 páginas no iBooks) a construção do universo é, muitas vezes, limitadas a uma frase onde o nome de três planetas é mencionado e um sistema solar.
Foi uma leitura rápida, como já mencionei, mas com falta de emoção e empatia para com a protagonista. Androma ou Andi é, o que seria definido como uma fraca e de qualidade inferior Cealena Sardothien no espaço. Andi é descrita múltiplas vezes como a Bloody Baroness mas, o que ela fez para merecer tal título, afastou-me ainda mais da protagonista. Ao contrário da rapariga criada por Sarah J. Maas, Andi apesar de ter obviamente qualidades redentoras, não me pareceu digna desse título e, sinceramente, como capitã da Marauder foi uma pobre figura.
A verdade é que Zenith peca pelo seu tamanho, pela sua previsibilidade, pela falta de desenvolvimento e, acima de tudo, pelas demasiadas parecenças com outros do seu género. A escrita, por sua vez, era simpática e soou bem, principalmente nas descrições, mas os diálogos foram algo que me fez revirar os olhos vezes sem conta. Não há muito mais para dizer, simplesmente pelo facto de não ter havido mais páginas, mais crescimento, mais algo - o que me deixa imensamente frustrada.
Outros títulos da colecção
*Zenith - The Androma Saga - Part 1 
*Zenith - The Androma Saga Part 2
*Zenith - The Androma Saga Part 3
*Zenith - The Androma Saga Part 4

Outros livros da autora
*O Complexo dos Assassinos
*O Código da Morte
*The Fear Trials 



Opinião: Eu, o Earl e a Tal Miúda, baseado no livro homónimo de Jesse Andrews relata a história de amizade de Greg e Rachel, uma rapariga diagnosticada recentemente com leucemia. Uma amizade forçada pela mãe do protagonista e que não romantiza, de forma alguma, o cancro, pelo contrário e, como já disse na opinião do livro, por esse mundo fora, existem milhares de Rachel e só espero que para cada uma delas exista um Greg.
Ao contrário do que aconteceu no livro, onde os diálogos eram pouco elaborados, onde a afinidade com Rachel foi quase nula, o mesmo não se passou com a adaptação. Olivia Cooke transformou Rachel numa pessoa de carne e osso, cujas emoções eram quase palpáveis e facilmente passadas para o espectador. Ao contrário do que aconteceu com o livro, senti a dor, a angustia e o medo de Rachel, de Greg e mesmo de Earl, um personagem secundário quase facilmente despercebido no livro. Mais uma vez, apesar da forte qualidade do mesmo, a adaptação de Eu, o Earl e a Tal Miúda ganha, aos pontos, ao livro com o mesmo título. As mudanças que foram feitas, foram bem-vindas e muito bem exploradas e, a voz offline, com diálogos suspeitos para quem leu o livro, estiveram no ponto e, mesmo a cinematografia simples, mas bela, e a banda sonora (no ponto) levaram-me a colocar Eu, o Earl e a Tal Miúda no topo de filmes do seu género. Adorei.
Mas, tal como no livro, Eu, o Earl e a Tal Miúda é um filme sobre amizade, lealdade e espírito de sacrifício. Não há romance. Zero. E não era realmente preciso. Olivia Cooke e Thomas Mann (Greg) transmitem, com uma facilidade tremenda, uma relação verdadeira, mesmo nos últimos minutos e, na verdade, mesmo depois desses. Sendo o livro algo muito visual - uma vez que Greg e Eral são cineastas e criam paródias de filmes clássicos - a adaptação ganhou por mostrar não só os seus trabalhos, mas também o filme final, com um fim trágico, ultrapassando a falta de percepção que existiu no livro.
Outros títulos do autor
*Eu, o Earl e a Tal Miúda  - adaptação cinematográfica aqui.
*The Haters


Sinopse: Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei - cinco, ao todo. 
Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade, não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando as acabo de escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-as na minha caixa de chapéu verde-azulada. 
Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não tiver apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. 
Se o amor é uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos, era para isso que deveriam servir. 

OpiniãoPara ser completamente honesta, para lá da premissa, só por si, divertida, A Todos os Rapazes que Amei não é uma história muito original. Nem por isso. Nele, vemos cada um dos estereótipos de uma escola tipicamente americana que já foi representada mil e uma vezes no mundo do cinema: os atletas, as raparigas populares e bonitas, e tudo o que se passa nos bastidores do secundário, as intrigas e os dramas. No entanto, adorei. Para além do mundo, por vezes criado na literatura, são os protagonistas que movem a leitura e em A Todos os Rapazes que Amei é o que acontece.
Estar dentro da cabeça de Lara Jean era o que me motivava a pegar no livro mesmo depois de já ter percebido o final nas primeiras cinquenta páginas.
Jenny Han cria uma história com uma intrincada rede familiar, com personagens capazes de me pôr um sorriso na cara ou de dar uma valente gargalhada. A escrita fluída, simples e de capítulos curtos, ajuda à passagem do tempo, levando-me a querer que já se passaram meses, ou semanas, o que é um bónus quando se trata de contemporâneos, uma vez que dá espaço para o crescimento e desenvolvimento de novas relações.
Consigo ver tudo o que há para criticar em A Todos os Rapazes que Amei: o clássico estereótipo, o típico e aparente final. Mas, como o outro o disse, o que importa não é o destino, mas sim a viagem e, como adorei cada minuto. Consigo ver tudo o que há para crucificar um livro destes mas, como me aqueceu o coração em alguns momentos, como me fez rir, e como me partiu o coração. Jenny Han conseguiu fazer-me torcer pela protagonista do início ao fim e, mais do que isso, colocou-me em directa sintonia com Lara Jean, algo que não ocorre de forma tão recorrente como seria de esperar.
Mas, o final, aquele final... A verdade é que A Todos os Rapazes que Amei podia ser um stand-alone. Mas rapidamente seria um daqueles livros que temos na estante, para o qual olhamos de vez enquanto a cogitar um final, uma vez que a autora não nos deu um, não propriamente. Por isso, graças aos céus que há um segundo e ainda um terceiro pelo qual ansiar.
Outros títulos da colecção
*A Todos os Rapazes que Amei
*PS: Ainda te Amo
*Always and Forever Lara Jean

Outros livros da autora
*The Summer I Turned Pretty
*It's Not Summer Without You
*We'll always haver Summer