Sinopse: Com apenas seis anos, Wendy escapa à morte quase por milagre - e quem a tenta matar é a própria mãe, que está convencida de que a filha não é sua, mas antes uma intrusa, trocada à nascença no hospital. 
Onze anos mais tarde, a estranha adolescente, de cabelos negros revoltos, começa a suspeitar de que mãe, se calhar, até tinha razão. Na nova escola, mais uma entre tantas, ela sente-se posta à parte por todos. Menos por Finn Holmes, um rapaz silencioso e sombrio que se limita a olhá-la fixamente - e lhe desperta sentimentos contraditórios: um medo enorme, e uma irresistível atração. 
Fiin é um Achador que a procura há anos. E agora, que finalmente a encontrou, quer levá-la para casa, para o reino dos Trylle, onde Wendy vai descobrir o que sempre suspeitou - ela é mesmo diferente, e tem poderes muito mais poderosos do que alguma vez tinha imaginado


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OpiniãoNum mundo recheado de livros para jovens-adultos, são poucos aqueles que realmente sobressaem. Depois da leitura de Uma Chama Entre as Cinzas e de A Rainha de Tearling, queria uma leitura fantástica mais leve, juvenil mas, ainda assim, digna do género de fantasia e, entre eles, surgiu Trocada de Amanda Hocking e confesso que, o que me convenceu a lê-lo foi, sem dúvida, a sinopse e o capítulo inicial: a descrição do ataque de uma mulher que acreditava que a sua filha tinha sido trocada à nascença e que era, à falta de melhor palavra, um monstro.
Que me lembre, nunca li um livro do ponto de vista de uma protagonista Troll ou Trylle, no mundo da autora, pelo que foi uma lufada de ar fresco nos livros de fadas, vampiros, feiticeiros, demónios, lobisomens, entre o restante leque de criaturas mitológicas que habitam no nosso imaginário. Não posso afirmar que é um universo complexo porque, na verdade, não o é. Há tribos e os trylle parecem habitar numa espécie de condomínio fechado, ou pelo menos, é assim que é descrito. Mas, posso afirmar com toda a certeza que a descrição dos poderes foi uma das coisas que me cativou, nomeadamente os poderes de Elora e a sua estranha capacidade de precognição, descrita de uma forma sobre a qual nunca li antes: a pintura.
O leque de personagens não é, de outro mundo, pelo contrário. Se nos afastarmos da leitura e analisarmos mais ao pormenor, as semelhanças com outras protagonistas e personagens secundários de outros livros de mil autores diferentes, estão lá. O que realmente separa o grupo criado por Amanda Hocking é as relações que se estabelecem entre elas, os segredos e as palavras que devem ser lidas nas entrelinhas com especial atenção para os gestos e respectivas reacções.
Na contracapa de Trocada podemos ler: Uma história de amor arrepiante da maior revelação literária desde a saga Twilight. Realmente o romance é uma parte muito presente do livro e, embora não aprecie qualquer tipo de insta-love, em Trocada, pareceu-me correcto devido à ligação, por vezes psíquica, muito própria entre os personagens e à forma como se relacionam entre si e, embora o começo da relação me tenha parecido infantil com o "porque estás sempre a olhar para mim?" e apressada, desenvolveu de uma forma natural, progredindo a um tempo ideal.
Amanda Hocking criou uma protagonista interessante, Wendy, cuja voz forte e sonante esmaga qualquer outra personagem, seja Willa ou Tove mas, a ideia de imperfeição que é dada a Wendy é vista apenas em lembranças, a rebeldia, a impulsividade é vista apenas em memórias nas primeiras páginas e no final de Trocada, uma inconsistência que podia, a meu ver, ter acrescentado algo de positivo ao livro mas que, no entanto, não deixam de criar uma possibilidade. Quem sabe o que virá?
Outros títulos da colecção: 
*Trocada 
*Dividida
*Rainha


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