Sinopse: A vida de Wendy está prestes a mudar para sempre. Dentro de alguns dias, quando fizer 18 anos, vai casar-se com um homem que não ama e tornar-se rainha dos trylle. E parece inevitável entrar em guerra contra o próprio pai, o maléfico rei dos vittra. 
Wendy enfrenta a mais difícil escolha da sua vida. A única forma de salvar os trylle dos seus inimigos mortais é sacrificar-se a si própria e entregar-se como prémio ao pai. Mas como poderá ela abandonar as pessoas que ama, mesmo quando essa é a única maneiras de as salvar? 
Como se tudo isto não bastasse, Loki, o vittra que ajudou Wendy a fugir do rei Oren, vem pedir-lhe asilo. O seu súbito aparencimento faz despertar novamente a paixão que os une. A sua vida amorosa complica-se ainda mais, por Finn, o seu leal guarda-costas, não parece disposto a abrir mão dela. Nunca tanto esteve em jogo e Wendy, apaixonada por Finn e por Loki, vai ter de se decidir...

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OpiniãoTrocada, Dividida e Rainha. Três livros que li de uma assentada. Amanda Hocking criou um universo que, apesar de alguma falta de complexidade, vicia com o enredo e com os personagens e respectivas interacções. Neste mundo, assistimos a tudo do ponto do vista dos Trolls, algo que foi novo e refrescante e, apesar da autora manter algumas peculiaridades dos contos de fadas ou das histórias populares, criou uma raça extremamente interessante, com poderes, alguns demasiado utilizados na literatura mas que fazem o seu sentido que despertaram em mim todo o interesse.
Ao longo dos três volumes é notório o desenvolvimento da protagonista e, embora seja inicialmente retratada como alguém egoísta e rebelde, vemos uma Wendy forte, alguém que é capaz de tomar conta de si e, acima de tudo, tomar as suas próprias decisões o que acaba por ser o principal factor pelo qual torcemos para que tudo corra da melhor forma, mas ainda com a expectativa do que pode e do que não pode acontecer.
A linha temporal dos dois primeiros livros é bastante curta e, em Rainha, onde o desenvolvimento da protagonista sobressaí como fogo, o passar de algumas semanas faz a maior das diferenças para que a história e o próprio final façam sentido afinal, o tempo cura muita coisa e permite que outras se desenvolvam sem parecer forçadas. Uma decisão inteligente por parte da autora porque nada, absolutamente nada, me pareceu forçado e mesmo o amor, que surge num piscar de olhos, faz sentido pelas ligações que nos são mostradas, pela forma de viver dos trylle e pelos próprios poderes de Wendy e respectivos companheiros.
Em a Rainha aprendemos muito mais sobre as diferentes tribos, através de uma história contada um pouco à pressa e gostava de ter podido saber mais sobre o assunto, uma vez que a saga Trylle basicamente ronda os trylle e os vittra, porém, e se não estou em erro, a autora escreveu ou está para escrever uma nova trilogia baseada noutra tribo, os kanin que trolls são muito ligados à água. Interessante. E é aqui que a construção do mundo peca um pouco. A autora dá-nos apenas a superfície do seu mundo. Alguns nomes soltos aqui, umas características ali e pouco mais. A própria base da rivalidade dos trylle com os vittra nunca chega a ser explicada convenientemente, o que sabemos ocuparia uma página e pouco mais.
As personagens, por outro lado, são complexas, diversas e perfeitas nas suas imperfeições. Amanda Hocking brincou um pouco com a ideia do triângulo amoroso expondo várias possibilidades e mantendo a última escolha apenas para ela e, embora houvesse uma altura em que a dúvida pairou, era, óbvio. Há algo de encantador na ideia de alguém que nos torna mais corajosa, que nos empurra para a frente em vez de nos manter num quarto segura do mundo. Como há algo de emocionante numa mãe que é obrigada a fazer com que a filha a odeie, mas que a ama profundamente. Como há algo de trágico da ideia de que uma noite com alguém quem amamos é suficiente.
A verdade é que Trocada, Dividida ou Rainha não são livros perfeitos, pelo contrário, mas são livros que entretêm e muito. A autora pegou em conceitos como o preconceito, a noção de dever e de sacrifício, e utilizou-os em seu proveito e, embora mantenha a opinião de que podia ter aprofundado mais o preconceito não só em relação aos trylle mais nobres e aos localizadores, mas como a Tove e à própria demência que advém da utilização dos poderes.
Há imenso por onde pegar e embora a autora tenha desenvolvido um final, uma espécie de epílogo, estas pequenas coisas ficam em aberto. A conclusão em si, foi demasiado rápida, demasiado indolor, por assim dizer, muito ao estilo de Kiera Cass, de A Selecção, não houve realmente uma batalha ao nível a que estou habituada, infelizmente. Por outro lado, em relação ao epílogo em si, o seu início foi escrito de forma um tanto ou quanto factual e, só para o meio é que começou a desenvolver e a surpresa revelada por Wendy, deixou o meu coração enternecido apenas com a imagem. Mais uma vez, para quem adora fantasia, e que queira algo mais leve, menos violento e sangrento, Amanda Hocking deve ser uma escolha.
Outros títulos da colecção: 
*Trocada 
*Dividida
*Rainha


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