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Opinião: Ontem à noite, num acto um tanto ou quanto espontâneo, fui ver O Livro da Selva ou The Jungle Book. As memórias que tinha do filme animado eram escassas, pelo que fui quase sem nenhum tipo de expectativa e, como fui surpreendida. Nunca fui o tipo de pessoa que vibra no cinema quando reconhece alguma coisa nas adaptações, ou apercebe-se de algum ponto fulcral da história - salvo raras excepções - mas, em O Livro da Selva, dei por mim a cantarolar baixinho, a pontapear a pessoa que estava comigo apenas com o reconhecimento de personagens da minha infância e sobre os quais não pensava há imenso tempo como: Baloo, Bagheraa, Shere Kan, Kaa, King Louie ou Raksha. Foi quase como se uma enchente de recordações há muito esquecidas me tivessem aparecido à frente dos olhos. Subitamente, sabia tudo.
E é um filme infantil mas, é estranho, porque ao mesmo tempo, não parece. Há apenas uma personagem humana e aqui o pequeno actor Neel Sethi espalhou magia com a sua actuação, especialmente tendo em conta que teve de actuar maioritariamente com fundos verdes. Para além disso, as vozes famosas foram espectaculares e entoadas com a emoção certa e a forma como tudo pareceu simultaneamente fantasioso e real deixou-me sem fôlego. A cinematografia, os efeitos especiais, tudo estava fantástico. É quase impossível falar de forma coerente. Para os que, como eu, adoram sentir-se sugados para o grande ecrã, senti que estava lá, com Mogli e Baloo. Não me deram sequer outra alternativa. 
Ao mesmo tempo é um filme stressante. Tudo acontece rapidamente, há sempre acção que é intercalada com momentos divertidos e de enternecer o coração do ser humano com o coração mais duro. Há muita emoção e demonstração de amor entre Mogli e alguns dos animais, e isso, deixou-me com o coração apertado. 
So Beautiful.
É uma adaptação óptima, daquilo que foi, pelo menos, o filme animado da minha infância. Não li o livro e, penso que não o irei ler num futuro próximo com receio de que mude alguma coisa na minha imaginação. 
Está perfeito. 
Não mudava absolutamente nada e, para aqueles que estejam indecisos. Vão ver. E, agora que as sessões originais começam a escassear, corram para as salas de cinema. 
Adorei.


Por Raquel Pereira.

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