Sinopse: A sociedade de fações em que Tris Prior acreditava está destruída - dilacerada por atos de violência e lutar de poder e marcada para sempre pela perda e pela traição. Assim, quando lhe é oferecida a oportunidade de explorar o mundo para além dos limites que conhece., Tris aceita o desafio. Talvez ela e Tobias possam encontrar, do outro lado da barreira, uma vida mais simples, livre de mentiras complicadas, lealdades confusas e memórias dolorosas. 
Mas a nova realidade de Tris é ainda mais assustadora do que a que deixou para trás. As descobertas recentes revelam-se vazias de sentido e a angústia que geram altera as vontades daqueles que mais ama. 
Uma vez mais, Tris tem de lutar para compreender as complexidades da natureza humana, ao mesmo tempo que enfrenta escolhas impossíveis de coragem, lealdade, sacrifício e amor.

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OpiniãoEm Convergente a Chicago distópica que conhecíamos até então, desfez-se. Não há muito mais a dizer a esse respeito a não ser que o mundo a que estávamos habituados transformou-se num caos para lá do que podíamos imaginar. A calma inicial que Divergente nos mostrou, desapareceu no final de Insurgente quando se tornou óbvio que não podíamos regressar ao mundo das facções, ao mundo que, inicialmente, foi o que me fez querer ler Divergente. Neste último volume somos confrontados com a verdade, com o que há depois da vedação e não posso exprimir por palavras o quão desapontada fiquei.
A verdade é feia. Não há outra forma de colocar a coisa. Não há beleza ou horror nela. Simplesmente não despertou o menor interesse em mim para além de um milhar de revirar de olhos e de suspiros resignados. Lembrou-me a série Maze Runner de James Dashner. E, estava cansada. Queria, mais do que tudo, por respostas e fui confrontada com uma carga de conteúdos científicos que não procurava, de todo e que, sinceramente, me pareceram desnecessários. Acredito veementemente que, no caso de uma distopia, é preciso acreditar na causa para a formação de determinada situação, a exemplo disso temos, The Hunger Games, Delirium, The Giver. Em Convergente, a genética, o facto de que culpámos os geneticamente danificados por algo quando durante milhares de anos foram os geneticamente puros que causaram a destruição do mundo, pareceu-me uma desculpa parva.
Para além disso, a chegada ao complexo, o conhecimento de personagens como Nita ou David, pouco ou nada me fez sentir, para além de uma sensação extrema de irritação, uma vez que David chega a dizer que: «E, ao contrário do que Edith Prior disse, nunca foi nossa intenção real que enviassem um exército Divergente cá para fora. No fim de contas, não precisamos realmente da vossa ajuda. Precisamos somente que os vossos genes curados permaneçam intactos para poderem ser transmitidos às gerações futuras.» Portanto, o ponto fulcral de um livro, a espinha dorsal que levou aos acontecimentos, não eram necessários.
Continuo, e penso que, por mais que leia, nunca vou conseguir ultrapassar a ideia do que é ser ou não Divergente. Caleb afirma: «O que está a dizer é que, porque os meus antepassados foram geneticamente alterados para serem inteligentes, eu, seu descendente, não posso ser totalmente compassivo. Eu e todas as outras pessoas geneticamente danificadas estamos limitados pelos nossos genes imperfeitos. E os Divergentes não.» É algo que, a mim, parece difícil de acreditar e de aceitar.
Em Convergente a escrita é diferente, quanto mais não seja porque, pela primeira vez, a autora apresenta-nos dois pontos de vista: Tris e Tobias; o problema com esta mudança é que, se não fossem os nomes no início de cada capítulo, as vozes de cada um dos personagens, ter-se-iam fundido na minha cabeça porque não notei nenhuma diferença e, embora fosse um prenúncio dos acontecimentos finais, não apreciei. Porquê? Para além dos motivos apresentados, apercebi-me de que Tobias é somente interessante quando visto pelos olhos de Tris.
Em Convergente somos apresentados a um novo conjunto de personagens e, a maioria dos quais, não compreendo o motivo da sua aparição a não ser para fornecer um contexto e, por qualquer motivo, não gosto quando isso acontece, quando determinado nome é dado a uma determinada figura, para nenhum fim em específico, apenas para aparecer. E, prova disso, é a facilidade com que a autora mata personagens. Acredito que, mais do que tudo, a morte de um personagem importante para o leitor, deve assumir um propósito, deve acontecer para que algo de maior possa surgir desse desaparecimento e não, ainda não me refiro aos acontecimentos finais mas sim aos iniciais, aos do meio, às pessoas que conhecemos e que são removidas e deixadas para trás com uma facilidade tremenda. Ou então o problema é meu, por não estar ligada aos personagens.
Agora, em relação aos acontecimentos finais de Convergente, embora acredite que meio mundo já o saiba, não o vou mencionar com receio de estragar a experiência a alguém. Não fui contra, pelo motivos referidos anteriormente. Não me rebelei contra a autora, ou contra a própria história. Na verdade, até acho que foi algo necessário. Não consigo pensar num mundo onde o contrário não aconteceria. Dado os acontecimentos passados, não vejo outra opção. Mas, se procurarem por uma justificação, como eu fiz, há quase três anos atrás, a autora, não justifica, mas explica o porquê de o final ter sido, de forma irrevogável, sempre esse. Podem ler o texto aqui.


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