SinopseTeresa tem premonições desde criança. Depois de ter previsto as mortes de toda a sua família, incluindo a de Henrique, o seu melhor amigo de infância, Teresa refugia-se no seu dom. 
Mas a maldição que a marca vai persegui-la. Num dia cinzento, em que os seus próprios livros de feitiços parecem amaldiçoá-la, Teresa é salva por um jovem aparentemente desconhecido. Mas as semelhanças entre este estranho e Henrique levam-na de volta ao passado, quando tinha ainda muito a perder. 
Teresa conhece os destinos daqueles que lhe são próximos. No entanto, dá por si a apaixonar-se por este novo homem, cujo passado lhe é menos estranho do que imaginava. Na luta para alterar as malhas do destino deste jovem, que sabe ser fatal, Teresa descobre que a sua súbita aparição não foi fruto do acaso.

OpiniãoFoi a própria autora que me deu a conhecer este seu trabalho e confesso, estou numa onda de creepy things portanto, foi de bom grado que comecei a leitura de Sonhos Malditos. Sou a primeira a confessar que conheço pouco do trabalho da autora e do que li, Olhos de Vidro, gostei, também ele com o seu elemento louco, à falta de melhor palavra.
Sonhos Malditos tem como premissa, Teresa, uma mulher com premonições trágicas, cujo final nunca conseguiu alterar. É um conto e, portanto, só por aí estamos limitados à número de páginas e ao nível do desenvolvimento da história e, embora aplauda a autora pela forma como nos deu algo com um início, meio e fim, dos dois trabalhos de Carina Rosa (que li, até agora), não é o meu preferido.
Fui fã do início, das menções a um passado sombrio, da forma como a autora descreveu a maldição da protagonista, no entanto, não gostei da forma como o personagem masculino apareceu, não gostei de algum do seu diálogo (esta cena, blah) e, sobretudo, não gostei da forma como continuou a insinuar-se apesar de Teresa ter pedido (e gritado) para parar e que a deixasse sozinha e, embora não o fizesse de forma convincente porque estava obviamente atraída, esse tipo de personagens não é dos meus favoritos.
Para além disso, toda a situação da ressurreição fez-me alguma confusão, porque os limites da "magia" de Teresa não me pareceram bem delineados, porque embora afirme que: «Jamais tentara que qualquer defunto regressasse da morte» e «O mundo da vida e da morte tinha que ser separado por uma cortina de ferro e ela respeitava-a como a um Deus», também afirmou que «Era através deles (dos livros) que procurava ajuda, quando os clientes lhe pediam uma salvação impossível: a cura para uma doença terrível, a união a um amor perdido, o emprego pretendido, o regresso de um ente falecido.»
Não vou afirmar que o final foi uma surpresa, porque não o foi, de todo, no entanto, a forma como a autora o dá, como o descreve, a sensação de desespero e até mesmo de frustração e impotência passaram para mim, enquanto leitora. É um daqueles cenários em que, sabemos o que vai acontecer, mas procurámos por pistas que nos digam o contrário.
No entanto, a personagem de Teresa, lembrou-me a protagonista de Insaciável de Meg Cabot nas suas premonições, o que apreciei bastante, e a forma como a autora fazia as suas descrições fez-me sentir que estava na pequena casa acolhedora da vidente o que é um dos aspectos que mais gosto aquando a leitura de um livro: sentir que estou lá, e Carina Rosa colocou-me directamente junto de Teresa.
Outros títulos da autora: 
*Olhos de Vidro
*As Gotas de um Beijo
*O Intruso
*Na Sombra de um Passado
*A Rapariga do Lago
*Um Presente Inesperado
*Sonhos Malditos


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