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Sinopse: Tomás, um adolescente igual a tantos outros, bom filho, bom aluno, vê a sua vida completamente alterada por um acidente que lhe destrói a família mais chegada. As modificações que a sua vida sofrerá vão obrigá-lo a rever tudo o que até então tinha dado como certo: o amor filial, a amizade dos outros, a sua mais profunda noção de inserção no quotidiano habitual. 
Apesar do apoio desinteressado, e desde a primeira hora, de um familiar afastado, será a mais inesperada das "aparições" que o irá ajudar a ultrapassar esta terrível fase. Uma parente saída de um passdo até aí obscuro (e no que a ele diz respeito muito mal explicado) permitir-lhe-á, lenta mas seguramente, recuperar o gosto pela vida e o entusiasmo pelo amor. 

OpiniãoTomás e Bianca faz parte da colecção Profissão Adolescente que, de há umas semanas para cá, comecei a reler, para ver até que ponto a minha opinião mudou, para perceber qual é a diferença entre a percepção de uma criança e a de um adulto face a livros que constam no Plano Nacional de Leitura, livros esses que devorei em criança de forma quase obsessiva e que, portanto, tiveram alguma influência no meu percurso literário.
Posso dizer que, ao contrário do que aconteceu, por exemplo em Parabéns, Rita! onde afirmava que a escrita era demasiado simples e minimalista, em Tomás e Bianca, gostei da descrição das emoções que, na apresentação de uma situação tão trágica, não podiam de forma alguma ser minimizadas ou postas para segundo plano uma vez que têm influência no desenvolvimento da história e do personagem em si.
No entanto, continuo, e penso que se irá manter constante, a ter um grande problema com os diálogos da autora, principalmente no que toca aos personagens mais jovens porque, eu fui uma adolescente, e não foi assim há tanto tempo quanto isso, e nunca ninguém utilizou o palavreado que a autora insiste em colocar nos seus diálogos.
Para além disso, apercebi-me que não há espaço para o desenvolvimento de relações para além das personagens ditas principais. Pedro, Bárbara, o primo Joaquim, estão lá apenas como fogo de vista e para criar um contexto porque a história podia continuar sem qualquer um destes. Outra coisa que me incomoda é a rapidez com que se cria uma relação, sem qualquer tipo de base para ela existir. Aqui, refiro-me propriamente a Bárbara, a irmã do homem que matou a família do Tomás que, ora lhe dá um estalo, ora segue-o pelas escadas para o beijar sem terem trocado mais do que uma frase entre eles durante o livro inteiro - que não é grande, eu sei. E aqui, o facto de ser um livro com pouco mais de 100 páginas é um obstáculo, sobretudo quando se cria uma história em torno de um assunto tão trágico onde a abertura do personagem é, naturalmente, mínima.
Outros títulos da Colecção Profissão Adolescente: 
*Dietas & Borbulhas
*O Geniozinho
*Ricardo, o Radical
*A Ana Passou-se!
*Poeta (às vezes)
*A Sara mudou de Visual
*Pedro Olhos de Águia
*O Tiago está a pensar
*A viagem do Bruno
*O álbum de Clara
*Estrela à chuva
*Alguém sabe do João?
*Noites no sótão
*O irmão da Joana
*Inês e o Ministro da Educação
*Tão cedo Marta!
*O Salvador
*O ombro de Cláudia
*Raimundo
*Entre irmãs
*David, um herói entre as chamas
*A família da Nazaré


Sinopse: Neste livro de contos, são narradas diversas aventuras do feiticeiro imortal Magnus Bane, das séries best-seller de Cassandra Clare. Para Magnus Bane seria impossível contar todas as suas aventuras. Ninguém acreditaria... Onze histórias que revelam alguns dos seus segredos que de certeza não gostaria que fossem divulgados. Entre o misterioso Peru e resgates na Revolução Francesa, os fãs terão oportunidade de saber pormenores da vida do enigmático feiticeiro. 
Passado em diversos países e períodos históricos, Magnus Bane com a sua personalidade sedutora, estilo exuberante e inteligência resolve problemas e interage com Clary, Tessa, Will e Alec, de Caçadores de Sombras e As Origens. 


OpiniãoPara qualquer fã de Os Instrumentos Mortais ou As Origens, As Crónicas de Bane são uma óptima adição à colecção - não é essencial, é verdade, mas é uma oportunidade de saber mais pormenores sobre não só Magnus Bane, mas outros personagens, alguns dos quais iremos ver daqui a uns meses/anos sendo, um dos exemplos, James Herondale, um dos protagonistas de The Last Hours. Para além disso, revemos algumas caras conhecidas e, confesso, que foi isso, mais do que qualquer outra coisa que me atraiu para as As Crónicas de Bane.
No entanto, começou de forma estranha, o que desencorajou, até certo modo, o resto da leitura. Os primeiros dois contos "O que realmente aconteceu no Peru" e "A Rainha Fugitiva" pareceram escritos de uma forma quase infantil, com demasiadas referências à roupa Magnus, a aventuras que, para ser sincera, não eram minimamente interessantes e, embora relatassem factos históricos, pouco ou nada me cativou, embora seja agradável percebermos a relação entre Ragnor Fell e Catarina Loss que são uma presença constante em As Crónicas de Bane.
O terceiro conto "Vampiros, Scones e Edmund Herondale" foi muito mais interessante, embora ainda continuasse longe daquilo que adoro na escrita de Cassandra Clare. Neste conto em particular, estamos em Londres, e a partir daqui Magnus oscila entre Londres e Nova Iorque que servem de contexto para As Origens e Os Instrumentos Mortais, respectivamente, e vemos todo um conjunto de caras conhecidas, desde Camille, De Quincey, Granville Fairchild, Starkweather, a própria Charlotte Fairchild em criança e por aí fora e, vemos igualmente acontecimentos que nos foram relatados nas duas séries da autora, entre as quais, os Acordos que não me pareceram, de todo, natural. Não fui fã. O que gostei foi de Edmund Herondale e da ironia da sua situação no inicio do conto e a conclusão trágica no fim do mesmo, com um monte de coisas boas pelo meio, nomeadamente, a forma como conheceu Lynette, que viria a ser mãe de um conjunto de personagens que me são queridas e, para minha completa surpresa, percebemos o porquê da Pyxis existir.
"O Herdeiro da Meia-Noite" é o quarto conto e é um dos dois contos que sobressaem e que, se separados daria cinco estrelas, sem pensar. É uma apresentação perfeita aos personagens e à futura antagonista do The Last Hours. Nele, conhecemos James Herondale que, não é um Caçador de Sombras normal, de todo possuindo particularidades que não são próprias dos humanos. Mas, para além do aparecimento das personagens de As Origens, como Will, Tessa e Jem, vemos Tatiana Blackthorn e a forma como a sua mente está retorcida. Contudo, o que realmente adorei, neste conto, foram as descrições de Magnus de cada um dos personagens e as suas recordações. Tudo estava no ponto.
Os próximos contos, não foram interessantes como o último, mas foram mais suportáveis que os dois primeiros e dão algumas informações que faltaram em Os Instrumentos Mortais. Esses contos são "A ascensão do Hotel Dumont", "Salvar Rafael Santiago" e "A queda do Hotel Dumont" e, posso dizer que, dos três, "Salvar Rafael Santiago" foi provavelmente o que se destacou por percebermos, finalmente, a relação entre Rafael e Magnus e a forma como se aceitam mutuamente e que dá algum contexto à forma como culmina em A Cidade do Fogo Celestial.
"O que oferecer ao Caçador de Sombras que tem tudo (e que de todos os modos não é o nosso namorado oficial)" é o próximo conto e esse, tal como o último conto do livro "O curso do verdadeiro amor (e primeiros encontros)", não é dos meus preferidos, mas tem o seu encanto e a sua importância porque, pela primeira vez, adorei Alec. Não gostar ou suportar, mas realmente adorar uma personagem que tanto me fazia se morresse ou vivesse por exemplo, em A Cidade dos Ossos. Alec redimiu-se, vemos o seu lado mais vulnerável, mais não-Caçador de Sombras ou não-irmão irritante e é óptimo.
"A última batalha do Instituto de Nova Iorque" é o meu segundo conto favorito ao qual daria cinco estrelas, sem pensar. Nele, vemos o Círculo em plena acção, quando ainda eram jovens e apoiados pela Clave e, ao mesmo tempo, vemos, de longe, a queda do Círculo, e há tanta coisa nas entrelinhas, tantos diálogos fantásticos que dei por mim a comover-me. Podemos dividir o conto em duas partes, na primeira, o Círculo e está plenamente activo e saudável e, na segunda parte, vemos Jocelyn, a pedir ajuda a Magnus que está, nesse momento a partilhar casa com Tessa. O poder das palavras de Tessa, a forma como se dirige a Jocelyn, como mencionou Stephen Herondale, são algo a ter em conta e que adorei de forma completa e absoluta. Tal como o facto de Tessa ter uma camisola a dizer "WILL QUER UMA BONECA".
Por fim, e embora não seja um conto, temos acesso ao "Voicemail de Magnus Bane" depois dos acontecimentos em A Cidade das Almas Perdidas e, o que eu não me ri com Isabelle Ligthwood.
As Crónicas de Bane não é um livro exceptional, mas aumenta o mundo dos Caçadores de Sombras e dá-nos contexto para alguns dos locais e algumas das personagens que visitamos ou conhecemos em As Origens e Os Instrumentos Mortais, assim como dos futuros livros das Crónicas dos Caçadores de Sombras, pelo que penso que qualquer fã se sentiria satisfeito e, talvez, comovido com alguns dos contos mas, é apenas a minha opinião.
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aquiadaptação televisiva aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5


SinopseTeresa tem premonições desde criança. Depois de ter previsto as mortes de toda a sua família, incluindo a de Henrique, o seu melhor amigo de infância, Teresa refugia-se no seu dom. 
Mas a maldição que a marca vai persegui-la. Num dia cinzento, em que os seus próprios livros de feitiços parecem amaldiçoá-la, Teresa é salva por um jovem aparentemente desconhecido. Mas as semelhanças entre este estranho e Henrique levam-na de volta ao passado, quando tinha ainda muito a perder. 
Teresa conhece os destinos daqueles que lhe são próximos. No entanto, dá por si a apaixonar-se por este novo homem, cujo passado lhe é menos estranho do que imaginava. Na luta para alterar as malhas do destino deste jovem, que sabe ser fatal, Teresa descobre que a sua súbita aparição não foi fruto do acaso.

OpiniãoFoi a própria autora que me deu a conhecer este seu trabalho e confesso, estou numa onda de creepy things portanto, foi de bom grado que comecei a leitura de Sonhos Malditos. Sou a primeira a confessar que conheço pouco do trabalho da autora e do que li, Olhos de Vidro, gostei, também ele com o seu elemento louco, à falta de melhor palavra.
Sonhos Malditos tem como premissa, Teresa, uma mulher com premonições trágicas, cujo final nunca conseguiu alterar. É um conto e, portanto, só por aí estamos limitados à número de páginas e ao nível do desenvolvimento da história e, embora aplauda a autora pela forma como nos deu algo com um início, meio e fim, dos dois trabalhos de Carina Rosa (que li, até agora), não é o meu preferido.
Fui fã do início, das menções a um passado sombrio, da forma como a autora descreveu a maldição da protagonista, no entanto, não gostei da forma como o personagem masculino apareceu, não gostei de algum do seu diálogo (esta cena, blah) e, sobretudo, não gostei da forma como continuou a insinuar-se apesar de Teresa ter pedido (e gritado) para parar e que a deixasse sozinha e, embora não o fizesse de forma convincente porque estava obviamente atraída, esse tipo de personagens não é dos meus favoritos.
Para além disso, toda a situação da ressurreição fez-me alguma confusão, porque os limites da "magia" de Teresa não me pareceram bem delineados, porque embora afirme que: «Jamais tentara que qualquer defunto regressasse da morte» e «O mundo da vida e da morte tinha que ser separado por uma cortina de ferro e ela respeitava-a como a um Deus», também afirmou que «Era através deles (dos livros) que procurava ajuda, quando os clientes lhe pediam uma salvação impossível: a cura para uma doença terrível, a união a um amor perdido, o emprego pretendido, o regresso de um ente falecido.»
Não vou afirmar que o final foi uma surpresa, porque não o foi, de todo, no entanto, a forma como a autora o dá, como o descreve, a sensação de desespero e até mesmo de frustração e impotência passaram para mim, enquanto leitora. É um daqueles cenários em que, sabemos o que vai acontecer, mas procurámos por pistas que nos digam o contrário.
No entanto, a personagem de Teresa, lembrou-me a protagonista de Insaciável de Meg Cabot nas suas premonições, o que apreciei bastante, e a forma como a autora fazia as suas descrições fez-me sentir que estava na pequena casa acolhedora da vidente o que é um dos aspectos que mais gosto aquando a leitura de um livro: sentir que estou lá, e Carina Rosa colocou-me directamente junto de Teresa.
Outros títulos da autora: 
*Olhos de Vidro
*As Gotas de um Beijo
*O Intruso
*Na Sombra de um Passado
*A Rapariga do Lago
*Um Presente Inesperado
*Sonhos Malditos


Sinopse: Na deslumbrante conclusão da série Caçadores de Sombras, Clary e os amigos enfrentam a mais terrível expressão do mal que alguma vez tiveram de combater: o irmão de Clary. 
Sebastian Morgenstern está ao ataque e volta Caçador de Sombras contra Caçador de Sombras. Com a ajuda da Taça Infernal, transforma Nefelins em criaturas saídas de um pesadelo, separando famílias e amantes enquanto engrossa as fileiras dos seus Ensombrados. 
Acossados, os Caçadores de Sombras refugiam-se em Ídris... mas nem os poderes demoníacos de Alicante conseguem manter Sebastian à distância. E com os Nefelins encurralados em Idris quem protegerá o mundo contra os demónios?
Quando é desmascarada uma das maiores traições de toda a história dos Caçadores de Sombras, Clary, Jace, Isabelle, Simon e Alec são obrigados a fugir - ainda que a sua viagem os leve até ao coração dos reinos demoníacos, onde nunca nenhum Caçador de Sombras fora e de onde nenhum ser humano alguma vez regressara. 

Book Trailer:


OpiniãoA Cidade do Fogo Celestial conclui a série Os Instrumentos Mortais de Cassandra Clare e, logo no prólogo, somos imediatamente apresentados às personagens e protagonistas da próxima série da autora no Mundo das Sombras, nomeadamente a série The Dark Artifices, sendo o primeiro livro Lady Midnight. Foi uma jogada extremamente inteligente porque, apesar de já conhecermos alguns dos personagens como Helen Blackthorn e Aline Penhallow, não sabíamos nada sobre a nova protagonista Emma Carstairs e, imediatamente cria-se uma ligação entre leitor-personagem ainda antes da publicação do próprio livro.
Uma das coisas que percebi é que para sentir na plenitide todas as emoções de A Cidade do Fogo Celestial, é preciso ler em primeiro lugar As Origens, com principal destaque para A Princesa Mecânica porque, confesso, os capítulos mais emocionantes, as frases mais tocantes eram relativas a reminiscências do passado, a frases que mencionavam, ainda que de forma incógnita, personagens que já morreram, que não existem neste tempo e que enquanto leitor, nos afeiçoámos a elas e, dei por mim a sentir muito mais quando essa relação era exposta por personagens como Magnus ou o Irmão Zachariah.
«Lembra-te de Tessa. Não aprendes-te nada com ela? A respeito do que os amores valem e da dor de os perder?»
«Um espírito que jurou proteger o lugar. Está lá há cento e trinta anos»
«Uma vez mais um Herondale é o veículo da minha libertação»
«Os Herondale. Já quase tinha esquecido. Nenhuma outra família faz tanto por amor, ou sente tanta culpa por isso».
«O meu parabatai amava como poucos sabem amar, com tudo o que era e tudo o que tinha.»
As ligações entre os acontecimentos passados, as relações entre as famílias são mais importantes do que nunca em A Cidade do Fogo Celestial, sobretudo pelas personagens imortais e são essas pequenas coisas que tornam o livro especial.
Cassandra Clare referiu que seis personagens que conhecemos pelo nome iriam morrer e, embora não entre em detalhe, posso dizer que uma delas foi demasiado insípida para o meu gosto, rapidamente ultrapassada e esquecida e, embora o desenrolar da história se faça a um bom ritmo, continuo a achar que Sebastian não é o antagonista ideal e continuo a preferir Valentine. Há algumas coisas de que não fui propriamente fã, em especial o clímax. Embora aprecie toda a situação do beijo de Judas pela própria representação, mas achei quase fácil e não fui igualmente fã da questão do aparecimento do "outro".
No entanto, a partir daí é quando o livro fica realmente emocionante, onde há a perda, onde há o ganho, onde há vida, onde há a morte, onde há o confronto de gerações, onde o passado e o presente se encontram.
É um livro especial, dá alguma conclusão, mas não toda. Não há realmente um final e há muitas questões que ficam em aberto e que acabam por dar espaço para os Tales from the ShadowHunter Academy e para Lady Midnight porque, a partir daqui, percebemos exactamente com quem vai ser a próxima guerra, quem vão ser os antagonistas e, embora a autora seja dada a surpresas, percebemos, pelo menos, isso.
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aquiadaptação televisiva aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5


Sinopse: O demónio Lilith foi destruído e Jace liberto do cativeiro. Quando os Caçadores de Sombras chegam, porém, nada encontram além de sangue e vidros partidos. O rapaz que Clary ama desapareceu, bem como o que odeia: o irmão, Sebastian, determinado a vencer os Caçadores de Sombras. 
A magia da Clave não consegue localizar o paradeiro de nenhum dos jovens, mas Jace não pode ficar afastado de Clary. Quando se reencontram, Clary descobre o horror causado pela magia de Lilith - Mal. A Clave está determinada a destruir Sebastian, mas é impossível atingir um dos rapazes sem destruir o outro. 
Apenas um punhado de pessoas acredita na salvação de Jace. Juntos, Alec, Magnus, Simon e Isabelle negoceiam com a sinistra rainha Seelie, ponderam acordos com demónios e recorrem, por fim, às implacáveis Irmãs de Ferro, que poderão forjar uma arma capaz de destruir a ligação entre Sebastian e Jace. Se as Irmãs de Ferro não puderem ajudar, a única esperança reside em desafiar o Céu e o inferno - um risco que poderá reclamar-lhes as vidas. 
E terão de fazer tudo isto sem Clary, mergulhado num perigoso jogo, na mais completa solidão. O preço da sua derrota não será apenas a própria vida mas também a alma de Jace. Ela está disposta a fazer o que for necessário por Jace mas poderá continuar a confiar nele? Ou estará irremediavelmente perdido? Haverá um preço demasiado alto a pagar, ainda que por amor?

Book Trailer:

OpiniãoAo contrário dos outros livros da colecção senti que A Cidade das Almas Perdidas era o mais desnecessário. A ideia central por detrás do livro cansou-me. Penso que podia ter havido uma extensão de A Cidade dos Anjos Caídos ou uma maior centralização no que era realmente importante em vez de vermos capítulos dedicados a preparações para concertos ou a provas de vestidos. Basicamente, queria uma espécie de fusão entre A Cidade dos Anjos Caídos e A Cidade das Almas Perdidas. Teria sido agradável.
Pela primeira vez, o POV de Clary foi o mais frustrante. Dei por mim, mais do que uma vez, a desejar que passasse depressa para o POV de Simon, Isabelle ou mesmo Alec. Isto porque, em A Cidade das Almas Perdidas, Clary comportou-se como uma fedelha mimada, à falta de melhor expressão e não achei que fosse congruente com a personagem apresentada nos livros anteriores - excepto no confronto final onde recuperou algum do meu amor. No final, no entanto, somos expostos à ideia de que Clary é impulsiva por aqueles que ama (algo que já sabíamos de antemão) mas, mesmo assim, houve algo que me impediu de gostar dela neste livro e, esse algo é a forma como Clary reage a Sebastian e ao "Jace", como se aquele fosse o seu dia-a-dia e, não me podem dizer que: ah e tal, foi um plano para conseguir descobrir o que andavam os dois a tramar. A sério?
Não.
Isabelle, Alec, Magnus, Simon, Maia e Jordan, andaram a estafar-se à procura de respostas. Clary fazia o que lhe pediam e o que descobriu foi sempre por mero acaso. Não gostei.
O que é constante ao longo dos diferentes volumes é a escrita da autora, fluída, intensa e consciente - maravilhosa - e, por muito que tenha desdenhado Clary neste volume, continuo, obviamente, a torcer por ela e pela «Equipa Boa». Penso que o que é realmente fantástico em Cassandra Clare, é a forma como nos faz apaixonar pelos personagens quando, no primeiro livro, passávamos bem sem eles.
Ainda acho, no entanto, que Valentine dava um melhor antagonista do que Sebastian pelo simples facto de fazer sentido. Um antagonista cujos propósitos podem ser os indicados, mas cuja forma de os executar são erradas. Um antagonista que, para minha surpresa, era capaz de fazer com concordasse com ele. Sebastian quer ver o mundo a arder por poder. Se fosse pela piada de vê-lo a arder, seria diferente mas, por poder, é algo repetitivo na ficção.
Por outro lado, não gostei de, apenas no quinto volume, a relação de parabatai de Alec e Jace ser explorada, e, mesmo assim, no final, a frase de Jace em relação à forma como se sentia, como se faltasse algo, foi desenxabida e com falta de emoção. Jace que é dado aos discursos emotivos, podia fazer melhor.
Algo que permanece constante é a ligação com os personagens de As Origens e sendo eu, uma fã desvairada de Will, Jem e Tessa, adoro profundamente as pequenas menções, aqui e ali. Frases que me fazem dar um salto e sorrir de forma apatetada porque é esse o poder da autora:
«um pingente em forma de anjo cujas asas eram engrenagens de relógio»;
«conheci parabatais que eram quase a mesma pessoa»
«duas pessoas»
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aquiadaptação televisiva aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5


Sinopse: A Guerra Mortal acabou e Clary Fray está de regresso a casa, em Nova Iorque, entusiasmada com o que o futuro lhe reserva, Está em treino para se tornar numa Caçadora de Sombras e saber usar o seu poder única e a mãe vai casar-se com o amor da sua vida.
Os Habitantes-do-Mundo-à-Parte e os Caçadores de Sombra estão, finalmente, em paz. E, acima de tudo, Clary já pode chamar «namorado» a Jace.
Mas tudo tem um preço.
Anda alguém a assassinar Caçadores de Sombras que pertenciam ao círculo de Valentine, provocando tensões entre os Habitantes-do-Mundo-à-Parte e os Caçadores de Sombras, o que pode levar a uma segunda guerra sangrenta. O melhor amigo de Clary, Simon, não pode ajudá-la. A mãe acabou de descobrir que ele é um vampiro e expulsou-o de casa. Para onde quer que ele olhe, alguém quer a sua aliança, bem como o poder da maldição que lhe destruiu a vida. E estão dispostos a fazer o que for necessário para obter o que querem. Ao mesmo tempo, namora com duas belas e perigosas raparigas, sem que uma saiba da outra.
Quando Jace começa a afastar-se de Clary sem qualquer explicação, esta vê-se forçada a mergulhar num mistério cuja solução se revela o seu pior pesadelo: ela própria desencadeou uma terrível cadeia de acontecimentos que podem levá-la a perder tudo o que ama. Até Jace.


Book Trailer: 


Opinião
Depois dos acontecimentos de A Cidade de Vidro, Cassandra Clare queria escrever sobre a vida de Simon Lewis e respectivas aventuras mas, como escrever sobre um elemento essencial de A Cidade dos Ossos, A Cidade das Cinzas e A Cidade de Vidro sem mencionar os restantes personagens?
Desde a primeira página que há um maior número de capítulos ou passagens sobre o POV de Simon quando comparado com os últimos três livros, passagens que relatam a sua condição especial e sobre o papel que este deve ter ou que irá ter no Mundo das Sombras. E, mais do que uma vez, somos confrontados com passagens bíblicas em relação à Marca que Clary, em A Cidade de Vidro se viu forçada a fazer para proteger o melhor amigo das garras de Rafael, Marca essa que é descrita como uma "maldição", no entanto, por muitas vezes que seja apresentada como tal, não concordo, de todo, uma vez que salvou-o, em mais do que uma situação e mostrou-se essencial para o finalizar de A Cidade dos Anjos Caídos.
Neste quarto volume há uma sensação de separação entre os adultos e os adolescentes. Isto porque os acontecimentos finais em A Cidade de Vidro foram essenciais no desenvolvimento deste volume e Jace e Clary, por decidirem ocultar a verdade das pessoas que os poderiam ajudar, acabam por ser prejudicados de forma brutal e que resultou naquilo que chamo "síndrome do segundo livro", onde o casal de protagonistas mostra uma falta de comunicação extrema e que, sinceramente, cansa-me.
Mais uma vez, senti-me incomodada com a falta de relação entre Jace e Alec, sobretudo depois da leitura de As Origens, principalmente A Princesa Mecânica. A falta de sensibilidade de Alec faz-me confusão. Basicamente, em A Cidade dos Anjos Caídos há perguntas às quais faltam respostas e, algumas partes parecem servir apenas para ocupar espaço, embora seja um livro pequeno, quando comparado com os restantes.
Para além disso, senti que algumas das cenas foram mal exploradas principalmente na diferença entre a percepção e o entendimento da condição de Simon pela mãe e pelos amigos. A aceitação imediata, a atitude "cool" que os membros da banda mostraram foi completamente irrealista e desnecessária e, a meu ver serviu apenas como pano de fundo para o aparecimento de Kyle/Jordan que, por muito que me esforce, não consigo vê-lo no núcleo principal de personagens, sendo mais um adereço à história de Maia do que outra coisa.
Por outro lado, o distanciamento entre o casal protagonista (cansaço) deu lugar à aproximação de outras relações, nomeadamente entre Simon e Jace, o que seria algo improvável nos últimos três volumes, e entre Isabelle e Clary. A ideia de um grupo unido para lá dos laços amorosos, movidos pelo sentido de protecção e de amizade, dá-me mais gosto do que emparelhar "este" com "este" ou "esta" com "este", para além de que é mais interessante não só de ler, mas em relação à própria fluidez da leitura, que alterna entre mais do que um POV, havendo a possibilidade de um conhecimento mais profundo do coração dos personagens.
Uma coisa que adorei mais do que estava à espera foram as relações com outros livros da colecção como:
«Oxalá estivesse aqui, disse o irmão Zachariah, quando estavas a crescer; teria visto a verdade no teu rosto Jace Ligthwood»;
«Os laços entre os Herondale e os Irmãos Silenciosos são muito antigos.»
«Camille continuava linda e, ao olhar para ela, Magnus voltou a Londres, viu os candeeiros a gás, cheirou o fumo, o pó, o odor dos cavalos, o travo metálico do nevoeiro, as flores de Kew Gardens, viu um rapaz de cabelos negros e azuis, como os de Alec, e uma rapariga de rosto sério, com longos caracóis castanhos. Num mundo em que tudo desaparecia depressa, ela era uma constante».
«JG»
Um doce para a alma.
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aquiadaptação televisiva aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5


SinopseNaquele dia quando Clay regressou da escola encontrou à porta de casa uma estranha encomenda com o seu nome escrito, mas sem remetente. Ao abri-la descobre que, dentro de uma caixa de sapatos, alguém colocara sete cassetes áudio, daquelas que já ninguém utiliza, com os lados numerados de um a treze. Graças a um velho leitor de cassetes, Clay prepara-se para satisfazer a sua curiosidade... É sobressaltado por uma voz que já não ouve há duas semanas porque pertence a Hannah Baker de dezasseis anos, que se suicidara recentemente e por quem ele estivera apaixonado. Na gravação, Hannah explica que vai enumerar os seus treze motivos para pôr fim à vida, que a cada um deles corresponde uma pessoa e que todas elas podem descobrir o seu contributo pessoal para aquele trágico desfecho. O autor usa intencionalmente esta estratégia para criar uma grande intimidade entre Hannah e Clay (e o leitor) e conferir um grande realismo ao desespero e sofrimento daquela jovem, com notável intuição para captar os problemas e vulnerabilidades da adolescência. 

OpiniãoEsta é uma opinião difícil de escrever e que requer alguma ponderação. Por Treze Razões retrata a história de Hannah Baker, uma rapariga que cometeu suicídio e, através de Clay Jensen, o narrador, conhecemos as razões para o fim de Hannah através de cassetes previamente gravadas pela mesma e no qual cita as treze razões que levaram à sua decisão de pôr termo à vida.
Por Treze Razões, não é, nem de longe, nem de perto, o meu livro favorito e, não é, nem de longe, nem de perto, o melhor em relação ao tema que aborda. No entanto, é único na sua abordagem - através de cassetes. É uma forma simples e eficaz de chegar ao leitor e, confesso que, pouco me interessei por Clay, penso que ele apareceu apenas para dar algum contexto não só em relação ao espaço onde decorre as histórias de Hannah, mas igualmente em relação a alguns dos intervenientes.
Suicídio. É a palavra que retrata Por Treze Razões, pelo óbvio. E, embora a minha leitura tenha sido ávida, mantive-me o máximo que pude, afastada das palavras de Hannah. Não por algumas vez ter sentido alguma das suas emoções, ou por alguma vez ter pensado sequer na ideia, mas por conhecer casos em que essa palavra pairou na cabeça de alguém que me é conhecido. E, embora a ideia por detrás do livro, seja boa, não vou dizer que não, a forma como por vezes se desenvolve pareceu-me fútil, a começar pelo título e pela premissa em si.
Hannah atribui a sua decisão a um determinado número de pessoas e quer fazê-los perceber o impacto que essas determinadas pessoas tiveram na "escolha" da sua morte. Alguns poderiam dizer que Hannah queria fazê-los perceber para que pudessem mudar, para não repetirem as façanha mas, com o decorrer das páginas, há uma emoção que não me larga - egoísmo. Hannah quer culpá-los, quer justificar-se e, apesar das emoções e sensações provocadas em Clay, nada apaga a ideia de egoísmo e futilidade que Hannah me deixou.
Não penso que esteja a ser insensível, pelo contrário. O próprio nome, quer em português, quer na sua versão original, reclama por razões, por motivos, por justificações para uma morte que não devia ter acontecido. A questão que eu coloco é: há uma razão? há duas razões? há treze razões? Para mim, o simples facto de alguém considerar a possibilidade de acabar com a própria vida indica apenas que há um elevado grau de desespero, de ansiedade, de emoções não controladas que culminam numa catástrofe. Não há uma razão.
Li múltiplas opiniões sobre Por Treze Razões e, embora discorde de algumas, sou obrigada a concordar com a futilidade dos motivos apresentados. De início, comecei a ligar os nomes aos motivos e dei por mim a escrever coisas como "ignorou-a e usou-a apenas para ter boleia" ou "preferiu acreditar em boatos" e, grande parte deles, os iniciais, pelo menos, estão muito relacionados com interesses amorosos ou com a atracção física. Jay Asher apresenta-nos o bullying, como principal motivo para o desequilíbrio de Hannah, mas não penso que o faz de forma completa. No início das cassetes, há sempre uma descrição da pessoa em si, da situação, do motivo, mas são poucas as linhas dedicadas às verdadeiras emoções de Hannah - que eram do meu interesse.
Se acho que este é um livro que pessoas com pensamentos mais sombrios em relação à vida, que estão num pior momento da sua existência, devem ler? A resposta é clara: não, jamais. Porquê? Porque dei comigo a pensar que Por Treze Razões, dá ao suicídio glamour, à falta de melhor palavra. Hannah, mesmo morta, conseguiu passar uma mensagem, conseguiu fazer-se ouvir, conseguiu deixar uma marca que, enquanto viva, se viu incapaz. E, cada um dos intervenientes fez, exactamente o que ela mandou, mesmo depois de morta e, havendo ou não um motivo para isso, eles obedeceram, cegamente. Por isso, a resposta é não.
Aos outros? Sim. Penso que é um livro que, quantas mais pessoas lerem, melhor. E, nem sequer é pela qualidade, mas pelas estatísticas por vezes apresentadas, pelos sinais de alarme, desde "mudanças súbitas de visual" a "livrar-se dos seus pertences", há uma sensação de educação. Mas, mais importante do que isso, ao longo das páginas vi, vezes sem conta, a mesma frase:
«E, afinal de contas, que poderia eu fazer?»
Hannah deixou as cassetes para que os intervenientes pudessem perceber o impacto que um simples gesto ou uma simples palavra podem ter sobre a vida de uma pessoa, uma vida sobre a qual nós não sabemos, seja amigo ou não, nunca conhecemos realmente uma pessoa na sua plenitude e o que nós podemos fazer para prejudicar alguém, mesmo que sem intenção, não tem fim. Mas, do mesmo modo, o que podemos fazer para ajudar alguém, é infinito.
Outros títulos do autor: 
*Por Treze Razões - adaptação televisiva: aqui.
*Antes do Futuro


Sinopse: É uma noite igual às outras a bordo da Ícaro, os passageiros divertem-se. Tarver convida Lilac para ver as estrelas. Então, a catástrofe abate-se sobre a enorme nave de luxo: de súbito é puxada para fora do hiperespaço e despenha-se no planeta mais próximo. Lilac Laroux e Tarver Merendsen sobrevivem. E estão sozinhos. 
Lilac é filha do homem mais rico do universo. Tarver é de origens humildes, um jovem herói de guerra que aprendeu há muito tempo que as jovens como Lilac só dão grandes problemas. Mas sozinhos têm de confiar um no outro e trabalhar juntos, encetando uma jornada tortuosa pelo misterioso e lúgubre planeta para procurar ajuda. Enquanto lutam para salvar as vidas no meio do enigmático planeta começam a descobrir que, apesar das diferenças, as estrelas começam a iluminar os seus corações com a luz do amor

Opinião: Primeiro que tudo, tenho de mencionar o óbvio. A mudança de capa. Porquê Planeta? Porquê? A primeira capa, a original, era lindíssima, penso que está inclusive, na edição brasileira. É belíssima, apelativa e, quase é certo que nenhum leitor seria capaz de passar por ela sem, pelo menos, ler a sinopse. As capas de Starbound tiveram, em edições estrangeiras, o jackpot do design.
Quando as Estrelas Caem faz parte de uma trilogia, como já referi, Starbound, três livros que penso que são stand-alones no mesmo universo, pelo que não sei se voltaremos a ver os personagens deste primeiro volume, nos próximos dois - mais uma vez, não tenho a certeza mas, considerando que Lilac é a filha do homem que basicamente governa o universo, a resposta é provavelmente positiva? I don't know.
Quando as Estrelas Caem foi um presente de Natal e, sinceramente, não sei porque é que demorei tanto tempo para começar a sua leitura visto que era um livro que queria e que desejava ler há muito tempo, pelo comentários, pelo burburinho há volta desta colecção mas, assim que os meus olhos pousaram nas primeiras linhas. PUM. Agarrada. Infelizmente, devido a uma coisa chamada responsabilidades (uff), vi-me obrigada a ler a passo de caracol mas, sempre que tinha oportunidade vi-me imersa na vida destes personagens e, atenção, não sou sequer uma grande fã de livros no espaço ou com naves, ou tecnologia para lá da terrena.
Quando as Estrelas Caem é vendido como, e passo a citar, O TITANIC DISTÓPICO. Não sei quanto a vocês, mas eu cresci a ver o filme no natal e no ano novo e adoro o filme de James Cameron. Venderam-me um Titanic no espaço. Eu queria um Titanic no espaço. Infelizmente, não é, de todo, um Titanic no espaço, pelo contrário. Passamos um tempo relativamente pequeno em Ícaro, antes de este se despenhar. Eu queria mais tempo, queria conhecer a nave mais luxuosa do universo, queria andar pelos seus convés, queria perceber o que correu mal, queria momentos agonizantes de um casal apaixonado a tentar salvar-se.
Mas não.
Após o desastre temos uma história de sobrevivência e, embora os capítulos curtos, e algumas passagens curiosas em forma de inquérito antes de cada um dos capítulos que nos dá um maior contexto, foram os personagens, Tarver e Lilac que marcaram a leitura porque são, à semelhança do filme que vendem na capa, parecidos com os eternos personagens criados por James Cameron, mas mais orgulhosos, mais sarcásticos, mais interessantes. Contudo, mesmo com a beleza dos personagens, à medida que as páginas passam e as acções repetem-se, dou graças pelos capítulos pequenos porque o clímax teima em surgir.
Mas surge.
Infelizmente para mim, as descobertas não têm o factor UAU. São interessantes? Sim. Lêem-se com facilidade? Sim. Não há realmente uma explicação para a minha quase indiferença pelo planeta e pelo mistério que o rodeia a não ser os personagens. Penso que estava mais interessada na sua relação e no seu desenvolvimento e na questão da sobrevivência que não foi o suficiente para me interessar. As autoras prenderam-me nas emoções e a parte lógica e racional deixou de importar. Não compreendi algumas das questões finais e, a verdade, é que a história ficou estranha.
Mas irei continuar?
Com certeza. As autoras criaram vida para lá do nosso planeta. Uma vida que quero continuar a seguir.
Outros títulos da colecção Starbound: 
*Quando as Estrelas Caem
*This Shattered World
*Their Fractured Ligth 

*This Nigth so Dark (short-storys)


OpiniãoThe Revenant ou O Renascido, é baseado no livro homónimo de Michael Punke que, por sua vez, baseou-se na história real de Hugh Glass, um explorador e comerciante de peles que é atacado por um urso e deixado à sua sorte durante uma expedição por território inexplorado, corria o ano de 1823.
Não podemos negar que o filme de Alejandro Iñárritu tem andado nas bocas do mundo pelas melhores razões, ganhando prémios atrás de prémios. A verdade é que é um filme com um visual impressionante: é limpo, é claro, é perfeito. Há um sentimento de comunhão com a natureza e foram vários os momentos em que dei por mim a sentir-me parte daquele mundo e, pelo esforço e pela qualidade, merece cada um dos prémios que recebeu. Leonardo Dicaprio enquanto Hugh Glass é para lá de brilhante. A sua interpretação é exímia e tenho quase a certeza que é desta que irá receber a famosa estatueta dourada. Leonardo Dicaprio fez-me sentir o seu desespero, a sua angustia e a sua dor. Claro que Tom Hardy não fica atrás, nem por sombras!
Mas agora, a questão que realmente importa: gostei do filme?
Não. Mas, mesmo não apreciando a história em si, consegui apreciar e admirar a qualidade cinematográfica do mesmo e até mesmo alguns dos efeitos, nomeadamente o ataque do urso que foi, à falta de melhor palavra, traumático. Não gostei porque senti que, para lá das paisagens deslumbrantes e da interpretação de Leonardo Dicaprio e de Tom Hardy, a história é demasiado básica. Não mostraram muito do passado de Hugh, de onde veio, da sua relação ou até mesmo da história do seu filho e, mesmo assim, percebo o porquê.
É uma história de sobrevivência e de vingança. Não é preciso um diálogo de duas páginas, uma vez que são emoções que, por serem retratadas tantas vezes e por fazerem parte da condição humana, entendemos. Não eram precisas frases para compreender as emoções de Hugh. O facto de seremos humanos bastava.
Simplesmente, não é o meu tipo de filme.