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Sinopse: O anjo Bethany  Church está prestes a cometer um grande erro e não tem qualquer razão para o fazer. 
Neste momento tem uma vida tranquila com o amor do namorado Xavier Woods e dos irmãos Gabriel e Ivy, mas decide que todos devem ter uma segunda oportunidade e é aliciada por Jake Thorn, para um perigoso passeio de mota. 
Nem Xavier nem os irmãos conseguem impedir nem demover Bethany de ir para a frente com o seu plano e tarde de mais ela percebe que o passeio acaba no Inferno. 
Uma vez lá, Jake Thorn negoceia a libertação de Beth para que esta possa voltar à Terra. Mas o que ele lhe pede em troca não só a vai destruir como também aos seus entes queridos. Mas poderá Bethany voltar a confiar em Jake?


Book Trailer: 

OpiniãoPrimeiro que tudo, a sinopse. A minha experiência com o livro anterior Halo, cuja opinião podem ver aqui, não foi a melhor e, a minha percepção da protagonista Bethany, ainda pior, pelo que, ao pegar em Hades e ao ler a sinopse, fiquei ainda mais frustrada pela, imaginei eu, estupidez, da namorada de Xavier.
Mas, qual é a minha surpresa, quando percebo que o mal está todo e inteiramente no resumo na contracapa. Ora vamos lá ver, nele, vemos uma Bethany que decide dar uma segunda oportunidade a Jake e tive a sensação de que ela decidiu ir dar uma volta de mota com o mesmo numa espécie de passeio. Tal não podia estar mais errado.
Esta sinopse, quase que me fez desistir do livro, quase. Em momento algum do livro Bethany decide dar uma segunda oportunidade a Jake, pelo contrário, odeia-o do início ao fim e, não é aliciada para nenhum passeio de mota. Numa situação de vida ou de morte, ou do que ela pensava ser de vida ou de morte, em que Xavier está em perigo iminente, Bethany sobe para a mota de um dos amigos de Xavier, alguém em quem confia que acaba por ser alguém possuído por Jake. Neste momento, nem os irmãos de Bethany, Gabriel e Ivy estão presentes e Xavier está 50% do tempo inconsciente, portanto como «nem Xavier nem os irmãos conseguem impedir nem demover Bethany de ir para a frente com o seu plano e tarde de mais ela percebe que o passeio acaba no Inferno» e, uma vez lá, em momento algum, Jake negoceia a libertação de Bethany, pelo contrário. O único acordo é em relação ao bem-estar de Xavier. Um acordo previsível e demasiado "preguiçoso" é verdade, mas a sinopse, em nada retrata o livro que EU li.
A verdade é que em relação a Halo, Hades não é muito melhor, ou pior. As raparigas humanas continuam a ser retratadas como idiotas, aliás, os humanos continuam a ser tratados como idiotas ou animais incapazes de controlar os seus impulsos: «a influência da minha família espraiara-se e transformara Venus Cove numa vila-modelo»; «as únicas disputas que aconteciam eram de somenos, como entre condutores a discutir sobre quem fora o primeiro a ver um lugar para estacionar. Mas isso era apenas a natureza humana. Não poderia ser mudada e não era incumbência nossa mudá-la». Mais uma vez, não vou incumbir nenhuma das minhas crenças ou ausência delas mas, pelo que vi em entrevistas, a autora pretendia escrever um livro que retratasse a luta entre o bem e o mal, mas eu apenas vejo uma história de amor mal contada e o conceito de religião muito mal retratado. Penso que a autora baseou-se demasiado no Inferno de Dante ou na própria Bíblia, mas o conceito de Inferno que ela própria cria, sem qualquer tipo de redenção mesmo para as almas boas e arrependidas, não me parece que coincida com o Deus que Bethany retrata e em quem acredita, mesmo depois de ver o "fosso".
Bethany, a protagonista, continua igual a si mesma, o que não é de todo positivo. Ainda precisa de Xavier que está agora «bem preparado para me proteger». Não é uma protagonista forte, pelo contrário, tem a constante necessidade de ser salva e é de tal modo egocêntrica que é incapaz de imaginar Xavier a seguir a sua vida sem ela.
Os diálogos continuam maus, com acréscimos ainda piores como "ursinho" ou "querida" que, confesso, podem dever-se à tradução. Mas mesmo a história em redor das personagens secundárias como Hanna, uma história que remonta à segunda guerra mundial, foram MUITO mal escritas e, até mesmo a situação da possessão demoníaca pela freira roçou o ridículo.
Para além disso, há falhas na história. Bethany é capaz de escrever no vidro X+B, porque aparentemente é mais importante mostrar o seu amor do que pedir ajudar ou pedir para que parem de a procurar porque só se vão magoar e, não há qualquer explicação para que não consiga escrever mais palavras.
Não há apenas falhas na história, há igualmente falhas nas personagens. Como é que Jake, sendo Jake, deixa-a sair e acredita nela com tanta facilidade? O discurso de Molly é cada vez mais ridículo, indigno de alguém com quase dezoito anos de idade e, MAIS DO QUE TUDO, algo que pode ser um problema meu, mas que me deixou incomodada, algo em que, aparentemente a autora acredita porque lançou-a para o ar num momento tenso, por alguém que é de confiança: «para ser real, o amor tem de ser correspondido»... Fala-me mais sobre isto. Mais uma vez, a relação de Bethany e Xavier parece ser a única fonte de amor do livro, algo triste e, sinceramente, pobre, que não aprecio de todo, no entanto, há uma nova esperança para Céu, que espero que seja muito mais interessante que os dois anteriores. FINGERS CROSS
Outros títulos da colecção
*Halo
*Hades
*Céu

Outros títulos da autora:
*Ghost House
*Ghost Hour
*Ghost House #3 


Sinopse: Na Sombra das Palavras reúne cinco contos de autores portugueses, combinando thriller e fantástico em histórias de amor, memórias esquecidas e encontros com a Morte e Deus. As palavras transportam o leitor para labirintos, panópticos, livrarias e memórias longínquas. 

OpiniãoPara mim, um bom conto é aquele que prende a atenção do leitor do início ao fim e, penso que grande parte das dificuldades em relação à elaboração de um é fazer com que haja um princípio, um meio e um fim visíveis e com algum desenvolvimento num curto número de palavras e, em relação a este ponto em particular, dou os parabéns aos cinco autores portugueses, assim como à iniciativa da Editorial Divergência.
O meu conto favorito foi, sem dúvida, o de Fábio Ventura, o único autor que conhecia de antemão, uma vez que tenho a sua obra - Orbias - As Guerreiras da Deusa e Orbias - O Demónio Branco cá em casa e que, confesso, não fui de todo fã, no entanto, o conto de Fábio, O Livreiro, intrigou-me e conquistou a minha atenção. Uma pessoa tem a liberdade para interpretar um livro a seu bel prazer e, para mim, O Livreiro foi realmente a pérola Na Sombra das Palavras e foi algo que apelou à minha pessoa porque, para mim - e a minha opinião que, mais uma vez, vale o que vale, - é uma metáfora para a criação de personagens e de uma história e a obsessão consequente. Ter-lhe-ia dado, individualmente 5 estrelas no Goodreads.
A seguir a O Livreiro de Fábio Ventura, o meu preferido foi O Panoptico de David Camarinha. A escrita é muito diferente dos outros quatro contos, mais poética, à falta de melhor palavra, no entanto, tal pode actuar como uma bênção ou uma maldição e, para mim, foi difícil de perceber o cerne do conto MAS, fiquei muito surpreendida com o desenrolar da acção e o final está perfeito e adorei e, mais uma vez, interpretei como uma metáfora à criação de um mundo fictício e, se tivesse de dar uma classificação ter-lhe-ia dado 4 estrelas no Goodreads.
No entanto, para além destes dois contos que, como já referi, adorei, o conto Tábua Rasa de Mário Seabra foi, provavelmente, aquele em que eu desejava um maior desenvolvimento e achei o limite das 2000 palavras injusto. O conceito dos Tábua Rasa é interessante e queria ler mais sobre os personagens e como chegaram aquele ponto e o que aconteceu antes, algo que não senti com os dois contos anteriores, ou seja, o conto bastou-me, mas aqui, foi frustrante. Eu queria mesmo saber mais. Ter-lhe-ia dado 3 estrelas no Goodreads.
Os contos de Ângelo Teodoro e de João Ventura, O Labirinto de Papel e A Lista de Deus, ficaram aquém, quando comparado com os outros três, no entanto, pode ser algo positivo porque, apesar de não se relacionarem com os meus gostos em particular, podem apelar a outras audiências, no entanto achei O Labirinto de Papel confuso e, não percebi o conceito da história, provavelmente problema meu e, em relação à Lista de Deus, apesar de ter gostado do conceito achei que não foi muito bem explorado e não apreciei a conclusão. Ter-lhes-ia dado 2 estrelas no Goodreads.
Na Sombra das Palavras foi uma óptima iniciativa e, sinceramente, valeu a pena.
Outros títulos da Editorial Divergência: 
*Na Sombra das Palavras
*Por Mundos Divergentes
*Nos Limites do Infinito


Sinopse: Voldemort está mesmo de volta! Esta é a terrível confirmação que agita o início do sexto ano na escola de feitiçaria de Hogwarts. O crescente poder maléfico de Voldemort e do seu vasto exército de Devoradores da Morte é cada vez mais visível, não só no mundo da Magia como no mundo dos Muggles. Agora, mais do que nunca, é necessário reunir forças para combater o mal e, para isso, Harry e Dumbledore visitam o passado misterioso de Voldemort e o coração da magia negra, e desvendam alguns segredos verdadeiramente espantosos. Mas são muitos mais os enigmas que Harry terá de resolver, entre eles, um muito especial - quem é o príncipe misterioso a quem pertenceu o livro sobre poções que Harry recebeu e que revela conhecimentos poderosíssimos e perigosos? Poderá contar com ele como aliado ou será mais um inimigo a vencer? Neste penúltimo livro da série, as forças são testadas até ao limite, e Harry terá de apelas a toda a sua coragem e determinação para prosseguir na luta contra o temível senhor das trevas!...Será que vai conseguir?

OpiniãoHarry Potter e o Príncipe Misterioso é, para mim, o segundo livro mais interessante - sendo Harry Potter e os Talismãs da Morte, o primeiro - de toda a série de J.K.Rowling, isto porque, em primeiro lugar, o passado de Lord Voldemort, à semelhança do próprio passado de Harry, que tem vindo a ser descoberto ao longo dos volumes anteriores, é explorado em maior detalhe, em segundo lugar há, pela primeira vez, um maior contacto com Albus Dumbledore, o sempre enigmático director de Hogwarts e, em terceiro lugar, há um maior contacto com o mundo dos muggles e com a forma como se relaciona com o mundo da magia, evidenciando que os acontecimentos provocados por Lord Voldemort não se limitam aos feiticeiros.
À semelhança do que acontece em Harry Potter e o Cálice de Fogo, visitamos não só o primeiro ministro dos muggles no primeiro capítulo, como visitamos igualmente o Beco do Urdidor, morada de Severus Snape. E aqui uma das frases de Bellatrix Lestrange "Ele mora aqui? (...) Nesta estrumeira de muggles?", intrigou-me. Porque é que Severus Snape mora naquele lugar em específico e, mais uma vez, uma rápida pesquisa foi o suficiente para ficar a saber que o Beco do Urdidor fica a uma pequena distância da casa de infância de Lily Evans e de Petúnia Evans, facto que me passou despercebido. Neste segundo capítulo, no entanto, penso que é igualmente importante salientar o amor que Narcisa tem por Draco, o mesmo amor que Lily nutria por Harry e que a fez abandonar as ordens do Senhor das Trevas naquela que não será uma vez isolada e realço igualmente as questões que Bellatrix colocou, as mesmas que nós, leitores, colocámos, mas em reverso. Temos, finalmente, a prova da "fidelidade" de Severus Snape para com o Senhor das Trevas. Contudo, revelações futuras indicam-nos que não é bem assim, e aqui é evidenciado os poderes de Severus Snape - "Achas que ele está enganado? Ou que eu consegui, vá-se lá saber como, pôr-lhe uma venda nos olhos? Ludibriar o Senhor das Trevas, o maior dos feiticeiros, o mais dotado dos Legilimens que o mundo algum dia conheceu?".
Por falar em Lily Evans, há, pela primeira vez, o "confronto" entre a família de Harry, e Albus Dumbledore e, mais uma vez, somos ludibriados pela narrativa de Harry "Temos trocado correspondência, é claro - Harry considerou que aquela era uma maneira estranha de lembrar à tia Petunia que em tempos lhe enviara uma carta explosiva, mas a tia Petunia não pôs em causa a escolha de palavras". Como descobrimos em Harry Potter e os Talismãs da Morte, não houve apenas uma ou duas trocas de correspondência entre os dois.
É um volume mais negro, com as constantes mortes e desaparecimentos: o assassínio de Amélia Bones, de Emmeline Vane, da mãe de Hannah Abbot, de Igor Karkaroff, culminados com o desaparecimentos de Mr. Ollivander, Florean Fortescue, no entanto, J.K.Rowling oferece-nos um bom contraste, um sinal de "esperança" ou pelo menos, algum humor, com as Magias Mirabolantes dos Weasley ou com a perspectiva de casamento de Fleur Delacour e Bill Weasley. Em Harry Potter e o Príncipe Misterioso há não só novos personagens - Horace Slughorn, Rufus Scrimgeour, Cormac McLaggen, Marvollo, Fenrir Greyback (e a sua relação com Remus Lupin) Morfin, Merope, - como novas formas de magia com destaque para o Juramento Inquebrável e os Horcruxes.
[Uma teoria que corria pelo Tumblr, afirmava que Lord Voldemort não "morreu" ao atacar o Harry devido ao amor de Lily, mais especificamente devido à "antiga magia por detrás de um sacrifício" que Dumbledore especifica no quinto volume mas porque fez, sem intenção um Juramento Inquebrável com Severus Snape prometendo não assassinar Lily mas, ao fazê-lo, ou seja, ao quebrar o Juramento Inquebrável, a maldição virou-se contra si. É uma teoria bonita e mais "lógica" do que "o amor", no entanto, Lord Voldemort perdeu os seus poderes depois de assassinar Lily, ao querer assassinar Harry, pelo que, não faz sentido. ]
A título particular, Harry Potter e o Príncipe Misterioso não terminou com uma surpresa, pelo contrário. A morte de Dumbledore era algo que eu achava que ia acontecer, uma vez que é comum, em livros do mesmo género, o "campeão" ou o "herói" perder o seu mentor, pelo que teria sim uma surpresa, se Dumbledore permanecesse vivo até às últimas páginas de Harry Potter e os Talismãs da Morte. Porém, não esperava que Snape fosse o assassino. A Luta na Torre foi, sem dúvida, um dos meus capítulos favoritos, pela dualidade das palavras de Albus Dumbledore e aqui, não me refiro às palavras implorantes, mas sim à conversa com Draco porque, mesmo aí, há pistas em relação à fidelidade de Severus Snape e à morte de Dumbledore "à minha mercê", o que mostra que Dumbledore escolheu como morrer. Foram palavras misteriosas, iguais às referidas na ilha, e às quais apenas temos uma verdadeira resposta em Harry Potter e os Talismãs da Morte. O mesmo em relação a R.A.B.
À medida que desvendamos mais um pouco do passado de Lord Voldemort, outras reminiscências dos volumes anteriores começam a fazer, lentamente, sentido, nomeadamente o ataque aos três Riddle na "casa grande do caminho", através da qual Harry, nas memórias, conseguia vislumbrar o cemitério, no qual presenciou o regresso do Senhor das Trevas em Harry Potter e o Cálice de Fogo. Em relação aos Horcruxes, sabemos que são sete, entre os quais o diário, o anel com a pedra dos irmãos Peverell, a taça, o medalhão, a cobra Nagini, algo de Ravenclaw (diadema) e algo de Gryffindor, que se revelou vir a ser Harry.
Para além do passado de Lord Voldemort há um enigma em torno da identidade do Príncipe Meio-Sangue e, mais uma vez, somos levados a acreditar que o livro de Poções pode ter pertencido a Tom Riddle e, desta vez, não é devido a nada na narrativa, mas ao facto de o livro possuir cinquenta anos, a mesma idade que o diário de Riddle em Harry Potter e a Câmara dos Segredos, pelo que podemos concluir que o livro pertenceu, provavelmente à mãe de Snape que, face à falta de dinheiro, levou a que o filho usasse o seu livro em segunda mão. E aqui, há uma notória relação entre Tom Riddle, Severus Snape e Harry Potter, não apenas pelo seu passado, não-tão-feliz, mas pelos nomes que adquirem voluntária ou involuntariamente durante a sua estadia em Hogwarts, nomeadamente Lord Voldemort, Príncipe Meio-Sangue e O Eleito. Uma relação que será explorada na próxima opinião.
No entanto, para além dos momentos mais obscuros, há momentos realmente felizes, quanto mais não seja, a percepção dos sentimentos de Ron por Hermione e vice-versa e a percepção e a luta contra ela dos sentimentos de Harry por Ginny. Porém, os sentimentos de Harry não foram imediatos e estavam sim, descritos nas entrelinhas desde o início e um dos exemplos, foi o facto de Harry, perante a poção Amortência, sentir um "aroma floral" que associava à Toca mas que, momentos depois, sente com a aproximação de Ginny.


Tal como em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban com o Vira-Tempo, J.K.Rowling criou uma "magia" algo controversa na forma da poção da sorte Felix Filicis. "Porque é que Harry não toma sempre?" ou "Porque é que Lord Voldemor não a toma para assassinar Harry?" e aqui, ao contrário do Vira-Tempo, a resposta é-nos dada por Hermione e Horace: é uma poção demorada e quando feita de forma incorrecta ou tomada em excesso tem efeitos catastróficos e duvido que Lord Voldemort quisesse associar os seus feitos a algum tipo de sorte ao invés de talento. 
No entanto, tenho algumas perguntas no que toca a alguns pontos mais sensíveis, entre os quais o momento na caverna, na qual Harry via-se incapaz de encher o cálice de água, vendo-se obrigado a recorrer ao lago. Contudo, porque é que Harry não apontou a varinha directamente à cara de Dumbledore, não seria simpático mas pelo menos teria o mesmo fim. A última pergunta diz respeito ao momento após o ataque a Draco, quando Harry entrou na Sala das Necessidades e vê não apenas o Armário de Desaparição como o diadema de Ravenclaw e pergunto-me se foi a ligação entre os Horcruxes que fez com que Harry fosse atraído para aquele lugar em específico quando a Sala das Necessidades adquiriu o tamanho de uma catedral. E, quando vemos Abeforth a comprar algo a Mundugus, seria o espelho das duas faces? Penso que podemos concluir que sim, que era. 
Harry Potter e o Príncipe Misterioso é o segundo livro cujo título se refere a um personagem, neste caso, Severus Snape, sendo o anterior, Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, a Sirius Black e é, igualmente, o primeiro livro onde Harry tem razão do início ao fim e não, não me refiro a Snape, mas sim a Draco Malfoy. Em Harry Potter e a Pedra Filosofal, Harry desconfiava de Snape. Em Harry Potter e a Câmara dos Segredos desconfiava de Malfoy. Em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, acreditava piamente na culpa de Sirius Black. Em Harry Potter e o Cálice de Fogo, acreditava piamente em "Moody Olho Louco", desconfiando de Karkaroff, agora morto, e de Snape. Em Harry Potter e a Ordem da Fénix, acreditou que Lord Voldemort encarcerou Sirius Black. MAS, pela primeira vez, os seus palpites estão correctos: Malfoy foi marcado com a Marca Negra, substituiu o pai como Devorador da Morte e Lord Voldemort incumbira-o de um trabalho, palpites que foram, ao longo das páginas, desvalorizados por Dumbledore, McGonagall, Hermione e Ron. 
Em Harry Potter e o Príncipe Misterioso destaco Albus Dumbledore, uma personagem com uma forma imensamente marcada nos cinco volumes anteriores e cuja morte deixou, sem dúvida, um vazio na vida do nosso herói, no entanto, a sua morte, prevista pela professora Trelawney - a mulher intriga-me - irá trazer um livro recheado de aventuras e como ele próprio fez questão de mencionar em Harry Potter e a Pedra Filosofal "para uma mente bem organizada a morte é apenas a próxima grande aventura", pois "ao contemplarmos a morte e a escuridão, receamos apenas o desconhecido, nada mais".


[All fanart was removed from the internet. Any questions about copyright, please contact the email above.]
Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo
*Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives


Sinopse: Este tem sido um Verão ainda mais insuportável que o costume, para Harry Potter. Sozinho com os Dursleys, não consegue perceber por que razão Ron e Hermione lhe enviam respostas tão vagas às suas cartas... Isolado do mundo mágico a que pertence, Harry segue atentamente os noticiários, convencido de que até os Muggles se aperceberão de alguma coisa, se Lord Voldemort voltar a atacar... E é então que os acontecimentos se precipitam. Parece impossível, mas, no bairro mais muggle do mundo muggle, Harry é emboscado por Dementors! Para salvar a sua vida e a do primo Dudley, Harry não tem outra hipótese senão usar magia - mesmo sabendo que isso significará a sua expulsão mais que certa de Hogwarts. Enquanto o Ministério da Magia continua a não acreditar que o terrível Senhor das Trevas está de volta, Voldemort e os seus fiéis Devoradores da Morte já começaram a preparar o seu regresso ao poder. Porém, há uma nova esperança: uma antiga Ordem secreta, da qual os pais de Herry fizeram parte, voltou a organizar-se - e Dumbledore está atento. 

OpiniãoEm Harry Potter e a Ordem da Fénix, o Ministério da Magia não quer aceitar que Lord Voldemort regressou. É possível fazer comparações com o mundo "real", já que muitas das vezes, os ditos políticos insistem em mentir ao povo até serem forçados a admitir a verdade perante a natureza óbvia dos factos, como aconteceu com Cornelius Fudge, Ministro da Magia sem que antes, no entanto, forçasse uma expulsão, seguida de uma suspensão e audiência disciplinar, face à execução de um Patronus, necessário para que Harry defendesse não só a sua vida como a de Dudley, o seu primo e aqui começam a aparecer algumas das minhas questões: Cornelius Fudge ouvira em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, Harry referir o feitiço de suspensão por parte de Dobby após ter insuflado a tia, então porquê a reacção exagerada? Eu compreendo que não queira dar parte de fraco ou admitir que o sabia, querendo sim dar a entender que Harry é um tresloucado, mas ele devia, pelo menos, mostrar algum reconhecimento, a não ser que o tivesse completamente ignorado no terceiro volume.
Para além disso, regressando às questões mais lógicas em relação à magia, quando a Guarda Avançada vai resgatar Harry de Privet Drive, eles realizam um conjunto de feitiços, desde o de iluminação, até ao de mobilidade, no entanto, não era suposto não haver qualquer tipo de magia na casa dos Dursleys, uma vez que Harry fora "condenado" por utilização incorrecta da magia e, como penso que irá ser explicado nos volumes posteriores, uma vez que Harry é o único feiticeiro residente em Privet Drive, o uso da magia apenas é implicado à sua pessoa? Nunca sabemos muito bem se o Ministério está ou não a par da saída de Harry de casa dos tios devido também à relação turbulenta entre Dumbledore e Fulge.
Em relação ao Patronus em si, fiquei tocada por ser a imagem de Ron e de Hermione que fez com que Harry fosse capaz de produzir o feitiço, e igualmente curiosa, - tal como o Harry - sobre o que Dudley, com a sua vida facilitada e feliz, pudesse ouvir com a aproximação dos Dementors que, como sabemos, mostram as piores recordações de uma pessoa sugando a felicidade, mas encontrei rapidamente a resposta, segundo J.K.Rowling: "My feeling is that he saw himself, exactly for what he was, and for a boy that spoiled, it would be terrifying. So he was jolted out of it. Dementor attacks aren't ussually good for people, but this one was".
Mas a presença dos Dementors não é a única surpresa, uma vez que descobrimos que Arabella Figg, a vizinha doida por gatos de Harry em Privet Drive é uma cepatorta, à semelhança de Argus Filch, incapaz de fazer magia, esteve encarregada de olhar por Harry durante os últimos anos, embora tal tenha sido brevemente referido em Harry Potter e o Cálice de Fogo. Mas, não é a única, uma vez que, tal como Mrs. Figg há muitas - dado o tamanho do livro, - caras novas e que incluem Mundugus Fletcher - igualmente referido no volume anterior - Nymphadora Tonks, uma metamorga, ou seja, uma feiticeira capaz de mudar a sua aparência como bem lhe apetecer, Kingsley Shacklebolt, Dedalus Diggle - que fez a sua aparição em Harry Potter e a Pedra Filosofal - Elphias Doge, Emmeline Vance, Sturgis Podmore, Hestia Jones, Kreacher, o elfo doméstico da casa dos Black, Luna Lovegood e Dolores Jane Umbridge, entre outros alunos e Devoradores da Morte referidos brevemente nos quatro livros anteriores.
O meu destaque vai, obviamente, para as duas personagens novas: Luna Lovegood e Dolores Umbridge. Luna tem algo de fantástico. Ela pura e simplesmente, não quer saber o que as pessoas pensam dela, bem ou mal, para além de acreditar nas coisas mais excêntricas. Não conheço nenhum leitor que não se tenha apaixonado imediatamente por Luna. Além de que, ela representa, pela primeira vez, a amizade de Harry com alguém pertencente a outras casas para além dos Gryffindor. Luna "cresce" em Harry, do mesmo modo que o faz em nós, meros leitores, de tal modo que, após a luta no Departamento dos Mistérios, é a única que consegue "amainar" a dor de Harry - além de que as suas interacções com Hermione, uma mente brilhante mas presa aos factos, são um doce de leitura. Por sua vez, Dolores Umbridge representa um mal que, todos os que algumas vez foram estudantes, podem relacionar-se, dando-lhe uma caracterização tal que a odiámos, ainda mais que a Lord Voldemort. Ela é real. E, citando Stephen King: Dolores Umbridge é "the greatest make-believe villain to come along since Hannibal Lecter". Todas as suas acções são pelo prazer de mal-tratar, ao menos Lord Voldemort tem um objectivo.
Em Harry Potter e a Ordem da Fénix, sabemos mais - também era melhor, dado as 750 páginas. Conhecemos pela primeira vez o Ministério da Magia e como se divide ou se organiza, para além de que temos uma melhor noção sobre as possibilidades de carreiras, visto que Harry, Ron e Hermione estão no seu ano dos Níveis Puxados de Feitiçaria, ou NPF's, que, à semelhança dos exames Muggles, podem decidir a sua carreira.
Ao nível do Ministério da Magia, destaco o Departamento dos Mistérios que, para mim, foi um dos locais mais interessantes até agora apresentado. Gostei particularmente da Câmara da Morte e a questão do véu que sempre me intrigou, mas a que nunca procurei resposta. Mas, na verdade, J.K.Rowling já mencionou esta questão e refere-se ao véu como "the divide between life and death. I tried to do a nod to that in The Tale of Three Brothers - she was separate from them as though through a veil. You can't go back if you pass through that veil, you cannot come back. Or you can't come back in any form that will make either person happu anyway". Portanto, podemos assumir que as vozes pertencem aos mortos, mas, apenas Harry e Luna parecem conseguir ouvi-las e fui imediatamente arrastada para a conclusão de que isso pode estar relacionado com as perdas directas que sofreram: Luna a mãe, Harry os pais, Hermione, Ron e Ginny não perderam familiares ou pessoas queridas e os pais de Neville encontram-se vivos. Mas, mais uma vez, fui arrastada para uma mentira. Todos as ouvem.
Luna, acredita em tudo, como já foi referido, tem uma mente muito aberta e acredita firmemente na vida depois da morte como vemos no último capítulo. Harry, ouve as vozes e é atraído por elas, porque tem uma característica peculiar para um rapaz de quinze anos: ele é atraído para a morte, ou está rodeado pela morte, pelo que a sua curiosidade em relação a ela é maior. Hermione, racional, ouve-as, daí a sua reacção exagerada de querer afastar-se do véu. Ron está assustado, não refere se ouve ou não as vozes. No entanto, Neville e Ginny, foram forçados a afastar-se e, segundo J.K.Rowling "Ginny and Harry really are soulmates. I think she's like Harry". (aqui)
Mas, para além da Câmara da Morte, intrigou-me a porta trancada que, segundo Dumbledore, é onde se estuda o amor. É algo que não consigo logicamente conceber mas que, segundo o site Pottermore é onde se estuda e se tenta duplicar a protecção que o sacrifício por amor cria, a única magia suficientemente forte para combater a maldição da morte. Para além dessas, à outras salas onde se estuda o espaço, o tempo - na qual se destruiu todos os Vira-Tempo, não há cá mais regressar ao passado - o pensamento, e a sala das profecias.
A profecia. Não fiquei - na minha primeira leitura - chocada com o que a profecia mencionava. Harry e Voldemort são antíteses e, para mim, sempre foi óbvio que um ia acabar por ter de matar o outro, no entanto, gostei da escolha de palavras: "nenhum pode viver enquanto o outro sobreviver" e, na minha opinião, isto quer dizer que o Harry não pode viver enquanto o Voldemort viver, sob que forma for, incluindo uma mera sombra, como em Harry Potter e a Pedra Filosofal. O que me chocou verdadeiramente foi o facto de ter podido ser Neville o escolhido, isto porque não reparei que, na legenda do globo: "SPT para APWBD, Senhor das Trevas (?) Harry Potter", o ponto de interrogação servia para definir a indecisão de Lord Voldemort, sendo posteriormente o nome de Harry acrescentado. Aqui, penso que o facto de Harry e Neville serem os únicos em combate no Departamento dos Mistérios, não foi coincidência.
Mas, para além do Departamento dos Mistérios, somos apresentados a Grimmauld Place, nº12 e à "harmoniosa" família de Sirius, na qual se inclui Kreacher, e onde descobrimos a existência da Ordem da Fénix e um pouco dos planos de Voldemort, assim como ainda que em código, a existência da profecia, além de que, é mencionado pela primeira vez Regulus Black, o irmão mais novo de Sirius que tem um papel fundamental nos livros seguintes e que, confesso, não sabia que tinha apenas 15 anos de idade aquando a sua morte. O Hospital de São Mungo foi, tal como o Ministério da Magia, um local extremamente interessante, quer pela organização quer pela existência dos Curandeiros em oposição aos Médicos e onde ficamos, não só a saber o paradeiro de Gilderoy Lockhart, como da situação, já anteriormente mencionada em Harry Potter e o Cálice de Fogo, dos pais de Neville, Frank e Alice Longbottom, numa cena de partir o coração.
Um dos meus capítulos favoritos - não consegui escolher apenas um - é A Profecia Perdida pela proximidade de Dumbledore e pela dor quase palpável de Harry. É também um dos meus capítulos mais queridos porque foi a primeira vez - na minha primeira leitura - que chorei e deitei cá para fora quase os pulmões com a morte de um personagem, para além da vulnerabilidade que Dumbledore mostrou e o amor e carinho com que se referia a Harry: «preocupava-me mais com a tua felicidade que com o facto de ficares a conhecer a verdade, mais com a tua paz de espírito que com o meu plano, mais com a tua vida que com as vidas que se poderiam perder, se o plano viesse a fracassar. (...) Que me importava a mim, se algumas pessoas sem nome nem rosto fossem mortas num futuro vago, se no aqui e agora eu soubesse que tu estavas vivo, de saúde e feliz?». É também neste capítulo que conhecemos, finalmente, a razão porque Harry tem de regressar todos os verões a Privet Drive e, ao ler as passagens de Dumbledore, Petúnia redimiu-se um pouco aos meus olhos porque, ainda que contrariada, ela protegeu Harry, o filho da sua irmã e, como vemos no início, é a única da família que compreende, quase tanto como ele, o significado do regresso de Lord Voldemort. A minha frase predilecta pertence a este capítulo e pertence a Dumbledore:"É frequente a indiferença e a desatenção causarem muito mais estragos que a antipatia pura".
Harry Potter e a Ordem da Fénix é um livro significativamente diferente dos quatro anteriores. Harry e Dumbledore são alvos de escárnio, mesmo por pessoas próximas como, no caso de Harry, Seamus Finningan e, Harry tem a sua primeira experiência amorosa com Cho Chang que, não me convenceu de todo. Li, há uns tempos atrás, provavelmente em algum artigo perdido ou ouvi em alguma entrevista que J.K.Rowling afirmava que Harry precisava de uma mulher forte a seu lado, dado o seu passado, alguém que fosse capaz de ser a mulher do «rapaz que sobreviveu» e, obviamente, Cho, apesar de, certamente, ser uma personagem forte, não considero que seja alguém com uma grande personalidade. E aqui, realço Ginny Weasley que tem, a meu ver, um salto enorme de desenvolvimento. Ela diverte-se, sai com outras pessoas, ela conforta Harry quando ele pensa que foi possuído por Lord Voldemort, além de que, ela luta ao lado de Harry.
Sirius Black é uma personagem que também sobressai e, embora consiga sentir alguma compaixão pela sua situação, não posso deixar de dar razão a Mrs. Weasley quando afirma que Sirius começa a não distinguir Harry do pai, actuando mais como melhor amigo do que como protector ou guardião. Mas o amor está lá e é inegável, tanto que em A Profecia Perdida, o laço entre os dois, referido por Dumbledore, foi o que levou Lord Voldemort a usar Sirius como suposto isco e é a emoção de que, se morrer, irá ver Sirius outra vez, não a mãe ou o pai, mas Sirius que obriga Lord Voldemort a afastar-se.
"Sirius apenas quis cinco coisas durante o curso da sua vida: afastar Regulus Black dos Devoradores da Morte, nunca mais regressar a Grimmauld Place, convencer o mundo de que não era como a sua família, proteger James, Lily e Harry. O que aconteceu: perdeu o irmão, foi obrigado a regressar a Grimmauld Place, foi parar a Azkaban acusado de ser um Devorador da Morte, e as suas acções levaram à morte de Lily e James, morrendo ao tentar proteger Harry."
Para além de Sirius, a atitude de Harry muda drasticamente em Harry Potter e a Ordem da Fénix. É claro que todos já ouvimos falar da chamada "idade parva" e Harry, não podia ser excepção: parece prestes a explodir a qualquer comentário mais depreciativo e a sua arrogância atinge picos nunca antes vistos, achando-se, por breves momentos, o melhor, no que toca a Ron e, até mesmo, Hermione.
Como já referi, A Profecia Perdida foi um dos meus capítulos favoritos, mas não o único. A pior recordação de Snape, iguala-a. A cada volume, descobrimos mais sobre Lily, James, Snape, Sirius, Lupin e Peter e, percebemos, mais ou menos, de onde vem o feitio de Harry, uma vez que James é-nos apresentado como extremamente arrogante e convencido. Porém, há, indubitavelmente, uma atenção maravilhosa aos detalhes. J.K.Rowling afirma que é a "pior recordação de snape" mas não pela questão do bulling por parte de James ou de Sirius que, descobrimos, ser frequente entre os três, mas por ser o momento que leva à ruptura da amizade com Lily, contudo não vemos isso. O que vemos? Snape a ver maldoso para Lily, uma situação em que não pode haver amor, afinal ele chamou-lhe Sangue de Lama. Trocas e Baldrocas. Para além dos capítulos já mencionados, diverti-me imenso a ver as "lutas" entre a professora McGonagall e Umbridge, e emocionei-me com a dedicação da primeira aos alunos, à forma como é tão dedicada à sua profissão, além de que faz parte de um dos melhores plot twist que alguma vez li - "come um biscoito".
No entanto, como nas opiniões dos quatro livros anteriores, não pude deixar de fazer algumas questões. Em Harry Potter o Cálice de Fogo, como mencionei na respectiva opinião, as carruagens continuam invisíveis mas, no início do quinto ano lectivo, são claras como a água. O que mudou durante as férias de verão? Aliás, Harry já não tinha assistido a duas mortes? Pelo menos à da mãe que morreu a tentar protegê-lo. Ou é necessário ter consciência e lembrança da morte para ver os cavalos alados? Outra das questões refere-se à protecção da escola, uma vez que é referido várias vezes no decorrer da série que não é possível sair do castelo, há muitas protecções, etc, no entanto, Fred e George não tiveram quaisquer problemas. 
Mais uma vez, refiro que é extremamente divertido reler uma série que significou tanto para mim durante o decorrer da minha infância e que agora, completa, consigo perceber determinados detalhes que não reparei durante as primeiras leituras, por exemplo, não tinha reparado que o duende e o elfo da Fonte Mágica é que ficaram responsáveis de ir chamar Fudge, de tal modo estava embrenhada na luta entre Lord Voldemort e Dumbledore. Não reparei igualmente que Moody foi directo a Tonks, após a luta, ou que Kingsley enfeitiçou Marietta, no gabinete do professor Dumbledore, ou como o assassino de Bode esteve mesmo à frente de Harry na fila para a recepção no Hospital de São Mungo, ou no facto de no Cabeça de Javali o proprietário lhe parecer vagamente familiar (Abeforth), de que o LE, é uma sigla para Lily Evans, que o instrumento de Dumbledore mostra uma serpente a dividir-se em duas, uma alma fragmentada, talvez? E, uma que, nunca tinha reparado antes, foi o facto de que, durante as aulas de Oclumância, Snape aparece mais pálido e colérico depois de ver, nas memórias de Harry, o reflexo de Lily e James no espelho dos invisíveis ou que o Pensatório servia para ele "esconder" o que não queria que Harry visse. 
Há, igualmente, algumas partes que captaram a minha atenção, uma das principais, pensada por Harry "dissesse Dumbledore o que dissesse, nunca iria perdoar Snape...nunca" - irónico. Nunca, e eu li com atenção, foi referido o medalhão entre as coisas que tentaram deitar fora ou que estavam no "quarto" de Kreacher, embora saibamos que ele estava efectivamente lá. Outra que, ao reler, fiquei a sentir-me uma idiota, é o discurso de Petúnica: "ouvi...aquele rapaz horroroso...contar-lhe a ela...há muitos anos". Como Harry conclui que a tia se refere ao pai, concluímos que Petúnica refere-se a James e não a Snape, como descobrimos no último volume. Para além disso, Fabian e Gideon Prewett, referidos pelo menos duas vezes, são irmãos de Molly, tios maternos de Ron, facto que desconhecia por completo. Típico de J.K.Rowling...

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Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo
*Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives


Sinopse: Harry Potter nem quer acreditar na sua sorte! Afinal não vai ter de aturar os Dursleys até  ao início do seu quarto ano de Hogwarts. Graças à Taça Mundial de Quidditch vai passar os últimos quinze dias de férias na companhia dos Weasleys e do seu amigo Ron. Mas a verdade é que nem tudo vai correr pelo melhor para o nosso herói. Quando Harry começa a sentir a sua cicatriz a doer terrivelmente, sabe que Lord Voldemort está de novo a rondá-lo e a ganhar poder. A Marca da Morte, que apareceu no céu, não pode significar outra coisa... Entretanto, este é um ano muito especial para Hogwarts, pois é lá que se irá realizar o célebre Torneio dos Três Feiticeiros, no qual o Harry vai desempenhar um papel decisivo que quase lhe irá custar a vida! Pela segunda vez, Potter vê-se frente a frente com Voldemort, e ele sabe que o maior desejo do poderoso senhor das trevas é vê-lo morto... 

Opinião: Harry Potter e o Cálice de Fogo marca o regresso de Lord Voldemort e o começo de uma sucessão de três livros negros, recheados de lutas e do desvendar de alguns mistérios que rondam o passado do protagonista e do seu antagonista. Cálice de Fogo começa logo com três mortes que revelam um pouco mais sobre o Senhor das Trevas e, mais importante sobre os seus planos. Três mortes que representam a perda da inocência. Não há mais pedra filosofal. Não há mais câmara dos segredos. Lord Voldemort regressou em plena posse dos seus poderes.
Cálice de Fogo é o primeiro livro onde há uma maior menção ao passado do Senhor das Trevas, nomeadamente aos seus pais, embora já soubéssemos de alguns pormenores, resultado da leitura dos livros anteriores. Para a ascensão de Lord Voldemort, Peter Pettigrew ou Wormtail, revelou-se fundamental e estava disposto a dar a «sua mão direita», literalmente, no entanto, interrogo-me se, por algum momento, ao longo das suas curtas aparições, se preocupava com Harry, ou com o que James podia pensar dele se ainda fosse vivo. Nesse mesmo capítulo, há igualmente menção a um «fiel servo em Hogwarts» e, tudo, do início ao fim, aponta para Severus Snape, quanto mais não fosse pela própria perspectiva do protagonista. Cálice de Fogo marca também o início da ligação entre Harry e Voldemort e, neste volume, deparei-me com uma satisfação da parte de Dumbledore quando Harry lhe relata os acontecimentos passados no cemitério, como se quisesse que Voldemort usasse o próprio Harry de forma a completar algum tipo de círculo e, penso que há uma explicação para isso no futuro.
Temos pela primeira vez a percepção da imensidade do mundo da feitiçaria, não só com a Taça Mundial de Quidditch, mas também com o Torneio dos Três Feiticeiros e com a revelação das outras escolas de feitiçaria: Durmstrang e Beauxbatons, metaforizados no núcleo de personagens que cresce de forma desmesurável com o aparecimento de Bill e Charlie Weasley, Amos Diggory, Moody Olho Louco, Narcisa Malfoy, Ludo Bagman, Barty Crouch, Viktor Krum, Fleur Delacour, Karkaroff, Madame Maxime, Winky e a desprezável Rita Skeeter - numa metáfora do que é, hoje em dia, a má qualidade do jornalismo. No entanto, para além dos personagens, adquirimos igualmente outros conhecimentos, nomeadamente ao nível dos Devoradores da Morte e de como funciona a Marca Negra, das Maldições Imperdoáveis, do que aconteceu aos pais do Neville e do porquê de ser criado pela avó, da como funciona o Pensatório que se revela fundamental para a conclusão da saga, ou até mesmo da B.A.B.E e à vida dos elfos domésticos.
Em Harry Potter e o Cálice de Fogo Harry não é mais uma criança, no entanto, ainda não é completamente um adulto, pairando na pré-adolescência, facto que nos é constantemente relembrado pelo facto de ser «muito novinho» para entrar no Torneio dos Três Feiticeiros, no entanto, "maduro" o suficiente para começar a nutrir sentimentos românticos e de ciúme para com Cho Chang, que ganha um maior destaque ao ser a personagem de interesse dos dois campeões de Hogwarts. O mesmo se passa com Hermione e Ron que iniciam a sua atribulada relação de amor-ciúme-ódio, com o aparecimento do famoso Viktor Krum. No entanto, pela primeira vez, a amizade de Harry e de Ron é colocada em causa, numa reviravolta de acontecimentos, e adorei ver a preocupação de Ron para com Harry, mesmo que escondida por detrás de uma máscara de mágoa. Há uma maior desenvolvimento emocional entre os três, de tal modo que na conclusão do livro, há uma menção a um estado de compreensão que ultrapassa as palavras.
As tarefas são realmente interessantes e a minha preferida foi, sem dúvida, a segunda tarefa onde é realçada, mais uma vez, o elo que une o trio. Aqui, Minerva McGonagall revelou o seu lado mais protector em relação a Harry e gostei particularmente de ler as passagens onde a professora procurava Harry depois de cada tarefa, de modo a assegurar-se da sua segurança e bem-estar. Do mesmo modo, Sirius tem uma presença indirecta até ao final do livro, revelando-se como uma figura paterna que sempre foi ausente na vida do herói.
Para mim, um dos melhores capítulos foi O Baile de Natal e a forma como Harry e Ron lidaram com o assunto, ou a própria reacção da Hermione e até mesmo de Ginny que perdeu a sua oportunidade de ir com Harry, ou a dança esfuziante de Fred e de Angelina. Contudo, não posso deixar de referir o momento do "Prior Incantatem" e o aparecimento de Lily e de James como um dos meus preferidos, assim como a ascensão de Lord Voldemort porque, inconscientemente, tudo até agora, levou-nos a este momento em específico, pelo que valeu a pena a espera. 
Em termos de personagens, adorei, absolutamente, o discurso de Dobby sobre o professor Dumbledore e a forma como ele o autorizara a chamar os nomes se quisesse ou quando lhe ofereceu dez galeões, evidenciando mais uma vez o seu carácter. Do mesmo modo, adorei a bondade de Cedric Diggory que, até ao último livro, não passava de um rapaz bonito que provocava risinhos histéricos por onde passava. Facto que, segundo J.K.Rowling prova que «Todos devíamos ser como os Hufflepuff". Por outro lado, a professora Trelawney intriga-me, sempre me intrigou e penso que sempre me vai intrigar na sua forma de adivinhar o futuro, mesmo sem querer - exceptuando as vezes em que entra em transe. A relação entre Winky e os dois Crouch's foi algo que me deixou triste e comovida em simultâneo, no sentido em que, parecia haver uma "verdadeira" relação entre o elfo e o homem.
A parte dos "espiões" deixou-me algo confusa até fazer as ligações entre "o fiel", o que "deixou-me para sempre" e o "cobarde", sendo que Snape, obviamente, possui um dos rótulos, ainda desconhecidos por esta altura, embora o seu passado, tal como o de Harry - intrinsecamente ligados - comece a desvendar-se progressivamente, as suas motivações ainda permanecem desconhecidas.
A personagem que mais se destacou foi Moody Olho Louco embora nunca o tenhamos chegado a conhecer realmente, o que foi uma decepção porque gostava realmente do personagem e pensar que não passava de um louco, culpado do "afastamento" dos pais de Neville deixou-me ultrajada, para não dizer mais, na minha primeira leitura, - lembro-me disso. E, a frase que mais se destacou, desta vez, pertence a Sirius Black: « Se queres conhecer o carácter de um homem, vê como ele trata os seus inferiores, não os seus iguais», referindo-se a Winky, a elfo, num toque de ironia.

Ao longo de Harry Potter e o Cálice de Fogo reparei que houve uma menção aos Lovegood, a Bode, aos Lestrange, ao irmão de Dumbledore, aos Horcruxes, feita pelo próprio Lord Voldemort, a Mundugus Fletcher, a Gregorovitch e a Arabella Figg, embora Harry não a associe à vizinha dos seus tios Muggles, e a dois locais muito importantes: ao Hospital de Santo Mungo para Doenças e Maleitas Mágicas e à Sala das Necessidades. Por outro lado, gostaria de ter visto uma maior relação entre Hermione e Ginny, uma vez que a interacção entre as duas é muito pouco ou mesmo nula.
Mas, tal como nas opiniões anteriores, reparei em algumas inconsistências e, sabendo o que vem, principalmente no próximo volume, a que mais sobressaiu foi o facto de que, no final do ano, mesmo depois da morte de Cedric Diggory as carruagens, CONTINUAM A SER PUXADAS POR UM SER INVISÍVEL. Para além dessa, a situação da magia em casa dos Dursleys despertou o meu interesse, uma vez que Harry não recebeu notificações, mas isso pode dever-se à presença autorizada de Mr. Weasley. Outra, foi o facto de várias pessoas mencionarem que a Marca Negra não era vista há mais de 30 anos, no entanto, Lord Voldemort desapareceu apenas há 13 anos, pelo que fica a questão: a Marca Negra não era comum após uma morte por um Devorador da Morte? Porquê 30 anos? Outras, de índole menos relevante para a história, referem-se a Hagrid e a Peeves - como é que o Hagrid foi feito? É algo que me intriga. E, porque é que Dumbledore nunca expulsou Peeves?


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Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo
*Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives


Sinopse: Faltavam ainda algumas semanas para o fim de mais umas horrendas férias de Verão com os Dursleys, quando Harry ouve a triste notícia da vinda da detestável tia Marge! Quebrando as leias de Hogwarts, Harry não resiste a usar os seus poderes de feiticeiro e acaba por abandonar a casa dos tios, deixando a perplexa tia Marge, mais inchada do que um balão, a flutuar junto ao tecto da cozinha dos Dursleys... Mas este terceiro ano de Harry Potter na Escola de Magia e Feitiçaria esconde perigos insuspeitados. De Azkaban, a prisão-forte par feiticeiros, evade-se o prisioneiro mais temido, Sirius Black, que muitos dizem ser o fiel servidor de Voldemort, o Senhor das Trevas. E porque repetiria ele, durante o sono, a frase: «Ele está em Hogwarts...Ele está em Hogwarts?» Estaria a referir-se a Harry Potter? Tudo indica que sim. O nosso herói não está a salvo nem mesmo dentro das paredes da Escola agora que o lado negro está a reunir as suas forças. A atmosfera em Hogwarts torna-se cada vez mais tensa. Quem é afinal Sirius Black? Porque é que os Dementors, os guardas de Azkaban têm um efeito tão devastador sobre Harry? Haverá realmente um traidor entre os seus amigos de Hogwarts? A cada nova aventura, Harry enfrenta forças mais poderosas, a cada nova aventura, levanta-se um pouco mais o véu que esconde os mistérios da sua família... 

OpiniãoHarry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é o ponto de viragem. É o primeiro livro onde Voldemort não é a ameaça - directa - e onde um véu começa a ser levantado em relação ao passado e começa a haver, pela primeira vez, uma maior menção às personalidade de James e de Lily e não apenas ao seu aspecto físico - «és tão parecido com o teu pai, mas tens os olhos da tua mãe». James e Lily começam a tornar-se pessoais e é a primeira história secundária a existir e há a compreensão de que acontecimentos passados na adolescência dos pais do nosso herói, levaram a muitos dos acontecimentos presentes.
E, mais uma vez, e esta é apenas a minha opinião que vale o que vale, realço a beleza que é a escrita de J.K.Rowling e a forma como consegue escrever nas entrelinhas. Dou vários exemplos: Scabbers que aparece desde Harry Potter e a Pedra Filosofal, é um Animagus. E, mesmo no momento em que sabemos que Peter Pettigrew perdeu um dedo e que Scabbers não tem um dedo, o nosso cérebro continua a não aceitar porque Scabbers está presente desde o dia um - sentimos-nos enganos e ultrajados.
Este é um exemplo relativo aos dois primeiros volumes mas, se, como eu, já leram a série inteira mais do que uma vez, conseguem perceber um maior número de detalhes e de "pistas" ao lerem com um olhar mais crítico. Dou novamente exemplos: «um dos espiões informou-o» (a Dumbledore) de que havia um traidor entre o grupo íntimo dos Potter. Todos sabemos quem é o espião. Peter Pettigrew fica em dívida para com o Harry, uma «magia da mais profunda, da mais impenetrável», o que se assemelha muito à criada por Lily para proteger o Harry e que vai ter frutus no futuro. Há o aparecimento das carruagens "invisíveis". Harry, antes do jogo de Quidditch tem um sonho peculiar, sobre seguir um patronus que cavalga numa floresta - parece familiar?
Em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban há um conjunto de novidades que tornam o livro ainda mais interessante. Há uma primeira amostra do contacto entre o Ministério da Magia e o Governo dos Muggles, para não falar de uma maior presença de Cornelius Fudge e da menção de Azkaban, - já referida anteriormente em Harry Potter e a Câmara dos Segredos - e aos Dementors, uma personificação da depressão, sendo uma metáfora para as próprias vivências da autora e que cujo tratamento pós-ataque , eu achei um facto curioso, é o chocolate - o chocolate melhora tudo! E, mesmo em Hogwarts, há novas disciplinas: Cuidados com as Criaturas Mágicas, Adivinhação, Runas Antigas, Artimância, Estudo dos Muggles, há tópicos mais interessantes como Animagus, Lobisomens, Hipogrifos e Crookshanks, que nunca ficamos realmente a saber o que ele é, no entanto, segundo o Pottermore: He is half-Kneazle, as evidenced by his lion-like appearance, ability to solve problems on his own without aid or teaching, and clear dislike of and ability at recognising untrustworthy persons (even if they are transfigures).
Há igualmente o aparecimento de personagens novas e mais interessantes nomeadamente, a Professora Trelawney - uma das suas frases às quais procurei um significado foi dirigida a Parvati Patil - «cuidado com um homem de cabelos ruivos», e penso que isso pode ter um qualquer significado num momento específico do quarto livro, mas não tenho a certeza - Cho Chang, Cedric Diggory, Remus Lupin, Sirius Black e Peter Pettigrew. E, uma das coisas de que mais gostei foi da carga emocional que começa a solidificar ou o desenvolvimento de uma personalidade e aqui, destaco Neville Longbottom que, apesar de muitos questionarem o porquê de estar nos Gryffindor, mostra uma extrema coragem em admitir um erro, numa situação em que podia passar despercebido.
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é, no entanto, um dos livros mais criticados devido ao tópico das viagens no tempo e à utilização do Vira-Tempo: porque é que não voltamos atrás e matamos Tom Riddle em criança? Porque é que não voltamos atrás para mudar certas e determinadas mortes? É normal as pessoas questionarem-se sobre isso e mesmo J.K.Rowling admitiu, penso eu, que li algures, que gostava de ter explorado melhor a ideia do Vira-Tempo. Mas, ao criticar a não utilização do Vira-Tempo noutras ocasiões, estão a colocar em causa toda a história. Hermione explica que coisas horríveis aconteceram a feiticeiros que mexeram com o tempo. Isso devia ser explicação suficiente.
Há uma passagem que me chamou particularmente a atenção e que se passa durante o banquete de boas-vindas, e na qual Snape olha para Lupin exactamente do mesmo modo como olha para Harry, evidenciando o laço que há ou havia, entre Lupin e James e o quão Harry se parece com o pai. E o próprio ódio de Snape torna-se algo digno de interesse devido às suas motivações, nomeadamente no que toca a Neville porque, para além de Harry vemos, especificamente que a autora menciona Neville como o segundo a sofrer mais com as implicações do professor durante as aulas e, mais à frente, no decorrer da série, percebemos que houve uma escolha dupla que podia ter mudado o rapaz que sobrevivia e, consequentemente, os pais desse rapaz, nomeadamente a mãe de um dos rapazes, que podia continuar viva. MindBlow
No entanto, tal como em Harry Potter e a Pedra Filosofal e em Harry Potter e a Câmara dos Segredos, tenho algumas questões. A primeira e mais óbvia: como é que Sirius Black conseguiu oferecer a Flecha de Fogo a Harry? Ele explica que deu qualquer coisa ao gato de Hermione para ele ir levantar o dinheiro a Gringotts. Mas qual é a distância? A Hermione não reparou na ausência do seu gato? Como é que um gato compra uma vassoura? Como é que paga? Um cheque que foi levantado, talvez? Inclino-me mais para a última hipótese mas, é algo que me fez confusão. Outra questão, desta vez relativa ao Mapa dos Salteadores: como é que o Fred e o George sabiam o que dizer à folha de pergaminho, considerando que quando Snape procurou lê-lo, o papel limitou-se a insultá-lo? Ele reconhece os transgressores? Para além disso, há apenas duas menções à doença de Lupin, uma na qual Snape o substitui durante uma aula e outra no Natal, pelo que, para o leitor seria difícil adivinhar a natureza do professor. Como é que o Harry prepara-se para matar alguém usando a varinha se o feitiço da morte é apenas mencionado no quarto livro? Para além destas, há outras com uma conotação mais turística, ou seja, vão abordar os próximos livros mas que vão de encontro ao que se diz, e aqui, refiro-me sobretudo ao Ministro da Magia, Cornelius Fugde, que aceita o facto de em Harry Potter e a Câmara dos Segredos Harry ter recebido um aviso oficial porque um elfo doméstico destruiu um pudim na casa dos Dursleys, porque é que questiona a veracidade das suas afirmações, depois?


Pessoalmente, acho a história de Moony, Padfoot, Wormtail e Prongs extremamente tocante e é, sem dúvida, uma das melhores histórias secundárias de Harry Potter que, devo dizer, foi tão mal explorada nos filmes. A história de amizade entre os quatro, no qual se inclui Peter Pettigrew e a forma como Remus Lupin durante doze anos, acreditou que era o único que restava do grupo de amigos que outrora significou tanto para ele é de partir o coração. Para mim, Remus Lupin foi a personagem que mais se destacou em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, representando o preconceito que reina na nossa sociedade. Remus Lupin é uma das minorias. Algo que J.K.Rowling quis que apreendêssemos: que não podemos julgar alguém pelas características com as quais nascem ou que, infelizmente, adquirem ao longo da vida, mas sim pelos seus actos. O meu capítulo favorito foi Moony, Wormtail, Padfoot e Prongs, pelas razões acima citadas e, mais uma vez, uma das frases que me marcou pertence a Albus Dumbledore: «pensas que os mortos que nós amamos nos deixam verdadeiramente alguma vez?» A very powerfull sentence.

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Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
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*Harry Potter and the Cursed Child

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*Morte Súbita
*Very Good Lives


Sinopse: Cinder elabora um plano para fugir da prisão e, se for bem-sucedida, irá tornar-se a fugitiva mais procurada da comunidade. Do outro lado do mundo, a avó de Scarlet Benoit desapareceu. Scarlet entra em pânico e, na sua busca, acaba por descobrir que existem muitas coisas sobre a avó que desconhece, assim como ignorava o grave perigo que correu toda a vida. 
Quando Scarlet encontra Wolf, um lutador de rua que poderá ter informações sobre o paradeiro da avó, sente-se relutante em confiar nele, mas ao mesmo tempo sente-se inexplicavelmente atraída. Scarlet e Wolf tentam desvender o mistério do desaparecimento da avó, mas deparam-se com outro quando encontram Cinder. Além de todos os problemas que estão mergulahdos, ainda terão de anticipar os passos da maléfica rainha Levana, que fará qualquer coisa para que o belo príncipe Kai se torne seu marido, seu rei, seu prisioneiro. 


Book Trailer: 

OpiniãoScarlet é o segundo volume das Crónicas Lunares, seguido de Cinder, cuja opinião podem ver aqui, e que são, sobretudo, retailings de histórias de encantar bastante conhecidas. Enquanto Cinder se focava em Cinderela, como o próprio nome indica, Scarlet, segue a história do Capuchinho Vermelho. Spoilers adiante.
Neste segundo volume temos, ao contrário do que eu esperava, mais do que um ponto de vista porque, apesar do nome, Scarlet, segue a história de uma protagonista com um nome homónimo ao livro, mas continua igualmente a seguir Cinder que, por esta altura afastou-se completamente da imagem de Cinderela ou da história da mesma, mas também de Kai, o príncipe imperador - além de que temos um capítulo dedicado apenas à Rainha Levana.
Para além das nuances dos contos populares ao longo do livro - desde a avó desaparecida, ao lobo, à procura na floresta, à camisola de capuz vermelho, - percebemos rapidamente que as protagonistas dos diferentes livros vão encontrar-se nalgum ponto da história e, um dos aspectos positivos, é o facto de podermos "viajar" pelo mundo, ou seja, não estamos num lugar estático.
Kai está em Nova Pequim, na Comunidade Oriental.
Scarlet numa vila pequena em França, na Europa.
Cinder viaja pelo espaço em fuga com o seu companheiro americano.
O Dr Earland aparentemente está por África.
Mas, em relação a este segundo volume, confesso que só começou a ficar realmente interessante lá para o meio e, os capítulos dedicados a Scarlet foram, para mim, os mais interessantes, devido à personalidade algo impetuosa e um pedacinho para o arrogante da protagonista. E, fosse com Cinder ou com Scarlet tenho de realçar as cenas de acção dominadas pelas protagonistas femininas em diferentes pontos do livro porque foram elas que controlaram a situação para o bem ou para o mal. No entanto, em relação a Scarlet, como havia a necessidade de uma constante mudança de ponto de vista, não houve um desenvolvimento tão grande como aconteceu com Cinder e mesmo a relação que se estabelece entre Scarlet e Wolf é uma relação "fogosa" movida pela atracção, enquanto que Cinder e Kai eram mais comedidos e "fofinhos", à falta de melhor palavra.
E aqui tenho de enaltecer a estupidez dos homens humanos da história. Kai, o querido Kai não percebe ou sequer se questiona do porquê de uma demandada tão grande em busca de uma Lunar à muito esquecida, e não junta os pontinhos, para perceber quem Cinder realmente é. Por outro lado, Thorne, o infame companheiro de Cinder, na minha imaginação, ligeiramente comparável ao Capitão Jack Sparrow, com a sua ânsia constante de afirmação e tiradas sarcásticas, VÊ, efectivamente uma imagem da Princesa Selene, sem braço e sem uma perna e, mais uma vez, não junta os pontinhos, já que a rapariga que tem ao seu lado, não tem um braço e uma perna.
Mas falando de Thorne, chato, arrogante, convencido. A relação entre ele e Cinder foi um dos pontos altos da leitura (aquando do ponto de vista de Cinder) e a forma como se desenvolveu ao ponto de se tornarem uma equipa, o que me faz questionar a quem no fim, irá pertencer o coração de Cinder porque, sinceramente, neste momento estou a torcer por Thorne.
Marissa Meyer, a autora, fez um bom trabalho com a parte do lobo e a relação com o capuchinho vermelho, transformando-o em amante. Confesso que gostei bastante da personagem de Wolf embora, mais uma vez, fosse previsível a direcção que a história tomava com o pequeno plot twist de que Wolf afinal é Lunar e pertence aos soldados geneticamente modificados da Rainha Levana. A previsibilidade, mais uma vez, deve-se à qualidade de retailing e ao facto de ter pontos em comum com o conto infantil porque nele, o lobo é obviamente mau.
Para mim continua a ser um pedacinho complicado adaptar-me ao mundo futurístico e robótico, mas o facto de haver tantos detalhes e de não serem histórias independentes facilita a imersão no universo criado pelo autora e começamos a perceber que há uma relação entre as protagonistas dos quatro livros, Cinder, Scarlet, Cress (Winter ainda ligeiramente desconhecida), e o seu background lunar, uma vez que sabemos que Cinder é a Princesa Selene, Scarlet é 25% (?) Lunar, Cress é uma Hacker da Rainha Levana e Winter será alguém, eventualmente.
Gostei particularmente da forma como a autora tirou a avó de cena e a transformou em alguém importante para o aparecimento da Princesa Selene na Terra, ou da forma como Iko subitamente entrou em cena como uma nave espacial e a sua insegurança quanto ao facto de estar «enorme». Questiono-me apenas como terão ultrapassado a barreira da língua, ou será que há apenas uma língua universal?
Outros títulos das Crónicas Lunares
*Cinder
*Scarlet
*Cress
*Winter

*Fairest: Levana's History