Sinopse: Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minhas de sal de Endovier, a contas com os seus crimes, a assassina Celaena Sardothien é levada até à presença do príncipe herdeiro, que lhe oferece a possibilidade de conquistar a sua liberdade, com uma condição: Celaena tem de aceitar representá-lo, como seu campeão, numa competição cujo vencedor terá o estatuto de novo assassino da Coroa. 
Os oponentes que terá de defrontar são ladrões, assassinos e guerreiros vindos de todos os cantos do império, cada um deles patrocinado por um membro do Conselho do Rei. Celaena exulta com os desafios e com as sessões de treino ao lado do capitão da Guarda Chaol Westfall. 
No entanto, a vida da Corte não a poderia entediar mais. Mas tudo fica mais interessante e ganha nova emoção quando o príncipe começa a demonstrar um inesperado interesse por ela... mas é o austero capitão Westfall quem melhor a consegue compreender. 
Durante a competição, um dos concorrentes é encontrado morto... e logo outros se lhe seguem. Ao embrenhar-se numa investigação solitária Celaena alcança descobertas surpreendentes. Conseguirá ela descobrir quem é o assassino antes de se tornar a próxima vítima?

Book Trailer: 

Opinião
Sarah J. Mass ofereceu-nos uma história fantástica, high-fantasy, a que fui incapaz de resistir. O primeiro de seis, Trono de Vidro é um início promissor de uma série que tem tudo para ser marcante, não apenas pelo enredo e originalidade mas, sobretudo, pela protagonista Celaena Sardothien.
Sou sincera ao afirmar que, há muito, mesmo muito, tempo que não me apaixonava por uma personagem desta maneira. Qual Katniss Everdeen ou Tris Prior. Celaena Sardothien é única no seu maneirismo, no seu sarcasmo e arrogância e, mais importante, ela abraça a sua feminilidade e beleza. Celaena Sardothien é vaidosa e não tem medo ou vergonha de o ser. Celaena Sardothien é forte e vulnerável, inteligente e perspicaz. Celaena Sardothien é corajosa e determinada. Celaena Sardothien é uma assassina.
Se há algo que aplaudo num filme ou num livro, é a forma como os directores ou autores, conseguem fazer o espectador, ou neste caso, leitor, torcer por alguém que, de outra forma, não o fariam. Celaena já matou e não temos conhecimento suficiente para saber quais os seus critérios: boas ou más pessoas? Apenas sabemos que se recusou a assassinar crianças e alguém que fosse da sua terra. E esse é um dos maiores mistérios. Ao longo das quatrocentas páginas, conhecemos a personalidade de Celaena mas, ao mesmo tempo, o passado da protagonista permanece intocável.
No entanto, pelo menos para mim, Trono de Vidro caminhou numa direcção óbvia. A surpresa final de Celaena em relação aos ataques e ao seu culpado não foi chocante, pelo contrário. Era algo esperado, embora a autora pelo meio tivesse desviado a rota, as pistas continuavam lá. Contudo, o que me moveu de forma apaixonante foi mesmo o enredo fantástico, as referências históricas, ainda que criadas e irreais e os personagens maravilhosamente descritos e criados.
Chaol e Dorian, amigos desde crianças, formam com Celaena um triângulo amoroso cuja emoção despertada é comparável àquela provocada por Cassandra Clare em Anjo Mecânico, Príncipe Mecânico e Princesa Mecânica com Will, Jem e Tessa. É um triângulo amoroso que não é a parte principal na história mas que está lá e que, para mim, faz parte do encanto da escrita de Sarah J. Maas e, para mim, as melhores cenas passam-se, sem dúvida, na presença de um dos dois. Se me fizerem a pergunta da praxe: com quem achas que ela vai acabar? penso que talvez com Dorian, pelo que a rainha Elena pelo paralelismo com a sua própria história e a de Gavin, uma guerreira e um rei, embora a história tenha mudado para que Elena fosse uma donzela, que salvaram Erilea. Celaena é descendente de Elena «laço de sangue não podem ser quebrados» e, é de supor que Gavin é descendente de Dorian MAS, por outro lado, há uma referência aos olhos safira do príncipe em nada semelhantes aos olhos da mãe ou do pai, pelo que se coloca a questão: será bastardo? ou será apenas algo para o aproximar de Gavin? Por outro lado, o simbolismo de lutar lado a lado, pode indicar o emparelhamento entre Celaena e Chaol. Ou, também pode significar: nada. A autora pode simplesmente resolver assassinar os dois ou os três. A minha escolha, contudo, seria Chaol.
A envolvência em redor do torneio recorda-me os tempos de Harry Potter e o Cálice de Fogo de J.K.Rowling e de Jogos da Fome de Suzanne Collins, o tipo de competição mortífera a que não consigo resistir.
Penso que no futuro, Dorian será colocado um pouco de lado para ir lutar na frente da batalha e, talvez tornar-se um guerreiro, que veremos o Rei dos Assassinos que criou Celaena, que Holim, o irmão mais novo de Dorian, personificado quase como Geoffrey de Game of Thrones, irá fazer a sua aparição e cheira-me que a princesa Eelyw irá morrer. Refiro, no entanto, que nada sei sobre o resto da série, não li nenhum dos outros livros, até agora, quatro volumes, ou respectivas sinopses e que estas são apenas suposições.
Sarah J. Maas criou uma dinâmica entre os personagens absolutamente mágica. Algumas cenas foram brilhantes, puro ouro, nomeadamente aquela em que descreveu as dores menstruais da assassina e a forma hilariante como Chaol e Dorian lidaram com o assunto - foi de rir e chorar por mais. Uma entre dezenas de pequenas maravilhas que a autora criou.
Outros títulos da colecção
*Trono de Vidro
*Heir of Fire
*Queen of Shadows
*Empire of Storms
*Throne of Glass #6

*The Assassin's Blade

Outros livros da autora
*A Court of Thorns and Roses
*A Court of Mist and Fury (03/05/2016)
*A Court of Thorns and Roses #3


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