Sinopse: Atravessar o Labirinto devia ter sido o fim. Acabar-se-iam os enigmas, as variáveis e a fuga desesperada. Thomas tinha a certeza de que, se conseguissem fugir, ele e os Clareirenses teriam as suas vidas de volta. Mas ninguém sabia realmente para que tipo de vida iriam regressar... Lá fora, ao invés da liberdade, encontraram mais uma prova. Agora têm de atravessar a Terra Queimada, uma região desértica e ameaçadora, onde os Crankos, pessoas cobertas de feridas e infetadas por uma misteriosa doenças chamada Fulgor, vagueiam pelas cidades devastadas à procura da próxima vítima. À medida que Thomas vai recuperando algumas memórias confusas do passado, não pode deixar de se perguntar: saberá ele de alguma forma o segredo para a liberdade, ou ficará para sempre à mercê da CRUEL? 

Book Trailer: 

OpiniãoDe uma forma simplista, Maze Runner: Provas de Fogo é melhor do que Maze Runner: Correr ou Morrer, no entanto, não foi por isso que deixou de ser uma leitura bastante frustrante e não pelos melhores motivos. Basicamente, a minha frustração não residia no facto de não saber o que se estava a passar porque, tal como Thomas, o meu conhecimento pairava um pouco acima do "nada", mas muito abaixo do "tudo". Não. A minha frustração deveu-se ao facto de haver uma repetição na história mas, desta vez, com um cenário diferente. Uma frustração que dificultou o início da leitura e, mais importante, o interesse, e compreendo o motivo pelo qual muitos leitores viraram as costas à história criada por James Dashner - para além da repetibilidade, não há respostas, não há um enquadramento, não há explicações.
Aviso desde já que esta vai ser uma opinião com spoilers e dos grandes, pelo que se planeiam ler o livro nos próximos tempos, talvez seja melhor não continuarem a ler o texto, no entanto podem ler a minha opinião sobre Maze Runner Correr ou Morrer aqui. Caso contrário, se não planeiam ler o livro, sejam meus convidados.
Ao contrário do que aconteceu com o primeiro volume, não senti que houvesse tantas repetições ao nível de expressões ou até mesmo de palavras, no entanto, tal pode dever-se às pausas prolongadas que senti necessidade de fazer entre algumas leituras, no que é um exemplo de uma falta de interesse inicial. Porém, mesmo considerando a minha falta de interesse inicial, dou-lhe o mérito por não arrastar a acção, apresentando-a logo no primeiro/segundo capítulo.
Mas, no final de Maze Runner: Provas de Fogo continua a não haver uma explicação e penso que, sendo o segundo volume, alguma coisa já nos devia ter sido dada. Sim, Thomas fez parte da CRUEL, seja ela o que for. Sim, Teresa acha que "CRUEL é bom" apesar de todas as provas em contrário. Sim, houve uma qualquer alteração no Sol que dizimou metade do planeta. Sim, uma doença, chamada Fulgor, propagou-se a toda a velocidade, cuja culpa penso que podemos atribuir à CRUEL. Mas o que raio é que a CRUEL é, em primeira instância, e em que medida é que as variáveis e os padrões de decisão de Thomas ou de qualquer outro podem salvar a humanidade?
Um dos pontos positivos, e que senti uma tremenda falta no primeiro volume, foram as memórias. Em Maze Runner: Provas de Fogo há lembranças, algumas emotivas, outras ligeiramente explicativas, embora não muito. No entanto, a questão da telepatia continua por explicar, já que o mais perto que tivemos de uma foi: «jamais pudesse explicar a alguém como é que acontecia», o que é uma explicação pobre e preguiçosa. É algo que acontece? Não é uma resposta que me agrade de todo, especialmente considerando a importância que a telepatia teve no papel de Aris, Teresa, Thomas e da falecida Rachel.
Algo que despertou imensamente a minha curiosidade foi a existência de dois Labirintos: rapazes com uma rapariga, raparigas com um rapaz. A mera ideia de duas experiências iguais com sujeitos diferentes deixou-me para lá de curiosa e, durante muitas páginas quis imediatamente um livro sobre o Labirinto versão feminina, embora James Dashner a dispensasse logo de seguida. As parecenças são mais do que muitas e, para além dos papeis invertidos de Teresa e Thomas com Aris e Rachel, pareceu-me que Sonya e Harriet interpretam o papel inverso de Newt e Minho.
O papel de Thomas no meio de tudo fica cada vez mais confuso, não só pelos letreiros nas ruas, mas igualmente pelas tatuagens misteriosas que aparecem nos pescoços de cada um. Thomas parece ter um papel fundamental no meio de tudo, não só através da sua relação com Brenda, numa fraca tentativa de criar um triângulo amoroso, mas através de Teresa e Aris, e a importância de Thomas se sentir traído, ultrapassa a minha compreensão. No entanto, é um momento que realça a personalidade e carácter de Teresa e que mostra o quão disposta está para fazer o que for preciso para salvar (?) Thomas, no entanto, fiquei, eu própria a duvidar das intenções da rapariga naquele que é, sem dúvida, o maior plot twist dos dois volumes.
Outros títulos da colecção Maze Runner
*Maze Runner: Correr ou Morrer - adaptação cinematográfica: aqui
*Maze Runner: As Provas de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui.
*Maze Runner: A Cura Mortal

*Vírus Mortal


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