| Review | Maze Runner: Correr ou Morrer de James Dashner


Sinopse: Quando desperta, não sabe onde se encontra. Sons metálicos, a trepidação, um frio intenso. Sabe que o seu nome é Thomas, mas é tudo. Quando aquela caixa metálica para, uma luz surge no teto como se este estivesse a abrir-se. Thomas percebe então que se encontra num elevador e não tarda a descobrir que chegou a um lugar estranho, um espaço que se abre entre muros altíssimos e que o enche de pânico. Lá fora, como se estivessem à sua espera, uma pequena multidão de adolescentes como ele. Os rapazes puxam-no para fora e as suas vozes saúdam-no com piadas juvenis, proferidas numa linguagem que lhe parece estranha. Dizem-lhe que aquele lugar se chama Clareira e ensinam-lhe o que sabem a respeito daquele mundo. Tal como Thomas, não se lembram da sua vida anterior, mas ali estão perfeitamente organizados, cumprindo preceitos que ninguém deve quebrar. E existe o Labirinto, para além dos muros da Clareira, lugar e que ninguém quer permanecer depois do anoitecer... Mas no fim do seu primeiro dia naquele lugar, acontece algo inesperado - a chegada da primeira e única rapariga, Teresa. E ela traz uma mensagem que mudará todas as regras do jogo. 

OpiniãoNem consigo expressar o quanto me esforcei e o quanto vasculhei o mundo virtual só para conseguir comprar Maze Runner: Correr ou Morrer; Provas de Fogo; e Cura Mortal a um preço acessível a tempo de ler pelo menos até ao segundo volume antes da estreia do filme a 17 de Setembro, quinta-feira. Foi, literalmente, uma corrida.
Primeiro que tudo: a escrita. Achei-a repetitiva e aqui, não estou a referir-me a questões de vocabulário ou de adjectivos, mas sim de expressões inteiras como: Thomas sentiu uma enorme vontade de o aplaudir. (pág.165) Thomas sentiu vontade de o aplaudir. (pág. 166). Um pequeno exemplo das inúmeras repetições não só de ideias como muitas vezes, de parágrafos inteiros, apenas "refeitos" para parecerem diferentes.
Em Maze Runner: Correr ou Morrer fiquei fascinada pelo mundo da Clareira e pelo Labirinto e pela forma como os rapazes se organizaram numa comunidade rudimentar mas funcional e ordenada sempre com o objectivo primordial da sobrevivência. A linguagem, mais propriamente o calão dá um toque mais real à situação, uma vez que metaforiza o evoluir de uma sociedade.
Mas, senti que não compreendi, de todo, o mundo "cá fora". A forma como James Dashner explora o exterior com a horrenda Transformação é interessante e os lampejos daqueles que já passaram pela mesma, incentiva a curiosidade. No entanto, no momento da verdade, quando as expectativas estão lá em cima, tudo vai por água abaixo. Não vemos memórias absolutamente nenhumas, apenas dor e luz, no que eu suponho que seja uma sensação ao dito Clarão. Senti, sinceramente, que precisava dessas memórias para, pelo menos, compreender, já que o confronto final foi uma cena pobre, muitíssimo pobre.
Em termos dos personagens, achei Thomas um protagonista interessante, apesar da sua repetibilidade, mas, mais uma vez, achei a relação com alguns dos Clareirenses, forçada, porque, apesar das quase 400 páginas, Maze Runner: Correr ou Morrer, decorre em pouco mais de uma semana pelo que a amizade entre os personagens que são mais explorados: Newt, Minho, Teresa e Chuck parece existir à base da sobrevivência.
Em relação a Teresa, preferia que não tivesse existido telepatia. Porquê? Não foi, mais uma vez, bem explicada: mexeram-lhes com o cérebro antes de entrarem para a Clareira? Então mas eles já não comunicavam telepaticamente antes? Como se desenvolveu? Uma distopia, na minha humilde opinião, tem de ser, obrigatoriamente, bem explorada e explicada, principalmente quando é lançado para o "lume" elementos "sobre-humanos", caso contrário, acaba por ficar uma salganhada que tira o encanto ao livro. Mas, apesar de tudo, Maze Runner: Correr ou Morrer tem um bom balanço entre o positivo e o negativo, pelo que torna-se algo fácil de ler.

Review: I can not express how hard I tried and how I searched the virtual world just to be able to buy Maze Runner: Run or Die; Scorch Trials; and Death Cure at an affordable price in time to read at least until the second volume before the film's premiere on September 17, Thursday. It was literally a race.
First of all: the writing. I found it repetitive and here I am not referring to questions of vocabulary or adjectives, but rather of whole expressions such as: Thomas felt a great desire to applaud him. (p. 165) Thomas wanted to applaud him. (page 166). A small example of the numerous repetitions not only of ideas but often of whole paragraphs, just "redone" to look different.
In Maze Runner: Run or Die I was fascinated by the world of the Glade and the Maze and by the way the boys organized themselves in a rudimentary but functional and orderly community always with the primary purpose of survival. Language, rather slang gives a more real touch to the situation, since it metaphorizes the evolution of a society.
But I felt that I did not understand the world "outside." The way James Dashner explores the outdoors with the horrific Transformation is interesting and the glimpses of those who have passed through it, incites curiosity. However, at the moment of truth, when expectations are up there, everything goes downhill. We see no memories at all, only pain and light, in what I suppose is a sensation to the said Flare. I felt, frankly, that I needed these memories to at least understand, since the final confrontation was a poor, very poor scene.
In terms of the characters, I found Thomas an interesting protagonist, despite its repeatability, but once again I found the relationship with some of the Clareirenses forced, because despite the almost 400 pages, Maze Runner: Run or Die, more than a week so the friendship between the characters that are more explored: Newt, Minho, Teresa and Chuck seems to exist on the basis of survival.
As for Teresa, I will preferred that telepathy had not existed. Why? Was it not, again, well explained: did they messed up their brains before they entered the Glade? So they did not communicate telepathically before? How did it develop? A dystopia, in my humble opinion, has to be well explored and explained, especially when "superhuman" elements are thrown to the "lume," otherwise it turns out to be a psychedelic that takes the charm away from the book. But despite everything, Maze Runner: Run or Die has a good balance between positive and negative, so it becomes easy to read.

If you ain’t scared… you ain’t human.


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