Sinopse: Quando desperta, não sabe onde se encontra. Sons metálicos, a trepidação, um frio intenso. Sabe que o seu nome é Thomas, mas é tudo. Quando aquela caixa metálica para, uma luz surge no teto como se este estivesse a abrir-se. Thomas percebe então que se encontra num elevador e não tarda a descobrir que chegou a um lugar estranho, um espaço que se abre entre muros altíssimos e que o enche de pânico. Lá fora, como se estivessem à sua espera, uma pequena multidão de adolescentes como ele. Os rapazes puxam-no para fora e as suas vozes saúdam-no com piadas juvenis, proferidas numa linguagem que lhe parece estranha. Dizem-lhe que aquele lugar se chama Clareira e ensinam-lhe o que sabem a respeito daquele mundo. Tal como Thomas, não se lembram da sua vida anterior, mas ali estão perfeitamente organizados, cumprindo preceitos que ninguém deve quebrar. E existe o Labirinto, para além dos muros da Clareira, lugar e que ninguém quer permanecer depois do anoitecer... Mas no fim do seu primeiro dia naquele lugar, acontece algo inesperado - a chegada da primeira e única rapariga, Teresa. E ela traz uma mensagem que mudará todas as regras do jogo. 

Book Trailer

OpiniãoNem consigo expressar o quanto me esforcei e o quanto vasculhei o mundo virtual só para conseguir comprar Maze Runner: Correr ou Morrer; Provas de Fogo; e Cura Mortal a um preço acessível a tempo de ler pelo menos até ao segundo volume antes da estreia do filme a 17 de Setembro, quinta-feira. Foi, literalmente, uma corrida. Aviso desde já que esta vai ser uma opinião com alguns spoilers, pelo que se planeiam ler o livro nos próximos tempos, talvez e, só talvez, seja melhor não continuarem a ler o texto. Mas, caso contrário, se não planeiam ler o livro, keep going.
Primeiro que tudo: a escrita. Achei-a repetitiva e aqui, não estou a referir-me a questões de vocabulário ou de adjectivos, mas sim de expressões inteiras como: Thomas sentiu uma enorme vontade de o aplaudir. (pág.165) Thomas sentiu vontade de o aplaudir. (pág. 166). Um pequeno exemplo das inúmeras repetições não só de ideias como muitas vezes, de parágrafos inteiros, apenas "refeitos" para parecerem diferentes.
Em Maze Runner: Correr ou Morrer fiquei fascinada pelo mundo da Clareira e pelo Labirinto e pela forma como os rapazes se organizaram numa comunidade rudimentar mas funcional e ordenada sempre com o objectivo primordial da sobrevivência e a linguagem, mais propriamente o calão, digamos assim, dá um toque mais real à situação, uma vez que metaforiza o evoluir de uma sociedade.
Mas, senti que não compreendi, de todo, o mundo "cá fora". A forma como James Dashner explora o exterior com a horrenda Transformação é interessante e os lampejos daqueles que já passaram pela mesma, incentiva a curiosidade. No entanto, no momento da verdade, quando é o próprio Thomas a passar pela Transformação e as expectativas estão lá em cima porque finalmente vamos conhecer a verdade, tudo vai por água abaixo. Não vemos memórias absolutamente nenhumas, apenas dor e luz, no que eu suponho que seja uma sensação ao dito Clarão. Senti, sinceramente, que precisava dessas memórias para, pelo menos, compreender, já que o confronto com os Criadores foi uma cena pobre, muitíssimo pobre. E o e-mail (?) no final do livro contribuiu apenas para aumentar a minha confusão e não sei até que ponto a forma como está escrita e desenvolvida a história não afastou alguns leitores da continuação da trilogia.
Em termos dos personagens, achei Thomas um protagonista interessante, apesar da sua repetibilidade, mas, mais uma vez, achei a relação com alguns dos Clareirenses, forçada, porque, apesar das quase 400 páginas, Maze Runner: Correr ou Morrer, decorre em pouco mais de uma semana, se não me engano, pelo que a amizade entre os personagens que mais são explorados: Newt, Minho, Teresa e Chuck, podem indicar uma relação passada, como ficou comprovado com Thomas e Teresa e, há vários momentos do livro que realçam o laço entre Thomas e Chuck como irmãos, pelo que, quem sabe?
Em relação a Teresa, preferia que não tivesse existido telepatia. Porquê? Não foi, mais uma vez, bem explicada: mexeram-lhes com o cérebro antes de entrarem para a Clareira? Então mas eles já não comunicavam telepaticamente antes? Como se desenvolveu? Uma distopia, na minha humilde opinião, tem de ser, obrigatoriamente, bem explorada e explicada, principalmente quando é lançado para o "lume" elementos "sobre-humanos", caso contrário, acaba por ficar uma salganhada que tira o encanto ao livro. Mas, apesar de tudo, Maze Runner: Correr ou Morrer tem um bom balanço entre o positivo e o negativo, pelo que torna-se algo fácil de ler.
Outros títulos da colecção Maze Runner
*Maze Runner: Correr ou Morrer - adaptação cinematográfica: aqui
*Maze Runner: As Provas de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui.
*Maze Runner: A Cura Mortal

*Vírus Mortal


Deixe um comentário

Tens uma opinião? 3,2,1 GO