Sinopse: É neste sétimo volume que Harry Potter irá travar a mais negra e perigosa batalha da sua vida. Dumbledore reservou-lhe uma missão quase impossível - encontrar e destruir os Horcruxes de Voldemort...Nunca, em toda a sua longa série de aventuras, o jovem feiticeiro mais famoso do mundo se sentiu tão só e perante um futuro tão sombrio. Chegou o momento do confronto final - Harry Potter e Lord Voldemort... nenhum pode viver enquanto o outro sobreviver... um dos dois está prestes a acabar para sempre... Os seus destinos estão misteriosamente entrelaçados, mas apenas um sobreviverá... Numa atmosfera apoteótica e vibrante, Rowling desvenda-nos, por fim, os segredos mais bem guardados do universo fantástico de Harry Potter e deixa-nos envoltos, talvez para sempre, na sua poderosa magia. Este sétimo volume tem sido considerado pelo público e pla crítica como o melhor de toda a série Harry Potter. 

Opinião: E chega a última opinião. Harry Potter e os Talismãs da Morte é, para mim, o melhor dos sete livros que J.K.Rowling proporcionou ao mundo. É um livro onde cada pormenor desde o primeiro livro, Harry Potter e a Pedra Filosofal é explicado. Um dos exemplos é o que o nosso querido professor Dumbledore vê quando olha para o espelho dos invisíveis e que em nada se relaciona com um novo par de peúgas. E aqui, realço a semelhança entre Albus Dumbledore, Severus Snape e Harry Potter, uma vez que, cada um deles, ao olhar para o espelho dos invisíveis veria alguém que amam e que perderam.
No entanto não é uma semelhança única, uma vez que ao longo da Pedra Filosofal, Câmara dos Segredos, Prisioneiro de Azkaban, Cálice de Fogo, Ordem de Fénix, Príncipe Misterioso e Talismãs da Morte há o realce da parecença, algumas vezes mencionado pelo próprio protagonista, entre Harry Potter, Tom Riddle e Severus Snape. Aliás, uma das minhas teorias preferidas é de que o Conto dos Três Irmãos, em os Contos de Beedle, o Bardo, uma história infantil sobre as diferentes formas de encarar a morte refere-se a cada um dos personagens anteriormente referidos. Nesta teoria em particular, o irmão mais velho, o que pede à morte uma varinha poderosa de forma a conquistar a mesma é Lord Voldemort; por outro lado, o segundo irmão, desesperado por ver a sua amada e que faz com que a morte transforme um simples seixo de rio numa pedra de ressurreição, é Severus Snape; mas o terceiro e último irmão, o que usa o Manto da Invisibilidade para se esconder na morte e que no final se reúne à mesma "as an old friend" é o Harry Potter. Tudo isto, considerando os acontecimentos no final de Harry Potter e os Talismãs da Morte.
Contudo, outros afirmam e, J.K.Rowling afirmou no Twitter que é, aliás, uma das suas teorias favoritas, que em adição à teoria anteriormente mencionada, Albus Dumbledore é, na verdade, a morte. Os três Talismãs da Morte, A Pedra da Ressurreição, o Manto da Invisibilidade e a Varinha de Sabugueiro tiveram origem na "encarnação" ou na "personagem da morte" e Albus Dumbledore possuiu, em vários pontos da série, os três itens, para além de que, como é várias vezes mencionado, Dumbledore é o único feiticeiro que Voldemort alguma vez temeu e sabemos, que Voldemort teme a morte mais do que qualquer outra coisa e que o terceiro irmão (Harry) reuniu-se à morte como um igual, ou como se de um antigo amigo se tratasse e, no capítulo King's Cross, após o seu sacrifício, Harry reúne-se, uma última vez, a Albus Dumbledore. 
Em Harry Potter e os Talismãs da Morte conhecemos, finalmente, a verdade: Albus Dumbledore, na sua juventude, cometeu erros, defendeu aquilo em que Lord Voldemort acreditou até ao momento da sua morte, provocou, de algum modo, a morte da sua irmã Ariana e colocou-se sempre em primeiro lugar no que toca à sua família; Harry Potter é um dos sete Horcruxes criados por Lord Voldmort; e, por fim, Severus Snape amava Lily Potter, para muitos, um amor doentio e obsessivo. E aqui, até certo ponto, eu consigo perceber os argumentos que sustentam a obecessão mas, por outro lado, ele nunca a perseguiu ou insistiu numa aproximação depois de Lily o ter "desertado". Snape aceitou a separação e, a prova do seu amor reside no protagonista, no entanto, questiono-me como teria sido caso Snape sobrevivesse para contar a Harry a verdade, como seria a conversa? 
No capítulo A Partida dos Dursleys, vemos, pela última vez, Vernon, Dudley e Petúnia Dursley e, dezassete anos de tortura à parte, há, efectivamente, mudanças no comportamento que não são apenas motivadas pelo medo. Dudley muda após o seu encontro com os Dementors em Harry Potter e a Ordem da Fénix e mesmo Vernon aceita a ajuda de Harry. No entanto, estava à espera de uma despedida mais emotiva no que toca a Petúnia e J.K.Rowling mencionou no Pottermore que, tal como eu, outros leitores esperavam algo mais, quanto mais não fosse pelo facto de que Petúnia não iria voltar a ver os olhos da irmã mas, deixo aqui o texto completo: 
The Dursleys are reactionary, prejudiced, narrow-minded, ignorant and bigoted; most of my least favourite things. I wanted to suggest, in the final book, that something decent (a long-forgotten but dimly burning love of her sister; the realisation that she might never see Lily's eyes again) almost struggled out of Aunt Petunia when she said goodbye to Harry for the last time, but that she is not able to admit to it, or show those long-buried feelings. Although some readers wanted more from Aunt Petunia during this farewell, I still think that I have her behave in a way that is most consistent with her thoughts and feelings throughout the previous seven books. Nobody ever seemed to expect any better from Uncle Vernon, so they were not disappointed.
J.K.Rowling em Harry Potter e os Talismãs da Morte foca-se, igualmente, no preconceito, metaforizado no aparecimento do Estatuto de Sangue e na Comissão do Registo de Feiticeiros de Origem Muggle, na redenção, com Grindewald a querer mentir sobre o paradeiro da varinha de sabugueiro ou com a hesitação de Petter Pettigrew e, no amor. Podia dedicar um dia inteiro a relatar cada um dos actos de amor que há, mas escolhi referir apenas um, aquele que me apercebi apenas nesta leitura, mais concretamente, com a morte de Dobby. Harry consegue finalmente fechar a sua mente a Voldemort e refere que: Assim como Voldemort não conseguira dominar Harry enquanto este se consumia de dor por Sirius, também os seus pensamentos não conseguiam penetrá-lo naquele momento, enquanto chorava Dobby. Pelos vistos, a dor expulsava Voldemort... muito embora, como é evidente, Dumbledore tivesse afirmardo ser o amor... Mas qual é a diferença?
O amor materno, em especial, é fundamental para a sobrevivência de Harry. Com pouco mais de um ano de idade, Harry escapou à maldição da morte devido ao sacrifício da mãe, Lily, no entanto, após o sacrifício de Harry é Narcisa Malfoy, mãe de Draco que, na ânsia de procurar o filho, mente descaradamente naquilo que podia, com facilidade, provocar a sua morte. Um círculo perfeito.
Em Harry Potter e os Talismãs da Morte não regressamos a Hogwarts, pelo contrário, viajamos pelo país e, a forma como J.K.Rowling orquestrou o "desaparecimento" de Ron com a simples substituição com o vampiro da família, que apareceu pela primeira vez em Harry Potter e a Câmara dos Segredos é genial. Não deixou absolutamente nada ao acaso. Aqui, percebemos pela primeira vez, a imensidade do poder e, mais importante, do carácter de Hermione que, para além de ter conseguido enfeitiçar os próprios pais, fazendo-os esquecê-la, com o desaparecimento de Ron, após uma explosão de mau génio, ela manteve-se fielmente do lado de Harry.
E, para além do amor, a amizade, apenas outra forma de amor, tem obviamente, um grande destaque e, para mim, um dos meus muitos capítulos preferidos é Godric's Hollow, não apenas pela primeira presença "física" (?) de James e Lily, mas pela evidência do laço que une Hermione e Harry: Hermione pegara-lhe de novo na mão e apertava-lhe fortemente. Não conseguiu olhar para ela, mas devolveu-lhe a pressão (...) Hermione, porém, ergueu a varinha e descreveu um círculo no ar e diante deles desabrochou uma coroa de rosas-de-natal (...) Pôs o braço em volta dos ombros de Hermione e ela passou-lhe o dela pela cintura (...)

Em Harry Potter e os Talismãs da Morte há muitas mortes. Eu sei que não é, nem de longe nem de perto, um número considerável quando comparamos com outros autores - George R. R. Martin, por exemplo, - no entanto, não deixam de fazer "mossa". A primeira é de Charity Burbage, a professora de Estudo dos Muggles de Hogwarts, porém, não é um personagem importante ou anteriormente mencionado, por isso, enquanto leitora, tomei-a como uma prova da maldade de Voldemort. Contudo as páginas avançam e perdemos Hedwig, segundo J.K.Rowling, símbolo da infância de Harry (e a Flecha de Fogo, prenda de Sirius, porque é que nunca ninguém menciona a perda de um dos poucos elos que o ligavam ao padrinho?) e Olho Louco. De seguida, perdemos Ted Tonks, pai de Tonks e, embora importante, aguentamos porque não nos era familiar. Mas, em O Segredo de Bathilda, vemos, a partir da perspectiva do própria Voldemort, a morte de Lily e James, numa cena fria e cruel. Depois, como já referi anteriormente, perdemos Peter Pettigrew - e aqui, mais uma vez, Lupin é o único dos Salteadores vivo e em liberdade - e Dobby. Pelo meio há, igualmente, várias perdas na qual se inclui uma família de Muggles, Gregorovitch e Grindewald. E depois, Fred Weasley morre, ainda com a última gargalhada presa no rosto. A sua morte é seguida pela de Tonks, Lupin, Severus Snape e Colin Creevey e tudo se desmorona e, quanto leitores, não sabemos o que esperar.
Para além de Godric's Hollow, o meu capítulo preferido é, sem surpresas, A História do Príncipe, quando viajamos pelas memórias de Snape e percebemos a dimensão dos seus actos e não só. Há a verdade e, talvez pela primeira vez, o amor e a confiança cimentadas por Dumbledore ao longo de sete livros quebra com a frivolidade com que este se refere a Harry, no entanto, temos, igualmente pela primeira vez, uma dimensão concreta do quanto Petúnia sabia sobre o mundo dos feiticeiros, anteriormente revelada em Harry Potter e a Ordem da Fénix e que transcende o mero conhecimento de Dementors, uma vez que a própria Petúnia esteve na Estação para o Expresso de Hogwarts e entrou em contacto com o próprio Dumbledore. Imagens essenciais para que Harry fosse bem sucedido na destruição dos Horcruxes.
Em relação à destruição dos Horcruxes, após a descoberta da verdade, Harry faz questão de que Neville tome o seu lugar, de forma a que três pessoas saibam sempre a verdade. Os dois rapazes a quem a profecia podia dizer respeito. Um dos momentos altos é, sem dúvida, o reencontro com Lily, James, Sirius e Lupin e, embora seja de opinião de que o livro é indubitavelmente melhor, sou obrigada a admitir que o momento em que vi a Pedra da Ressurreição pela primeira vez no grande ecrã, as lágrimas transformam-se em rios porque a emoção estava lá, ao contrário, devo dizer, do que aconteceu com as memórias de Snape.
A razão pela qual Harry sobreviveu à segunda maldição da morte é de génio. O corpo dele mantém o sacrifício dela vivo, e enquanto esse encantamento sobreviver, também tu sobreviverás assim como a última esperança que resta a Lord Voldemort. Há um círculo gigante em torno dos sete livros e mesmo no diálogo, quando Ron em Harry Potter e a Pedra Filosofal, preso na armadilha do diabo grita a Hermione "És feiticeira ou quê?" enquanto esta procura por madeira, Hermione em Harry Potter e os Talismãs da Morte faz o mesmo quando Ron lamenta não ter Crookshans para tocar no nó do Salgueiro "És feiticeiro ou quê?", entre outros momentos. 
No fim, Lord Voldemort morre e, embora nenhum personagem do "golden trio" tenha perecido, é um momento de luto por muito outros personagens, alguns muito queridos, pelo que penso que seria ingrato acabar com A Falha no Plano, pelo que o Epílogo, Dezanove anos Depois, foi perfeito - não no filme, e embora J.K.Rowling tenha, recentemente, manifestado o seu arrependimento quando à junção Ron-Hermione - e, confesso que, tal como em relação a Snape-Lily, consiga perceber o seu ponto de vista quando afirma que Ron não teria conseguido fazer Hermione feliz, não queria outro final. 

Claro que está a acontecer na tua mente, Harry. Mas por que razão há-de isso significar que não é real?



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Outros títulos da colecção
*Harry Potter e a Pedra Filosofal - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Câmara dos Segredos - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - adaptação cinematográfica: aqui.
*Harry Potter e o Cálice de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e a Ordem da Fénix - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e o Príncipe Misterioso - adaptação cinematográfica: aqui
*Harry Potter e os Talismãs da Morte - adaptação cinematográfica aqui e aqui
*Harry Potter and the Cursed Child

*Os Contos de Beedle, O Bardo
*Animais Fantásticos e Onde Encontrá-los - adaptação cinematográfica aqui.
*Quidditch Através dos Tempos

Outros livros da autora
*Morte Súbita
*Very Good Lives


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