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OpiniãoEm Maze Runner: Correr ou Morrer, Dylan O'brian interpreta Thomas de forma excepcional. No questions ask. E, por qualquer motivo, dei por mim a apreciar mais a versão do Labirinto do filme. Há mais acção e de repente, ao contrário do que acontece no livro, o Labirinto ganha vida e cor e torna-se real durante alguns minutos e aí, não tenho nada a apontar. MAS, no que toca a outros aspectos, nomeadamente as explicações, ficam um pouco aquém. Eu compreendo a razão. Os livros criados por James Dashner são repletos de ideias complexas e o facto de os protagonistas não saberem o que se passa, deixa o leitor, ou neste caso o espectador, confuso. Uma confusão que é, aliás, retratada no livro e podem ver a minha opinião aqui. E, tal como refiro na opinião relativa ao livro, no filme a repetibilidade do diálogo, não é diferente. "Não podes sair". "Ninguém regressou". "Não podes". "Não deves". "Porquê". "Porquê". "Porquê". Ao contrário do livro, não há espaço para explicações e somos obrigados a ir com a corrente. O aparecimento de Teresa é igualmente diferente, não há coma, não há telepatia, pelo que fiquei grata. No entanto, o aparecimento de Teresa, não parece desencadear o conjunto de reacções como acontece no livro. A própria relação com Minho, não parece real, de facto as únicas personagens com quem parece manter uma relação verdadeira é com Chuck e Newt.
Por outro lado, há erros desnecessários. Os mapas, retratados no livro, são em papel por uma razão. Mas no filme, aparece uma versão em 3D criada com pauzinhos. No entanto, Minho refere que o Labirinto move-se durante a noite, e que muda todos os dias e que eles são obrigados a estudar os padrões e blá, blá,... mas como é que fazem isso com os pauzinhos?
É uma adaptação decente, concedo-lhe isso, e para os que não leram o livro é, possivelmente um filme interessante, apelativo e cheio de acção. O próprio final, muito diferente do livro, pareceu-me mais lógico e real do que o escrito por James Dashner. É um balanço precário entre o gostar e o não gostar, enquanto adaptação, porque para mim, houve cenas que funcionaram melhor no filme e outras que funcionaram melhor no livro e, ao mesmo tempo, houve cenas desnecessárias, como a "batalha" à frente da fogueira em que Thomas, lembra-se que se chama Thomas. É difícil apreciar enquanto adaptação, mas a essência do filme, estava lá, e, algumas vezes, melhor retratada que no livro, mas, tal como os homónimos, os filmes parecem decididos a serem tão confusos, senão mais.
Ontem, sexta-feira, dia 18 de Setembro de 2015, consegui terminar a leitura de Maze Runner: Provas de Fogo e, com cada pormenor ainda em fogo na minha mente, decidi que era boa ideia ir ver o filme. Confesso que me senti particularmente feliz, uma vez que tinha receio de não conseguir terminar a leitura e, para lerem a minha opinião literária sobre a mesma, basta carregar aqui. Now... The movie...
Nunca, em toda a minha existência, vi uma adaptação tão pouco fiel ao livro. Não me levem a mal, enquanto filme, está fantástico e, desafio qualquer pessoa que não tenha lido os livros a ir ver porque, certamente irá adorar. É um filme cheio de acção, alguns momentos de humor, e visualmente apelativo. Mas garanto-vos que quem leu o livro tem, obrigatoriamente, uma experiência completamente diferente.
Por exemplo, no livro Teresa, a personagem brilhantemente interpretada por Kaya Scodelario, desaparece no início e regressa apenas no fim como uma verdadeira traidora, batendo em Thomas, mais uma vez, maravilhosamente interpretado por Dylan O'brian, e inclusive tem uma sessão de marmelada à frente do mesmo com Aris que, no filme, parecia ter pouco mais do que treze anos de idade. Mas a maior diferença, e mais problemática a meu ver, foi a essência do filme porque, no livro, e como foi mencionado aliás, no filme anterior, as Provas de Fogo são a Fase Dois do procedimento da CRUEL, e, logo no início do livro, os Clareirenses são fechados num edifício, e é-lhes dado a conhecer o plano: ELES TÊ DE SAIR DO EDIFÍCIO, ATRAVESSAR A TERRA QUEIMADA DURANTE X QUILÓMETROS PARA CHEGAR A UM REFÚGIO. E porquê questionam-se? PORQUE TODOS, SEM EXCEPÇÃO, FORAM CONTAMINADOS COM O FULGOR, A DOENÇA QUE DIZIMOU GRANDE PARTE DA HUMANIDADE. Agora, o que vemos no filme? Uma revolução. Não há explicação nenhuma, não há nenhuma Fase Dois como repito, apareceu no final do filme Maze Runner: Correr ou Morrer.
Outro grande erro mas que, por esta altura, não faz qualquer tipo de diferença, é a utilização de armas. As armas estão proibidas no livro Maze Runner: Provas de Fogo porque podem alterar os resultados, os padrões ou as variáveis. O que vemos no filme? As armas são mais do que as mães. Todos os personagens, em algum ponto do filme disparam uma espécie de Taser que agora sei ser um Lançador, uma vez que já comecei a ler Maze Runner: Cura Mortal e percebo que, em vez de se basearem apenas num único livro, seja lá quem for que está à frente do script do filme, decidiu misturar tudo.
Algo que me deixou chocada e de boca aberta no meio de uma sala de cinema cheia de gente, foi a forma como decidiram retratar o Fulgor. A doença, que agora sei que se CONTAMINA PELO AR, aloja-se no cérebro e essencialmente, come-o, incapacitando as pessoas, tornando-as loucas e realço o loucas. Em momento algum me foi dado a entender que os Crankos, mesmo os mais perto do Fim, fossem versões animalescas do The Walking Dead e que eram estimulados pelo barulho ou pelo aparecimento de electricidade, numa versão rasca de WWZ.
Dou, no entanto, algumas notas positivas: a morte de Winston é mais emocionante no grande ecrã da que representada no livro, sem pano para dúvidas, e a relação entre Thomas e Brenda parece mais real e sincera do que no livro. Contudo, cenas pelas quais eu ansiava, não tiveram o mesmo impacto, nem pouco mais ou menos, principalmente, a traição de Teresa. E, pior do que tudo, não vemos o papel que Aris representa nessa traição e, a própria traição de Brenda, como membro da CRUEL, nem sequer é mencionada.
No fim de uma adaptação muitíssimo pobre, Thomas dá um discurso muito pouco emocionante sobre lutar contra a CRUEL para recuperar Minho, raptado, algo que fiquei para lá de confusa, uma vez que em ponto algum, Minho deixa-se capturar. Não faço ideia qual pode ser a linha de pensamento para o terceiro filme, uma vez que, as primeiras 100 páginas de Maze Runner: A Cura Mortal diferem completamente do final dado pelo filme. Fiquei muito decepcionada e, um pouco zangada, uma vez que tinha a sensação que estavam a retratar pormenores do terceiro livro, um pouco como fizeram com Criaturas Maravilhosas. Não gostei e para quem leu o livro, aconselho a verem com uma mente muito aberta, e não vão como fãs do livro para evitarem uma cambada de frustração desnecessária porque não estou a falar de ligeiras mudanças como aconteceu em várias adaptações, por exemplo Harry Potter, mas estou a falar de mudanças que alteraram por completo a história criada por James Dashner. 
Outros títulos da colecção Maze Runner
*Maze Runner: Correr ou Morrer - adaptação cinematográfica: aqui
*Maze Runner: As Provas de Fogo - adaptação cinematográfica: aqui.
*Maze Runner: A Cura Mortal

*Vírus Mortal


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