Sinopse: Cinder elabora um plano para fugir da prisão e, se for bem-sucedida, irá tornar-se a fugitiva mais procurada da comunidade. Do outro lado do mundo, a avó de Scarlet Benoit desapareceu. Scarlet entra em pânico e, na sua busca, acaba por descobrir que existem muitas coisas sobre a avó que desconhece, assim como ignorava o grave perigo que correu toda a vida. 
Quando Scarlet encontra Wolf, um lutador de rua que poderá ter informações sobre o paradeiro da avó, sente-se relutante em confiar nele, mas ao mesmo tempo sente-se inexplicavelmente atraída. Scarlet e Wolf tentam desvender o mistério do desaparecimento da avó, mas deparam-se com outro quando encontram Cinder. Além de todos os problemas que estão mergulahdos, ainda terão de anticipar os passos da maléfica rainha Levana, que fará qualquer coisa para que o belo príncipe Kai se torne seu marido, seu rei, seu prisioneiro. 


Book Trailer: 

OpiniãoScarlet é o segundo volume das Crónicas Lunares, seguido de Cinder, cuja opinião podem ver aqui, e que são, sobretudo, retailings de histórias de encantar bastante conhecidas. Enquanto Cinder se focava em Cinderela, como o próprio nome indica, Scarlet, segue a história do Capuchinho Vermelho. Spoilers adiante.
Neste segundo volume temos, ao contrário do que eu esperava, mais do que um ponto de vista porque, apesar do nome, Scarlet, segue a história de uma protagonista com um nome homónimo ao livro, mas continua igualmente a seguir Cinder que, por esta altura afastou-se completamente da imagem de Cinderela ou da história da mesma, mas também de Kai, o príncipe imperador - além de que temos um capítulo dedicado apenas à Rainha Levana.
Para além das nuances dos contos populares ao longo do livro - desde a avó desaparecida, ao lobo, à procura na floresta, à camisola de capuz vermelho, - percebemos rapidamente que as protagonistas dos diferentes livros vão encontrar-se nalgum ponto da história e, um dos aspectos positivos, é o facto de podermos "viajar" pelo mundo, ou seja, não estamos num lugar estático.
Kai está em Nova Pequim, na Comunidade Oriental.
Scarlet numa vila pequena em França, na Europa.
Cinder viaja pelo espaço em fuga com o seu companheiro americano.
O Dr Earland aparentemente está por África.
Mas, em relação a este segundo volume, confesso que só começou a ficar realmente interessante lá para o meio e, os capítulos dedicados a Scarlet foram, para mim, os mais interessantes, devido à personalidade algo impetuosa e um pedacinho para o arrogante da protagonista. E, fosse com Cinder ou com Scarlet tenho de realçar as cenas de acção dominadas pelas protagonistas femininas em diferentes pontos do livro porque foram elas que controlaram a situação para o bem ou para o mal. No entanto, em relação a Scarlet, como havia a necessidade de uma constante mudança de ponto de vista, não houve um desenvolvimento tão grande como aconteceu com Cinder e mesmo a relação que se estabelece entre Scarlet e Wolf é uma relação "fogosa" movida pela atracção, enquanto que Cinder e Kai eram mais comedidos e "fofinhos", à falta de melhor palavra.
E aqui tenho de enaltecer a estupidez dos homens humanos da história. Kai, o querido Kai não percebe ou sequer se questiona do porquê de uma demandada tão grande em busca de uma Lunar à muito esquecida, e não junta os pontinhos, para perceber quem Cinder realmente é. Por outro lado, Thorne, o infame companheiro de Cinder, na minha imaginação, ligeiramente comparável ao Capitão Jack Sparrow, com a sua ânsia constante de afirmação e tiradas sarcásticas, VÊ, efectivamente uma imagem da Princesa Selene, sem braço e sem uma perna e, mais uma vez, não junta os pontinhos, já que a rapariga que tem ao seu lado, não tem um braço e uma perna.
Mas falando de Thorne, chato, arrogante, convencido. A relação entre ele e Cinder foi um dos pontos altos da leitura (aquando do ponto de vista de Cinder) e a forma como se desenvolveu ao ponto de se tornarem uma equipa, o que me faz questionar a quem no fim, irá pertencer o coração de Cinder porque, sinceramente, neste momento estou a torcer por Thorne.
Marissa Meyer, a autora, fez um bom trabalho com a parte do lobo e a relação com o capuchinho vermelho, transformando-o em amante. Confesso que gostei bastante da personagem de Wolf embora, mais uma vez, fosse previsível a direcção que a história tomava com o pequeno plot twist de que Wolf afinal é Lunar e pertence aos soldados geneticamente modificados da Rainha Levana. A previsibilidade, mais uma vez, deve-se à qualidade de retailing e ao facto de ter pontos em comum com o conto infantil porque nele, o lobo é obviamente mau.
Para mim continua a ser um pedacinho complicado adaptar-me ao mundo futurístico e robótico, mas o facto de haver tantos detalhes e de não serem histórias independentes facilita a imersão no universo criado pelo autora e começamos a perceber que há uma relação entre as protagonistas dos quatro livros, Cinder, Scarlet, Cress (Winter ainda ligeiramente desconhecida), e o seu background lunar, uma vez que sabemos que Cinder é a Princesa Selene, Scarlet é 25% (?) Lunar, Cress é uma Hacker da Rainha Levana e Winter será alguém, eventualmente.
Gostei particularmente da forma como a autora tirou a avó de cena e a transformou em alguém importante para o aparecimento da Princesa Selene na Terra, ou da forma como Iko subitamente entrou em cena como uma nave espacial e a sua insegurança quanto ao facto de estar «enorme». Questiono-me apenas como terão ultrapassado a barreira da língua, ou será que há apenas uma língua universal?
Outros títulos das Crónicas Lunares
*Cinder
*Scarlet
*Cress
*Winter

*Fairest: Levana's History


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