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Sinopse: Tudo o que amamos pode ser levado pela corrente...NUNCA, NUNCA CHORES...A mãe de Eureka Boudreaux instilou esta regra na filha há anos. Mas agora a mãe partiu, e onde quer que Eureka vá, ele está lá: Ander, o rapaz alto, de cabelo louro-claro, que parece saber coisas que não devia, que diz a Eureka que ela corre um grande perigo e que a deixa sempre à beira das lágrimas. 
Mas Ander ignora o maior segredo de Eureka: desde que a mãe se afogou num acidente bizarro, Eureka deseja morrer. Resta-lhe pouco que lhe desperte o interesse, apenas o amigo mais antigo, Brooks e, uma estranha herança: um medalhão, uma carta, uma pedra misteriosa e um livro de outras eras que ninguém compreende. O livro encerra uma história assombrosa sobre uma rapariga que ficou destroçada e chorou tanto que formou um continente no mar... e há algo na história que é misteriosamente familiar. 
Eureka está prestes a descobrir que a narrativa antiga é mais do que uma história, que Ander pode falar verdade... e que a sua vida é muito mais obscura e oculta do que alguma vez imaginou. 

Book Trailer: 

OpiniãoLauren Kate chegou à minha estante através da série Anjo Caído e, embora um dia deseje reler os quatro volumes, a opinião dos dois últimos seria, provavelmente de duas e até mesmo uma estrela no Goodreads, pelo que Lágrima foi uma surpresa inesperada.
Eureka é uma protagonista dúbia. Ela tem tendências suicidas e depressivas mas, ao mesmo tempo, é "estóica" e incrivelmente forte porque tem que o ser. Eureka é uma criação que se destaca no mundo da fantasia e do YA e, ao contrário de Luce de Anjo Caído, a sua personalidade é cativante e atraiu-me até às últimas páginas. Há um núcleo de personagens muito forte e marcado e as descrições são suficientes - nem demasiado descritivas, nem menos, - de tal modo que houve momentos em que me senti perdida numa vila à beira mar, onde era capaz de sentir a humidade nas árvores.
É um livro realmente bom e, embora aponte algumas falhas, essas são apenas preferências pessoais e, para aqueles que descartaram Lágrima pela frustração (no meu caso) que foi a série Anjo Caído, leiam porque é diferente em noventa e nove aspectos e igual apenas em um. Lauren Kate passou de dez para cem com Lágrima, no entanto, há um elemento que permanece quase intocável e que obviamente, deve tratar-se de um assunto do pessoal interesse da autora mas que me desagrada em grande medida.
O amor. Ander é demasiado parecido com Daniel e, embora haja outra pessoa, a atracção é imediata, não há questões, é amor à primeira vista e no caso de Ander foram muitas vistas porque há, mais uma vez, o elemento "stalker amoroso" que não aprecio. Mas, ao mesmo tempo, Eureka não torna Ander a sua vida, questiona-o e afasta-se, aparentando um maior autocontrole do que Luce. Mas, honestamente, não foi o romance que motivou a leitura.
Como a sinopse muito eloquentemente refere, há toda uma mística em redor das lágrimas de Eureka, de quem ela é, da sua linhagem e, - o que me levou a ler realmente o livro, - a Atlântida e, para ser completamente sincera, não gostei a 100% do que a autora fez com a mística por detrás da cidade perdida, mas aceitei com facilidade. O que não gostei a 100% foi dos elementos fantasiosos na nossa realidade, nomeadamente Polaris e o seu sentido de GPS - é um elemento quase repetido do terceiro volume de Anjo Caído com Bill, para mim, o pior livro da série - e do "meteorito" e a forma como Eureka nadava numa bolha de ar. Ao mesmo tempo, a relação de Eureka com a vidente e a sensação de que tinha perdido o que mais próximo tinha de uma mãe, pareceu-me forçado. A história do Livro do Amor, sem interesse, confusa e não achei que desse mais à história. Ficava bem sem ela. Por outro lado, adorei a relação da Eureka com os irmãos e mesmo com a melhor amiga, Cat, com Rhoda, a madrasta e com o pai, Trenton e, mesmo morta, a forma como Eureka via Diana em tudo o que mexia.
O que achei igualmente interessante, foi a forma como a autora expôs aquilo que o leitor podia estar a sentir, após uma quantidade inexorável de páginas, sobre o isolamento de Eureka. Ela fê-lo através de Brooks e, para mim, foram realmente um ponto positivo, metaforicamente tornaram-se no acordar de Eureka.
Pergunto-me se Diana estará mesmo morta, devido ao lema presente numa t-shirt da mãe: «Fustigada pelas ondas, não se afoga», ou se será apenas uma pobre referência ao meteorito, além de que o corpo nunca foi encontrado. Outra questão a que quero ver respondida e que espero que não se torne numa de "imagine por si mesmo" é o porquê de Claire, a irmã de quatro anos, conseguir penetrar na "bolha de ar" do meteorito se não há qualquer relação entre ela e Diana para pertencer à linhagem, a não ser que talvez seja atlante? E como é que Diana sabia que Ander seria o rapaz que destroçaria o coração da filha? Para mim há mais misticismo à volta da mãe de Eureka do que de Atlântida. Recomendo vivamente, especialmente para as pessoas que desistiram de Anjo Caído.
Outros títulos da colecção: 
*Lágrima 
*A Cascata do Amor
*Last Day of Love (short-stories)

Outros títulos da autora:
*Anjo Caído - adaptação cinematográfica aqui.
*Tormento
*Paixão 
*Êxtase
*Unforgiven
*Fallen in Love (short-stories)


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