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Sinopse: Com apenas uma lágrima, Eureka inundou o mundo e iniciou a ascensão da Atlântida. Se verter mais duas, nada parará o maléfico rei Atlas. Herdeira da Linhagem da Lágrima, é a única pessoa capaz de o deter, mas para o conseguir terá de atravessar o oceano para descobrir Solon, uma Semeador em fuga, que sabe como enfrentar o rei. 
Mas a revelação do amor entre Ander e Eureka faz com que Solon envelheça rapidamente e se sinta incapaz de vencer Atlas. Se continuarem juntos, Solon morrerá em breve. Eureka precisa de se reconciliar consigo mesma e com o que o seu sofrimento causou ao mundo. 
Um segredo sobre a Linhagem da Lágrima mudará tudo, passado, presente e futuro. Eureja tem uma visão de uma lagoa encantada que revela um segredo esmagador. Com esse conhecimento, será capaz de conseguir a chave para derrotar Atlas. Mas o seu coração partido poderá deitar tudo a perder.  

Opinião: Esta não vai ser a minha opinião mais entusiástica, pelo contrário, mas para quem está a ler, não se deixe desmotivar porque, gostos são gostos e não se discutem e, pelas minhas rápidas pesquisas, parece haver uma maior preferência por A Cascata do Amor do que por Lágrima, o primeiro da duologia, cuja opinião podem ver aqui. Eis a questão, para mim, A Cascata do Amor foi uma completa decepção. 
Em primeiro lugar, não sei se foi da tradução ou da revisão mas houve erros, alguns, mais de dez, pelo menos, na "diferenciação" das personagens. Um exemplo: após um parágrafo em que Eureka pensa em Diana, os diálogos seguintes, REFEREM Diana: "Diana disse", "Diana revirou os olhos" e não, não é uma memória. É um diálogo entre Eureka e Cat, ou Eureka e o pai. Houve, igualmente vários erros em termos de conjugação e, pelo menos duas frases que não fizeram o mínimo sentido. 
Desde o início que nos é dito que Solon sabe como enfrentar o rei. Ele não sabe. Eureka descobre sozinha. E há uma relação forçada entre os dois, motivada pelo conhecimento em comum de Diana. Blá, Blá, Blá. Eles não pareciam muito próximos, pelo contrário. A autora provavelmente queria estimular uma relação amor-ódio mas, para mim, não resultou.  Além de que a sinopse é péssima. Não é a revelação do amor entre  Ander e Eureka que faz com que Solon envelheça rapidamente, é sim a capacidade de sentir alguma coisa para além do ódio. E, sinceramente, não me parece que eles estivessem perdidamente apaixonados. E ela não tem uma visão de uma lagoa encantada... Ela encontra-a no meio da rua. 
Eu tinha muitas esperanças em relação a A Cascata do Amor, principalmente porque Lágrima foi quase, QUASE, uma redenção depois dos últimos livros de Anjo Caído, principalmente Paixão - basicamente voltei a ter curiosidade e vontade de ler os livros da autora, mas a escrita de Lauren Kate oscila drasticamente, ora temos um bom livro, ora temos um livro de cortar os pulsos. A Cascata do Amor e Lágrima são dois livros completamente diferentes. A Cascata do Amor tem um ritmo muito mais lento e uma história muito mais forçada e com cenas que não lembram a ninguém. 
Porquê? Bem, aviso de spoilers, se não planeiam ler o livro, continuem a ler, se planeiam ler, também podem continuar a ler porque, sinceramente, acho que não faz muita diferença, MAS, numa situação de pânico em que William e Claire que, a propósito, deixam simplesmente de agir como crianças de 4 anos de idade, são quase raptados por outra criança, Eureka, no seu desespero, começa a cantar e nunca, em tempo algum, há uma explicação lógica para isso. Não há uma explicação lógica para o teste da orquídea que, não me fez o mínimo sentido - era para ver quem ela era? porque não podia atirar-se para debaixo de água para o meteorito funcionar? Depois de reveladas as existências das singularidades de William e Claire, em menos de uma página, todos os personagens (William, Claire, Trenton e Cat) desenvolveram as suas quando passaram uma vida inteira sem as conhecer e que, segundo Solon, podia ser complicado de descobrir, mas em menos de dois parágrafos, lá estão eles
Uma das maiores falhas, contudo, é com Ander. Não vou discutir a natureza do rapaz, visto que é um maior spoiler MAS, no primeiro livro, Ander é nos apresentado com guelras. Ele pode respirar debaixo de água. Numa cena de A Cascata do Amor, Eureka, dentro de água, da bolha que lhe dá oxigénio, entra em pânico porque do outro lado está Ander, que deve estar aflito porque «doem-lhe os pulmões» de suster a respiração. Páginas adiante, Eureka entra de novo em pânico, mas aí percebe que Ander consegue respirar debaixo de água... Hummm quase que parece que a própria autora esqueceu-se de que Ander podia respirar debaixo de água... e, considerando a natureza de Ander, para aqueles que leram o livro, como é que ele tem guelras? O Zéfiro é a sua singularidade... Guelras parece-me mais uma mutação. 
Honestamente, não gostei, demorei demasiado tempo a ler, houve demasiados erros que podia esperar num primeiro livro, e mesmo o final, que devia suscitar uma tonelada de emoções ao leitor, foi-me completamente indiferente, com Cat, no fim do mundo, ainda a namoriscar com um marinheiro depois da perda da sua família (faz sentido? Todo). Mas, o que inerva realmente uma pessoa, é que as últimas página e meia estão lindas, mas o que leva a essa página e meia, é o oposto
A relação de Ander e Eureka é mal explorada, não há comunicação - sofrem de síndrome do segundo livro - e nunca chegamos realmente a conhecer Brooks. Um dos pontos mais positivos que dou ao livro é, sem dúvida, a capacidade da autora em transmitir memórias, porque de resto, nada fez sentido. Eureka podia ser uma óptima protagonista, mas neste segundo volume, revelou-se uma "falsa vilã". Não sei se Lauren Kate queria passar a mensagem de um anti-herói mas, se era essa a sua intenção, fê-lo pessimamente. 


Outros títulos da colecção: 
*Lágrima 
*A Cascata do Amor
*Last Day of Love (short-stories)

Outros títulos da autora:
*Anjo Caído - adaptação cinematográfica aqui.
*Tormento
*Paixão 
*Êxtase
*Unforgiven
*Fallen in Love (short-stories)


Por Raquel Pereira

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