Sinopse: Alvorada Vermelha é o primeiro volume de uma trilogia que tem tudo para conquistar a legião de fãs de Os Jogos da Fome
Passa-se numa altura em que a humanidade começou a colonizar outros planetas, como Marte. Darrow é um jovem de 19 anos que pertence à casta mais baixa da Sociedade, os Vermelhos, uma comunidade que vive e trabalha no subsolo marciano com a missão de preparar a superfície do planeta para que futuras gerações de humanos possam lá viver. No entanto, em breve Darrow irá descobrir que ele e os seus companheiros foram enganados pelas castas superiores. Inspirado pelo desejo de justiça, Darrow irá sacrificar tudo para se infiltrar na casta dos Dourados… e aniquilá-los! 
Vingança, guerra e luta pelo poder num romance de estreia empolgante.


Book Trailer: 

OpiniãoNa Feira do Livro deste ano, cujas aquisições podem ver aqui, pela primeira vez, fui organizada e com uma lista e, em primeiro lugar estava, Alvorada Vermelha de Pierce Brown, um livro que devorei em dia e meio. Ouvi IMENSAS opiniões, todas elas, MUITO positivas, principalmente pelo Youtube, e queria-o há algum tempo e, por algum, desde que comecei a ver as opiniões.
A verdade é que é possível fazer comparações com outros do mesmo género. Alvorada Vermelha é uma mistura de fantasia, ficção científica e distopia e, apesar de ORIGINAL e completamente MARAVILHOSO, é inegável as semelhanças com Os Jogos da Fome de Suzanne Collins.
Há a separação da população em cores, consoante os seus fazeres, há um sentimento de insatisfação e de revolta pelos governadores, há, inclusivé, uma canção proibida (...) conseguem perceber onde quero chegar certo?
Mas honestamente? Não importa. O início foi de cortar a respiração. Há muito, muito, MUITO, tempo que não lia um livro capaz de me prender desde, literalmente, a primeira página.
MAS, para mim, perdeu um pouco de ritmo para lá da página 100, recuperando-o rapidamente para lá da 250, pelo que são 150 páginas não tão interessantes. O que acontece nessas 150 páginas? Sangue. Morte. Lutas. Os Jogos da Fome x 1000. Há acção, atrás de acção. No entanto, para mim, apreciadora de histórias e desenvolvimento, não foi TÃO apelativo. Era estratégia, atrás de estratégia. Perceber. Não perceber. Lutar. Fugir. Não é que não fosse interessante, porque o protagonista, Darrow, torna-o interessante porque tem uma voz incrivelmente forte e na falta de melhor palavra, magnética, mas não apelou tanto.
Uma das coisas que levou a história a outro nível eram as palavras. O nome das armas, das ruas (passa-se em Marte, como podem ver na sinopse), dos trabalhos. Havia nomes que nunca tinha ouvido na minha existência e outros que me pareciam estranhos e, embora isso torne o livro único, por vezes senti-me perdida, principalmente durante a transformação de Darrow (sim, também há uma).
Não há uma secção de spoiler porque, sinceramente, para aqueles que ainda não leram, não quero sequer correr o risco de vos dar algum spoiler acidental, porque o livro é bom, muito bom, especialmente para aqueles que adoram acção,atrás de acção. Além de que, Pierce Brown criou um grupo de personagens incrivelmente diferentes, com propósitos opostos e que colocam, página atrás de página, a humanidade em questão. Porque dei por mim, inúmeras vezes a pensar: O que faria nesta situação?
Há cenas "pesadas" e linguagem violenta (?), mas é o primeiro livro que realmente explora o que é ser jovem - colocando a distopia/fantasia à parte - porque há efectivamente, jovens de 17 e 18 anos que falam daquela forma, e as asneiras, seja o que for, quer queiramos quer não, fazem parte do dia-a-dia e esta é a verdade. Há muito pouco livros em que não há uma "palavra feia" para além de "merda" e muitas vezes, até esse "merda" é traduzido para "raios" e eu nunca ouvi ninguém a dizer "raios". É um pequenino à parte que faz uma diferença no tom da história que não deixa de ter um tom pesado.
Os momentos "OHHH", ou seja, as revelações, são vários. Há uns quantos momentos chave ao longo do livro, mas para mim, sobressaem três, um a meio da leitura e os outros mais para o fim e penso, sinceramente que, apesar de ter adorado Alvorada Vermelha, vou gostar muito mais da sua continuação, cujo nome original é Golden Son. Penso que terá mais "luta" psicológica, mais momentos emotivos, já que Alvorada Vermelha, como disse, foi muito... à falta de melhor palavra, carnal. Era tudo muito físico e, lá para o meio, a história, perdeu o seu encanto, recuperando-o, no entanto, mais tarde.
Outros títulos da colecção: 
*Alvorada Vermelha
*Golden Son
*Morning Star (09/02/2016)


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