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Sinopse: Puros é o volume de estreia de uma notável trilogia cuja ação se passa num cenário pós-apocalíptico absolutamente dantesco e é também uma história de amor. Depois de uma série de detonações atómicas destinadas a exterminar grande parte da Humanidade, apenas uma pequena elite de puros deveria ter sobrevivido, protegida dentro da Cúpula até que a Terra se regenerasse por completo. Mas não foi isso que aconteceu... Muitos foram os que sobreviveram às explosões, deformados, com mutações terríveis, refugiados entre as ruínas da cidade, num clima de opressão por parte da milícia entretanto formada, que os aterroriza e explora. Pressia Belze é uma jovem de dezasseis anos, uma mutante que tenta fugir à milícia; Partridge é um rapaz da elite, um Puro atormentado pela suspeita de que um plano secreto e maquiavélico está a ser desenvolvido pela elite científica da Cúpula. Numa terra devastada, os caminhos destes dois jovens acabam por se cruzar, dois sobreviventes em busca de um futuro menos sombrio que nem desconfiam do laço secreto que os une. 

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Opinião
Para mim, Puros teve muitas inconsistências ao nível de world building e muitos pontos que deviam ter sido respondidos e não foram - e não acredito que sejam questões às quais vamos obter respostas porque não se tratam de questões fundamentais para o desenvolvimento do conflito. Para ser sincera, o que me motivou a continuar a ler foi, sem dúvida, os protagonistas (há dois pontos de vista principais) e as suas histórias.
No entanto, ao mesmo tempo, senti-me incrivelmente frustrada porque não achei nenhuma verdade por detrás do sofrimento das pessoas, isto para não falar, da origem do sofrimento em si. Provavelmente a culpa não é da autora uma vez que ela referiu uma pesquisa e leitura sobre os efeitos das bombas atómicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, mas eu, sendo uma rapariga dada a documentários, em cada referência, a cada nova história que nos era apresentada ao nível das memórias no momento das detonações e do pós-detonações, não conseguia parar de me lembrar de um documentário que vi sobre os sobreviventes das bombas atómicas e como uma das sobreviventes, em completo sofrimento, recorda, tantos anos depois, como as pessoas andavam com os braços à sua frente, como mortos-vivos com a pele pendurada porque era demasiado doloroso colocá-los para baixo, entre outros pormenores que, para mim, não foram bem explorados. Por outro lado, a autora faz um trabalho magnífico em proporcionar-nos um sentimento de nostalgia, de saudade pelo Antes, mas ao nível da dor, do que deve ter sido aquele momento e os momentos depois, dá-nos quase como um relato: aconteceu isto, isto, isto. Não há emoção.
Foi a primeira vez que uma sinopse me induziu em erro. Na sinopse, Puros «é também uma história de amor» e, apresenta-nos Pressia e Partridge e automaticamente, pela lógica e experiências passadas, associamos que Pressia e Partridge vão tornar-se num casal. E a verdade é que é uma boa ideia, induzir o leitor(es) em erro porque o laço que os une é óbvio, após as primeiras vinte páginas. Quando Partridge conta, pela primeira vez, a história que a mãe lhe repetia vezes sem conta, eu só conseguia pensar o quão idiota Partridge podia ser? Se a autora coloca Partridge a questionar TUDO como se fossem pistas que levassem à mãe. COMO é que desde o momento em que isso acontece, Partridge continua a referir-se à canção como infantil? Uma canção que a mãe repetia sem cessar. Como é que ele leva uma frase à letra "tem sido" e mil outras coisa que incluem um cartão de aniversário e um pendente com "minha fénix" escrito, mas não pensa numa música que a mãe não parava de lhe repetir? Como?
Puros foi, como já disse, um livro frustrante porque não há lógica por detrás das acções e, pior do que tudo, por detrás das explicações! O plano era Partridge fugir e encontrar a mãe e os medicamentos associados mas, o PLANO em si, é totalmente desprovido de lógica. Não tem sentido absolutamente nenhum. Isto para não falar da razão pela qual HÁ uma Cúpula. Um único homem conseguiu destruir a civilização inteira? O que aconteceu aos governos dos outros países afectados para deixar que isto acontecesse?
Puros tem, para mim, um background fraco. Para mim a criação dos Poeiras e das Bestas, homens que se uniram à terra ou que se uniram aos animais, não funcionou. Não apreciei, de todo. Compreendo que existam mutações, provavelmente mutações que não conhecemos e aceito a fusão como a de Pressia, com a boneca que segurava na altura das detonações, entre outras, mas exacerbar ESSAS fusões a transformações completamente irrisórias, incluindo grupos de dez a oito pessoas, agrupadas - não. Também não apreciei a relação entre Lyda e Partridge porque pareceu-me exagerada, exactamente o oposto do que aconteceu com Pressia e Brandwell, cujo sentimento cresceu ao longo das páginas, mesmo com a separação, e até mesmo a relação entre Brandwell/ Partridge e Partridge/Pressia, foi melhor explorada, facto que motivou grande parte da leitura.
Há muitas questões, algumas delas, acredito que serão respondidas no próximo volume Fusão, outras acredito que nunca vão ser respondidas, por exemplo: O que aconteceu ao avô de Pressia? Quem era ele? Qual a ligação que os Willux tinham com os pais de Brandwell? E depois há as OUTRAS questões entre elas: Como é que o pai de Partridge não percebeu que a mulher estava grávida? São nove meses. Nove.
Eu tinha realmente altas expectativas para Puros que não foram, de todo, atingidas. Há demasiadas questões por responder que deviam ter tido resposta, há demasiadas inconsistências e incongruências no universo criado e, para mim, o que salvou MESMO a história, foram os protagonistas e as suas personalidades e a forma como a autora conseguiu transmitir na perfeição o sentimento de impotência e de saudade para as páginas do livro. Outra coisa que Puros "atira" com força contra o leitor são termos científicos ao nível da nanotecnologia, de refracção e de biologia e senti que precisava de compreender determinados assuntos para apreciar Puros na sua plenitude. Irei ler a sequela, Fusão, como é óbvio, quero saber o que acontece e se as minhas questões têm fundamento.
Outros títulos da colecção
*Puros
*Fusão
*Burn


Sinopse: Com dezasseis anos, Cinder é considerada pela sociedade como um erro tecnológico. Para a madrasta, é um fardo. No entanto, ser cyborg também tem algumas vantagens: as suas ligações cerebrais conferem-lhe uma prodigiosa capacidade para reparar aparelhos (autómatos, planadores, as suas partes defeituosas) e fazem dela a melhor especialista em mecânica da Nova Pequim. É esta reputação que leva o príncipe Kai a abordá-la na oficina onde trabalha, para que lhe repare um andróide antes do baile anual. Em tom de gracejo, o príncipe diz tratar-se de um «caso de segurança nacional», mas Cinder desconfia que o assunto é mais sério do que dá a entender. 
Ansiosa por impressionar o príncipe, as intenções de Cinder são transtornadas quando a irmã mais nova, e sua única amiga humana, é contagiada pela peste fatal que há uma década devasta a Terra. A madrasta de Cinder atribuiu-lhe a culpa da doença da filha e oferece o corpo da enteada como cobaia para as investigações cínicas relacionadas com a praga, uma «honra» à qual ninguém até então sobreviveu. Mas os cientistas não tardam a descobrir que a nova cobaia apresenta características que a tornam única. Uma particularidade pela qual há quem esteja disposto a matar. 

Book Trailer: 

Opinião: Cinder faz parte de uma série de quatro livros "As Crónicas Lunares" um conjunto de retailings de alguns dos mais populares contos de fadas. Esses livros são: Cinder, Scarlet, Cress e Winter, havendo já uma novella Fairest: Levana's History, publicada. Em Portugal apenas estão traduzido os primeiros três.
Cinder é o retailing de Cinderela e, para ser honesta, não é o meu conto de fadas favorito MAS, a forma como Marissa Meyer deu a volta ao conto popular é, simplesmente, fantástica e, apesar de completamente diferente da "Cinderela" habitual, é divertido ver as ligações que a autora faz com o original.
Cinder é uma cyborg e, normalmente, evito livros com referências a robots. Mas uma cyborg, neste mundo, não é um robot, no bom entender da palavra, para isso há os androides como a simpática Iko. Cinder, uma cyborg, é uma humana com partes metálicas - um braço e um pé - para além de uma espécie de painel de controlo que lhe permite pesquisar na Net com um simples pensamento ou detectar mentiras através da retina. É muito evoluído. Para além disso, o mundo passou por uma Quarta Guerra Mundial e há pessoas a viver na Lua, os Lunares que, supostamente são humanos com poderes e, apesar de popularmente referirem-se a eles como mágicos, eles "apenas" são capazes de controlar a actividade bioeléctrica , pelo que conseguem controlar o que os outros - não lunares - sentem ou vêem - muito científito - e, a rainha, a líder da Lua e dos Lunares é a Rainha Levana, muito temida pelo povo terrestre por ser conhecida como uma ditadora. A Rainha Levana foi provavelmente a personagem mais interessante e desde o momento em que o nome da Rainha foi mencionado, soube que ela viria à Terra.
Cinder passa-se na Nova Pequim, na Comunidade Oriental, liderada pelo imperador Rikan que está a morrer com uma praga, semelhante à peste negra, trazida pelos Lunares, e achei extremamente interessante a interligação entre esta doença e outras mais conhecidas pelo povo terrestre. O próximo reinante é o príncipe Kai e, com o conhecimento da história original, não esperava gostar dele. Mas Marissa Meyer apresenta-nos o príncipe nas primeiras páginas e ele é, de facto, uma personagem curiosa e o facto de haver uma dualidade de pontos de vista entre Kai e Cinder é positivo porque permitiu-me afeiçoar à personagem.
Para além disso, é incrivelmente divertido ler sobre um conto que conhecemos e com o qual podemos fazer ligações, desde o carro alaranjado (abóbora) até ao Festival (baile) e à forma como termina (com um pé que se perdeu) e à constituição da própria família. Por outro lado, embora todo o conceito se torne incrivelmente entusiasmante, a história, talvez por ser um retailing, torna-se previsível. Não sei se por conhecer a história e saber que Cinderela no fim torna-se uma princesa, se por Cinder, de Marissa Meyer, não ter qualquer conhecimento do seu passado antes do acidente que a transformou numa cyborg, soube imediatamente que ela seria a Princesa Selene, embora não seja fã da forma como a autora escolheu dar a conhecer a informação com base no seu DNA. A Princesa Selene era uma Lunar, cujos pais morreram há dezasseis anos. Como é que o Doutor Earland tinha amostras que a confirmassem como a princesa, pertencente à casa real?
Mas, outra coisa que adorei foi a pequenina ligação com Cress. Cress, a rapunzel, apareceu sob a forma de uma hacker, com o seu longo cabelo louro e o facto da sua senhora ser a taumaturga Sybil faz-me pensar que Sybil é a "rainha má" que aprisionou rapunzel e que Levana, devido à sua animosidade com espelhos, seja a "rainha má" de Branca de Neve? Porque, sinceramente não me lembro de haver uma antagonista em Cinderela para além da Madrasta, pelo que penso que Levana tem de se relacionar com os outros livros e sendo Scarlett a Capuchinho Vermelho e Cress, rapunzel, resta Winter, a sua sobrinha, pelo que percebi. Será Winter, a Branca de Neve? Esperar para ver.
Regra geral foi uma leitura algo demorada pela escassez de tempo que o mês de Junho me tira, mas que, mal tinha tempo pegava. Um dos pontos negativos e, provavelmente o único, foi mesmo a previsibilidade da história, porque, de resto, não há nada de negativo a apontar. Marissa Meyer introduziu também alguns elemento da cultura oriental, desde a forma como se tratam pelo apelido e depois pelo nome até às roupas o que foi mais um ponto interessante. Foi um início muito promissor para uma série que, sem dúvida, vou seguir, pelo que podem esperar por mais opiniões - não agora - das Crónicas Lunares.
Outros títulos das Crónicas Lunares
*Cinder
*Scarlet
*Cress
*Winter

*Fairest: Levana's History


Sinopse: Since then her heart has been divided between the magic realm of Avalon and the human world. Between the boys she loves the most; caring David and wild Tamani. But now a powerful enemy threatens Avalon and unless the faerie world can win out, there may be no choices left...
Laurel faces the fight of her life to save everything and everyone she loves in this spell-binding faerie tale of magic and mistery, romance and danger. 

OpiniãoInfelizmente, devido à não publicação por parte das editoras portuguesas, vi-me obrigada a ler a conclusão, o capítulo final, em inglês. Não é algo que me aborreça de todo, ou que me atrapalhe. MAS, a verdade é que a leitura é mais demorada, apesar de a emoção não ser afectada.
Para aqueles que leram Beijo dos Elfos, Feitiços e Ilusões, recomendo, do fundo do coração, a leitura em inglês, brasileiro, qualquer língua estrangeira com a qual se sintam confortáveis porque Destined é, para mim, uma das melhores conclusões que já li. É realmente boa. Não há como negar. E a autora dá-nos uma espécie de dois finais - um que é efectivamente o final, e outro que não passa de uma carta na qual podemos ver qual é o futuro dos personagens que sobreviveram e que não é tão feliz.
Um dos pontos menos positivos foi o ritmo da leitura. O início é ler, ler, ler, entusiasmo, entusiasmo, entusiasmo, mas passadas as primeiras cem páginas, o ritmo diminui e recupera-o somente nas últimas cem páginas, pelo que são outras cento e cinquenta em que, não há "palha", tudo o que acontece é necessário, mas não há aquela motivação que me leva a querer devorar um livro.
Destined, quando comparado com os outros volumes é um livro de maior acção e menos - muito menos - romance, para além de que tem acções que são repetidas havendo muito correr e andar para trás, blá, blá (...). No entanto, pela primeira vez, consegui aceitar a relação entre Avalon e o mundo humano, consegui PERCEBER. O que mudou? A perspectiva de Jamison, o aparecer de outros protagonistas, a morte que faz com que tudo ganhe um novo significado. Se continua a haver uma relação entre mitologia e Avalon? Super. Se está melhor explorada? Bastante!
Até mesmo os personagens, não só Chelsea com quem eu tinha certos problemas quanto à necessidade da sua existência, redimiu-se e, outros personagens como Katya, ou Mara, Yasmine, a rainha Marion, Jamison, Yuki e Shar ganham uma nova relevância. Tudo isto é possível porque Destined passa-se maioritariamente em Avalon e, embora esteja satisfeita com a conclusão porque, ao contrário do que acontece com outros livros YA, há um sentimento de realidade: o que acontece aos humanos quando vêem este tipo de magia e depois são deixados de lado - há pormenores que adoraria ler, como as memórias de Laurel do seu tempo em Avalon em criança. E, apesar de estar feliz com a conclusão - mais uma vez -, há coisas que ficaram por dizer.
Outros títulos da colecção: 
*O Beijo dos Elfos
*Feitiços
*Ilusões
*Destined


Sinopse: A família Sinclair parece perfeita. Ninguém falha, levanta a voz ou cai no ridículo. Os Sinclair são atléticos, atraentes e felizes. A sua fortuna é antiga. Os seus verões são passados numa ilha privada, onde se reúnem todos os anos sem excepção. 
É sob o encantamento da ilha que Cadence, a mais jovem herdeira da familiar, comete um erro: apaixona-se desesperadamente. Cadance é brilhante, mas secretamente frágil e atormentada. Gat é determinado, mas abertamente impetuoso e inconveniente. A relação de ambos põe em causa as rígidas normas do clã. E isso não pode acontecer. 
Os Sinclair parecem ter tudo. E têm, de facto, Têm segredos. Escondem tragédias. Vivem mentiras. E a maior de todas as mentiras é tão intolerável que não pode ser revelada. Nem mesmo a si. 

OpiniãoPLOT TWIST! PLOT TWIST!
«Este livro vai ficar na sua memória para sempre» diz, a Entertainment Weekly. «Surpreendente, apaixonante, trágico e belo. E o final? É incrível! Este livro vai dar que falar.», segundo Booklist.
A capa pede: E se alguém lhe perguntar como acaba este livro... Minta. POR ISSO NÃO VOU MENCIONAR NENHUM PORMENOR E VOU APENAS DIVAGAR SOBRE O QUANTO ADOREI!
Primeiro que tudo, a forma como a história se desenvolve, a semântica, a narrativa, (...) estava no ponto. Não é, de todo, aborrecido, em momento algum, e talvez, por isso, fui capaz de o ler em pouco mais de um dia. Os capítulos são curtos e isso torna a leitura mais rápida, mais activa, mais dinâmica. E trinta páginas parecem facilmente cem, o que é excelente! Não há "palha". A autora fez um trabalho fenomenal em condensar a história.
No início, apesar da árvore genealógica e da concepção da ilha, torna-se um pouco confuso a mistura da família: quem é quem? Mas rapidamente, em dez páginas, apanhamos o ritmo. E, posso dizer, sem qualquer tipo de dúvida, que "Quando Éramos Mentirosos" é uma das minhas LEITURAS FAVORITAS do ano até agora.
A história tem uma aura misteriosa à sua volta - acho que isso se percebe nem que seja pelo título - é um livro completamente diferente dos que li até agora e, apesar de eu saber, pelos vídeos do Youtube, reviews, fosse o que fosse, que o final seria surpreendente - não é preciso ir longe, há uma frase na capa - e de isso me fazer questionar cada acção, cada momento, cada diálogo, nada me preparou para o final, e COMO ELE FOI SURPREENDENTE. Há a sensação de que não podemos confiar no narrador, em Cadance, há imensas metáforas para a dor e outras emoções. Houve tantas más interpretações da minha parte. Suposições erradas. MUITO ERRADAS. É um livro que explora muito bem a ideia de riqueza e do poder um de nome, da falsidade e do preconceito e, mais do que tudo, DA ESTUPIDEZ ADOLESCENTE.
Para aqueles que leram "Quando Éramos Mentirosos" adivinharam o final?


Sinopse: Os mestiços passaram todo o ano a prepararem-se para a batalha contra os Titãs, sabendo que a vitória é pouco provável. O exército de Cronos está mais forte do que nunca, e a cada novo deus ou mestiço recrutado, o poder de Cronos aumenta cada vez mais. 
Ao mesmo tempo que os Olimpianos lutam para travar o monstro Tifão, Cronos avança em direcção à cidade de Nova Iorque, onde o Monte Olimpo quase não tem vigilância. Cabe agora a Percy Jackson e ao seu exército de jovens semideuses travarem o Senhor do Tempo. 
Neste muito aguardado, quinto e último livro da série betseller «Percy Jackson e os Heróis do Olimpo», a profecia que envolve o dia do 16º aniversário, de Percy. E, enquanto luta por travar o fim da civilização ocidental nas ruas de Manhattan, Percy enfrenta a terrível sensação de que, na realidade, está a lutar contra o seu próprio destino. 

OpiniãoDemorei algum tempo após Alvorada Vermelha de Pierce Brown a pegar num livro. Ainda estava tão imersa em Marte que não sentia nenhuma vontade de ler mais do que algumas páginas de Percy Jackson e o Último Olimpiano. Mas, FINALEMNTE, a coisa deu-se.
Neste último capítulo avançamos um ano, desde A Batalha do Labirinto e, uma das coisas mais interessantes nos livros de Rick Riordan é que, apesar de não haver páginas para contar a história, as personagens evoluem e acontecimentos ocorrem. O tempo não pára e, não é como em Harry Potter onde três ou duas semanas não faziam diferença porque nada de novo acontecia, em Percy Jackson, parece que tudo continua e acontece de tal modo que, Percy em, O Último Olimpiano arranjou uma namorada?
Primeiro que tudo, o intervalo de tempo desde que terminei A Batalha do Labirinto e que comecei a ler o Último Olimpiano, não afectaram a minha opinião em relação à série que continua divertida e interessante como sempre. Conhecemos novos deuses, entre os quais, Perséfone e Deméter e, pela primeira vez, há um contacto maior com as esposas daqueles que são os pais dos mestiços, ou seja, das mulheres que são traídas com mortais. Há também uma maior acção de deuses menores e, pela primeira vez, de Héstia e, como gostei dela. O facto de ela representar aquilo que mais amamos, ou estimamos, o lar, os amigos, etc (...), a forma como ela é descrita como o Último Olimpiano, lembra-me o epitáfio nas campas de Lily e James Potter "O último inimigo a ser derrotado é a morte", ou qualquer coisa parecida. E adorei.
Por outro lado, algo de que não fui propriamente fã, foi a forma como se desenrolou a situação da Grande Profecia. Quando Percy FINALMENTE, pode ter conhecimento, ela pareceu-me tão...insossa e, um pouco, sem nexo. Desde o primeiro livro que temos conhecimento de que um dos filhos dos três grandes: Hades, Zeus e Posídon, terá um papel importante na Grande Profecia, e blá, blá, e por isso é que os pobres Nico e Bianca ficaram aprisionados no Casino Lotús durante sessenta anos, e Tália tornou-se Caçadora de Artémis e afins... mas no final a profecia é sobre Luke, filho de Hermes? Não foi uma reviravolta: Oh meu deus, não estava à espera, mas faz todo o sentido. Mas mais: O quê? O único papel de Percy era dar-lhe uma faca e confiar?
Outra das coisas que não gostei, de todo, foi a regressão emocional e o nível da maturidade dos personagens, nomeadamente, a Casa de Ares e a da Casa de Apolo. Estão numa situação de morte, de guerra, mas lutam por uma biga? E depois Clarisse arma uma birra e recusa-se a lutar, aparecendo no final para salvar o dia? Nop. Não gostei. Do mesmo modo, a morte de Charles e a traição de Silena, pareceram-me forçadas mas que não me surpreenderam. Desde o início que desconfiava de Silena, pelo menos, depois da pequena traição de Nico, até que me lembrei que ele não pertence ao campo.
Outra das coisas que Rick Riordan fez que me irritaram profundamente, foi o facto de não abordar, não dar protagonismo a personagens realmente interessantes. May era uma delas, Hermes, e principalmente, a rapariga Oráculo, a Delfos. Eu queria saber mais sobre a sua vida, do mesmo modo que queria ver mais Nico.
Uma das coisas que, na minha opinião, foram muito bem exploradas, foram os poderes, principalmente os de Morfeu, o deus dos sonhos e a forma como Percy torna-se, à falta de palavra, invencível, havendo constantes lembranças de heróis do passado como Hércules e, principalmente neste capítulo, Aquiles.
A verdade é que vamos ter mais. Percy e Annabeth estão agora numa relação e, uma Grande Profecia irá, provavelmente envolvê-los também, ou assim espero e a NICO, e espero, sinceramente, que a posição dos deuses mude porque foi incrivelmente frustrante vê-los a tomarem todas as decisões erradas que podiam tomar. Espero que na próxima série, que ainda vou demorar um quanto tempo a pegar, haja um filho de Dionísio com maior protagonisto, porque o Senhor D. é demais. Pollux talvez?
É um bom final. Não há propriamente nada de chocante ou de apertar o coração. É um livro de acção, basicamente, já que a partir da página vinte mais nada se passa a não ser a guerra em Nova Iorque - vamos direitinhos do mundo dos mortos para a batalha - mas, ao contrário de livros anteriores como a Maldição do Titã ou A Batalha do Labirinto, não houve muita emoção, no sentido literal da palavra.
Outros títulos da colecção Percy Jackson
*Percy Jackson e o Ladrão do Olimpo 
*Percy Jackson e o Mar de Monstros
*Percy Jackson e a Maldição do Titã
*Percy Jackson e a Batalha do Labirinto
*Percy Jacson e o Último Olimpiano

Outros títulos da colecção Heróis do Olimpo:
*O Herói Perdido
*O Filho de Neptuno
*A Marca de Atena
*A Casa de Hades
*O Sangue do Olimpo

 Outros títulos da colecção Magnus Chase: 
*Magnus Chase and the Gods of Asgard: The Sword of Summer


Sinopse: Alvorada Vermelha é o primeiro volume de uma trilogia que tem tudo para conquistar a legião de fãs de Os Jogos da Fome
Passa-se numa altura em que a humanidade começou a colonizar outros planetas, como Marte. Darrow é um jovem de 19 anos que pertence à casta mais baixa da Sociedade, os Vermelhos, uma comunidade que vive e trabalha no subsolo marciano com a missão de preparar a superfície do planeta para que futuras gerações de humanos possam lá viver. No entanto, em breve Darrow irá descobrir que ele e os seus companheiros foram enganados pelas castas superiores. Inspirado pelo desejo de justiça, Darrow irá sacrificar tudo para se infiltrar na casta dos Dourados… e aniquilá-los! 
Vingança, guerra e luta pelo poder num romance de estreia empolgante.


Book Trailer: 

OpiniãoNa Feira do Livro deste ano, cujas aquisições podem ver aqui, pela primeira vez, fui organizada e com uma lista e, em primeiro lugar estava, Alvorada Vermelha de Pierce Brown, um livro que devorei em dia e meio. Ouvi IMENSAS opiniões, todas elas, MUITO positivas, principalmente pelo Youtube, e queria-o há algum tempo e, por algum, desde que comecei a ver as opiniões.
A verdade é que é possível fazer comparações com outros do mesmo género. Alvorada Vermelha é uma mistura de fantasia, ficção científica e distopia e, apesar de ORIGINAL e completamente MARAVILHOSO, é inegável as semelhanças com Os Jogos da Fome de Suzanne Collins.
Há a separação da população em cores, consoante os seus fazeres, há um sentimento de insatisfação e de revolta pelos governadores, há, inclusivé, uma canção proibida (...) conseguem perceber onde quero chegar certo?
Mas honestamente? Não importa. O início foi de cortar a respiração. Há muito, muito, MUITO, tempo que não lia um livro capaz de me prender desde, literalmente, a primeira página.
MAS, para mim, perdeu um pouco de ritmo para lá da página 100, recuperando-o rapidamente para lá da 250, pelo que são 150 páginas não tão interessantes. O que acontece nessas 150 páginas? Sangue. Morte. Lutas. Os Jogos da Fome x 1000. Há acção, atrás de acção. No entanto, para mim, apreciadora de histórias e desenvolvimento, não foi TÃO apelativo. Era estratégia, atrás de estratégia. Perceber. Não perceber. Lutar. Fugir. Não é que não fosse interessante, porque o protagonista, Darrow, torna-o interessante porque tem uma voz incrivelmente forte e na falta de melhor palavra, magnética, mas não apelou tanto.
Uma das coisas que levou a história a outro nível eram as palavras. O nome das armas, das ruas (passa-se em Marte, como podem ver na sinopse), dos trabalhos. Havia nomes que nunca tinha ouvido na minha existência e outros que me pareciam estranhos e, embora isso torne o livro único, por vezes senti-me perdida, principalmente durante a transformação de Darrow (sim, também há uma).
Não há uma secção de spoiler porque, sinceramente, para aqueles que ainda não leram, não quero sequer correr o risco de vos dar algum spoiler acidental, porque o livro é bom, muito bom, especialmente para aqueles que adoram acção,atrás de acção. Além de que, Pierce Brown criou um grupo de personagens incrivelmente diferentes, com propósitos opostos e que colocam, página atrás de página, a humanidade em questão. Porque dei por mim, inúmeras vezes a pensar: O que faria nesta situação?
Há cenas "pesadas" e linguagem violenta (?), mas é o primeiro livro que realmente explora o que é ser jovem - colocando a distopia/fantasia à parte - porque há efectivamente, jovens de 17 e 18 anos que falam daquela forma, e as asneiras, seja o que for, quer queiramos quer não, fazem parte do dia-a-dia e esta é a verdade. Há muito pouco livros em que não há uma "palavra feia" para além de "merda" e muitas vezes, até esse "merda" é traduzido para "raios" e eu nunca ouvi ninguém a dizer "raios". É um pequenino à parte que faz uma diferença no tom da história que não deixa de ter um tom pesado.
Os momentos "OHHH", ou seja, as revelações, são vários. Há uns quantos momentos chave ao longo do livro, mas para mim, sobressaem três, um a meio da leitura e os outros mais para o fim e penso, sinceramente que, apesar de ter adorado Alvorada Vermelha, vou gostar muito mais da sua continuação, cujo nome original é Golden Son. Penso que terá mais "luta" psicológica, mais momentos emotivos, já que Alvorada Vermelha, como disse, foi muito... à falta de melhor palavra, carnal. Era tudo muito físico e, lá para o meio, a história, perdeu o seu encanto, recuperando-o, no entanto, mais tarde.
Outros títulos da colecção: 
*Alvorada Vermelha
*Golden Son
*Morning Star (09/02/2016)