Sinopse: A Seleção iniciou-se com 35 raparigas. Agora, com o grupo reduzido a 6, a Elite, a competição para conquistar o amor do Príncipe Maxon é mais feroz do que nunca. Quanto mais perto America se encontra da coroa, mais se debate para perceber onde está verdadeiramente o seu coração. Cada momento que passa com Maxon é como um conto de fadas, instantes cheios de romantismo avassalador e muito glamour. Mas sempre que vê Aspen, o seu primeiro amor, é assaltada pelo desejo da vida que tinham planeado partilhar.
America anseia por mais tempo. Mas enquanto se sente dividida entre dois futuros, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e a oportunidade de America para escolher está prestes a desaparecer.


OpiniãoSei que para algumas pessoas, esta pode parecer uma review muito negativa, uma vez que tenho opiniões fortes - muito fortes - sobre o livro mas, pelo contrário, adorei.
O facto de uma história ou uma protagonista despertar um conjunto de emoções, nem sempre as mais civilizadas, não quer dizer que não seja um livro fantástico. O facto de despertar emoções é, por si só, um sucesso porque prefiro ler um livro que me faça querer bater na protagonista, do que ler um livro que não desperte nenhuma emoção a não ser o aborrecimento. E aborrecimento não é algo que A Elite tenha, pelo contrário. O único momento menos emocionante foi, provavelmente, o planeamento das festas que durou cinco páginas, no máximo, pelo que, se fizerem as contas, deixa-nos com um livro recheado de coisas boas.

(Continua) 


América Singer é a protagonista mais frustrante sobre a qual tive o prazer de ler. A sua constante indecisão em relação a Maxon e a Aspen e a sua personalidade volátil deu-me, várias vezes, vontade de espancá-la. Para qualquer pessoa que, como eu, tem uma imensa facilidade em "entrar" na cabeça dos protagonistas, sobretudo quando narrado na primeira pessoa, irá ter uma imensa vontade de atirar o livro contra a parede. A palavra "não" soou várias vezes na minha cabeça.
América é demasiado influenciável para uma personagem que desde A Seleção é-nos apresentada como inteligente mas, durante as poucas páginas que durou A Elite, cada uma das suas acções podem ser definidas como e-s-t-u-p-i-d-a-s, exceptuando talvez a situação de Marlee. Aí dou-lhe uma palmadinha nas costas pela coragem.
Mas América deixa-se levar por Aspen "O Maxon é isto" "O Maxon é aquilo" e ela, a quem Maxon mostrou várias vezes provas do seu amor e, mais importante, da sua confiança, nem sequer o defende, pior... acredita. E Aspen é um soldado, não é propriamente o melhor amigo do príncipe para fazer os seus juízos de valor. Ele é a única personagem que mais ganha em falar mal do príncipe, mas América, aparentemente, não percebe.
E depois há as reacções exageradas ou incrivelmente irracionais de uma rapariga que desde o início é-nos impingida como inteligente. Ela esperava realmente que Maxon, um príncipe que tem de fazer OBRIGATORIAMENTE uma escolha, esperasse que a birra lhe passasse sem saber se ela iria ou não aceitar ser sua princesa? Obviamente que Maxon aproximou-se de Kriss, o que é que ela esperava? E a reacção ao ver Maxon com Celeste? Quão hipócrita é que América é quando, desde o aparecimento de Aspen, ela não tem feito outra coisa senão "traí-lo", mesmo depois de ver o que aconteceu a Marlee. Quão egoísta é da sua parte, colocar não só a sua vida, como a de Aspen e a de Maxon numa corda bamba que pode partir a qualquer momento? E pior, porque é que ela hesitou em dar tempo ao Maxon quando tudo o que ele fez desde o início da seleção foi dar-lhe TEMPO?
Nunca li um livro onde a palavra tempo foi tão fortemente usada.
Mas claro que, são essas pequenas questões, esses pequeninos defeitos que fazem de América uma personagem real porque, as suas reacções e sentimentos não são de um robot, são facilmente perceptíveis são... humanos. E é isso que adoro, a facilidade com que fico frustrada com América, a facilidade com que quero esganá-la. É por isso que justifico as 5 estrelas.
O mundo é igualmente mais explorado, mas confuso na mesma quantidade, principalmente no que toca à fundação de Ílea, mas não devia ficar surpreendida. Um único homem foi capaz de convencer outras a chacinar milhões de pessoas, naquilo que não é uma situação única na nossa história. Ficamos a perceber melhor as relações com outros países e mesmo os rebeldes e houve algo que me intrigou, BASTANTE. Os Nortistas, os menos agressivos, penso eu, atacaram o castelo para roubar livros, mas eles apenas começaram a fazê-lo depois de América contar ao pai sobre o livro de Gregório Illea, poderá o pai de América estar relacionado, de alguma maneira, com a rebelião? América afirmou várias vezes que o pai tem em casa um exemplar da que era a história verdadeira dos EUA, será possível?
Em A Elite houve para além de mais ataques rebeldes, mais emoções ou situações extremas e podemos conhecer um pouco melhor a rainha e o rei e, a revelação dos maus-tratos por parte do rei fez-me questionar muita coisa porque, desde o início que, apesar da imagem de ríspido, nunca questionei o amor do rei pela rainha, mas como é que uma pessoa tão doce pode estar casada com um traste? Penso que isso só me irá obrigar a ler as novellas da série. Não que não o fosse fazer, de qualquer maneira.
Uma das pequeninas falhas que notei foi a total ausência do irmão, Gerard? Porque é que ele não foi à festa de Hallowen? Onde ficou a criança?
O final, onde América queria sair em grande foi de uma total e completa falta de inteligência apesar de, no futuro, prever que será isso que tornará América a favorita do povo, já que o seu plano é eliminar as castas que, nem sequer é um plano de filantropia. Ela podia ter escolhido um milhar de outras coisas: a fome, educação, higiene, prevenção de doenças, de filhos, mas não. Ela escolhe o mais radical possível: eliminar o governo. No fundo, penso que é mais ou menos por aí que The One, o último da trilogia, se dirige. Além de que América tem, aparentemente, a simpatia dos italianos, um povo com o qual Íllea nunca conseguia manter um relacionamento.
Li-o com a maior das facilidades, demorei menos de um dia e adorei. Podem ver a minha opinião de A Seleção aqui e, apesar de ser uma protagonista extremamente defeituosa, adoro América e, obviamente que recomendo, principalmente para os leitores que adoram ser levados para dentro da história, que gostam de romance, de distopias ou triângulos amorosos desde, literalmente, a primeira página.
Love is beautiful fear


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