Sinopse: O ano de Percy Jackson foi surpreendentemente calmo. Nenhum monstro se atreveu a colocar os pés no campus da escola em Nova Iorque. Mas quando um inocente jogo do mata entre Percy e os seus colegas se transforma numa disputa mortal contra um grupo de gigantes canibais, as coisas ficam...digamos, complicadas. E a inesperada chegada da sua amiga Annabeth traz mais más notícias: as fronteiras mágicas que protegem a Colónia dos Mestiços foram envenenadas por um inimigo misterioso e, a menos que encontrem uma cura, o único porto seguro dos semideuses tem os seus dias contados.

OpiniãoPercy Jackson, para minha completa surpresa, está a tornar-se numa daquelas séries que tenho de saber imediatamente o que é que acontece depois, que provoca aquela sensação no estômago de estar completamente submersa no livro e no mundo de Rick Riordan.
Mar de Monstros é infinitamente melhor do que O Ladrão de Raios, na minha opinião. Talvez por não ser o primeiro livro, porque em O Ladrão de Raios não sabia muito bem no que é que me estava a meter, é verdade que tinha ideias pré-concebidas devido ao filme que nem em cem anos faz jus ao livro, mas o primeiro ficou aquém das minhas expectativas.
AGORA, o Mar de Monstros foi uma completa surpresa, cada pedacinho de tempo que tinha era passado a ler. Neste volume, a parte mitológica é muito bem explorada, é feita de uma forma mais calma e descritiva. Uma das "falhas" de O Ladrão de Raios era a falta de emoção, completamente ultrapassada em Mar de Monstros onde há um maior apelo à parte emotiva, com novas personagens que são uma total surpresa, mas também pelo próprio desenvolvimento dos principais protagonistas, não só de Percy Jackson como de Annabeth e Luke.
Ao contrário do que aconteceu com O Ladrão de Raios onde as comparações com Harry Potter eram obrigatórias, não podia simplesmente deixá-las de lado, em o Mar de Monstros as similaridades estão mais esbatidas, não só pela habituação aos personagens e mundo, mas pela originalidade e a própria diferença da escrita de Rick Riordan.
Primeiro que tudo, Grover. Em o Ladrão de Raios ele deixa Percy e Annabeth e toda a Colónia dos Mestiços para encontra Pã e acaba, de algum modo, por chegar à ilha do ciclope Polifemo e convence-o de que é uma fémea Cíclope com um vestido de noiva. Grover passou quase todo o volume a fazer e a desfazer um vestido, atrasando o casamento para que Percy o viesse ajudar, através de uma ligação um tanto ou quanto para o mortífera, deixem-me dizer e ficamos finalmente a perceber o porquê de nunca nenhum sátiro ter encontrado Pã porque de uma maneira ou de outra acabavam sempre por ir dar a Polifemo e à sua ilha pseudo-paradisíaca com ovelhas carnívoras. Pergunto-me se em algum dos volumes iremos descobrir o que raio aconteceu a Pã? Mas esse foi um dos pontos que mais me fez rir durante a leitura.
A árvore de Tália, filha de Zeus, é envenenada e é mais ou menos aí que começa a verdadeira história: a procura por uma cura, pelo envenenador e, desde o início que a minha aposta era em Luke, pelas experiências passadas, coisa que se veio a confirmar.
Uma das coisas que mais gosto em Percy Jackson é a forma como Rick Riordan dá a volta à mitologia grega e transforma-a em algo apetecível. Por exemplo o Tosão de Ouro que pode curar a árvore de Tália, o Mar de Monstros com a Cila e a outra cuja nome não me lembro, o Spa de Circe, o carro fantasmagórico com as três velhotas só com um olho, Tântalo, cujo nome não me era desconhecido de outros livros, ("Predestinados, Sonhos Esquecidos e Deusa de Josephini Angelini"), e até aos próprios deuses como Ares, o deus da guerra, até Hermes, o deus dos ladrões, como é mais conhecido.
Foi Hermes que, ao início, recuperou a minha fé nos deuses porque com o aparecimento de Tyson, o ciclope-meio-irmão de Percy, fiquei realmente zangada. Tyson é tão querido, prestável e leal que não percebia porque é que Posídon o deixou nas ruas, sozinho, sem ninguém. Tyson é grande parte do "bolo emocional" que há em Mar de Monstros pelo preconceito a que é submetido não só pelos mestiços que nos são desconhecidos na Colónia mas também por parte de Annabeth que diz que os ciclopes são erros e blá, blá, blá e demoramos ainda umas boas páginas até perceber o porquê da sua irritação, o que me irritou bastante porque cada vez que a Annabeth fazia um trejeito de nojo para Tyson eu queria bater-lhe. O mesmo para Percy e para os seus problemas existenciais com Tyson.
Como já disse, houve um "melhoramento exponencial" na componente emotiva dada a Mar de Monstros quando comparado com O Ladrão de Raios, não só com a personagem de Tyson, mas também com a personagem de Annabeth e a sua luta por fazer o que é certo e vemos isso muito bem com a passagem pela Ilha das Sereias e aquilo que ela, no fundo mais deseja, que é os pais juntos e Luke a salvo, sem nenhum tipo de malícia, e podemos ver também a luta de Annabeth em tentar ser a melhor pessoa possível e não se deixar dissuadir pela visão de Luke do que pode ser a vida com o regresso de Cronos ao poder. Por outro lado, a ligação entre Percy e Annabeth está mais forte e podemos ver que trabalhavam efetivamente como uma equipa e são melhor juntos do que separados e começa a haver pequenos pontos para uma possível relação futura o que é adorável.
O final foi um tanto ou quanto surpreendente. Tália está de novo viva e, apesar de não aparecer, foi uma personagem sempre presente porque é a representação do antigo trio que suportou Annabeth quando ela fugiu de casa: Annabeth-Luke-Tália e, sendo filha de Zeus podemos pressupor que a profecia pode ser em relação a ela ou a Percy e pergunto-me se não haverá por aí um filho ou filha de Hades.
Mar de Monstros é viciante, deixou-me completamente ansiosa por ler o próximo. Quero saber qual é exatamente a ligação entre Percy e Cronos, o que é que um dos filhos dos três grandes pode fazer ou que poder tem sobre o Olimpo, quero saber o que raio vai acontecer a Luke, quero conhecer o passado de Quíron se ele, por ser filho de Cronos fez alguma coisa de que se arrepende, quero saber onde está Pã quase com a mesma vontade de Grover. E, mais do que tudo, quero perceber porque é que os deuses agem como uns parvos, basicamente, exceptuando Hermes que, pelo menos, dá mostras de gostar do filho por mais malvado que ele seja.
Não há pontos negativos em relação ao livro, para mim foi muito melhor que O Ladrão de Raios, muito bem explorado em termos de personagens e apesar de continuar a ser um livro catalogado como "Livro para Crianças" acho que consegue apelar, exatamente do mesmo modo, a um adulto, falo por mim. Mal posso esperar por deitar as mãos ao Maldição do Titã.
Outros títulos da colecção Percy Jackson
*Percy Jackson e o Ladrão do Olimpo 
*Percy Jackson e o Mar de Monstros
*Percy Jackson e a Maldição do Titã
*Percy Jackson e a Batalha do Labirinto
*Percy Jacson e o Último Olimpiano

Outros títulos da colecção Heróis do Olimpo:
*O Herói Perdido
*O Filho de Neptuno
*A Marca de Atena
*A Casa de Hades
*O Sangue do Olimpo

 Outros títulos da colecção Magnus Chase: 
*Magnus Chase and the Gods of Asgard: The Sword of Summer


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