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Sinopse: Quando Sophia Danko conhece Luke, algo dentro dela muda para sempre. Luke é muito diferente dos homens ricos e privilegiados que a rodeiam. Através dele, Sophia conhece um mundo mais genuíno e puro do que o seu, mas também mais implacável. Ela tem uma vida protegida. Ele vive no limite. À medida que se descobrem e apaixonam, Sophia encara a possibilidade de um futuro diferente do que tinha imaginado. Um futuro que Luke tem o poder de reescrever... se o segredo que o atormenta não os destruir a ambos. 
Não muito longe, algures numa estrada escura, um desconhecido está em apuros. Ira Levinson tem 90 anos e acabou de sofrer um acidente de carro. Ao tentar manter-se consciente, Ira sente a presença de Ruth, a sua mulher que morrei há 9 anos, materializar-se a seu lado. Ela encoraja-o a lutar pela vida, relembrando a história de amor que os uniu. Ira sabe que Ruth não pode estar no carro com ele, mas agarra-se às suas delciadas memórias, revivendo as tristezas e alegrias que definiram a sua paixão. Ira e Ruth. Sophia e Luke. Dois casais com pouco em comum, cujas vidas vão cruzar-se com uma intensidade inesperada nesta celebração do poder do amor e da memória. 

Book Trailer: 

OpiniãoNos últimos meses, desde Janeiro, pelo menos, alternei entre livros com reis e rainhas, extraterrestres, semi-deuses, manipuladores, encantadores, entre outros. O elo em comum eram a fantasia, pelo que nunca pensei que iria ser capaz de terminar Uma Vida a Teu Lado num único dia. Tinha a noção de que podia ser difícil entrar no "mundo real" quando estive, desde Janeiro, em mundos completamente diferentes. Mas lá está, dei verdade às palavras que costumo atirar às pessoas quando elas me perguntam que livros é que gosto de ler: quando um livro é bom, não importa o género. Por alguma razão, esqueci-me disso.
Os livros de Nicholas Sparks são previsíveis no que toca às relações amorosas, mas nunca em relação ao desfecho, no entanto, consegui perceber, desde o início, o que ia acontecer, e de que forma é que as linhas entre as vidas de Ira e Ruth, e de Sophia e de Luke iriam tocar-se. Não é difícil de chegar lá, mas a viagem não deixa de valer a pena.
A escrita de Nicholas Sparks é o que impulsiona a leitura porque tem uma capacidade invejável de transpôr para o papel emoções. É fácil, fazer um trabalho descritivo, mas quando se trata de transcrever e, mais importante, fazer o leitor SENTIR é algo que não é para qualquer um e ele faz isso de forma belíssima.
Uma Vida a Teu Lado não é o livro que mais me arrebatou, em termos emocionais, ao contrário de A Melodia do Adeus, Dear John ou As Palavras que Nunca te Direi, mas é, para mim, um dos melhores livros de Nicholas Sparks pela história e pela dimensão dos personagens. Não há apenas uma linha temporal, há várias. Temos Luke e Sophia, uma relação nova, entre dois jovens, mas temos toda uma vida pela perspectiva de Ira que viveu a sua juventude durante a II Guerra Mundial, um período que me intriga e choca pelos motivos óbvios. Mas ao mesmo tempo que há o desenvolvimento de um novo amor e o recordar de um amor antigo e presente, há menção às dificuldades do que é envelhecer, mas igualmente dificuldades do que é crescer e enfrentar o mundo adulto e real.
Uma Vida a Teu Lado pode ser visto através de mil perspectivas e acho que isso é metade da magia do livro. Não há realmente momentos aborrecidos há sim muitos momentos de introspecção. A minha perspectiva favorita foi a de Ira, seguida da de Luke e por fim Sophia. Isto porque a vida de Sophia roda em torno de algo que me é familiar: faculdade, amigas, ex-namorados, namorado, perspectivas de futuro assustador; enquanto que a de Luke ou Ira são completamente desconhecidas. Mas não deixa de ser uma perspectiva profunda, por vezes divertida, outras fútil, mas que me proporcionou aquele calorzinho de familiaridade.
Outros títulos do autor
*Uma Viagem Espiritual
*O Diário da Nossa Paixão
*As Palavras que Nunca te Direi
*Um Momento Inesquecível - adaptação cinematográfica: aqui
*Corações em Silêncio
*Uma Promessa para Toda a Vida
*O Sorriso das Estrelas
*Laços que Perduram
*A Alquimia do Amor
*Três Semanas com o meu Irmão
*Quem Ama Acredita
*À Primeira Vista
*Uma Escolha por Amor
*Juntos ao Luar
*Um Homem com Sorte
*A Melodia do Adeus
*Um Refúgio para a Vida
*Dei-te o Melhor de Mim
*Uma Vida a Teu Lado - adaptação cinematográfica: aqui
*No Teu Olhar 


Sinopse: Catch up with Ethan, Lena and Link as they finally graduate from high school and get ready to leave the small Southern town of Gatlin. 

OpiniãoA verdade é que ler livros na língua original é bastante diferente. Li Criaturas Maravilhosas, Trevas Maravilhosas, Caos Maravilhoso e Redenção Maravilhosa em português, versão traduzida, e posso dizer que apenas a primeira página de Dangerous Dream deixou-me sem ar. É, provavelmente, um dos melhores capítulos das Crónicas Encantadoras. Ethan, Lena e Link (para minha surpresa) acabaram o secundário e Dangerous Dream começa exatamente no momento da graduação e há um pouco de tudo: o Director Harper e o seu rap, a Emily Asher a cantar My Heart Will Go On, enquanto olha diretamente para Ethan.
Não é exactamente uma continuação, mas podemos tirar as nossas próprias ilações. Temos, no entanto, alguns desenvolvimentos no que toca a Mitchell, o pai de Ethan e à sua vida amorosa, o que me deixou bastante feliz, apesar das semelhanças entre os nomes de Lila, Liliam e Lilium, tudo uma confusão de Lilys. Mas há também uma menção de que Mitchell temnoção, FINALMENTE, do mundo Encantador. Há, igualmente novidades no que toca aos poderes de Link e à sua transformação em Íncubo, nomeadamente a sua capacidade de Cultismo.
Não é um livro grande (no meu caso, e-book), pelo contrário. É uma pequena continuação, uma âncora para a nova série que irá dar seguimento às Crónicas Encantadoras mas, desta vez, narradas por Ridley e, mal posso esperar porque, sinceramente, a voz de Ridley enquanto narradora é outra coisa completamente diferente. É-nos dada uma pitada do que se vai passar e até de novas criaturas que surgiram com o romper da Ordem das Coisas em Caos Maravilhoso como os Darkborns e o Lennox que me deixou um tanto ou quanto intrigada. Dangerous Dream explica, pelo menos, as histórias acrescentadas de Link em Redenção Maravilhosa, porque percebi que pertenciam a outra novella - Dream Dark que narra as aventuras de Link nos Túneis.
Mas este é o meu adeus às Crónicas Encantadoras, por enquanto, pelo menos à versão narrada por Ethan e Lena. Houve uma espécie de final para eles, pelo menos.
Outros títulos da colecção Crónicas Encantadoras
*Criaturas Maravilhosas - adaptação cinematográfica aqui.
*Trevas Maravilhosas
*Caos Maravilhoso
*Redenção Maravilhosa
*Beautiful Creatures: The Untold Stories #1 #2 #3 #4

*Dangerous Creatures
*Dangerous Deception

*Dangerous Dream
*Dream Dark


Sinopse: Ethan Wate passou a maior parte da vida a desejar fugir da sufucante pequena cidade de Gatlin. Nunca pensou que iria conhecer a rapariga dos seus sonhos, Lena Duchannes, que lhe revelou um lado secreto, poderoso e amaldiçoado da cidade, escondido à vista de todos. E nunca teria esperado ser forçado a deixar para trás toda a gente e tudo aquilo que é importante. Então, quando Ethan acorda depois dos acontecimentos horripilantes de Caos Maravilhoso, tem apenas um objectivo: arranjar forma de voltar para Lena e para aqueles que ama. Em Gatlin, Lena está a trabalhar para  o regresso de Ethan, prometendo fazer o que for preciso  - mesmo que isso signifique confiar em velhos inimigos ou arriscar a vida da família e dos amigos que Ethan abandonou para proteger. 
Em mundos diferentes, Ethan e Lena devem voltar a trabalhar juntos para reescrever o destino neste final deslumbrante da série Criaturas Maravilhosas. 

Opinião
E acabou. Ainda não fui exatamente capaz de processar tudo o que aconteceu desde a primeira página até à última. Com as memórias ainda recentes posso dizer que não fiquei minimamente satisfeita. Começou bem, de uma maneira espetacular na perspectiva de Lena. Uma perspectiva de cortar a respiração, capaz de conseguir fazer cair uma lágrima ou duas. Mas depois foi a catástrofe total, pelo menos até metade do livro onde temos novamente a perspectiva de Lena, pois Redenção Maravilhosa oscila entre a perspectiva de Ethan, Lena e novamente Ethan e, dos quatro volumes, é o pior, o que não é propriamente positivo, principalmente quando estamos a falar da conclusão de uma série que tinha tudo para terminar em grande, mas que com Redenção Maravilhosa começou em desgraça.
Há um começo de cortar a respiração, na perspectiva de Lena onde ela recorda um simples facto. O ténis preto. É doloroso de ler considerando o que a rapariga já perdeu e teve de suportar. E depois, demasiado depressa, passamos para a perspectiva de Ethan. A verdade é que não fiquei surpreendida por ele estar numa espécie de purgatório, de pessoas com assuntos por resolver. Mas, sou sincera, não esperava que fosse tão... mau? A ideia do cemitério com as casas por cima das campas, com as lápides como portas, numa ideia retorcida da própria vila é original, mas pouco ou nada apelativa, pelo menos para mim. Foi, no mínimo, desconfortável.
Nesta espécie de purgatório, como já disse, estão as almas com assuntos por resolver. Ethan revê a mãe, Lila Evers Wate, um encontro que eu esperava ansiosamente, mas quase que podia ter sido apenas um aperto de mão porque foi tudo menos emotivo. Foi pobre, muito pobre, em conteúdo e emoção. E nesta espécie de purgatório encontramos a Tia Prue e percebemos porque é que ela ali está. A Tia Prue, de algum modo, espera pelas Manas, pelas outras Raparigas, mas quando Ethan parte na tentativa de regressar ao mundo mortal, ficamos sem saber quais são os assuntos inacabados de Lila. Ela espera por Ethan? É esse o seu assunto inacabado? Ou Macon? Pelo menos pudemos conhecer os cinco maridos da Tia Prue.
Um ponto positivo são, sem dúvida, as visitas de Ethan ao mundo mortal, a visão de Lena e Link e Amma, sem, no entanto, poder tocar-lhes, sem eles o ver e, esse desespero, essa angústia, é passada muito bem para as páginas. Não sei se era ou não intenção das autoras mas as páginas relacionadas com Amma são muito mais emotivas, mais reais, do que as de Ethan com a própria mãe.
Em Redenção Maravilhosa, voltam duas personagens que participaram de modo indireto em Criaturas Maravilhosas: Genevieve Duchannes e Ethan Carter Wate. O destino dos dois está inacabado. Genevieve paira, com o seu assunto inacabado, Ethan e, por sua vez, Ethan está numa espécie de Rio Éstige no Registo Distante, preso, para sempre. É um final inacabado, vamos dizer assim.
Tal como em todos os outros livros, temos remanescências ao passado, desta vez de Sulla, a Profetiza, avó de Amma e demorei algum tempo até perceber o porquê e, para além da questão de Angelus, fiquei com a ideia de que Sulla, num momento em que recordava as cartas que colocou aquando o nascimento de Amma, soube. Sulla soube o final do livro antes de nós. Amma ia morrer.
Um defeito enorme, é a presença de Obidias Trueblood e referências a Link, e ao que ele fez nos Túneis. Na minha opinião é um trabalho desleixado. Coloca-se uma pseudo-história para justificar a existência de um personagem e nem sequer chegamos a saber o porquê de Ethan ter morrido, o porque de Obidias ter acrescentado a morte de Ethan. Porquê? Foi ao mando de Angelus? Foi porquê? Qual a razão? Li e não me apercebi? Faltam-me páginas? Essa era uma questão importante, bastante, na verdade.
Sinceramente, o que salvou o livro foram as partes da Lena e do seu conflito interior entre ser egoísta e altruísta, entre entregar ou não John, entre saber que ia provocar dor a Liv ou ficar sem Ethan. Toda a componente emocional de Lena é bastante interessante e, mais uma vez, penso que seria mais apelativo, pelo menos para mim, se houvesse uma maior quantidade e, mesmo em livros anteriores, da perspectiva de Lena. Claro que uma das minhas partes preferidas foi a morte de Abraham e de Link «Que se lixe toda esta merda dos íncubos. É assim que os Mortais fazem.» Abraham que, tal como Angelus, sucumbiu a um Mortal.
Uma das partes que mais me custou ler, para além da morte de Amma, foi a morte de Sarafine. Fiquei sem perceber se o fazia pela filha ou se o fazia por egoísmo, mas prefiro, acreditar na primeira hipótese, que ainda existia nela um vestígio de Izabel, de amor por Lena, mesmo que ela, tal como Ridley, tivesse dificuldades em admitir, embora pouco provável.
Uma das nova personagens que me deixou de coração apertado foi Xavier. Fiquei desiludida quando ele não teve o seu final, mas talvez não o pudesse ter. As coisas são como são. Mas ele era bom e era apenas um guardião que queria fazer o que era correto, pelo que espero que ele tenha tido a sua paz, de alguma forma. Não gostei minimamente do Registo Distante e da forma como se interlaçava com a mitologia grega. O que, a propósito, eram livros que Lila lia no encontro com Ethan e que incluíam Dante. Um pormenor que reparei e que tive de conter um grande suspiro porque já sabia o que aí vinha e sabia que não ia gostar.
A verdade é que não é, nem de longe nem de perto, um dos melhores finais para uma série. Não gostei dos entretantos, das histórias acrescentadas, das perguntas a que não tive resposta. É um final que deixa muito a desejar. Talvez por haver outra série, mas desta vez com Ridley e Link como protagonistas. O Epílogo é emocionante, sim, mas não por aí além. Pelo menos, ficamos FINALMENTE a saber o que é que Link fez na cave da Amma no Verão em que tinha 9 anos.
Outros títulos da colecção Crónicas Encantadoras
*Criaturas Maravilhosas - adaptação cinematográfica aqui.
*Trevas Maravilhosas
*Caos Maravilhoso
*Redenção Maravilhosa
*Beautiful Creatures: The Untold Stories #1 #2 #3 #4

*Dangerous Creatures
*Dangerous Deception

*Dangerous Dream
*Dream Dark


OpiniãoPor muito que eu quisesse, não consegui ver o filme como "filme". A minha cabeça não parava de procurar por similaridades com o livro homónimo de Verónica Roth e encontrei poucas. A verdade é que a história que é traduzida nas páginas do livro está lá - a sua essência. Mas aquilo que o torna especial não aparece ou se apareceu é muito rápido e desleixado. Foi, desde Criaturas Maravilhosas e Instrumentos Mortais, uma das piores adaptações cinematográficas, na minha opinião. Estou a falar enquanto adaptação de livro para filme e não da sua qualidade. É importante saber diferenciar.
Foi, notoriamente, dada uma maior importância aos efeitos especiais. Enquanto Divergente mantinha-se simples e realista, Insurgente aparece como um espectáculo, sobretudo nas simulações que têm o de dever parecer real. Mas uma casa voadora, nada tem de real.
Não há explicações para a mudança de atitude de Peter, interpretado muito bem por Miles Teller. Basicamente é preciso saber interpretar as emoções para o perceber, sobretudo na cena da simulação. Houve somente um "agora estamos quites". Quites de quê? No livro é porque Tris salvou-o acidentalmente, ela fê-lo no filme? Se sim, não reparei ou não foi dada importância. Foi porque ela salvou-o na simulação? Porquê? Do mesmo modo, a explicação para a mudança de Caleb foi limitada a duas frases.
A cena do suicídio, no filme, Christina era uma das raparigas em risco de queda, uma queda que, ao contrário do livro não é do cimo de um prédio, mas de um muro do que parece ser 6 metros de altura. Era suposto ser um elemento de perdão entre duas personagens que no filme têm uma relação quase forçada, uma vez que a separação foi quase nula. O elemento de perdão devia ser dado porque Christina via pela primeira vez a impotência face a uma simulação e NÃO porque Tris salva-a. Christina já tinha estado antes numa simulação e à sua maneira, Tris salvou-a.
Aqui, não foi dada importância aos personagens secundários como Uriah, Marlene, Hector ou os outros. Eles não passaram de um cenário para enriquecer as relações para além da principal Tris-Quatro. E mesmo essa, pareceu errada. No livro é dada importância às cenas entre os dois porque, pela primeira vez, eles têm conflitos e problemas de confiança, mas no filme é só paz e amor, literalmente, com uma cena de sexo que não me lembro de ler.
Podemos passar para os sem-facção. A comida com que Evelyn os recebe, ao invés da partilha, com as camas bastante aconchegantes. A mim parece-me que mais valia ser um sem-facção do que viver por exemplo no quartel general dos intrépidos com aquelas camas de ferro. Eles estavam bastante bem alojados. A escolha de Naomi Watts é um tanto ou quanto questionável porque parecia que ela estava bastante bem conservada, com maquilhagem e tudo, dando-lhe uma aparência mais nova que o filho. E com a personagem de Evelyn posso concluir que a história de Tory e do seu irmão não vai ser desenvolvida em Convergente uma vez que quem assassinou Jeanine foi Evelyn, o que fez todo o sentido, tirando o facto de que nunca, em momento algum, vimos os sem-facção a tomar o poder. O que vemos depois da mensagem, que ninguém refere como sendo uma antepassada de Tris porque obviamente isso não é importante, é centenas de pessoas a correr em direção ao pôr-do-sol. Que sentido que isso faz? Nenhum.
Podia escrever durante horas sobre as simulações, mas sinceramente, revoltam-me ao ponto de nem querer pensar nelas. Não há a explicação para o que é ser divergente. Não há máquinas de TAC, não há explicação. Parece que são apenas seres humanos com alguma espécie de super-poderes. E aparentemente Tris tinha de passar por 5 simulações relativas a 5 facções para abrir a misteriosa caixa que os pais de Tris tinham escondido na sua própria casa mas que Jeanine não sabia o que era. Que sentido é que isso faz? Nenhum. Jeanine procura por divergentes por uma razão. Ela não quer que o sistema de facções acabe. Ela sabe o que contém a mensagem. Ponto.
A cena nos Cândidos, a forma como Jack Chang nem sequer aborda Jeanine, a morte de Eric onde não há a escolha de novos líderes. Nada é explorado neste filme a não ser a pancadaria e efeitos especiais. Podia dar um desconto ao Stress Pos-Traumático de Tris mas é realmente bem explorado? No livro ela mal é capaz de pegar numa arma mas 15 minutos depois do filme começar, Tris dispara como o Rambo. E ainda nos Cândidos, Tris não foi imune ao soro. Ela não escolheu contar a verdade. Jack disse-lhe "Quanto mais resistires, maior é a dor" e ela respondeu, "não posso contar", em relativa dor, pelo que fica a questão: Se Tris não foi imune ao soro da verdade, é suposto ela ser imune ao soro da morte em Convergente? Mas suponho que não estejam preocupados com o assunto.
A verdade é que é um ótimo filme/entretenimento. A coroa vai, sem dúvida para os actores, principalmente Shailene Woodley que faz um papel magnífico com Tris e com as suas flutuações de sentimentos. O mesmo para Theo James. Por outro lado, Kate Winslet parece monótona, sempre com as mesmas reações/posições, mas podemos associar isso à própria personagem que não perde o controlo em nenhuma situação. Insurgente está bem elaborado, recheados de cenas de ação e de conflito, mas não é a adaptação mais fiel que por aí existe e, por isso, sendo eu uma aficionada por livros, fui incapaz de o apreciar na sua plenitude pelo que nem sequer me vou dar ao dar uma classificação. Talvez vá ver uma segunda vez, mas acho pouco provável. Não sou capaz de eliminar o background que Veronica Roth criou e, o pior de tudo, é que Insurgente é, para mim, o melhor dos três volumes e as expectativas estavam no topo.
Outros títulos das colecção:
*Divergente  - adaptação cinematográfica aqui
*Insurgente - adaptação cinematográfica aqui
*Convergente - adaptação cinematográfica aqui.
*Quatro 

Outros títulos da autora:
*Gravar as Marcas 


Sinopse: Ethan Wate julgou estar a habituar-se às estranhas coisas impossíveis que se desenrolavam em Gatlin. Porém, agora que Ethan e Lena voltaram para casa, estranho e impossível assumiram novos significados. Enxames de gafanhotos, um recorde de calor e tempestades devastadoras arrasam Gatlin enquanto Ethan e Lena tentam perceber as consequências do Chamamento de Lena. Até a família de Lena é afectada - e as suas habilidades começam a falhar perigosamente. Com o tempo, uma questão torna-se clara: o que - ou quem - terá de ser sacrificado para salvar Gatlin?
Para Ethan, o caos é uma distracção assustadora, mas bem-vinda Ele está de novo a ser perseguido nos sonhos, mas desta vez não por Lena - e tudo o que o assombra, segue-o para fora dos sonhos até à sua vida quotidiana. Ainda pior, Ethan está gradualmente a perder pedaços de si - esquecendo nomes, números de telefone e até memórias. Não sabe porquê e na maioria dos dias, tem medo de perguntar. Às vezes, não há como voltar atrás. E desta vez não haverá um final feliz. 

OpiniãoA coisa com Criaturas Maravilhosas, Trevas Maravilhosas e Caos Maravilhoso é que as capas dão muito do conflito. "Às vezes, não há só uma resposta ou uma escolha". Há o pressuposto de que alguém, que não Lena, já que ela foi o "foco central de escolhas" nos últimos dois volumes, é forçado a escolher alguma coisa e, para qualquer pessoa que tenha lido a sinopse o resultado dessa escolha pode levar ao conserto do mundo, tanto Mortal como Encantador e, por essas razões é que não gosto quando há palavras escritas na capa, ou de ler a sinopse de segundos ou terceiros volumes antes de completar a leitura, porque soube-o logo. Mas, do mesmo modo, não era preciso esperar muito porque Kami Garcia e Margareth Stohl espetam-nos com o fim, logo no início.
Caos Maravilhoso é, sobretudo, o começo do fim. Não estou a dizer nenhuma novidade. O Chamamento de Lena deixou consequências e este volume é para chegar até à escolha que tem de ser feita, mas que não é novidade para o leitor. É um dos poucos defeitos que coloco. O fim. A reviravolta não é novidade porque é-nos dada numa bandeja nas primeiras literalmente na primeira página. MAS, de algum modo, consegue ser melhor que o seu antecessor, Trevas Maravilhosas. Caos Maravilhoso não deixa de ser um livro de emoções, de explicações mas, sobretudo de mudanças porque nada mais vai ser o mesmo.
Ora bem, comecemos pelo fim, tal como Ethan refere: "Com o início do fim dos dias". Era previsível, desde o início. Para aqueles que não prestaram atenção às primeiras páginas, pequenas pistas foram-nos dadas durante diálogos ou entre diálogos: «Amma nunca tinha falado comigo assim, como se fosse haver um momento em que eu já não fosse estar ali ou não precisasse dela». Não houve somente um e o caminho para encontrar a resposta foi longo, pelo menos para Ethan. Por isso é que digo que Caos Maravilhoso é um volume que representa uma busca e mudanças. Porque elas existem e de forma palpável porque pela primeira vez a Srª Lincoln está certa. É o apocalipse.
Eu acredito piamente que as mudanças em termos de personagens e de fluxo/interação são sempre para melhor, mesmo quando não nos parece à primeira vista. Uma dessas mudanças positivas foi as visões de Lena e Ethan, desta vez para o passado de Sarafine porque, pela primeira vez podemos ver o que são as Trevas e como actuam numa Encantadora que, ao contrário de Lena, não teve escolha. Sarafine ou Izabel, chorou, sofreu e amou de forma incondicional. É o que retiro das suas passagens. Ela amou John e amou Lena. Mas as Trevas, as Vozes e Abraham foram demais para ela porque, no fundo, há uma grande diferença entre Lena e Sarafine. Lena, qualquer que fosse a sua escolha, mesmo que essa fosse as Trevas (coisa que seria mais interessante) teria sempre o apoio incondicional da sua família, sobretudo do Tio Macon, Ethan e de todos os outros pelo que, o facto de Sarafine ser quem é, é culpa deles. Da mãe de Sarafine que a expulsou, da avó que a renegou e do marido que não a amou pelo que ela era, Trevas ou não. Pergunto-me se a Tia Del conseguiu ver o futuro de Sarafine e naquilo que ela se ia tornar, já que foi a única que intercedeu por ela. Será que a sua capacidade de ver o passado/presente/futuro conseguiu ver para lá de Sarafine? O ódio dela, as Trevas que a consumiram são o resultado de uma vida sem Luz, sem amor. Tanto que morreu, sem a piedade ou compaixão ou ajuda do homem que provocou tudo. Abraham.
Outra mudança interessante foi a de Amma. Agora sombria, sem palavras cruzadas ou comida. Amma que é a personificação perfeita da forma como um final pode ser arruinado. Ela sabia o que ia acontecer. Ethan é que não prestou atenção porque o fim do mundo era mais fácil de encarar. Amma que, como mãe, não pode fazer nada para impedir Ethan de subir para o reservatório e atirar-se lá de cima, impedida de o puxar para baixo por um Macon igualmente diferente. Amma que, sem dúvida, protagonizou uma das cenas mais dolorosas de ler. A da mãe que assiste à morte de um filho, mesmo que seja para um bem maior.
E John Breed, finalmente temos explicação para a sua existência, ainda que não compreenda quem são os seus pais e como é que Abraham conseguiu a combinação perfeita. Pediu a dois estranhos para irem para a sala fazer um bebé e já está? Ou andou à sua procura? E, apesar de Lena ser mil vezes referenciada como a Encantadora mais poderosa, John Breed com a sua capacidade de "sugar" poderes não deveria ter esse título? Ou ele é o Íncubo mais poderoso? Neste volume, a verdade é que Mortais deixam de ser Mortais para passarem a Íncubos ou novamente a Encantadores e Íncubos tornam-se Encantadores e Guardiãs passam a Mortais novamente e nada é igual. John Breed tem o seu próprio charme e, embora fosse previsível, gostei bastante do desenvolvimento da sua relação com Liv apesar de nada, nenhum pormenor nos ter sido dado. Sabemos apenas que eles passavam muito tempo nos Túneis. Ponto.
Ethan é, no entanto, a principal mudança, novamente com Lena, perde a memória dos factos mais simples e parece mais perto de vestir um pijama com patos e ir atirar-se de uma varanda qualquer do que completar o secundário.
Confesso que não gostei do Registo Distante e da forma como foi descrito e como trataram Marian, não pelo conteúdo, mas pela falta, mais uma vez (como aconteceu com Liv e John) de história de saber como é que tudo aquilo se processa. Temos apenas uma visão e um prazo e o final com John a armar-se em Jace Herondale, pouco ou nada acrescentou. Também não gostei da amostra de Walking Dead depois do terramoto provocado por Abraham ou no final com Amma e bokor. Por qualquer motivo acho que teria sido mais interessante pelo menos usar o corpo de alguém conhecido como, sei lá, Lila? E por falar em Lila, aquilo com Lilium e a Srª English, Lilian não passou de palha, a não ser que haja desenvolvimentos no próximo volume. Num livro só pode haver uma certa quantidade de Ethan's, John's e derivações de Lila.
Por outro lado o pai de Ethan, Mitchell, mais uma vez, nada acrescentou à história a não ser a parte do seu livro, Dezoito Luas. É, mais uma vez, um personagem sem corpo, completamente descartável e não gosto disso porque, sinceramente, o pobre homem sofreu na vida e não lhe é dado o merecido crédito.
Uma das minhas cenas preferidas é provocada por Ridley Mortal/Encantadora, com um encantamento de Furor que atiçou Lena contra Liv e vice-versa e colocou em evidência os sentimentos que tinham guardados e, não pude deixar de concordar com Liv em certas ocasiões, pelo menos no que toca à Lena de Trevas Maravilhosas.
Outra mudança é o aparecimento mais frequente de Ridley, embora esta continue a desaparecer e a aparecer ao seu bel prazer e não gosto disso num personagem ou numa história porque, no fundo, ela pode acabar ou não acabar por salvar sempre o dia e isso torna-se facilitismo. Mas Ridley mostra que «Há Luz nas Trevas», ao contrário do que aconteceu com Sarafine porque Ridley, mesmo nas Trevas continuou a ser amada, quanto mais não seja por Link que viu-a como ela era e amou-a de qualquer forma.
Uma das mudanças que mais que custou foi a Tia Prue. Não esperava pela quebra do elo entre as Manas ou as Raparigas. Queria que elas vivessem tanto ou mais anos quanto um Íncubo ou Encantador. Queria que elas vivessem para contar aos filhos de Ethan as histórias de quando ele era novo, com o Harlon James XVI ao colo. Mas não gostei da versão de paraíso que nos foi mostrada por detrás de um cofre no Exílio. O que era aquilo?
E finalmente, o fim. Eu esperava-o e pensei, sinceramente que não me importava porque falta um livro, Redenção Maravilhosa e porque sabia o que ai vinha mas não esperei que fosse tão intenso. Talvez fosse essa a intenção das autoras desde o início, dar-nos a informação mas espetar-nos com ela de uma forma crua e dolorosa, especialmente no que toca a Amma e a Lena e às palavras na parede e às palavras que ficaram por dizer e todas as coisas que ficaram por fazer porque, no final, Aquele que é Dois tem de ser sacrificado e no final, a Roda do Destino esmaga-nos a todos.
Melhor do que Trevas Maravilhosas, não só em termos de conflito como de desenlace das situações. Não há tantas questões a serem colocadas mas mais a serem respondidas. Há mudanças, umas bruscas e outras nem tanto. Há momentos em que, como Ethan, só quero voltar à Gatlin normal onde nada acontecia e onde o pior que apareceu foi uma rapariga de cabelos pretos e olhos verdes. Mas Caos Maravilhoso não nos apresenta outra coisa senão Caos e foi uma surpresa maravilhosa quando comparada com o segundo volume.
Outros títulos da colecção Crónicas Encantadoras
*Criaturas Maravilhosas - adaptação cinematográfica aqui.
*Trevas Maravilhosas
*Caos Maravilhoso
*Redenção Maravilhosa
*Beautiful Creatures: The Untold Stories #1 #2 #3 #4

*Dangerous Creatures
*Dangerous Deception

*Dangerous Dream
*Dream Dark


Sinopse: Ethan Wate costumava pensar em Gatlin, a vila sulista a que sempre chamara casa, como um sítio onde nunca nada mudava. Foi então que conheceu Lena Duchannes, uma misteriosa recém-chegada que lhe revelou um mundo secreto, que sempre estivera oculto à vista de todos. Uma Gatlin que albergava segredos ancestrais por detrás dos seus carvalhos cobertos de musgo e de passeios gretados. Uma Gatlin onde, há gerações, uma maldição tinha marcado a família de Lena repletp de poderosos poderes sobrenaturais. Uma Gatlin onde acontecem situações impossíveis, mágicas e capazes de mudar o rumo de uma vida. E, por vezes, capazes de lhe pôr termo. 
Juntos conseguem fazer face a tudo o que Gatlin lhes apresenta mas, depois de sofrer uma perda trágica, Lena começa a retrair-se, guardando segredos que põem a relação dos dois à provca. E, agora que os olhos de Ethan foram abertos para o lado mais obscuro de Gatlin, não há volta a dar. Assombrado por estranhas visões que só ele tem, Ethan é ainda mais atraído para a história rocambolesca da sua vila e vê-se preso na perigosa rede de passagens subterrâneas que atravessam o Sul de um modo interminável e, onde nada é o que parece. 

OpiniãoComo podem ver aqui, a minha opinião sobre Criaturas Maravilhosas foi positiva, uma das minhas leituras favoritas, blá, blá, mas Trevas Maravilhosas, não faz justiça ao primeiro volume. A verdade é que o universo criado por Kami Garcia e Margareth Stohl é extenso e fantástico, mas até os mais maravilhosos mundos têm de ter os seus limites. O facto é que um mundo extenso é ótimo em termos de imaginação, mas há uma linha que separa a criatividade da facilidade. É mais ou menos como, adicionar uma coisa aqui, tirar aqui, fazer isto ou revolver isto, para criar um conflito cheio de facilitismo ou até mesmo para resolver o conflito e, para ser sincera, não é coisa que aprecie.
E a verdade é que em Trevas Maravilhosas, não vemos as nossas perguntas respondidas, pelo contrário, só se tornam mais extensas e mesmo as perguntas que surgiram durante a leitura, não vejo futuro para possíveis respostas porque não vejo como é que podem voltar a surgir nos próximos volumes, porque são questões que surgem em pequenos momentos. Há muitas questões que são colocadas e situações que não são explicadas (facilitismo) e que vou explorar mais abaixo, porque, sinceramente, Trevas Maravilhosas não é dos meus favoritos.
Ao contrário de Criaturas Maravilhosas em que havia remanescências a Genevieve e a Ethan Carter Wate e à guerra civil, em Trevas Maravilhosas assistimos à continuação, em primeira mão da guerra civil que abarca a família Duchannes/Ravenwood e o facto de Lena, ao contrário do que seria esperado em Criaturas Maravilhosas não respondeu ao seu chamamento, pelo que ainda tem de escolher entre as Trevas e a Luz com consequências desastrosas para um dos lados da família porque no momento em que Lena escolher a Luz os Encantadores das Trevas da sua família morrem ou vice-versa.
Lena Duchannes está diferente. Após a morte de Ethan/Macon, alguma coisa dentro dela mudou, visível nos seus olhos, agora dourados, característicos dos Encantadores das Trevas apesar de ela não ter respondido ao chamamento. Lena culpabiliza-se pelo que fez e, à medida que os seus poderes crescem e ao pensar que pode magoar mais alguém, afasta-se de todos aqueles que ama, incluindo Ethan e, a verdade é que é um afastamento típico de adolescentes e não posso deixar de pensar que Lena agia como uma verdadeira "cabra". Mas o sofrimento só pode justificar parte das suas ações. Sinceramente, penso que este seria um livro muito mais interessante se narrado por Lena, ao invés de Ethan porque, apesar das visões psicadélicas dele, há uma parte de Lena a que não conseguimos chegar porque parte das suas ações, apesar de movidas pelo pesar da morte/culpa, também se relacionam com a possibilidade da não-aceitação, de não ser nada, de não saber onde pertence e à sua busca por um local sem juízos de valor.
Para além disso há a introdução de novas personagens, Olívia Durand e John Breed, Mortal e Encantador/Íncubo (?) que surgem como novos possíveis interesses amorosos para Ethan e Lena, Mortal e Encantadora. Há uma grande barreira à relação de Ethan e Lena, o facto de não poderem estar fisicamente juntos, sem a morte do Mortal, pelo que o aparecimento de Olívia e John não é uma surpresa. Ele é o que Ethan nunca poderá ser. Ela é o que Lena nunca poderá ser. Há, pela primeira vez, a introdução do ciúme e vemos Lena a sucumbir às emoções adolescentes, cega pelo sofrimento e, apesar de John ser uma espécie de bad boy, de origem desconhecida e de motivações duvidosas, Liv é uma personagem adorável, inteligente e divertida, pelo que cheguei ao ponto de torcer por Ethan-Liv. Mas aqui surge outra questão. Liv é a assistente de Marian na biblioteca e aprendiz de Guardiã, mas como é que as Guardiãs são escolhidas? Como é que Liv apareceu e estuda a história dos Encantadores desde os 5 ou 6 anos de idade? A quem é dado esse privilégio? Quem se contacta? Ou é-se escolhido?
Macon, por outro lado, apesar de inicialmente morto, continua muito presente porque, ao contrário de Criaturas Maravilhosas em que tínhamos visões do passado de Genevieve, agora temos visões relativas a Abraham e a Macon, mais do último. E, relembrando algumas das palavras de Macon no volume anterior, só me apercebi quem Macon realmente amava - a mãe de Ethan - por volta da página 83 «Fosse porque razão fosse, Lena transportava com lealdade os nossos fantasmas com ela, os dela e os meus, recusando-se a retirar qualquer um deles. A mãe que eu perdera e o tio que ela perdera, presos em círculos de ouro e de platina e outros metais preciosos, pendendo por cima do seu colar de amuletos e escondidos em camadas de algodão que não lhe pertenciam». São nos dadas pistas, em Criaturas Maravilhosas e mesmo em Trevas Maravilhosas, aquando do funeral, não associei o local de enterro e a persistência de Macon a Lila Evers Wate.
E aqui surge-me uma das primeiras questões, eu seria capaz de reconhecer os meus pais em qualquer fotografia a partir da sua adolescência mas Ethan... Ethan tem uma visão de Macon e de uma rapariga chamada Jane que ele não reconhece como a sua mãe. É negação? Não pareceu. Marian conta páginas à frente que Lila e Macon conheceram-se na faculdade pelo que os traços e a voz dela deveriam ser reconhecíveis para o filho que a amou tanto. Certo? Como é que ele não reconheceu a mãe?
Depois há situações caricatas, como na Feira Municipal, no Concurso de Tartes, no incidente, Lena, Ridley e John em que Amma tira a colher de pau da carteira e segura-a bem alto sobre a cabeça, fazendo desaparecer os bicharocos. Tirando a parte de Amma, a erguer a Ameaça de um Só Olho como se fosse o Albus Dumblerdore, é a primeira evidência da relação entre Ridley, Lena e John a agir como um trio.
Há também, pela primeira vez, uma explicação para o poder que Ethan apresentou em Criaturas Maravilhosas, um poder diferente dos Encantadores. Ethan é um Guarda do Caminho e basicamente, parece ser alguém capaz de encontrar aquilo que está perdido, neste caso Lena, embora no final ficou a dúvida se seria de Lena ou Macon? Mas, considerando a ligação com Lena, talvez Lena?
E, voltando a Macon e à sua morte. Tantas dúvidas. Lena agarrou-se ao corpo de Macon em Criaturas Maravilhosas, Amma viu o seu corpo e disse qualquer coisa sobre como é que iria ser capaz de aguentar o peso do mundo sozinha. Então como é que um espírito/fantasma/desviado, neste caso a mãe de Ethan, Lila, conseguiu pegar no Arco Luz e enclausurar Macon? Em Criaturas Maravilhosas há uma menção de Ethan a: não sei onde guardaram o corpo. Mas Macon estava preso. Mas Lena e Amma viram-no morto. Mas Lila enclausurou-o. Como? É um final emocionante quando relacionamos as visões em que Lila promete que irá usá-lo quando tivesse de chegar a altura e ela fê-lo quando o filho estava em perigo e precisava da ajuda dele, precisava dele. E aqui fiquei ligeiramente triste por Mitchell porque não é só a sua falecida mulher que parece envolta no mundo dos Encantadores, mas também o filho que parece precisar mais de Macon do que dele. Ele é quase um peso morto.
Em Trevas Maravilhosas há uma ação muito maior por parte de Ridley e, embora uma Encantadora das Trevas é uma personagem dúbia que oscila entre boas e más ações. E neste volume há um plot twist que me irritou. Sarafine tirou, na sua unica aparição "falante" os poderes a Ridley, pelo que, apesar de continuar a ser perigosa, há a ideia de que deixou de ser Encantadora para se tornar Mortal, mas Link, o seu óbvio interesse amoroso, torna-se um Íncubo ou 1/4 de Íncubo. Por uma fracção de segundo houve uma possibilidade, para ela ser desfeita logo de seguida. Eles estavam e voltaram a estar na mesma posição de Lena e Ethan, e de Genevieve e Ethan e de Macon e Lila. Há impossibilidade de uma relação amorosa.
E isto leva-me para o precoce chamamento de Lena, e a sua escolha. Eu percebo a premissa. Todos temos dentro de nós Luz e Trevas e Lena, durante todo o volume acreditou que pertencia à última, e fez coisas más, das quais não se orgulha e escolhas erradas e blá, blá, mas ela, de dentro todas as personagens, podia ter acabado com tudo se escolhesse a Luz. No ponto em que se encontrava, ela não sabia que Macon tinha regressado sobre a forma de Encantador da Luz/Íncubo (?), mas sabia que havia uma forte possibilidade de Ridley ser mortal, pelo que ao fazer a sua escolha, se tivesse escolhido a Luz, ao invés de ser das Trevas e da Luz, poderia ter morto: Sarafine, Hunting, Larkin e Abraham, e mesmo assim tenho uma questão: a maldição coloca-se para os Íncubos já que eles não são Encantadores? Sim? Não? Talvez? A maldição levou Twyla e Larkin, os dois Encantadores. Haveria a possibilidade de ter levado um Íncubo? Em Criaturas Maravilhosas há a ideia de que Lena ao escolher a Luz, provoca a morte de Macon, mas seria mesmo assim? Qual a diferença entre o Íncubo e Encantador? O Livro das Luas consegue diferenciar? Mas ao mesmo tempo foi o Livro das Luas que amaldiçoou Ravenwood e a linhagem de Íncubos/Súcubus.
O final revelou-se cheio de decisões parvas(?). Os quatro, Lena, Ethan, Ridley e Link enterraram o Arco Luz, a única arma capaz de fazer frente a um Íncubo. Fizeram-no para proteger Link. Mas todos eles sabem como fazer o Encantamento para o tirarem de lá, ou podiam aprendê-lo. Então porquê enterrar a única coisa que podia protegê-los, a única arma que podia utilizar contra Abraham ou Hunting?
Para além disso e, para terminar a secção gigante de questões, haverá limites para os Mortais que criaram Ethan e que conhecem o mundo dos Encantadores? A Tia Prue? A Thelma? Até a gata, Lucille Ball? Poderá até a Srª Lincoln conhecer a verdadeira Gatlin, mas escondê-la por pensar que deve mantê-lo escondido? Haverá essa possibilidade? E agora, com a Ordem das Coisa quebrada, representada na quebra da lua, o que é que isso quer dizer? E, a canção das dezoito luas, significa que Lena, apesar dos esforços e dos dois volumes AINDA não foi chamada? E o que é que Link fez na cave da Amma quando tinha nove anos?
Trevas Maravilhosas é uma continuação de Criaturas Maravilhosas não tão bem conseguida. Uma das minhas partes preferidas, ainda que confesso, irritantes, é o conflito adolescente que se estabelece entre Ethan e Lena, revelado na sinopse, característico SEMPRE no segundo livro deste género. No meio da magia, dos Encantadores e das Luas de Chamamento e do caos, é uma corda que nos relembra de que estamos na cabeça de um protagonista de dezasseis anos.
Outros títulos da colecção Crónicas Encantadoras
*Criaturas Maravilhosas - adaptação cinematográfica aqui.
*Trevas Maravilhosas
*Caos Maravilhoso
*Redenção Maravilhosa
*Beautiful Creatures: The Untold Stories #1 #2 #3 #4

*Dangerous Creatures
*Dangerous Deception

*Dangerous Dream
*Dream Dark


Sinopse: Lena Duchannes é diferente de qualquer pessoa que a pequena cidade sulista de Gatlin alguma vez conheceu. Ela luta para esconder o seu poder e uma maldição que assombra a família há várias gerações. 
Mas, mesmo entre os jardins demasiados crescidos, os pântanos lodosos e os cemitérios decrépitos do Sul esquecido, há um segredo que não pode ficar escondido para sempre. Ethan Wate, que conta os meses para poder fugir de Gatlin, é assombrado por sonhos de uma bela rapariga que ele nunca conheceu. Quando Lena se muda para a mais ínfame plantação da cidade, Ethan é inexplicavelmente atraído por ela e sente-se determinado a descobrir a misteriosa ligação que existe entre eles. 


OpiniãoCriaturas Maravilhosas não é exactamente um livro recente. Está há venda, traduzido para português desde 2010, penso eu. Mas, considerando que o último da coleção Redenção Maravilhosa saiu este mês, decidi reler a história de Lena e Ethan para me entranhar novamente no mundo, antes de concluir a série.
Mais uma vez, ao não ser um livro recente, não me lembro de quantas vezes já o li. O meu exemplar tem a capa gasta, as páginas remexidas, cheias de notas e de post-it, e de riscos de lápis e caneta, como se eu própria fosse uma qualquer Lena incapaz de deixar o livro intocado. A verdade é que Criaturas Maravilhosas foi um dos livros que me tomou de surpresa, que me deixou incrivelmente maravilhada e que não me importo de rever.
Inclui tudo o que mais adoro, personagens cativantes, um background forte e estável, recheado de histórias e da própria história, propriamente dita, uma vez que se intersecta com a Guerra Civil Americana e, como uma boa amante da história, não podia deixar de lado.
A verdade é que acaba por ser uma história de amor, ou várias formas e histórias de amor. É um conceito confuso porque inclui Lena e Ethan, mas não só. Há plots fantasmas, entre as linhas. Há um passado bem marcado entre as páginas que acaba por colidir com os protagonistas de frente. Há mortos que ganham vida nos pensamentos dos personagens, como a mãe de Ethan, Lila, e há personagens vivas que estão mortos nos pensamentos dos personagens. É um livro de antónimos, recheados de conceitos como: Luz/Trevas, Bem/Mal, Amor/Ódio, Morte/Vida. E, qualquer que seja a opinião, má ou boa das outras pessoas, eu adoro Criaturas Maravilhosas por aquilo que representa. Uma história, dentro de outra história, rodeada de dezenas de outras histórias.
A ação decorre na fictícia Gatlin, provavelmente não tão fictícia para aqueles que, como Ethan viveram na mesma casa a vida toda, numa vila pequena, onde cada pessoa conhece o vizinho desde o nascimento e cujos filhos conviveram uns com os outros desde o jardim-de-infância. Se há coisa que Criaturas Maravilhosas explora bem, é o conceito das cidades/vilas pequenas e do facto de toda a população ter sempre alguma coisa a dizer como se nós, enquanto indivíduos, pertencêssemos àquelas pessoas e vice-versa. «Era isso que eu mais detestava em Gatlin. O facto de toda a gente ter algo a dizer sobre tudo o que dizíamos ou fazíamos ou, neste caso, vestíamos».
E, a verdade é que Ethan Lawson Wate, apesar de pensar que é diferente de todos os outros, acaba por ser igual. Esconde o seu gosto pela leitura. Classifica as raparigas de acordo com Graus de Queimadura. Respode à chamada de manhã, com a equipa. Não distoa daquilo que é esperado dele, porque Gatlin não permite que ninguém seja diferente, ou pelo menos, as pessoas que governam Gatlin.
E aqui, tal como explora muito bem o conceito das cidades pequenas, explora de forma maravilhosa a pressão dos pares e o conceito de bullying. «A sobrinha de Macon Ravenwood? Mas o que é que se passava comigo?» Mas Ethan apercebe-se disso. «É que ela fazia-me perceber o quanto eu era igual a todos os outros, mesmo que quisesse fingir que não era».
A verdade é que Criaturas Maravilhosas tem, não vou negar, muitos clichês - o romance ainda antes da vista com os sonhos inexplicáveis, a atração quase à primeira vista, as meninas de claque, os desportistas, a eletricidade que os percorre sempre que se tocam, o Celtismo, entre outros. MAS, na minha opinião, são clichês que são essenciais à magia do livro e que pecam por serem no início, o que leva a que muitas pessoas desistam da leitura, ou mais comumente, vão de pé atrás o que não permite que se deixem emergir na história de alma e coração, porque, se há coisa que Criaturas Maravilhosas tem, é a originalidade do conceito.
Encantadores das Trevas e da Luz. Uma forma mais elegante de dizer Bruxas, mas não exatamente. Eles têm poderes, mas não são exatamente magos ou feiticeiras. Têm poderes muito próprios. Desde Sibilas, a outros com nomes complicados, Cataclistas ou Naturais, como Lena, que consegue, de forma simplista, controlar os elementos.
Confesso que começo, realmente a entrar na história a partir do momento em que Lena admite a realidade da sua natureza a Ethan, porque até lá, é muito irreal. Ethan não se apercebe, ou apercebe mas não diz, da diferença de Lena e aqui destaco o facto de ela brincar com as nuvens, a mão esticada para não embater no carro, no primeiro encontro deles no meio da chuva. E mesmo as revelações são quase previsíveis, ou pelo menos, quando nos são expostas, perguntamos como é que eles não perceberam, ou não se questionaram: O facto de Ethan ter-se referido ao encontro com Amma e Macon e ouvi-los a dizer Sara... e depois calarem-se, o facto de haver a menção a Sarafine e de Lena não perceber que podia ser a sua mãe, embora seja perceptível o porquê: ela achava que eles estavam mortos.
Muita da magia ronda o medalhão e a história de Genevieve e de outro Ethan e a Guerra Civil Americana, e a origem da maldição da família Duchannes e a própria história dos Encantadores. Mas, para mim, a magia está para além da história, nos personagens, Ethan é o Mortal, e é o narrador da história e não é, de todo, difícil entrar na cabeça dele e pensar com ele. Foi uma das primeiras histórias em que o protagonista é masculino e não é ele quem tem os poderes mas sim a namorada/interesse amoroso, Lena: «quando ela me encarava, eu só conseguia pensar em como ela parecia ser inquebrável». E a verdade é que, durante as 472 página, dá-se uma grande importância às personagens femininas, às mulheres.
Para além de Lena que é, sem dúvida, uma das melhores personagens, com o seu feitio teimoso e até birrento, um perfil defeituoso que se traduz naquilo que é ser-se adolescente e estar-se assustado, temos a Amma, a governanta que basicamente criou Ethan, o poder das palavras dela e a forma como o seu humor era representado na comida e na quantidade da comida, a forma protetora com que lida com Ethan, «o meu rapaz», e a força com que ela tem só com um Olhar. Para além delas há uma menção às Senhoras das FRA ou Filhas da Revolução Americana que, basicamente, lideradas pela Sr. Lincoln que se impõe a qualquer homem, seja ele reitor da escola ou até governador, a Sarafine, a mãe de Lena, que parece liderar uma hoste não muito simpática de Encantadores Negros, e até Ridley, a prima de Lena que age com sexualidade, que sabe o poder que tem sobre os homens - o sexo fraco, como é mencionado. As Manas, tias-avós de Ethan e elas próprias são, uma força da natureza, mais idosas que sabe-se lá o quê, mas cheias de histórias e opiniões e de lutas. Mas para mim, a força feminina que se destaca, para além de Lena é a de Lila Evers, a mãe de Ethan que morreu num acidente de viação.
Lila Evers que, sendo uma presença indireta, tem especial influência nas ações de Ethan. «Eu não podia deixá-la a deambular sozinha debaixo daquela chuvada. A minha mãe tinha-me educado melhor do que isso». A forma como ele a recorda e como Lila de algum modo está presente não só no mundo dos Mortais como dos Encantadores. E percebe-se a solidão, o buraco negro que ela deixou, não só em Ethan e Amma, mas no pai de Ethan, Mitchell que se tornou num eremita.
Mas de forma equitativa com a força feminina que há em Criaturas Maravilhosas, surge Macon Ravenwood, o tio de Lena e uma das minhas personagens mais adoradas. É, um Íncubo que se alimenta de sonhos ao invés de sangue, e é uma personagem misteriosa e forte, ao mesmo nível de Amma. São forças opostas mas quando se trata da proteção de Lena e de Ethan, completam-se. Macon é igualmente uma daquelas personagens cujo passado é um mistério e, não percebo completamente a sua natureza, ele é um Encantador das Trevas? Mas conseguiu-se controlar? Então porque Lena não pode fazer o mesmo? Mas depois há referência de que não é um Encantador, então porque é que a sua irmã é? Há todo este conjunto de questões em termos de genealogia. Em relação ao passado de Macon há também menção a um amor por um Mortal «Em última análise serás tu a arcar com o fardo. É sempre o Mortal que arcar com ele. Vai por mim, eu sei».
O final é um tanto ou quanto dramático e com mil caminhos diferentes que se pode escolher. Mas sendo Trevas Maravilhosas o segundo livro, espera-se, tal como outros do mesmo género: Lua Nova, Lua Azul, Tormento, Crescendo, Sonhos Esquecidos, Insurgente, (...) dificuldades para o casal ou uma possível ruptura com a chegada de novos personagens (?) é geralmente esse o caminho tomado - o conflito. E sendo o nome Trevas Maravilhosas e, tendo em conta a morte, será um livro mais dourado, se é que me entendem.
Apesar da previsibilidade do amor entre os protagonistas que, basicamente está em exposição na capa para quem quiser ler, há um emaranhado intenso de outras questões e, mesmo com os clichês pelo meio, a leitura é amorosa e apaixonante para aqueles que se deixam levar pelo dramatismo, pelo medo e pela paixão que Kami Garcia e Margareth Stohl criaram. É um mundo que parece não ter regras ou ter regras pouco estabelecidas, mas que é BOM. É uma das minhas leituras favoritas, seja o que for que isso diga de mim.
Outros títulos da colecção Crónicas Encantadoras
*Criaturas Maravilhosas - adaptação cinematográfica aqui.
*Trevas Maravilhosas
*Caos Maravilhoso
*Redenção Maravilhosa
*Beautiful Creatures: The Untold Stories #1 #2 #3 #4

*Dangerous Creatures
*Dangerous Deception

*Dangerous Dream
*Dream Dark