Sinopse: Percy Jackson está prestes a ser expulso do colégio interno...novamente. E esse é o menor dos seus problemas. Ultimamente, criaturas fantásticas e os deuses do Olimpo parecem estar a sair das páginas do seu livro de mitologia para entrarem na sua vida. E o pior de tudo é que ele parece ter enfurecido alguns deles. O raio-mestre de Zeus foi roubado e Percy é o principal suspeito. 
Agora, Percy e os seus amigos têm apenas dez dias para encontrar e devolver o símbolo do poder de Zeus e restabelecer a paz no Olimpo. Para o conseguir terá de fazer bem mais do que descobrir o ladrão: terá de enfrentar o pai que o abandonou, resolver o enigma do Oráculo e desvendar uma traição mais ameaçadora e poderosa do que os próprios deuses. 

OpiniãoPeguei, finalmente, em Percy Jackson. Nunca o tinha lido, embora tivesse visto o filme e não tivesse ficado minimamente impressionada, mas como os pormenores e as ideias já não estavam frescas, acabei por ganhar coragem e procurar não julgar o livro pelo seu filme e, como estava enganada! Percy Jackson é uma história de heróis. Não de heróis enquanto protagonistas principais de um livro, mas heróis gregos, filhos de humanos e deuses do Olimpo - chamados de Mestiços. Um deles é Percy Jackson um rapaz de 12 anos, problemático.
É difícil, muito difícil, não comparar Percy Jackson a Harry Potter. Penso que, com o avançar dos volumes, as semelhanças vão-se dissipando, no entanto, para o "estabelecer" de uma história, os pormenores iniciais, temos de admitir: as parecenças são mais do que muitas. Desde o trio inicial, Gabe, o seu padrasto muito desagradável, a aparência de Percy, o medo de aranhas de Annabeth, a Colónia dos Mestiços, entre outros. PORÉM, Percy Jackson acaba por se destacar com as suas diferenças que, são muitas.
Percy Jackson é uma criança com dislexia e défice de atenção (adorei este facto), característico dos Mestiços e, embora problemático, acabamos por nos afeiçoar a ele com facilidade. Ao conhecermos a família de Percy, em especial a mãe, há um sentimento de ternura, embora com os acontecimentos futuros seja difícil não perceber que falta uma profundidade emocional, nomeadamente quando o rapaz pensava que a mãe podia estar morta ou até desaparecida. Faltava ali qualquer coisa - emoção.
Grover, um sátiro, incumbido de proteger os semideuses até eles alcançarem a Colónia dos Mestiços, parece-me um tanto ou quanto mau. Este mau é no sentido de ser o pior guardião de sempre. Não só pelo que aconteceu a Tália, a filha de Zeus transformada num pinheiro (?), mas pelo facto de Percy se desenrascar sozinho e, mesmo a forma como Grover interfere como salvador do dia, é quase forçada, embora tenha de reconhecer que a sua voz enquanto personagem é doce e comovente, especialmente pelo amor à natureza e animais e até a Pã.
Por outro lado, Annabeth surge como uma perfeita rapariga de 12 anos que, sendo filha de Atena, é inteligente, mas não ao ponto de sermos constantemente surpreendidos com os seus pensamentos ou lógica, pelo contrário. As suas ações são quase sempre seguidas de perto pelas ideias de Percy. A única diferença é que ela tem mais anos como Mestiça na Colónia do que Percy. A relação entre os dois e o próprio passado de Atena e de Poseídon, evidência a possível relação que pode vir a estabelecer entre os dois, embora, neste momento, enquanto crianças de 12 anos de idade, há somente uma amizade e uma embirrância especial entre os dois.
Relativamente à história em si, por vezes, achei-a forçada, constantemente apressada, embora as descrições fossem boas e houvesse uma quantidade massiva de informação a dar, algumas situações não pareceram ponderadas, entre elas, o aparecimento de Ares como motoqueiro, o favor na Aqualândia, e a entrega da mala, aquela que continha o raio-mestre de Zeus, porque ele precisava de ter o raio antes de entrar no Mundo dos Mortos para que Hades acreditasse que ele o tinha roubado. E depois, há o Oráculo e a sua profecia e o facto de Percy, tendo apenas três amigos, Annabeth, Grover e Luke, não se ter apercebido de que talvez o último, não fosse de confiança. Pistas foram dadas durante toda a narrativa, pelo que não foi surpreendente (por exemplo os sapatos que tentaram arrastar Grover para o Tártaro, mas ninguém pensou que a pessoa que podia ter dado os sapatos estava por detrás daquilo, isso não). MAS, há que dar crédito às coisas boas: ao acampamento e à forma das casas que representam cada um dos deuses, à mitologia em si, muito bem explorada, em especial ao Mundos dos Mortos de Hades, e à forma como foi construído, ao background dos personagens principais, incluindo o Quíron e o Senhor D.
E depois há as perguntas que ficaram por fazer. O túmulo no museu grego para o qual Quíron olhou com pena ou ternura como se tivesse assistido ao funeral dela. Podia ser Tália? A ascensão de Cronos até que ponto iria beneficiar Luke? Poseídon amava Sally? Ama Percy?
Percy Jackson e os Ladrões do Olimpo é um bom começo, sem dúvida, Percy é um personagem com uma voz pessoal forte, engraçado, sem dúvida e não nos podemos esquecer que se trata, de momento, de um protagonista com 12 anos de idade, pelo que a profundeza emocional não está, ainda , no ponto certo. A mitologia foi um dos pontos altos, sem dúvida, e a forma como está retratada roça o credível, embora com pequenas falhas, na minha opinião, é uma série a seguir, pelo que irei comprar os segundos, terceiros (e por aí) volumes porque quero, com certeza, saber qual é o percurso de Percy, Annabeth, Grover e Luke.
Outros títulos da colecção Percy Jackson
*Percy Jackson e o Ladrão do Olimpo 
*Percy Jackson e o Mar de Monstros
*Percy Jackson e a Maldição do Titã
*Percy Jackson e a Batalha do Labirinto
*Percy Jacson e o Último Olimpiano

Outros títulos da colecção Heróis do Olimpo:
*O Herói Perdido
*O Filho de Neptuno
*A Marca de Atena
*A Casa de Hades
*O Sangue do Olimpo

 Outros títulos da colecção Magnus Chase
*Magnus Chase and the Gods of Asgard: The Sword of Summer


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