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Opinião: Quando há uma adaptação cinematográfica de um livro que nos é querido, uma das primeiras coisas a que nos agarramos ou que damos valor é a escolha dos personagens/ausência de personagens. Um dos exemplos é Uriah, um dos meus personagens mais queridos de Divergente que não figura sequer no filme com o mesmo nome. Em Sou o Número Quatro, a equipa de casting fez um trabalho fabuloso, uma fez que os actores escolhidos estão à altura não só do papel, como da aparência dos personagens. 
Houve surpresas boas, como a escolha de Dianna Agron para interpretar Sarah Hart que, de acordo com a minha opinião da obra literária, pouco ou nada fazia para o enredo, no entanto, na adaptação, adorei a Sarah, a sua personalidade, muito mais efusiva e divertida, do que aquela que é transcrita no papel. Adorei o facto de terem incluído o pequeno Bernie, uma vez que na maior parte dos casos, Hollywood acaba por remover esses pequenos pormenores, mas ele esteve presente desde o início no formato que nos é apresentado no livro - o de uma osga. Pelo contrário, embora adore a Seis que é retratada, na adaptação, Teresa Palmer é simplesmente maravilhosa, dando vida a uma das minhas personagens favoritas de forma perfeita e o mesmo acontece com John Smith e Alex Pettyfer. 
Embora não tenha nada a apontar em relação ao casting, tal como na maioria das adaptações, há cenas que são pura e simplesmente removidas ou alteradas, mas que possibilitam o mesmo fim, neste caso refiro-me ao incêndio/festa. 
Do mesmo modo, não houve quaisquer remanescência a Lorien ou sequer o aparecimento dos globos, embora a Arca estivesse presente. A morte de Henri é totalmente diferente da que é retratada e num contexto muito menos bélico e como resultado de uma estupidez que nem sequer no livro me fez sentido. 
Para além dessas, houve outras tantas. As pedras de aspecto brilhante que, ao juntarem-se mostravam o paredeiro dos outros Garde (?). O facto de a Seis ter o poder do Quatro de ser à prova de fogo e de a invisibilidade da Seis quase que era confundida com velocidade supersónica. 
Os Morgadorianos, apresentados desde, literalmente, o primeiro minuto com a morte do Três, estavam bem representados, embora tivesse gostado de vê-los com uma aparência menos monstruosa e mais humana, já que eles, apesar de diferentes, precisam de passar despercebidos no nosso mundo e não me parece que vários homens de dois metros de altura, com dentes pontiagudos e aspecto de peixe o pudessem fazer. 
Foi uma boa adaptação, fiel à história original, com um óptimo casting e efeitos especiais, sendo visualmente apelativo, não só pela dinâmica entre os personagens e ambiente, mas igualmente pelo elemento fantástico que nos apresenta. Não compreendo como é que não está planeada uma sequela, pois ao contrário de outros do mesmo género está fiel ao trabalho homónimo e fez um óptimo box office.


Outros títulos da colecção
*Sou o Número Quatro - adaptação cinematográfica: aqui
*O Poder de Seis
*A Ascensão dos Nove 
*The Fall of Five
*The Fate of Ten

*The Lost Files


Por Raquel Pereira

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