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E o ano está quase a terminar e, com ele, o meu completo falhanço nos dois desafios a que me propus. 
No entanto, não sou derrotada com facilidade porque sei que 2016 vai ser o meu ano! 
Mas, no que toca ao ano de 2015, houve uma predominância da fantasia e dos autores estrangeiros, coisa que quero muito mudar no ano de 2016, assim como a quantidade de leituras em língua estrangeira.
Foi um bom ano para livros e para filmes, num total de 93 opiniões, 78 e 15, respectivamente. 
Muita coisa aconteceu no ano de 2015, houve uma imensa quantidade de leituras, num total de 27185 páginas! Estou realmente contente com a minha perseverança não só no que diz respeito às leituras como à manutenção do próprio blogue, o que, para mim, é a primeira vez. Pelo que, em primeiro lugar, agradeço aos 80 seguidores do blogue e às 158 pessoas que gostam e que seguem a página do deliriousbeautifulmind no Facebook. Por esta altura em 2014, estava a pensar no nome para o blogue e, a única coisa que associo ao acto de ler, é escrever - imaginação.
Às pessoas que seguem as minhas opiniões, seguidoras ou não, obrigada!
No meio das milhentas páginas e das milhentas palavras, há três livros que sobressaem pela positiva. Foram as minhas leituras preferidas do ano, pelo conteúdo, pela história e, não podiam ser mais diferentes. Uma delas passa-se em Marte, outra num LOOP algures na Irlanda e outra num universo fantasioso com uma protagonista fantástica. Não foi, de todo, difícil escolher o favorito, uma vez que Celaena Sardothian infiltrou-se na minha cabeça com uma facilidade quase descarada.
Por isso, sem mais demoras, aqui está o TOP 3 DE 2015:



Espero que 2016 me dê, no seu esplendor, uma enorme quantidade de leitura, histórias fantásticas, protagonistas maravilhosos e um incontável número de aventuras para mais tarde recordar. Em 2016 quero voar num dragão, lutar com uma espada e apaixonar-me mas no espaço. E, claro, isso só é possível através dos livros. O que há de mais maravilhoso no mundo?
Boas Leituras, e Bom 2016!


Sinopse: No submundo mágico de Londres vitoriana, Tessa Gray encontrou por fim a segurança com os Caçadores de Sombra. Mas esta torna-se efémera quando forças desonestas na Clave se revelam para destruir a sua protectora, Charlotte, e substitui-la como chefe do instituto. Se Charlotte perder a sua posição, Tessa será posta na rua - e presa fácil para o misterioso Magister, que deseja usar os poderes de Tessa para os seus fins obscuros. 
Com a ajuda do bonito e autodestrutivo Will e do devotado e dedicado Jem, Tessa descobre que a guerra do Magister contra os Caçadores de Sombra é pessoal. Ele culpa-os de uma tragédia íntima que lhe destruiu a vida. Para desvendar os segredos do passado, o trio viaja através das névoas do Yorkshire para uma mansão que contém horrores indizíveis, dos bairros-de-lata de Londres para um salão de baile encantado, onde Tessa descobre que a verdade sobre a sua paternidade é mais sinistra do que alguma vez imaginou. Quando encontra um demónio mecânico com um aviso de Will, apercebe-se que o Migister sabe de todos os seus movimentos... e que um deles os traiu. 
Tessa descobre que o seu coração está cada vez mais atraído por Jem, apesar do seu anseio por Will e dos sombrios estados de alma que continuam a abalar a sua confiança. Mas algo está a mudar em Will... a parede que construiu à sua volta desmorona-se. Conseguirá o Magister libertar Will dos seus segredos e dar a Tessa as respostas sobre quem é e para que nasceu?
A verdade leva os amigos para o perigo, e Tessa descobre que quando o amor e mentiras se misturam podem corromper até o coração mais puro. 

Book Trailer:


OpiniãoPrimeiro que tudo, admito que batalhei para escrever esta opinião. Cassandra Clare maravilhou-me com um mundo fantástico e criou em mim a ânsia de saber mais, a paixão pelos seus personagens e o desejo irascível de pertencer a este universo fictício. Mas, um olhar mais afastado dos meus gostos pessoais, permitiu-me ver algumas falhas. O meu amor e interesse pelos personagens camuflaram "o que não se passa".
Em Príncipe Mecânico não há qualquer desenvolvimento da história. No fundo, continuamos no exacto ponto onde estávamos na primeira página. A história não avança, é estática. O que desenvolve, e bem, é a relação entre os personagens e a maturação das mesmas e o conhecimento das suas histórias. O triângulo amoroso está finalmente a descoberto e este segundo volume baseou-se, mais do que nunca, na relação entre Tessa-Will, Tessa-Jem e Will-Jem.
No entanto, apesar disso, adorei. O não avanço, não me incomodou como provavelmente o faria noutro livro qualquer, pelo meu foco quase obsessivo com os protagonistas. E penso que é nisso que Cassandra Clare é exímia: a arte de criar personagens por quem o leitor se interesse, de natureza boa ou má. Contudo, em As Origens temos um triângulo amoroso diferente da maior parte dos livros YA, até mesmo diferente da série anterior da autora Os Instrumentos Mortais, isto porque, Will, Jem e Tessa, amam-se. Não há rivalidade. Só amor. E, isso é apelativo, MAS, ao mesmo tempo, há inconsistências.
Mais do que uma vez, a relação de parabatai de Will e Jem - muito mais forte, a meu ver da relação entre Alec e Jace - é quase mística, havendo até a sensação de que conseguem ler os pensamentos um do outro. Há várias passagens ao longo de Príncipe Mecânico ou até mesmo do livro anterior Anjo Mecânico que relata a relação dos dois como mais do que amigos, mais do que irmãos: então, como é que nenhum dos dois se apercebeu dos sentimentos do outro por Tessa, quando até mesmo Jessamine e Sophie perceberam?
O romance entre os personagens em Príncipe Mecânico soou-me a forçado em ALGUNS pontos. Após algumas páginas com "demasiado Jem", éramos apresentados a páginas com "demasiado Will" e vice-versa. Eu compreendo que, para um triângulo amoroso é necessário dar igual "tempo de antena" às duas partes, no entanto, algumas cenas pareceram apressadas e impensadas, principalmente na situação de Tessa, onde um lunático anda atrás dela com tudo o que tem e, em especial, ao modo como foi criada, por mais que a autora vomite que "os Caçadores de Sombra são mais liberais", não podemos esquecer que estamos no século IXX, na Era Vitoriana, onde as mulheres levavam acompanhantes para se encontrar com possíveis pretendentes.
Mas, again, adorei. Fui arrastada para estas personagens e, com defeitos ou não, continua a ser um livro magnetizante, exactamente como na primeira leitura: continuei a rir, a chorar e a querer atirar o livro à parede com a intensidade das emoções que a autora é capaz de passar para o leitor. Sei que sou uma de muitas, a sentir-se desta forma e, sei que sou uma de muitas, a perceber os defeitos.
What to do?
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aquiadaptação televisiva aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5


Sinopse: O Natal é uma época para a família, em que os membros que não se vêem há muito tempo, se reúnem à mesa, partilham histórias, sonhos, alegrias e uma refeição tradicional. Mas neste Natal a ceia é tudo menos convencional. Uma delícia que poucos têm oportunidade de provar. 
Um jovem aborrecido e descontente, em busca de aventuras nocturnas numa casa perdida à beira-rio, irá encontrar muito mais que prendas debaixo da árvore de Natal. 
Uma refeição pode esconder muito segredos...

OpiniãoNo espírito da época natalícia, decidi que era uma boa altura para ler um conto de uma autora portuguesa, e que conto melhor do que um que um conto natalício?
Não estava familiarizada com os trabalhos da autora Ana C. Nunes ou com a sua escrita, no entanto, achei-a fluída e cativante e, a verdade, é que se lê o conto em três tempos. Confesso, contudo, que não apreciei o título ou a capa, no entanto, o facto de ser narrado na primeira pessoa facilita o avanço na leitura.
Esperava algo ligeiramente mais natalício mas, fiquei surpreendida com a conclusão, pelo rumo drástico que a história tomou e pelo aspecto fantasioso. Tudo o que eu pensava que seria, caiu-me ao chão nas poucas páginas que o conto durou. Fiquei presa à leitura até à conclusão do mesmo que, como disse, durou pouco.
Porém, apesar da surpresa, preferia que houvesse mais elementos de terror, mais da sensação de paranóia que provocam os contos ou livros do mesmo género. Por outro lado, a ideia final do livro, deu-me a sensação de que podia ser mais explorada. Talvez num conto maior. Talvez num stand-alone.
Outros títulos da autora: 
*A Última Ceia
*Anjo Gabriel - Pacto de Sangue
*Um Toque de...


Sinopse: Quando Tessa Gray, uma jovem de dezasseis anos, atravessa o oceano para se reunir ao irmão, o seu destino é a Inglaterra do reinado da rainha Vitória e aventuras aterrorizantes aguardam-na no Mundo-à-Parte de Londres, onde vampiros, bruxos e outras personagens sobrenaturais partilham as ruas iluminadas a gás. Apenas os Caçadores de Sombras, guerreiros que se dedicam a livrar o mundo de demónios, conseguem manter a ordem no caos. 
Raptada pelas misteriosas Irmãs Escuras, membros de uma organização secreta chamada Clube Pandemonium, Tessa fica a saber que também pertence ao Mundo-à-Parte e que possui uma habilidade rara: o poder de se transformar, quando quer, noutra pessoa. Além disso, o Magister, a figura misteriosa que dirige o clube, tudo fará para reclamar o poder de Tessa para si. 
Sem amigos e perseguida, Tessa refugia-se junto dos Caçadores de Sombras do Instituto de Londres, que lhe juram encontrar o irmão se usar o seu poder para os ajudar. Em breve se sente fascinada e dividida entre dois amigos: James, cuja beleza frágil esconde um segredo mortal, e Will, um rapaz de olhos azuis cujo humor caústico e temperamento volúvel mantém toda a gente à distância... ou seja, todos menos Tessa. Enquanto a investigação os vai arrastando para o âmago de uma conspiração tenebrosa que ameaça destruir os Caçadores de Sombras, Tessa percebe que poderá ter de escolher entre salvar o irmão e ajudar os seus novos amigos a salvar o mundo...e que o amor pode ser a magia mais perigosa de todas. 

Book Trailer:

OpiniãoAnjo Mecânico foi uma surpresa. A GOOD ONE. Cassandra Clare maravilhou-me com o seu Mundo das Sombras em Os Instrumentos Mortais, e continuou a fazê-lo com As Origens ou The Infernal Devices, no título original.
Para os mais familiarizados com o primeiro trabalho da autora, Anjo Mecânico, o primeiro livro de três excede as expectativas. Pelo menos, foi o que aconteceu comigo. Ao passo que em Os Instrumentos Mortais a história decorre em Nova Iorque nos tempos actuais, As Origens passa-se em Londres em Abril de 1878. Isto dá mais ao livro, dá um contexto histórico, dá relevo e dá um sentido mais real ao Mundo das Sombras.
Mas, para os leitores familiarizados com Os Instrumentos Mortais, é fácil perder-mo-nos nas comparações, procurar semelhanças onde elas talvez existam, ou não. O facto de os apelidos serem familiares, faz-nos procurar por parecenças que não são importantes. Um dos maiores exemplos é William "Will" Herondale. Cassandra Clare criou um mundo incrivelmente vasto ao nível do fantástico mas, em termos de personagens, penso que se limitou ao já conhecido e comprovadamente amado pelos leitores: o protagonista masculino arrogante, sarcástico mas com o seu quê de vulnerabilidade. Claro que, a percepção de tal realidade não me fez deixar de apreciar menos Anjo Mecânico ou de rir menos ou adorar menos o personagem de Will. Do mesmo modo, há pequenas ligações aqui e ali, que tornam a leitura mais divertida e familiar.
Por outro lado, a protagonista desta vez é Theresa "Tessa" Gray, uma rapariga de dezasseis anos que se vê a meio de uma mudança de vida e que acaba por dar de caras com o Mundo das Sombras e a força de carácter de Tessa é nova. Cassandra Clare é exímia na arte de criar personagens femininas fortes o suficiente para irem à luta e corajosas o suficiente para seguirem para a etapa seguinte quando tudo parece perdido mas, Tessa Gray, além de forte e corajosa, é uma sobrevivente. Não de demónios ou vampiros, mas de algo pior do que isso. E é algo novo, e refrescante. E claro que, o seu amor pela leitura, torna mais fácil ao leitor, relacionar-se com ela, apaixonar-se lentamente pela sua personalidade viva e curiosa. O mesmo para Will.
Em Anjo Mecânico houve alturas em que me esqueci de que estava a ler, de tal modo que estava embrenhada nas palavras. A escrita da autora é absorvente, à falta de melhor palavra. As páginas voaram, assim que me vi imersa na leitura. Ao contrário de Clary Fray, que acaba por descobrir que tem sangue de Caçadora de Sombras, Theresa Gray descobre que é uma Habitante do Mundo-à-Parte, embora com um poder desconhecido. Essa oscilação de pontos de vista é bem-vinda, uma vez que dá-nos uma nova perspectiva. O preconceito agora, é nosso.
O que achei interessante e, por vezes exasperante, foi a própria mentalidade de Tessa face à ideia de mulheres como Charlotte quererem lutar, darem um contributo igual ao dos homens e, inclusive, de se vestirem como eles, aquando o combate. Esta ideia retrógrada de um tempo passado, enraizado num livro de fantasia urbana tornou a história, mil vezes mais interessante, uma vez que a autora dá-nos pólos opostos.
Por um lado, temos a personagem de Charlotte Brandwell, directora do Instituto de Londres, que é obrigada a dar tudo por tudo para ser ouvida e respeitada, com uma mente perspicaz e brilhante, mas que, por ser mulher é pouco reconhecida. Por outro e, pela primeira vez, vemos alguém que nasceu com sangue de Caçadora de Sombras, mas que não quer fazer parte desse mundo - Jessamine Lovelace. Uma personagem que ficaria feliz por fazer chá e tornar um lar confortável para um hipotético marido. Algo que, nos dias de hoje, seria um pensamento considerado anti-feminista.
Jessamine Lovelace desmaiaria face à visão de Isabelle Ligthwood.
Outra diferença em relação a Anjo Mecânico e A Cidade dos Ossos é a profundidade emocional da história. Anjo Mecânico lida constantemente com a morte e possibilidade da mesma o que dá um ambiente mais negro à história concordante com a própria atmosfera da cidade de Londres. Essa negritude é, na maior parte das vezes atenuada pelos comentários irónicos de Will ou pelas palavras de esperança de Jem e, seja como for, são sempre bem-vindos.
É realmente difícil não adorar Anjo Mecânico e o pequeno núcleo de personagens que Cassandra Clare mais uma vez, apresentou. No entanto, não achei o antagonista de As Origens, minimamente comparável a Valentine Morgenstern, pelo contrário. A ideia mecânica por detrás desta presumível "guerra" não chegou para me convencer mas, foi o suficiente para me manter alerta e curiosa para saber o seu desfecho.
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aquiadaptação televisiva aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5


Sinopse: Para salvar a vida da mãe, Clary tem de ir à Cidade de Vidro, o lar ancestral dos Caçadores de Sombra - não a incomoda que a entrada nesta cidade sem sem autorização seja contra a Lei e que violá-la possa significar a morte. Piorando ainda mais a situação, ela vem a saber que Jace não a quer lá e que Simon foi encarcerado na prisão pelos Caçadores de Sombras que suspeitam de um vampiro que tolera a luz do Sol. Ao tentar descobrir mais pormenores sobre o passado da sua família, Clary encontra um aliado no misterioso Sebastian. Com Valentine a reunir toda a força do seu poder para destruir de uma vez por todas os Caçadores de Sombras, a única possibilidade de estes o derrotarem é combater ao lado dos seus eternos inimigos. Mas podem os Habitantes do Mundo-à-Parte e os Caçadores de Sombras pôr de lado o seu ódio mútuo e aliarem-se? Embora Jace compreenda que está pronto a arriscar tudo por Clary, poderá ela utilizar os seus poderes recentes para ajudar a socorrer a Cidade de Vidro - custe o que custar? O amor é um pecado mortal e os segredos do passado provam ser letais quando Clary e Jace enfrentam Valentine no último volume da trilogia Os Intrumentos Mortais. 

Book Trailer: 

OpiniãoEm A Cidade de Vidro, é-nos dada, pela primeira vez, a imagem do país natal dos Caçadores de Sombra, Ídris, e da sua única cidade, Alicante. Uma imagem para lá de um pedaço de espelho, com uma descrição real. Não é exactamente um mundo fantástico, mas é um local misterioso e recheado de histórias e que podemos imaginar com facilidade, desde o Lago Lyn até à Praça do Anjo ao Pavilhão dos Acordos. A forma como a autora transforma Alicante às necessidades dos Caçadores de Sombra, recheando-a de mitos e de maldições é altamente apelava.
A Cidade de Vidro é um livro dinâmico, com vários pontos de vista, sendo o de Isabelle um dos meus favoritos, com o aparecimento de novos personagens onde, em cada capítulo há um acontecimento importante ou uma descoberta fundamental que é essencial para o desfecho. É a conclusão da primeira parte da série de Os Instrumentos Mortais e há uma clara ligação com os dois livros anteriores, A Cidade dos Ossos e A Cidade das Cinzas, cujas opiniões podem ver aqui e aqui, respectivamente mas, ao contrário destes, tem o seu quê de revoltante. Há sempre o momento numa trilogia ou numa série em que as coisas começam a acontecer e, por coisas, refiro-me a mortes. Com J.K.Rowling foi Harry Potter e o Cálice de Fogo, com Cassandra Clare foi A Cidade de Vidro. É, dos três, o mais pesado, quanto mais não seja, pela própria negritude que paira nas emoções dos protagonistas.
Para além da mudança de cenário de prédios e arranha-céus para montes verdejantes, há outras mudanças, não-tão-evidentes, no que toca ao curso da história e ao rumo que ela vai tomar e, parte dessa mudança surge com a personagem de Sebastian Verlac. Para mim, Valentine Morgenstern foi sempre o claro antagonista de Os Intrumentos Mortais e, diga-se de passagem, um óptimo antagonista, pois tal como Jace ou Clary ou até mesmo Luke, Jocelyn, Maryse, Robert entre um punhado de outros, compreendemos e, até concordamos, com os ideais de Valentine: a ideia de mudar um governo corrupto, no entanto, como Luke referiu em A Cidade dos Ossos, após a morte do pai de Valentine por um Habitante do Mundo-à-Parte, Valentine seguiu um rumo mais obscuro, o que é, para nos leitores, algo que somos capazes de compreender, racionalmente falando, uma vez que, infelizmente, vemos isso nos noticiários todos os dias - pessoas que mudam os seus ideais contra uma raça ou uma população pela perda dos seus entes queridos.
Agora, Sebastian Verlac, não é complexo. A sua maldade, os seus actos, os seus ideais, são justificados pelo sangue. Não há sequer a hipótese de redenção. Ao contrário de Valentine, não é sequer capaz de amar e Valentine amou, à sua estranha e retorcida maneira, mas amou. E, ao contrário de outros vilões, a mente de Sebastian não é retorcida ao ponto de fazer as coisas que faz só pelo prazer de as ver arder. Mais uma vez, cada uma das suas acções é justificada pelo sangue que lhe corre nas veias o que, ao fim e ao cabo, não o torna numa personagem brilhante ou minimamente atraente.
O que acho que, de igual modo, falhou em A Cidade de Vidro foi a relação leitor-protagonista. Esta degradação da qualidade é recuperada mais tarde mas, no início, o comportamento infantil afectaram a minha percepção de Clary. Curiosamente, aconteceu o oposto com Jace, Alec, Simon e Isabelle. Em A Cidade Vidro, apaixonei-me por cada um deles a cada parágrafo, emocionei-me com eles, chorei com eles e ri-me com eles, enquanto que, Clary, estava apenas ali, provocando alguma emoção apenas de X capítulos em X capítulos.
Teria adorado ver mais de Alec e Magnus, assim como de Jocelyn e Luke e, talvez, uma interacção da primeira com Valentine, em nome dos bons velhos tempos. Há alguns buracos, como a carta de Jace que, adoraria ler e, na verdade, Cassandra Clare disponibilizou o conteúdo da mesma no seu site oficial, assim como outros conteúdos exclusivos ou que não entraram na edição final do livro e que podem ler aqui. Por outro lado, adoro a forma como a autora manejou os conteúdos religiosos acabando por torná-los, não só visualmente perceptíveis como atraentes. Mas continuou a achar que neste tipo de livros é fundamental haver um equilíbrio e, em A Cidade das Cinzas, senti que ele existiu mas, neste terceiro volume, ficaram demasiadas questões em aberto, demasiadas relações e histórias por contar. Como eu disse, alguns buracos.
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aquiadaptação televisiva aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5


Naquilo que é uma iniciativa fantástica, o unheard-voice, decidiu eleger o melhor livro do ano, publicado em Portugal no ano de 2015, à semelhança do que acontece no Goodreads. A votação iniciou-se dia 1 de Dezembro e termina dia 31 de Dezembro, pelo que ainda têm muito tempo para votar naquele que é o vosso livro preferido de 2015 em categorias que vão desde o Fantasia até Romance Erótico. A lista de livros escolhidos foi feita em colaboração com vários blogues, e TCHAM TCHAM TCHAM, podem ver agora o resultado final no blogue unheard-voice - podem carregar aqui, ou na imagem. 
Deixo-vos aqui a introdução da votação para que, caso eu não os convença, a mente por detrás do projecto, o faça. 

"Agora que chegámos a Dezembro, é mais que natural olhar em retrospectiva para o ano que está quase a terminar. Para quem gosta de ler (óbvio!) é quase sagrado o olhar para todas as leituras realizadas, as boas, as más, as assim-assim, as que eram para ter sido e as que entraram para a wishlist. E este ano que as novidades foram tantas e tão boas! Ah!
Não sei quanto a vocês, mas eu fico sempre curiosa em saber o que as pessoas acharam dos livros que foram saindo. E, dentro desta linha de raciocínio, que tal descobrir-mos quais os melhores livros lançados em 2015? Estou mesmo curiosa e vocês?"



Opinião: Lembro-me de que, quando vi o official trailer pela primeira vez, caiu-me tudo aos pés. Adorei cada aspecto, parecia uma adaptação fiel, o que é raro, especialmente quando há vários elementos fantásticos, os actores pareciam interpretar a essência dos personagens, a introdução é maravilhosa, foi de provocar arrepios e a banda sonora estava no ponto. A expectativa estava para lá da estratosfera.
E depois, veio o filme.
Quando o vi pela primeira vez, no dia de estreia, a minha desilusão não era sequer, mensurável. Tudo o que eles podiam estragar, estragaram. Valentine Morgenstern, o antagonista da história, alguém descrito nos livros como carismático, atraente e manipulador é, no filme, uma versão de rua do Capitão Jack Sparrow, de Os Piratas das Caraíbas. Não posso sequer, "culpar" o actor que é, fantástico, mas o guião, o script, que devia ter sido revisto pelo menos mais umas vinte vezes. É o que acontece quando a autora não está envolvida nos projectos MOVIE PEOPLE!
Num tom mais positivo, adorei a sequência de acção do rapto e a do Hotel Dumont (Dumort). Uma cena que não pareceu mecanizada, mas sim natural e, não tenho nada a apontar. A adição de Isabelle e Alec foi bem-vinda, já que houve a possibilidade de vermos Isabelle e o seu chicote em acção, MAS, os produtores, as pessoas responsáveis pelo filme, criaram uma quantidade incrível de cenas desnecessárias, uma delas, a pior, é a cena do Portal, com a bolha de água flutuante.
O QUE É AQUILO? E essas pessoas, acharam por bem explicar que Bach, foi um Caçador de Sombras e adicionaram uma forma melodiosa de desvendar demónios (*atiro as mãos ao ar em desespero*) Não percebo porque é que o "pai" de Clary teve de morrer quando ela tinha 2 anos e não antes de nascer, ou como é que ela ainda diz que "em todos os anos que conheceu Luke, nunca teve na casa dele" WTF?
Há alguns diálogos cómicos, outros nem tantos. O foco do livro é sobretudo Clary e o Mundo das Sombras, no entanto, penso que o filme baseou-se demasiado na relação entre Clary, Jace e mesmo Simon e, vi algures uma entrevista que houve a preocupação de explicar, desde cedo, a "relação" entre Clary e Jace para os espectadores mais novos.
PORQUÊ PESSOAS?
PORQUÊ ESTRAGAR UMA ÓPTIMA SURPRESA?
PORQUÊ ESTRAGAR UM PLOT TWIST PERFEITAMENTE RAZOÁVEL?
PORQUÊ?
Não percebi a personagem do Hodge. Agorafobia? A maldição da Clave é justificada por uma fobia? PORQUÊ?
É impossível ver o filme A Cidade dos Ossos como fã do livro. É impossível. Não percebo como é que mesmo antes do filme estrear, já estavam a prever uma sequela. COMO? Questiono. COMO? Até mesmo Magnus, um dos personagens mais magníficos, especiais e brilhantes criados por Cassandra Clare apareceu em meia dúzia de cenas e, em cada uma delas, tinha tanto "sal" como um copo de água da torneira.
A forma como as explicações são dadas, de o Portal ser como o Triângulo das Bermudas ou a forma como ela escreveu Magnus Bane no chão, até mesmo a forma como exploraram a situação vampírica de Simon foi, à falta de melhor palavra, ridícula. Não percebi a explosão de luz no céu de Nova Iorque, ou a entrada de demónio no Instituto, ou até como Simon sabia que os lobisomens eram bons quando não teve qualquer contacto com eles. De repente, Jace também tem um bloqueio na mente, nem sequer sei de onde é que isso veio. Luke nunca vê Valentine. Clary deixasse ser consolada por Valentine e Jace é o primeiro a saber da relação dos dois. E, para cúmulo, Valentine desaparece ao estilo de Elsa em Frozen.
Em relação ao final, lembro-me que não conseguia parar quieta na cadeira, as minhas mãos não paravam de voar em direcção a todos os cantos da sala. A cena em que Jocelyn, maravilhosamente interpretada por Lena Hadley, mexe o dedo, eu perdi o controlo. E, quando Clary limpa a casa à Harry Potter style, a fé que ainda existia, evaporou. RIDÍCULO. ABSOLUTAMENTE RIDÍCULO. Sinceramente, preferia que tivessem deixado o livrinho na prateleira, com os seus direitos de autor quietinhos.
Para atenuar o desgosto, houve bons momentos cinematográficos, a maior parte deles, incidiu sobre a paisagem de Nova Iorque e sobre a Cidade dos Ossos e os Irmãos Silenciosos. Por outro lado, houve mudanças de cenas onde cabelos desgrenhados tornam-se perfeitos e, sim, estou a pegar em tudo, porque nada me fez sentido e os livros são excelentes.
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5


Sinopse: Duas famílias, uma agnóstica outra católica, vão ser literalmente atravessadas por uma tragédia. Filipa e Miguel, personagens escaldantes, não suportam que a família e a sociedade venham ditar as normas porque se regem os clamores do primeiro amor, esse que nunca se esquece, que nos marca indelevelmente, de onde se levanta a gigantesca catedral de sentimentos, de dores e alegrias, que irão abrir o rumo da nossa vida. 
Mesmo considerando a solidariedade e a harmonia na família de Miguel, os dois jovens vão enfrentar a dura prova do crescimento e aprender "que o vazio causa a dor onde a alegria e toda a esperança se esvaem". No final, a caminho da solidão maior, Miguel e Filipa tocam o zénite onde podem enfim fundir-se num só. 

OpiniãoQuando eu era uma pré-adolescente, adorável e ingénua, costumava devorar, livros como este. Ao contrário de outros, que devoravam livros como Uma Aventura, ou Os Cinco, eu lia, Maria Teresa Maia Gonzalez e, Um Beijo no Pé tornou-se, rapidamente, um dos meus favoritos, provavelmente pela relação entre os dois protagonistas, Miguel e Filipa.
No entanto, outra leitura, anos mais tarde - hoje, para ser mais concreta - , deu-me um sentimento, completamente diferente. Eu compreendo o fascínio que o meu eu de treze anos de idade sentiu pelo tema mas, o meu eu de vinte e três anos, não consegue compreender como é que uma autora que, tem um enorme poder de influenciar mentes jovens, descreve a violência doméstica como algo, que irá passar, algo que é preferível a ter um pai morto, algo que é aceitável.
Fiquei chocada porque, os único pormenores que recordava era a história de amor e não as histórias secundárias de personagens que pouco me interessaram mas, lendo agora, vejo o mal que uma única página pode fazer (página 70). Um livro que está no Plano Nacional de Leitura, a meu ver, por favor, partilhem a vossa opinião, não pode ter frases como: «o teu pai não faz aquilo por mal. Se a vida lhe corresse melhor, se tivesse um emprego, ele já não batia em ninguém»
O QUÊ? Esta é a mensagem que queremos passar? Que é OK, recorrer à violência caso esta seja justificada por uma falta de emprego? Que uma nódoa negra na cara de uma criança de cinco anos de idade é normal e que a criança não tem de se preocupar porque «tu hás-de ficar bem grande, assim como ele e ninguém anda por aí a bater num homem grande!». Não concordo com tal pensamento, de todo e, não sou capaz de assimilar ISTO.
A escrita é realmente simples, por vezes poética, no entanto, os diálogos deixam muito a desejar. Algo que é comum a vários autores deste género de livros é o palavreado adolescente e o quanto os autores se esforçam quando, não o deviam: «É melhor não ires lá, que, pelas trombas dele, passou-se uma cena escanifobética e não quer que lhe chaguem a mona». Humo
Algo de que gostei foi as reminiscências ao passado, - sempre fã - mas, achei que, perante o sucedido, o Miguel estava a ser o mais infantil, o mais ingénuo, que é possível ser sem passar para o lado ridículo. Claro que o meu eu de treze anos, aceitou tudo, de bom grado. Ter dezassete anos pareciam-me já a idade adulta mas, alguém devia ter dado uma bofetada na criatura e, não estou sequer a referir-me às crenças religiosas mas, à facilidade com que ele achava que tudo na vida se ia resolver, à forma como achava que ia lidar com tudo, só porque vinha de uma família com dificuldades, mas amada.
Foi uma boa hora de leitura, mais coisa menos coisa e, é engraçado, como este género de livros, transportam-nos com facilidade para o passado. Durante a leitura, a minha mente viajou dez anos e hoje, por uma hora, voltei a ser uma rapariga facilmente impressionável e que se deixava deslumbrar por bonitas histórias de amor.
Outros títulos da Colecção Profissão Adolescente: 
*Dietas & Borbulhas
*O Geniozinho
*Ricardo, o Radical
*A Ana Passou-se!
*Poeta (às vezes)
*A Sara mudou de Visual
*Pedro Olhos de Àgui
*O Tiago está a pensar
*Parabéns Rita!
*Um Beijo no Pé
*A viagem do Bruno
*O álbum de Clara
*Estrela à chuva
*Alguém sabe do João?
*Noites no sotão
*O irmão da Joana
*Inês e o Ministro da Educação
*Em Casa do Vasco
*Tomás e  Bianca
*Tão cedo Marta!
*O Salvador
*O ombro de Cláudia
*Raimundo
*Entre irmãs
*David, um herói entre as chamas
*A família da Nazaré


Sinopse: Clary Fray só queria que a sua vida voltasse ao normal. Ms o que é normal quando és um Caçador de Sombras? A tua mãe está em estado de coma induzido por artes mágicas, e de repente, começar a ver lobisomens, vampiros e fadas? 
A única hipótese que Clary tem de ajudar a mãe é pedir ajuda ao diabólico Valentine, que, além de louco, simboliza o Mal - para piorar o cenário é também o seu pai. Quando o segundo dos Instrumentos Mortais é roubado, o principal suspeito é Jace, que a jovem descobriu recentemente que é seu irmão. Ela não acredita que Jace de facto possa estar disposto a abandonar tudo o que acredita e a aliar-se ao diabólico pai Valentine...mas as aparências podem iludir. 

OpiniãoA Cidade das Cinzas, faz parte de um conjunto de seis livros que pertencem à série Os Instrumentos Mortais de Cassandra Clare, uma, de cinco conjuntos de livros (mais extras) que pertencem Às Crónicas dos Caçadores de Sombras e, para saber a minha opinião sobre o primeiro volume, A Cidade dos Ossos ou para discutir possíveis comparações ou ameaças de plágio por parte da autora face aos livros de Harry Potter, podem sempre carregar aqui.
A Cidade das Cinzas, em relação ao seu antecessor, melhorou, e melhorou muito. Para mim, A Cidade dos Ossos acabou por ser ligeiramente condicionada por se focar apenas num único ponto de vista: o de Clary, embora houvesse um ou outro capítulo focado em Jace e até mesmo em Hodge, tudo o resto rodeava a rapariga mundi de dezasseis anos, o que é compreensível uma vez que, tal como ela, o leitor pouco ou nada sabe sobre o Mundo das Sombras.
No entanto, neste segundo volume, o leitor está mais familiarizado com os Caçadores de Sombras, com as suas Leis e com os Habitantes-do-Mundo-à-Parte e a troca de pontos de vista é variada e, bem-vinda. Deixamos de estar limitados à existência de Clary e entramos na cabeça de Jace, Alec e Simon, criando uma mistura de cenas de acção, dor, perda e romance num único capítulo, quase como se o livro fosse algo vivo. Não há realmente momentos parados, pelo contrário, no entanto, se tivesse de fazer uma crítica, seria ao facto de algumas das lutas, serem repetitivas, provocadas pelo próprio desenlace dos planos de Valentine.
Em A Cidade das Cinzas, personagens cujos nomes já conhecíamos surgem e, é MUITO interessante ver a interacção com as nossas já conhecidas. Ao contrário de A Cidade dos Ossos, a autora deixa os clichês para trás, e debruça-se de cabeça sobre a acção e o desenvolvimento dos personagens e do mundo, brincando com a mente do leitor e, sinceramente, com o coração. Não vou dizer que não somos capazes de adivinhar o desenlace final na relação Jace-Clary, uma vez que há motivos para crer o contrário, mas quem vive, quem morre, como é que vamos sair desta situação, são questões que a autora deixa em aberto.
Algo que começo a habituar-me na escrita da autora é que cada momento deve ser lido com muita atenção, uma vez que cada atitude, cada franzir de olhos, sorriso ou gesto, significa SEMPRE alguma coisa. Cassandra Clare não deixa nada ao acaso e, em A Cidade das Cinzas, os segredos e as conspirações andam de mãos dadas. Aliás, abraçados, como se fossem um só. Há uma inteligência por detrás de cada palavra e essa inteligência tem o nome da autora.
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aquiadaptação televisiva aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5


Sinopse: Esta é a história de um menino que vivia num asteróide, com os seus vulcões em miniatura e a sua linda rosa vermelha e, usava um longo cachecol a flutuar ao vento. Um dia ele resolveu viajar e visitou a Terra onde encontrou um grande amigo que depois contou a história desse menino. Esta história foi traduzida em muitas línguas, foi lida por milhares de pessoas pequenas e grandes, e também por aqueles que, tendo-a lido quando eram pequenos, a voltaram a ler na idade adulta. Tal como tu talvez daqui a muitos anos voltes a lê-la. Sabes porquê? Porque mesmo se te causar alguma estranheza ou te parecer enigmática, esta história revela-te um segredo muito simples e ao mesmo tempo muito sábio: é que as coisas mais importantes são muitas vezes invisíveis para os olhos - só com o coração é que podemos vê-las!

OpiniãoNão estava nos meus planos imediatos ler o Principezinho de Antoine de Saint-Exupéry mas, estabeleci uma data de desafios para o ano de 2015 e o livro em questão insere-se na categoria do "livro que era suposto ler para a escola, mas que acabei por não ler" e, quando terminei a leitura, senti uma espécie de vazio. Olhando para o passado, para a criança que eu era, sei que teria adorado o Principezinho, fosse obrigatório ou não e senti pena de mim mesma por não poder ter esta experiência, enquanto criança - se é que estou a fazer o mínimo sentido. Mas, ao mesmo tempo, não sei até que ponto é que teria compreendido a mensagem do livro para além do: as pessoas crescidas são muito esquisitas, porque, sinceramente, estou na casa dos vinte e continuo a achar as pessoas crescidas muito esquisitas.
Logo no início o autor descreve os seus dotes enquanto pintor aos seis anos de idade, no entanto, os adultos disseram-lhe para se deixar disso, que devia focar-se em matérias mais úteis no mundo real do que desenhar jibóias abertas e jibóias fechadas. E isso faz-me pensar sobre o quanto os adultos "castram" a criatividade das crianças. A nível pessoal, fui uma criança imensamente sortuda e feliz e os meus pais nunca, em momento algum, me proibiram de criar ou ler fosse que livro fosse e em que idade fosse. Mas, não é apenas na criatividade que os adultos "castram" as crianças. Desde muito cedo que somos rotulados consoante as nossas aptidões e, desde muitíssimo cedo somos obrigados a decidir sobre o nosso futuro. Quantos de nós não quiseram ser determinada coisa mas, mudaram de ideias por ouvir que não se ganhava muito ou, não havia emprego? Isto porque, como em o Principezinho, as pessoas crescidas ficam deslumbradas com números.
Em o Principezinho vemos uma mudança nos comportamentos e valores morais e é, incrivelmente fácil fazer comparações com a nossa sociedade e com a forma como as pessoas bebem as palavras uma das outras, ao invés de olhar para os actos, como a flor do planeta do Principezinho. Sempre acreditei que o verdadeiro valor de cada pessoa reflecte-se nas suas acções mas, adorava ter lido o livro em criança, para me aperceber disso mais cedo ou, pelo menos, ter-me sido dada a oportunidade de tentar perceber.
Somos um planeta lindo, mas cheio de pessoas vaidosas, bêbadas, negociantes, trabalhadoras e curiosas mas, no final, acabamos por não ser nada sem amor. Somos apenas um corpo que não ocupa muito espaço, efémero, um animal que não se distingue dos outros a não ser que seja amado, ou "cativado", como refere a raposa. Mas, ao mesmo tempo que nos apercebemos disso, percebemos igualmente que deixar-nos ser amado, ou cativado, é sofrer e, a verdadeira questão é: vale a pena?
Há provavelmente milhares de livros que rodeiam o assunto, do amar e perder ou nunca ter amado mas, nunca li um livro que fosse directo ao assunto e, o que tirei do livro, e o que sempre foi a minha resposta, é que vale a pena. Sempre. Mais uma vez, somos um corpo, mas somos feitos de algo mais. Porque, sempre que pensamos em alguém que amámos, essa pessoa torna-se real para nós, uma vez mais, seja através de recordações, ou do riso de milhares de estrelas porque, só se vê bem com o coração, porque o essencial é invisível aos olhos.
Outros títulos do autor: 
*O Principezinho
*O Aviador
*Correio do Sul
*Voo Nocturno
*Terra dos Homens
*Piloto de Guerra
*Carta a um Refém 


Sinopse: A collection of the notable last recorded words of the dying, Famous Last Words is, unexpectedly, bursting with life, hope, wisdom, and often laughter. Here are writers, philosophers, athletes, gangsters, kings, queens, movie stars, and politicians, in all sorts of moods and states of preparedness. Some merely want to say goodbye to loved ones, others want to create a legacy. And some are caught completely off guard, like Civil War general John Sedgwick, answering his troops' urgings to take cover: They couldn't hit an elephant at this dist-.
There's the droll: It's the wallpaper or me. One of us has to go (Oscar Wilde); the blasé: How are the Mets doing today? (Moe Berg); the cranky: It wasn't worth it (Louis B. Mayer); the wistful: That was the best ice cream soda I ever tasted (Lou Costello); the optimistic: I shall hear in heaven! (Beethoven); and the overly optimistic: I've never felt better (Douglas Fairbanks). Ultimately, every one of these parting statements is a reflection of the person behind it. Each is accompanied by a mini-biography of the speaker, including the context of death, from the golf course (That was a great game of golf, fellers Bing Crosby) to a favorite armchair (Go on, get out. Last words are for fools who haven't said enough-Karl Marx).


OpiniãoPara os fãs de John Green, Ray Robinson não é um nome estranho. Em À Procura de Alaska, Miles Halter tem uma obsessão com a forma como as pessoas se despedem da vida e abraçam a morte, ou seja, com as últimas palavras.
Depois de ler À Procura de Alaska, eu própria fiquei ligeiramente obcecada com o conceito e encomendei esta pequena - muito pequena - beleza. Na minha cabeça, imaginei o livro como sendo apenas de citações, no entanto, maravilhei-me com o enquadramento de Ray Robinson. Ele escreve não apenas sobre a vida da pessoa, algumas completamente desconhecidas para mim, como do momento exacto da sua morte.
Quando soube que o título tinha "Pessoas Célebres", imaginei que iria conhecer cada um dos nomes mas, como é óbvio, enganei-me. A maioria das citações pertencem a magnatas, senadores e até mesmo presidentes da história americana, os primeiros menos conhecidos neste nosso Portugal. Contudo, Ray Robinson adicionou igualmente citações de nomes memoráveis como Beethoven, Jane Austen, as irmãs Bronte, Ana Bolena e, inclusive, de homens e mulheres que foram condenados à morte por homicídio, entre os quais John Booth. E, algumas das frases são conhecidas do livro de John Green, a mais importante, penso eu é "Aquilo ali e muito bonito", de Thomas Edison.
Dei por mim a rir-me com a não seriedade com que algumas pessoas encaram a sua morte. Um dos exemplos é Georges Danton, condenado por conspiração e condenado à guilhotina, cujas últimas palavras foram: "Tens que mostrar a minha cabeça às pessoas - vale a pena vê-la"; ou de Lady Astor "Estou a morrer ou é o meu dia de anos?"; e, as minha preferidas, de Fred Harvey "Não cortem o fiambre muito fino" e da Condessa de Vercellis: "Óptimo, uma mulher que peida não está morta".
Mas não só, há frases realmente inspiradoras, como a de Amelia Earhart "Por favor, acredita que estou perfeitamente ciente dos riscos. Quero fazê-lo porque quero fazê-lo. As mulheres devem tentar fazer coisas tal como os homens tentaram. Quando falham, o seu falhanço deve ser apenas um desafio para as outras". Ou frases pronunciadas em momentos conhecidos como o naufrágio do Titanic.
É um livro pequeno, realmente pequeno, mas, acho que é um bom complemento à leitura de À Procura de Alaska. É diferente, extremamente rápido de ler e com certeza irá provocar uma mistura de emoções, desde tristeza, saudade por pessoas que nunca conhecemos, e até mesmo divertimento.


Sinopse: No Pandemonium, a discoteca da moda de Nova Iorque, Clary segue um rapaz muito giro de cabelo azul até que assiste à sua morte às mãos de tres jovens cobertos de estranhas tatuagens. 
Desde essa noite, o seu destino une-se ao dos três Caçadores de Sombras e, sobretudo, ao de Jace, um rapaz com cara de anjo mas com tendência a agir como um idiota...

OpiniãoPrimeiro que tudo, Cassandra Clare é uma das autoras mais presentes nas redes sociais, sejam elas, twitter ou tumblr, o que dá aos seus leitores uma sensação de proximidade e, mais do que uma centena de vezes, a autora deu a sua opinião ou respondeu a questões feitas pelos fãs que abrem um pouco mais daquilo que é as Crónicas dos Caçadores de Sombras constituídas pelos Os Instrumentos Mortais (The Mortal Instruments), Origens (The Infernal Devices), The Dark Artifices, The Last Hours e The Wicked Powers (ainda por publicar), assim como As Crónicas de Bane e Tales from the Shadowhunter Academy. Mas, nem tudo é rosas e, mais do que uma vez, dei por mim a ler comentários ou textos de longas páginas sobre o suposto "plágio" da autora. De que livro?, perguntam os menos informados. Harry Potter de J.K.Rowling, para ser mais exacta.
Quando abrimos o livro, somos imediatamente arrastados para a protagonista Clary e, à medida que a personagem conhece o Mundo das Sombras, enquanto leitores, começamos a ver pequenas comparações.
- A forma como os edifícios se camuflam de lixeiras para parecer despercebidos aos mundos.
- A própria palavra mundis, para descrever as pessoas não Caçadores de Sombras, é semelhante a muggles, no universo de J.K.Rowling.
- O país de origem, Idris, a ideia por detrás da sua existência é semelhante ao feito por J.K.Rowling, em Harry Potter e o Cálice de Fogo durante a Taça do Mundo de Quidditch.
- O claro antagonista que quer a primazia de uma raça em detrimento de outra e que possui uma data de seguidores que levou a uma guerra.
- A existência de três instrumentos mortais.
- O coche dos irmãos silenciosos cavalga a rua e não provoca nenhum estrago no trânsito.
Compreendo os argumentos presentes em cada crítica. Como fã aficionada de Harry Potter e de J.K.Rowling vejo, com facilidade as parecenças, mas vejo igualmente a injustiça. É possível comparar cada distopia, cada fantasia, ou fantasia urbana aos livros mais conhecidos do seu género. Quantas vezes não lemos etiquetas com: "O novo Crepúsculo" ou "Os fãs de Harry Potter/Hunger Games vão adorar". São rótulos que servem para vender e, pouco mais. E, apesar de Cidade dos Ossos ter, claramente, semelhanças com Harry Potter, é possível diferenciar os dois, é possível adorar os dois e, mais do que tudo, Cidade dos Ossos cresce pela diferença. São os pormenores que são parecidos, não a essência do livro e, se alguém não leu Os Instrumentos Mortais por ser demasiado parecido com os livros do Rapaz Que Sobreviveu, tenho pena, porque são realmente bons.
Sendo o primeiro livro de uma série de seis e, sendo, penso eu, o primeiro livro publicado da autora à excepção de fan-fiction, vemos, não erros, mas uma escrita imatura, embora não tenha a certeza que seja essa a palavra que procuro. Onde? Essencialmente nos primeiros três capítulos, nos diálogos durante as explicações: perguntas simples, levam a respostas demasiado compridas e detalhadas que não estariam presentes num dito, diálogo normal.
Mas, uma coisa que Cassandra Clare faz de forma excepcional é o desenvolvimento dos personagens e a aproximação dos mesmos com os leitores. Ela toca em pontos sociais que nunca vi retratados em fantasia urbana, ou em qualquer fantasia, de forma tão aberta: a homossexualidade, o machismo e o racismo, ou seja, o preconceito e é aqui, para além da história, que a autora se distancia ainda mais de J.K.Rowling. O preconceito que ela descreve não é em relação ao sangue puro, ou sangue de lama, como em Harry Potter, mas em relação a RAÇAS diferentes, havendo uma maior aproximação com o mundo real. Fazendo outras comparações, Jace e Isabelle até ao encontro com Clary, levam vidas muito semelhantes no que toca às relações e promiscuidade mas, quem é que foi mais criticado, mesmo por Clary? Ou mesmo pelos leitores? Isabelle é uma personagem de carácter forte, uma das melhores Caçadoras de Sombras, extremamente feminina, cujo principal defeito é não saber cozinhar porque a própria mãe tinha medo que ela fosse encarregue da cozinha.
No entanto, há questões técnicas que me aborrecem. Um dos exemplos é o facto de sabermos que Hodge não quer mundis no Instituto mas, nunca vemos a reacção do mesmo ao aparecimento de Simon, apenas o diálogo com Isabelle: o Hodge vai matar-te. Para além disso, não há nenhuma explicação para, nas suas memórias, na Cidade Silenciosa, Clary ver um caixão a baixar, visto que a única morte que seria tecnicamente importante era a do pai que, ela referiu morreu antes de nascer. Há momentos de igual incoerência. Dorothea sabe que a Jocelyn foi casada com Valentine e chega a referir: um amor que deu para o torto e, uma página depois, é que reconhece-a por quem ela era: Jocelyn Fairchild, conhecia-a apenas por Jocelyn Fray. E, há alguns erros de caracterização: Pangborn é descrito como tendo pele púrpura, uma característica conhecida de pertencer aos filhos de Lilith, mas Pangborn é, na verdade, um Caçador de Sombras.
A verdade é que Cassandra Clare recria um mundo mítico a que temos sido bombardeados nos últimos anos sendo, no entanto, os Caçadores de Sombras, uma versão muito mais apelativa de Caçadores de Vampiros ou Caçadores de Demónios e, embora as primeiras páginas ofereçam de antemão o que vai acontecer, qual o motor da história e o romance, à medida que nos debruçamos, descobrimos um mundo complexo, apesar dos clichês habituais, e um final chocante. Não há apenas a história actual. À semelhança de Harry Potter, conhecemos a história por detrás do círculo e o passado de Valentine, Luke e da mãe de Clary, Jocelyn, havendo um confronto de gerações e comportamentos. Penso, que merece uma oportunidade para os leitores mais resolutos.
Outros títulos das Crónicas dos Caçadores de Sombra por Cassandra Clare
*A Cidade dos Ossos - adaptação cinematográfica: aquiadaptação televisiva aqui


*Lord of Shadowns (sem data de publicação)
*Queen of Air and Darkness (sem data de publicação)

*Chain of Thorns (sem data de publicação)
*Chain of Gold (sem data de publicação)
*Chain of Iron (sem data de publicação)

*The Wicked Power #1 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #2 (sem data de publicação)
*The Wicked Power #3 (sem data de publicação)

*Tales from the ShadowHunter Academy (publicado em short-stories - por enquanto)
*The Shadowhunter Códex

Outros livros da autora
*A Manopla de Cobre
*Magisterium #3
*Magisterium #4
*Magisterium #5



OpiniãoE é mais uma fantástica saga que chega ao seu fim. É difícil de dar uma opinião sem estragar a surpresa, mas irei fazê-lo, portanto, será uma opinião livre de spoilers, ou o melhor que conseguir. Podem sempre ir ver o filme e depois ler a opinião para ver se condiz com a vossa e se têm mais alguma coisa a acrescentar.
Primeiro que tudo, A Revolta - Parte 2, começa exactamente onde A Revolta - Parte 1 terminou, até aí, não há surpresas. É uma adaptação extremamente fiel, uma vez que, tendo lido o livro há poucos dias, reconheci os diálogos como sendo o dos livros - LITERALMENTE. Portanto, se alguém está preocupado em que uma determinada frase ou cena, não esteja representado no filme, desengane-se. Contudo, A Revolta - Parte 2, peca por ser rápido nas suas explicações e rápido nas cenas de acção. Durante vinte minutos, nada mais acontece do que um diálogo significativo e no minuto seguinte, BANG.
Como disse nas três opiniões anteriores, que podem ler aqui, os filmes são um óptimo complemento à leitura porque, por muito imaginativos que os leitores possam ser, as cápsulas, o Holo, as ruas do próprio Capitólio ganham, pela primeira vez, vida. Lembro-me que, na minha primeira leitura, não percebia o que era o Holo e as caras do Pelotão Estrela: Cressida, Pollux, Castor, Jackson, Leeg 1 e Leeg 2, perdiam-se nos acontecimentos. O que não aconteceu, de todo, no filme.
Ao mesmo tempo, algumas cenas cruciais têm um desfecho mais emocionante que no livro e outras, de maior emoção, acontecem em pouco mais de dois segundos. Confesso que, como em A Revolta - Parte 1, adoraria ver mais da instabilidade da Katniss, uma vez que essa instabilidade representa as consequências de uma guerra, da dor e da perda, no entanto, no filme, cenas cortadas ou não, Katniss seguiu em frente com relativa "facilidade".
Um grande defeito que dou é a ausência de sangue. Como em Os Jogos da Fome, ou A Revolta - Parte 1, parece haver uma insistência em manter a "pureza" de uma cena que devia ser sangrenta.
A verdade é que, devido às explicações rápidas, às cenas de acção a correr, fiquei com a impressão de que se não tivesse lido livro, não teria percebido o filme na sua totalidade. Algumas mudanças - poucas - são muito bem-vindas, não só porque dá visibilidade a personagens secundários, mas porque saltam alguns momentos mais parados do próprio livro, embora, obviamente, tivesse gostado de ver algumas cenas, entre as quais as pessoas a regressarem ao Distrito 12, ou mais de Johanna. Mas, para mim, a essência da história continua definitivamente lá.
Foi a primeira vez que fiquei completamente satisfeita com o final de uma saga. Para além do que já foi mencionado, não há realmente defeitos a apontar porque no final, acaba por ser uma adaptação extremamente fiel e, o que mais me preocupava, o epílogo, estava lá, lindo, emocionante e maravilhoso. Penso que, para os fãs dos livros de Suzanne Collins, serão duas horas excitantes, muito bem passadas e cheias de emoção.
Outros títulos da colecção
*Os Jogos da Fome - adaptação cinematográfica: aqui
*Em Chamas - adaptação cinematográfica: aqui
*A Revolta - adaptação cinematográfica: aqui aqui


Outros livros da autora
*Gregor - A Primeira Profecia
*Gregor and The Profecy of Bane
*Gregor and the Curse of the Warmbloods
*Gregor and the Marks of Secret 
*Gregor and the Code of Claw