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Sinopse: O terceiro volume de «As Crónicas de Gelo e Fogo», a melhor série de fantasia da actualidade! Quando um cometa vermelho surge nos céus de Westeros encontra os Sete Reinos em plena guerra civil. Os combates estendem-se pelas terras fluviais e os grandes exércitos dos Stark e dos Lannister preparam-se para o derradeiro embate.No seu domínio insular, Stannis, irmão do falecido Rei Robert, luta por construir um exército que suporte a sua reivindicação ao trono e alia-se a uma misteriosa religião vinda do oriente. Mas não é o único, pois o seu irmão mais novo também se proclama rei, suportado por uma hoste que reúne quase todas as forças do sul. Para pior as coisas, nas Ilhas de Ferro, os Greyjoy planeiam a vingança contra aqueles que os humilharam dez anos atrás.O Trono de Ferro é ocupado pelo caprichoso filho de Robert, Joffrey, mas quem de facto governa é a sua cruel e maquiavélica mãe. Com a afluência de refugiados e um fornecimento insuficiente de mantimentos, a cidade transformou-se num lugar perigoso, e a Corte aguarda com medo o momento em que os dois irmãos do falecido rei avancem contra ela. Mas quando finalmente o fazem, não é contra a cidade que investem...O que os Sete Reinos não sabem é que nada disto se compara ao derradeiro perigo que se avizinha: no distante Leste, os dragões crescem em poder, e não faltará muito para que cheguem com fogo e morte!

Nota: Edição 2 volumes da Saída de Emergência


Opinião: A Fúria dos Reis de George R. R. Martin é um livro cuja acção decorre de forma mais vagarosa. Não há uma quantidade absurda de momentos lentos mas, a verdadeira luta, a verdadeira acção, é deixada para algumas míseras páginas. Neste volume os reis multiplicam-se como a praga, havendo um em cada esquina mas, tal como nos seus livros anteriores, é fácil de seguir as motivações das personagens "mais básicas" como Robb, Stannis, Renly ou Cersei, cujas acções se baseiam apenas na ânsia de vencer ou na preocupação pelos filhos mas, as motivações dos personagens mais interessantes, como do Duende, aprofundam-se e a teia de mistérios e de lutas políticas adensa-se.
Na minha viagem por Westeros apercebi-me das mudanças vindouras que chegaram e de outras que estão, por chegar. Novos locais são-nos apresentados e o mesmo acontece com novas personagens e novos pontos de vista, nomeadamente Davos e Theon. O plano de acção adensa-se e torna-se mais interessante - conhecemos o povo vermelho, as ilhas de ferro e Harrendal - e a política mistura-se com a vida quotidiana.
Algo que sempre me surpreendeu na escrita de George R. R. Martin é a facilidade com que ele transforma uma história de fantasia em algo que parece saído directamente de um livro de história mundial - exceptuando os dragões. As políticas, a forma como mulheres e homens são entregues a outros para pacificar grupos de família é-me extremamente interessante, talvez uma das partes mais interessantes de toda a narrativa.  
Ao contrário dos anteriores volumes, A Fúria dos Reis actua mais como um prelúdio daquilo que vai acontecer. É um livro que, apesar das personagens interessantes e da linha temporal interessante, torna-se massudo pela ausência de um motivador. Não sabemos para aquilo que vamos mas esperamos ansiosamente pelo quer que venha.


Sinopse: Mudar de escola no último ano e ser a miúda nova do liceu nunca é fácil para ninguém. Amanda Hardy não é excepção: se quiser fazer amigos e sentir-se aceite, terá de baixar as defesas e deixar que os outros se aproximem. Mas como, quando guarda um segredo tão grande? Quando tenta, a todo o custo, esconder o seu passado e começar uma vida nova?
Para piorar as coisas, apaixona-se perdidamente pelo rapaz mais popular do liceu e tudo o que mais quer é contar-lhe a verdade... Será que ele é tão especial quanto parece? Poderá confiar nele

Opinião: Se Eu Fosse Tua ou If I Was Your Girl, na versão original, de Meredith Russo é uma história comovente e, sobretudo, importante. O livro relata a história de Amanda Hardy, uma rapariga tímida, inteligente, bondosa mas marcada por acontecimentos passados, cujo nome de batismo é Andrew Hardy e que se vê forçada a deixar a sua casa para conseguir sobreviver. 
Desde a primeira página que sabia do que Se Eu Fosse Tua se tratava. Não houve qualquer dúvida para mim de que queria lê-lo pois queria saber mais sobre um tema onde o meu conhecimento é quase nulo e, posso dizer que a autora fez um belíssimo trabalho ao intercalar a vida actual da Amanda com a sua vida passada e as suas experiências porque, para ser completamente honesta, era onde o meu foco de interesse residia. 
Se Eu Fosse Tua contém uma grande carga de emoções. Há uma sensação de impotência, de raiva e de ternura num curto espaço de tempo. Tudo isto, acontece à medida que vamos conhecendo mais e mais da história de Amanda e, consequentemente, mais e mais do que significa a palavra "transexual". Para mim, ver a protagonista a adaptar-se ao mundo à sua volta como uma adolescente "normal", vê-la a fazer amigos e a evoluir enquanto pessoa foi uma das partes mais maravilhosas do livro. Tudo acontece ao mesmo tempo que a autora nos presenteia com flashbacks de um passado doloroso e cruel, dando-nos um ponto de partida. 
No entanto, no passado, nos flashbacks não fui grande apreciadora da forma como a autora decidiu lidar com a tentativa de suicídio de Amanda, principalmente da forma como foi descrito. Penso que, possuindo toda a narrativa uma emoção muito própria, a decisão de tomar fim à vida deveria possuir mais do que uma página com palavras em itálico - compreendo a intenção, nua e crua mas, preferia ter mergulhado na escuridão com Amanda ao invés de ficar apenas à superfície. Para além disso, as primeiras páginas para além daquelas que rodeiam o facto de Amanda ter nascido rapaz, foram difíceis de manter o foco. Amanda conhece imediatamente o rapaz que vai ser objecto do seu afecto e, a partir daí, o romance desenvolve-se demasiado rápido e, principalmente, demasiado previsível e, a meu ver, não credível. 
Se Eu Fosse Tua é uma leitura rápida, as linhas são espaçadas, há muitos diálogos e a escrita acaba por ser muito simples mas com uma mensagem de extrema importância. Sou da opinião de que a autora conseguiu traduzir na perfeição o que é ser uma rapariga presa num corpo de rapaz, mas faltou-lhe espaço para - e aqui realço - a construção das relações porque, uma vez estabelecidas, eram bonitas e perfeitamente reais. Infelizmente, o fim algo abrupto deixou-me a desejar por mais, a desejar ver como tudo o que acontece nas últimas páginas, se ia resolver. Queria mais, muito mais daquilo que me foi dado.

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Sinopse: Lily tem 25 anos. Acaba de se mudar para Boston, pronta para começar uma nova vida e encontrar finalmente a felicidade. No terraço de um edifício, onde se refugia para pensar, conhece o homem dos seus sonhos: Ryle. Um neuro-cirurgião. Bonito. Inteligente. Perfeito. Todas as peças começam a encaixar-se. 
Mas Ryle tem um segredo. Um passado que não conta a ninguém, nem mesmo a Lily. Existe dentro dele um turbilhão que faz Lily recordar-se do seu pai e das coisas que este fazia à sua mãe, mascaradas de amor, e sucedidas por pedidos de desculpa. 
Será Lily capaz de perceber os sinais antes que seja demasiado tarde? Terá força para interromper o ciclo?

Opinião: Isto Acaba Aqui ou It End With Us, na versão original é o livro do momento, uma - na minha opinião - das melhores apostas da Topseller. A autora, Colleen Hoover não é uma novata no que toca a brincar com as emoções do leitor e fá-lo como uma campeã com Isto Acaba Aqui. O meu principal conselho para aqueles que ainda não tiveram oportunidade de o ler é: vão às cegas. Não procurem por opiniões. Esta opinião em si, será vaga, apenas uma pequena amostra do que quero dizer. A própria sinopse do livro é, por si só, um spoiler, pelo que peguem apenas num dos muitos volumes que há por aí e leiam até os olhos começarem a doer.
O primeiro livro que li da autora, 9 de Novembro, deixou uma marca profunda no meu coração mas, Isto Acaba Aqui, abriu uma cratera. Algo semelhante entre 9 de Novembro e Isto Acaba Aqui é a escrita, extremamente introspectiva, fácil de ler que nos transporta directamente para a cabeça da protagonista, seja o seu "eu" presente, ou o seu "eu" passado. A facilidade com que a autora parece dar a conhecer a história de Lily aos leitores é invejável, embora apenas possa calcular o quão emocionalmente desgastante possa ter sido a criação deste volume. Neste momento, posso afirmar que Isto Acaba Aqui é, sem dúvida, um dos meus livros contemporâneos preferidos.
Isto Acaba Aqui lida com emoções fortes que vão testar até à última página toda e qualquer crença que o leitor possa ter de antemão. Na verdade, abre ao leitor, uma janela, deixa-o espreitar para dentro de uma realidade que ele pode - rezo - não conhecer e deixa-o viver, ainda que apenas à distância, uma verdade que não compreende e que possivelmente, julga.
É fácil falar. Foi uma das muitas coisas que  depreendi com Isto Acaba Aqui. É fácil questionarmos-nos sobre os motivos de outra pessoa sem sabermos os factores envolventes, sem conhecermos cada uma das partes e, foi um dos aspectos mais difíceis para mim. Eu estava envolvida na leitura, apesar de ir reticente por saber de antemão o conceito do livro mas, ainda assim, dei por mim a apaixonar-me não só pela protagonista mas, pelas pessoas envolventes, alguns dos quais, não queria, de todo, gostar.
Foi a primeira vez, em muito tempo, onde o aproximar do fim do livro me deixou nervosa, sem saber realmente o que esperar. Fiquei de coração nas mãos e, embora tenha gostado imenso, principalmente das reminiscências a um passado longínquo, ainda não consigo, não completamente, desprender-me do final, demasiado em aberto a uma nova revelação, a uma nova exposição, mas agora com consequências mais desastrosas.
Dei por mim a rir, a ficar emocionada, nervosa e furiosa. Não me levou às lágrimas, provavelmente por saber do que se tratava e ir preparada mas, quase. Lily é uma protagonista com quem é fácil de criar uma conecção e ainda mais fácil de querermos o seu melhor. Não sei realmente como é que a autora se vai suplantar. Não vejo, sequer, como é que tal será possível. Isto Acaba Aqui possui um dos diálogos internos mais comoventes de que tenho memória, algumas passagens são capazes de colocar uma pessoa de joelhos com a potência da sua emoção, algumas frases vão, com certeza, comigo para a cova. Isto Acaba Aqui foi uma autêntica montanha-russa de emoções e, provavelmente, um dos melhores livros do ano. Colleen Hoover conquistou-me com 9 de Novembro mas arrebatou-me o coração com Isto Acaba Aqui.

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SinopseEstes são dias negros para Robert Baratheon, rei dos Sete Reinos. Do outro lado do mar, uma imensa horda de selvagens começa a formar-se com o objectivo de invadir o seu reino. À frente deles está Daenerys Targaryen, a última herdeira da dinastia que Robert massacrou para conquistar o trono. E ainda mais perto, na Corte, as conspirações continuam e o rio entre as várias Casas aumenta... 
Para lá da muralha de gelo, uma força misteriosa manifesta-se de maneira sobrenatural. E quem vive à sombra da muralha não tem dúvidas: os Outros vêm aí e o que trazem com eles é bem pior do que a própria morte... Ainda mais perto, na Corte, as conspirações continuam e o ódio entre as várias casas aumenta. Quando parece que nada poderia piorar, o rei é ferido numa caçada. Terá sido um acidente ou uma tentativa de assassinato?  
Nota: Edição 2 volumes da Saída de Emergência

OpiniãoE começou. Agora sim, o Inverno está a chegar. Até agora, A Muralha de Gelo revelou-se o meu favorito. Os nomes, anteriormente, confundidos num grupo demasiado grande de personagens, finalmente começou a fazer sentido. A confusão foi ultrapassada por uma necessidade abismal de saber mais. Foi o primeiro livro de George R. R. Martin que aproveitei na sua totalidade.
Mais uma vez, seguimos o curso de um núcleo demasiado grande de personagens mas George R. R. Martinc criou o equilíbrio perfeito de acontecimentos e de atenção a cada um dos intervenientes, agora um, para sempre desaparecido. A Muralha de Gelo culmina com o aparecimento de três criaturas maravilhosas e com o corte de cabeça de uma personagem importante para o desenvolvimento da história. As intrigas aumentam, há novos reis e rainha por todo o Westeros mas, pela primeira vez, não é difícil de acompanhar.
Para além disso, neste volume, George R. R. Martin mostra que não só é capaz de criar um mundo complexo capaz de vergar o mais simples dos mortais à sua vontade, como é exímio na arte de descrever batalhas. Uma pequena amostra daquilo que sei que estará por vir. As teorias começam a surgir entre pequenos pedaços de linhas e as ideias formam-se. George R. R. Martin deixou pequenas pistas aqui e ali não só em relação à progenitura de Jon Snow, como dos homens que irão acompanhar Daenerys Targaryen na sua (possível) conquista pelo Trono de Ferro.
Houve um à vontade muito grande com as ideias, as descrições, os personagens e os acontecimentos e, para os fãs da série televisiva da HBO, aconselho vivamente a leitura visto que há pormenores - se os há! - que são capazes de chamar a atenção para possíveis acontecimentos na nova temporada que chega em Julho deste ano.


SinopseNo mundo de Westeros, o senhor do castelo de Winterfell, Eddard Stark, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Barateou. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. O convite é aceite, mas Eddard está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia e conspiração.
Quando Eddard Stark aceita tornar-se Mão do Rei, o seu objectivo é o de proteger o rei do clã da rainha, os Lannister. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal e cedo descobre que a ambição dessa família não tem limites. Sozinho na corte, Eddard também se apercebe de que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo.  
Nota: Edição 2 volumes da Saída de Emergência

Opinião: Para um mundo dominado pelo conhecimento de Westeros, sinto que sou uma das poucas almas que não conhecia o universo de George R. R. Martin. Uns episódios aqui, umas montagem no Youtube ali, e pouco mais. O que sabia era de conhecimento comum: um universo extenso comparável a Tolkien, um conjunto de personagens memoráveis, disputas políticas, sangue, sexo e magia. Não exactamente por essa ordem. Mas, a meu ver, não podemos exactamente compara-lo com O Senhor dos Anéis. Se me perguntassem, diria que George R. R. Martin criou um mundo de fantasia cujas personagens são mais reais aos nossos olhos, mais facilmente relacionáveis do que as de Tolkien algum dia poderiam ser.
A primeira coisa a dizer é que, A Guerra dos Tronos não é para todas as pessoas. Na série, é mais fácil de seguir o caminho dos nossos personagens favoritos do que propriamente no livro apesar de cada "capítulo" ser narrado por uma voz diferente, os intervenientes acabam por se misturar entre um número imenso de outros personagens, cada um mais diferente do que o outro, com as suas próprias motivações e o seu próprio passado - o que acaba por ser uma representação do mundo real.
Há uma quantidade imensa de nomes, de factos, de leis que se interpelam uns nos outros e, por mais do que uma vez, fui obrigada a reler frases para interiorizar a importância daquilo que estava a ler. No fundo, se não nos deixamos embrenhar completamente na história, perdemo-nos. George R. R. Martin criou um mundo fantástico. As vozes de cada personagem distinguiam-se entre as outras e não há uma igual à outra, no entanto, a história avança devagar, passando de uma vida para a outra, de uma localização para outra, de uma dor para outra.
As imagens que tenho e as afeições que nutro baseiam-se mais na sua representação na adaptação televisiva do que propriamente daquilo que retenho com a leitura. O meu principal problema neste momento é que retrata demasiado a política e as relações/ligações entre os personagens estão em segundo plano, demasiado escondidas nas entrelinhas. Elas estão lá, não me interpretem mal, entre uma acção e outra mas, estão demasiado camufladas para as conseguir sentir na sua plenitude.Para mim, ter uma imagem física, ainda que mal formada, de cada um dos intervenientes mais importantes, ajudou-me a criar melhor o mundo na minha imaginação, mas, o livro, ainda assim, dá-nos mais conteúdo e é possível ver a profundidade de algumas das relações que não foram tão exploradas na adaptação televisiva. A maior diferença não é nos diálogos, mas nos pensamentos mais íntimos. Há tanto para conhecer. Para os fãs da série, aconselho vivamente. É uma outra forma de dar vida a um universo tão ridiculamente extenso.O mundo de Westeros é um mundo complexo. Um mundo dominado por jogos políticos, mentiras e verdades duras que, até ao momento, não possibilitaram a evolução dos personagens.
Mas no final, A Guerra dos Tronos dá-nos uma quantidade imensa de conteúdo, alguns dos quais, não era requisitado e vi-me obrigada a filtrar entre o que era importante e o que não o era. Tanto que, para o final, alguns dos nomes passaram a ser meros borrões de tinta, nomeadamente durante as celebrações. Não foi uma leitura que apreciei por aí além. Há tanto para conhecer e desejava um maior aprofundamento das emoções porque embora cada voz continue a ser muito distinta, os sentimentos perderam-se no meio da política de rua.